Manual de Otorrinolaringologia, 2ª edição

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A série Manual do Residente da Universidade Federal de São Paulo foi elaborada com o objetivo de contribuir para a boa prática clínica. Cada livro traz informações relevantes e precisas, tornando-se indispensável a todos os médicos que desejam e atualizar em sua área de conhecimento. Esta obra foi desenvolvida por residentes do Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Unifesp, sob supervisão dos professores, colaboradores e antigos residentes dessa instituição. Na primeira edição deste manual, foi dada ênfase às doenças agudas encaradas pelos otorrinolaringologistas em ambientes de prontoatendimento. O objetivo deste livro é complementar o conteúdo abordado pela edição anterior; assim, aqui são estudadas as doenças crônicas, usualmente tratadas nos ambulatórios e consultórios da especialidade. A proposta de fazer um texto objetivo, sucinto e, ao mesmo tempo, abrangente foi mantida. Os capítulos foram escritos com base nas melhores evidências disponíveis, visando a trazer as condutas mais atuais e corretas à área. Esperamos que alunos, residentes e também otorrinolaringologistas já formados possam aproveitar muito a leitura.

 

15 capítulos

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1 - Otite média crônica

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Capítulo 1

OTITE MÉDIA CRÔNICA

Maria Luisa Pedalino Pinheiro

Andrei Borin

INTRODUÇÃO

Otite média crônica (OMC) pode ser definida como processo inflamatório na orelha média (OM) – divisão anatômica do osso temporal (OT) que engloba o apêndice mastóideo, a fenda timpânica, os ossículos auditivos, a tuba auditiva e a membrana timpânica (MT) –, no qual existem alterações irreversíveis do revestimento mucoperiosteal, ou seja, não possibilitam a recuperação de sua fisiologia. Esta entidade nosológica abrange diversas apresentações, que compartilham entre si este conceito fisiopatológico, mas que podem exibir comportamentos clínicos diversos, bem como prognóstico e tratamento não comparáveis.

A OMC traz repercussões na qualidade de vida do paciente, por questões estéticas (como supuração e odor fétido na orelha, disfunções da mímica facial) e funcionais (como hipoacusia ou alteração de mastigação), eventual morbidade (sequelas neurológicas, auditivas e vestibulares) e até mesmo mortalidade. Desta maneira, é essencial que o médico residente conheça a sua fisiopatologia, suas possíveis complicações e modalidades de tratamento. A completa compreensão da

 

2 - Perdas auditivas crônicas

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Capítulo 2

PERDAS AUDITIVAS CRÔNICAS

Francisco Bazílio Nogueira Neto

Fernando Kaoru Yonamine

As perdas auditivas podem decorrer de diversas entidades clínicas. Neste capítulo serão abordadas resumidamente as principais causas de perdas auditivas crônicas.

PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL GENÉTICA

As perdas auditivas genéticas apresentam grande variabilidade quanto à idade de aparecimento e ao grau de perda; cerca de 30% estão associadas a síndromes genéticas. Aproximadamente 80% das perdas auditivas neurossensoriais genéticas não sindrômicas prélinguais (instalação da perda auditiva antes da aquisição de fala) são autossômicas recessivas, 15% autossômicas dominantes e 2 a

3% ligadas ao X. As autossômicas dominantes costumam ser progressivas e menos graves, sendo as pós-linguais (instalação da perda auditiva após a aquisição de fala) mais frequentes que as pré-linguais. Os loci gênicos autossômicos dominantes são identificados como DFNA, os autossômicos recessivos como DFNB, os ligados ao X como DFNX.

 

3 - Manejo do paciente com vertigem

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Capítulo 3

MANEJO DO PACIENTE COM VERTIGEM

João Paulo Mangussi Costa Gomes

Evandro Maccarini Manoel

INTRODUÇÃO

Tontura corresponde à percepção errônea de alteração do equilíbrio corpóreo e é o principal sintoma de disfunções vestibulares. Nos Estados Unidos, representa a terceira queixa mais referida por pacientes ambulatoriais e é o principal motivo de consultas médicas de pacientes com mais de 75 anos.1

Quando há ilusão de movimento corpóreo, geralmente de caráter rotatório, recebe o nome de vertigem. Alguns estudos estimam que cerca de 30% das pessoas apresentarão esse sintoma em algum momento de suas vidas.2

A queixa de vertigem é um verdadeiro desafio ao médico atendente.

Isso porque, além de muitas vezes ser difícil de definir, não representa uma doença isolada. É, na verdade, um sintoma cardinal de diferentes doenças que podem se originar da orelha interna, do nervo vestibular, do tronco encefálico, do cerebelo ou ter origem psicogênica.2

 

4 - Rinite alérgica

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Capítulo 4

RINITE ALÉRGICA

Otávio Augusto Iavarone

Giuliano Bongiovanni

INTRODUÇÃO

Doença causada por inflamação da mucosa nasal mediada por imunoglobulina E (IgE). Apresenta-se, muitas vezes, associada a asma, dermatite atópica e rinoconjuntivite.1

EPIDEMIOLOGIA

Acomete 10 a 30% dos adultos e de 20 a 40% das crianças.2 A seguir estão listados os principais aeroalérgenos desencadeantes da rinite

(Quadro 4.1).

Quadro 4.1 Fatores desencadeantes da rinite.

Aeroalérgenos

Baratas

Blatella germanica e Periplaneta americana

Animais

Cão, gato, cavalo, hamster

Fungos

Cladosporium sp., Aspergillus sp., Alternaria sp. e Penicillium notatum

Ácaros domiciliares

Dermatophagoides pteronyssinus e

Dermatophagoides farinae

Pólens

Gramíneas

Ocupacionais

Trigo, detergente, látex, poeira de madeira

Adaptado de Solé (2012).1

FISIOPATOLOGIA

A fisiopatologia da rinite alérgica é dividida em três etapas principais

 

5 - Rinossinusite crônica

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Capítulo 5

RINOSSINUSITE CRÔNICA

Hudson Godeiro de Araújo Teixeira

Paulo Saraceni Neto

INTRODUÇÃO

Rinossinusite é uma inflamação da mucosa do nariz e dos seios paranasais, constituindo-se em uma das afecções mais prevalentes das vias respiratórias superiores.1

Estima-se que 5 a 15% da população tanto nos Estados Unidos quanto na Europa seja portadora de rinossinusite crônica (RSC)¹,². No

Canadá, a prevalência é de 3,4% em homens e 5,7% em mulheres.³ Na cidade de São Paulo, a prevalência é de 5,5%.4 O Brasil carece de estatísticas de prevalência e incidência relacionadas com a RSC.1

CLASSIFICAÇÃO

As rinossinusites podem ser classificadas, conforme as diretrizes brasileiras, em:

• Rinossinusite aguda (RSA): sintomas com duração de até 4 semanas

• Rinossinusite subaguda: sintomas com duração maior que 4 e menor que 12 semanas

• Rinossinusite crônica: duração maior que 12 semanas

• Rinossinusite recorrente (RSR): com quatro ou mais episódios de RSA no intervalo de 1 ano, com resolução completa dos sintomas

 

6 - Tumores nasossinusais

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Capítulo 6

TUMORES NASOSSINUSAIS

Guilherme F. Moussalem

Élcio Roldan Hirai

INTRODUÇÃO

Os tumores nasossinusais são neoplasias raras. No entanto, devido à proximidade anatômica com estruturas nobres como olhos, cérebro e nervos cranianos, são diagnósticos que sempre devem ser aventados pela necessidade de tratamento precoce. Grande parte dos tumores nasossinusais desenvolve-se de maneira insidiosa, com poucos sintomas no início da doença, fazendo com que, muitas vezes, o diagnóstico seja tardio.

Os sintomas, tais como obstrução nasal, rinorreia e facialgia, confundem-se com infecções de vias aéreas superiores ou sinusites, podendo não ser levantadas precocemente hipóteses de neoplasias nasossinusais.

Dentre os principais sinais e sintomas, tanto dos tumores benignos como dos malignos, estão tumoração em fossa nasal, obstrução nasal unilateral e epistaxe, apesar deste último sinal estar mais associado a lesões vasculares, como nasoangiofibroma, e a tumores malignos. Podem ainda ocorrer sintomas como rinorreia (purulenta ou não), cacosmia, edema nasal e de face, cefaleia, alterações visuais, alterações de pares cranianos, trismo e até mesmo alterações auditivas, por extensão tumoral até a nasofaringe e comprometimento da tuba auditiva. Embora as manifestações clínicas possam variar de acordo com tipo histológico, a apresentação vai depender principalmente do local de origem e do tamanho e extensão tumorais.

 

7 - Disfonia crônica

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Capítulo 7

DISFONIA CRÔNICA

Mariana Junqueira Reis Enout

Sung Woo Park

INTRODUÇÃO

Disfonia é toda e qualquer perturbação na emissão vocal que afete qualquer um de seus parâmetros, tais como qualidade da voz, sensibilidade, resistência, potência vocal, frequência e projeção.1 Também pode ser definida como perda da eufonia, que é a associação harmoniosa entre os elementos envolvidos na emissão vocal, que resulta em sons agradáveis ao ouvido, emitidos sem dificuldades ou desconforto para o falante e que se modifica de acordo com a situação e o contexto da comunicação.

Disfonia crônica, então, é a perturbação da emissão vocal por mais de 15 dias.2

As disfonias podem ser divididas de acordo com a sua etiologia:3

• Disfonias orgânicas: paralisias laríngeas, carcinoma laríngeo, papilomatose, doenças neurológicas, fibroses, problemas auditivos, doenças psiquiátricas

• Disfonias funcionais

– Disfuncionais: sobrecarga e mau uso vocal

 

8 - Disfagia

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Capítulo 8

DISFAGIA

Luiza de Almeida Gondra

Luciano Rodrigues Neves

INTRODUÇÃO

A disfagia, ou o distúrbio da deglutição, é definida como a incapacidade em ingerir ou transportar o bolo alimentar ou a produção salivar da região oral até o estômago. Quanto ao diagnóstico topográfico, didaticamente, podem-se dividir as disfagias em formas isoladas (oral, faríngea ou esofágica) e em segmentares (orofaríngea e orofaringoesofágica).

A disfagia orofaríngea é caracterizada por distúrbios que envolvem o processo de deglutição da região compreendida da cavidade oral até o esfíncter esofágico superior (EES), localizado na transição faringoesofágica. É uma afecção com forte impacto na qualidade de vida do indivíduo, devido à sua grande morbimortalidade e associação com doenças crônico-degenerativas.

Serra-Prat et al., em um estudo de coorte com indivíduos idosos maiores de 70 anos não institucionalizados e não hospitalizados, observaram que o comprometimento da qualidade deglutitória e da proteção das vias respiratórias inferiores está associado a maior risco de desnutrição e infecção do trato respiratório. Concluíram, com isso, que a disfagia é um importante fator de risco para perda da capacidade funcional desses indivíduos.1

 

9 - Estridor laríngeo

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Capítulo 9

ESTRIDOR LARÍNGEO

Cláudia Antunha de Freitas

Grazzia Guglielmino da Cruz

INTRODUÇÃO

O estridor se caracteriza como respiração ruidosa em consequência do turbilhonamento do ar ao passar por uma via respiratória estreitada. Pode ser originado da via respiratória superior ou inferior. Em crianças, estridor é o sinal mais importante de obstrução da via respiratória.1-3

AVALIAÇÃO DA CRIANÇA COM ESTRIDOR

Na avaliação inicial de uma criança com estridor, é importante reconhecer se ela se encontra em insuficiência respiratória aguda. Se não se enquadrar em urgência médica, pode-se dar seguimento à investigação etiológica e ao tratamento definitivo.

A investigação do estridor deve começar com uma história detalhada do parto, época de aparecimento, duração e característica do estridor no choro e sono, e sinais de gravidade, como cianose. Devese atentar para o histórico de internações anteriores, necessidade de intubação orotraqueal, malformações congênitas, refluxo gastroesofágico e outros. O exame físico deve buscar sinais de alarme, como tiragem intercostal, taquipneia, batimento de asa nasal e uso de musculatura acessória, avaliação da deglutição e busca de anomalias congênitas.

 

10 - Síndrome da apneia obstrutiva do sono em adultos

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Capítulo 10

SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM ADULTOS

Hyun Jin Noh

Tatiana de Aguiar Vidigal

INTRODUÇÃO

A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial (hipopneia) ou total (apneia) da via respiratória superior durante o sono, identificada por diminuição ou ausência de fluxo aéreo, mesmo com esforço respiratório. Os sinais e sintomas da SAOS são resultados diretos desses episódios, entre eles: sonolência diurna excessiva, fragmentação do sono e hipoxemia.¹

EPIDEMIOLOGIA

A prevalência da SAOS é alta entre adultos, e maior em homens que em mulheres. Segundo estudos, a prevalência varia de 3 a 7,5% para homens e de 1,2 a 4,5% para mulheres,² podendo chegar a 32,8%.³ Os fatores de risco associados à SAOS são idade, gênero, índice de massa corpórea (IMC), medida da circunferência cervical e alterações craniofaciais (Quadro 10.1).

Quadro 10.1 Fatores de risco para SAOS.

 

11 - Síndrome da apneia obstrutiva do sono em crianças

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Capítulo 11

SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTIVA

DO SONO EM CRIANÇAS

Maíra da Rocha

Vitor Guo Chen

INTRODUÇÃO

A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é caracterizada pelo aumento da resistência das vias aéreas superiores durante o sono, com episódios intermitentes de colapso, levando à obstrução parcial prolongada ou completa e intermitente, interrompendo a ventilação e alterando o padrão de sono, acompanhada por sinais e sintomas.1-6

É um problema de saúde pública, afetando 1 a 6% de todas as crianças, 2 a 3% dos pré-escolares e até 59% das crianças obesas.1,6-8

FATORES DE RISCO

A hipertrofia adenotonsilar é o principal fator de risco para a SAOS em crianças, principalmente em pré-escolares, grupo em que essa condição é mais comum, e em crianças não obesas e sem comorbidades.

Outros fatores de risco podem ser vistos no Quadro 11.1.4,5,8

Quadro 11.1 Principais fatores de risco associados à síndrome da apneia obstrutiva do sono em crianças.

 

12 - Neoplasias de boca

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Capítulo 12

NEOPLASIAS DE BOCA

Thiago Luis Rosado Soares de Araújo

Marcel das Neves Palumbo

INTRODUÇÃO

A cavidade oral estende-se desde a junção do vermelhão dos lábios até o istmo das fauces, limitada superiormente pelo palato duro até a transição com o palato mole, lateralmente pela mucosa jugal até os pilares amigdalianos anteriores e, inferiormente, pelo assoalho da boca e língua até as papilas circunvaladas. Os locais específicos da boca, origem de possíveis tumores, são lábios, língua oral, assoalho da boca (ou pelve lingual), gengivas inferior e superior, regiões jugais, retromolares e palato duro.1

O câncer de lábio é o tumor maligno mais comum da boca (25 a

30% dos casos) e é o segundo mais frequente em cabeça e pescoço, atrás apenas da neoplasia maligna de pele, sendo a exposição ao sol o principal fator de risco. O fumo de cachimbo e cigarro, higiene dental deficiente e alcoolismo crônico podem contribuir para seu desenvolvimento.2 Geralmente, acomete homens brancos, fumantes e entre a quinta e a sétima década de vida. O lábio inferior é o local mais frequente, com quase 90% das ocorrências, seguido de 7% no lábio superior e 4% na comissura labial.3

 

13 - Câncer de laringe

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Capítulo 13

CÂNCER DE LARINGE

Marcéli Nicole Peixoto Paiva

Fábio Brodskyn

INTRODUÇÃO

O câncer é uma doença de alta incidência e prevalência em todo o mundo, que, com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, tem se tornado cada vez mais uma das principais causas de morte na população geral. No ano de 2011, estima-se que as doenças neoplásicas foram a terceira causa de morte em todo o mundo,1 e no Brasil essa incidência sobe para o segundo lugar, também no ano de 2011.2

O câncer de cabeça e pescoço responde por cerca de 1,5 a 6,5% de todas as neoplasias, e o de laringe é responsável por 30 a 40% desses casos. No Brasil, foram registrados 9.504 casos em 2011, apresentando nesse mesmo ano um número de 3.891 mortes pela doença. Tem taxa de 3,5% de todas as mortes por câncer entre os homens, ocupando o 12o lugar, e entre as mulheres essa taxa cai para 0,6%, ocupando o 15o lugar.2 Para 2014, no Brasil, estimam-se 6.870 casos novos de câncer de laringe em homens e 770 em mulheres. O risco estimado é de 7,03 casos a cada 100 mil homens e de 0,75 a cada

 

14 - Nódulo e neoplasia da tireoide

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Capítulo 14

NÓDULO E NEOPLASIA DA TIREOIDE

Tiago da Costa Moreira

Fernando Danelon Leonhardt

INTRODUÇÃO E EPIDEMIOLOGIA

Os nódulos da tireoide são muito prevalentes e constituem a principal forma de apresentação da maioria das doenças nessa glândula. Em regiões sem carência de iodo, o nódulo tireoidiano pode ser detectado à palpação em 1% dos homens e 5% das mulheres e, ao exame ultrassonográfico, em até um terço da população adulta (19 a 67%), com maior prevalência entre mulheres acima de 60 anos. Sua importância clínica reside no fato de que é necessário excluir a possibilidade de carcinoma, que ocorre em 5 a 15% dos nódulos, dependendo de idade, sexo, história familiar, exposição prévia à radiação e síndromes que cursam com este tumor (Cowden, Carney, neoplasia endócrina múltipla tipo 2 [NEM 2], Werner, dentre outras).1,2

O carcinoma da tireoide é, na maioria das vezes, indolente e assintomático. Microcarcinomas (definidos como menores de 1 cm de diâmetro) estão presentes em 15 a 36% dos pacientes submetidos à necropsia. No Brasil, estes tumores são encontrados em 7,2% das necropsias e 7,8% das tireoides operadas por doença benigna, e a incidência é de aproximadamente 1%.¹

 

15 - Abscessos cervicais

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Capítulo 15

ABSCESSOS CERVICAIS

Francisco Iure Sampaio Lira

Leonardo Haddad

INTRODUÇÃO

As infecções profundas dos espaços cervicais são conhecidas desde a antiguidade, havendo registro de citações desde a época de Hipócrates e Galeno. Mas foi a partir dos estudos de Wilhelm Friedrich von

Ludwig, em 1836, sobre a doença que hoje leva seu nome, que houve maior interesse nas manifestações clínicas e no tratamento das infecções profundas do pescoço.1

Apesar de sua incidência ter decrescido nos últimos anos, em especial devido ao desenvolvimento de novos antibióticos e seu uso mais amplo, os abscessos cervicais ainda constituem grande causa de morbidade e mortalidade, caso não sejam adequadamente tratados.

ANATOMIA

As fáscias cervicais são estruturas constituídas de tecido conectivo fibroso que envolve e divide as estruturas do pescoço, criando espaços virtuais.

Didaticamente, são divididas em duas camadas, denominadas superficial e profunda. A camada superficial localiza-se imediatamente abaixo da derme e envolve o platisma e os músculos da expressão facial, estendendo-se do crânio ao tórax e às axilas. Já a camada profunda subdivide-se em outras três camadas: superficial, média e profunda.2

 

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