O Paciente com Necessidades Especiais na Odontologia - Manual Prático, 3ª edição

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Totalmente revisada, ampliada e atualizada, a terceira edição de O Paciente com Necessidades Especiais na Odontologia | Manual Prático, reflete a preocupação da autora com a inclusão de gestantes, idosos e pessoas com deficiências.

Os 50 capítulos que compõem esta edição, divididos em 11 partes, abordam os diversos casos especiais em Odontologia, apresentando os tratamentos e tipos de anestesia mais adequados, além de fornecer noções gerais sobre atendimento, acessibilidade e biossegurança e detalhar as alterações sistêmicas, neurológicas e comportamentais com as quais o cirurgião-dentista mais se depara na prática diária.

Obra atual e moderna, é de leitura agradável, tanto aos grandes especialistas na área odontologia legal, quanto ao cirurgião-dentista clínico que deseja atualizar-se e estar conectado com seu tempo.

Os capítulos foram tratados de forma bastante detalhada, tendo alguns temas inéditos, o que diferencia a obra dos demais livros da área.

Destaques:
• A obra vem suprir uma carência bibliográfica nesta área;
• Casos clínicos relatados com base nas experiências vividas durante a trajetória acadêmica e profissional da autora.

 

52 capítulos

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1 - Paciente com Necessidades Especiais | Conceito

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1

Paciente com

Necessidades

Especiais | Conceito

Maria Lucia Zarvos Varellis e Cássia Maria Buchalla

Introdução

O ser humano é único e indivisível, e não pode ser compreendido meramente pela soma de seus componentes. A visão aristotélica de que “o inteiro é mais do que a simples soma de suas partes” foi retomada por Augusto Comte no século 18, ao instituir a importância do espírito de conjunto ou síntese sobre o espírito de detalhes. Dessa maneira, pode-se dizer que o ser humano é um ser biopsicossocial.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de afeções e enfermidades”. Assim, a saúde passou a ser um valor mais da comunidade que do indivíduo, e compreender essa afirmação é o primeiro passo para entender o que é a doença.

O homem é formado por um conjunto de

órgãos e sistemas que devem funcionar harmoniosamente. Nesse contexto, pacientes com necessidades especiais são aqueles cuja harmonia foi rompida, e esses indivíduos fazem parte do dia a dia da clínica odontológica.

 

2 - Classificação das Necessidades - Especiais

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2

Classificação das

Necessidades Especiais

Maria Lucia Zarvos Varellis

Introdução

As necessidades especiais esbarram em um universo complexo e diverso. O deficiente mental tem, entre outras necessidades, a de educação especial; o deficiente físico, com redução ou perda de mobilidade, precisa de acessórios para sua locomoção, que vão desde uma bengala até uma cadeira de rodas, e da aplicação do conceito de acessibilidade e do desenho universal, que torna

todos os locais acessíveis. Em Odontologia, isso não é diferente (Figura 2.1).

Apesar de a Classificação Internacional de

Doenças (CID) e a Classificação Internacional de

Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) classificarem o paciente do ponto de vista da doença e das potencialidades, respectivamente, não existe uma classificação das necessidades odontológicas especiais. O paciente é diagnosticado pelo profissional e tem suas sequelas da doença de base

Contexto na Odontologia

 

3 - Odontologia Hospitalar

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3

Odontologia

Hospitalar

Cristina Giovanetti Del Conte, Denise Caluta

Abranches, José Benedito Dias Lemos,

Keller De Martini, Letícia Mello Bezinelli,

Maria Elvira Pizzigatti Correa, Marcelo Marcucci e Maria Paula Siqueira de Melo Peres

Introdução

A Odontologia em ambiente hospitalar tem por característica a interação com a Medicina e as outras especialidades na área da saúde, proporcionando atendimento multidisciplinar e integral em saúde bucal a indivíduos portadores de distúrbios sistêmicos.

Segundo o Ministério de Saúde, o hospital é parte integrante de uma organização médica e social cuja função básica consiste em proporcionar à população assistência médica sanitária completa, tanto curativa quanto preventiva, sob qualquer regime de atendimento, inclusive o domiciliar, cujos serviços externos irradiam até o âmbito familiar, constituindo-se também em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em saúde, bem como de encaminhamento de pacientes, cabendo-lhe supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente.

 

4 - Assistência Odontológica em - Unidade de Terapia Intensiva

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4

Assistência

Odontológica em

Unidade de Terapia

Intensiva

Aline Silva Magalhães Melo

Introdução

É possível afirmar que os pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI) são portadores de necessidades especiais (PNE), pois apresentam perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, o que promove incapacidade para o desempenho de atividades dentro do padrão considerado normal para o ser humano. Nessa perspectiva, este capítulo aprofunda as considerações sobre pacientes com deficiência permanente, ou seja, aos quais não é possível vislumbrar recuperação ou alteração imediata, apesar do aparecimento de novos tratamentos. Em virtude da consolidação da limitação física ou psicológica, esses pacientes podem ser classificados como incapazes, por apresentarem a redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, exigindo equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais a fim de receber ou transmitir informações necessárias a seu bem-estar pessoal e ao desempenho de função ou atividades.

 

5 - Técnico e Auxiliar em Saúde Bucal

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5

Técnico e Auxiliar em Saúde Bucal

Maria Lucia Zarvos Varellis

Reflexão

Nenhum homem é uma ilha. Em um processo de construção, seja ele qual for, faz-se mister que muitas mãos participem: uma seleciona as pedras, outra peneira a areia, mais uma prepara a argamassa, a seguinte assenta as pedras escolhidas, outra empunha a pá que alisa a argamassa e, por último, vem aquela que, com a tinta, dará vida e cor à edificação.

Qual mão foi a mais importante nesse processo? Impossível dizer, pois foi o trabalho de uma que alicerçou o da outra. Assim se pensa no conceito de “equipe”.

Nesse sentido, destaca-se a importante participação da equipe auxiliar no processo de construção e manutenção do relacionamento com o paciente.

A competência da equipe auxiliar em consultórios e clínicas vai desde a manutenção dos pacientes antigos até a conquista de novos, passando por honorários, comunicação, marketing, até chegar ao requinte das boas maneiras, agendamento, administração e contabilidade. A isso acrescenta-se a importância da harmonia e sintonia entre técnicos e auxiliares de saúde bucal e demais profissionais da saúde. São eles, em sua multifacetada atividade diária, que ora selecionarão as pedras, ora peneirarão a areia para, em outro momento, assentar com argamassa, alisar com a pá e, finalmente, pintar.

 

6 - Sistema Único de Saúde e Odontologia Integral e Inclusiva

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6

Sistema Único de

Saúde e Odontologia

Integral e Inclusiva

Glaucia Crispim Zanoni

Introdução

Para o entendimento da situação atual da prática odontológica voltada aos pacientes com necessidades especiais atendidos pelo Sistema Único de

Saúde (SUS), é necessário conhecer a evolução da saúde pública brasileira e reconhecer a importância da saúde bucal no contexto da integralidade, equidade e universalidade.

Implantação do SUS | Panorama cronológico e histórico

Para compreender o SUS, é necessário resgatar alguns pontos importantes da sua trajetória até os dias atuais.

Ao que consta, a saúde pública brasileira sofreu influências de todo o contexto político-social pelo qual o país passou ao longo do tempo, sendo que a participação dos movimentos organizados surge ainda na década de 1920, quando os movimentos trabalhistas urbanos criam as Caixas de

Aposentadorias e Pensões (CAP).

Em 1923, como fruto do crescimento industrial e de maior mobilização dos trabalhadores, foi promulgada a Lei Eloy Chaves, que instituía as CAP, as quais consistiam em um fundo criado pelas empresas com a contribuição dos empregados, sem a participação da União, para financiar a aposentadoria dos trabalhadores e sua assistência médica.

 

7 - Anamnese

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Anamnese

Maria Lucia Zarvos Varellis

Introdução

Ao longo do tempo, muito se pesquisou para encontrar soluções e cura para os problemas relacionados com a saúde física e mental dos indivíduos.

As pesquisas levaram a grandes descobertas, como a da penicilina, que, após o extermínio devastador da tuberculose, transformou-a em uma doença curável.

A preocupação com o ser humano e o seu bem-estar foi tão grande que se criaram especialidades a fim de possibilitar um estudo mais aprofundado a respeito de cada segmento. Isso também ocorreu com a Odontologia, que foi subdividida em especialidades, possibilitando ao profissional aprimorar-se na área pela qual optasse. Isso levou o cirurgião-dentista a adquirir mais conhecimento.

A área de atuação do cirurgião-dentista é na região de cabeça e pescoço; na boca e no dente, mais especificamente na cavidade dentária; e, de acordo com a especialidade, em uma cavidade dentro desta. Contudo, em algum momento da evolução, perdeu-se a noção do todo. O real significado da palavra “indivíduo” foi esquecido.

 

8 - Biossegurança e Controle de - Infecção Cruzada

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8

Biossegurança e

Controle de Infecção

Cruzada

Lusiane Camilo Borges

Introdução

As medidas de biossegurança são essenciais ao profissional de saúde e ocupam papel funda‑ mental no ensino, ampliando a visão que o cirur‑ gião‑dentista (CD) e a equipe auxiliar necessitam ter para promover a saúde e prevenir a infecção cruzada. Sob esse enfoque, torna-se importante incorporar à orientação da equipe de saúde bucal a organização para realização de rotinas e nor‑ mas, procedimentos de esterilização e desinfec‑

ção, além dos cuidados com o meio ambiente pelo gerenciamento dos resíduos de saúde. Por isso, deve-se prestar atenção odontológica adequada e pautada nos conhecimentos científico e técnico.

Biossegurança odontológica

É direcionada às atividades inerentes aos riscos biológicos, químicos e físicos, abrangendo a práti‑ ca odontológica uma grande variedade de proce‑ dimentos, que incluem desde um simples exame clínico até uma cirurgia de enxerto ósseo.

 

9 - Prevenção e Mínima Intervenção

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Prevenção e

Mínima Intervenção

Sandra Kalil Bussadori, Ravana Angelini Sfalcin e Lara Jansiski Motta

Materiais que promovem a saúde

Vernizes de flúor e clorexidina

O flúor e a clorexidina são agentes quimioterápicos utilizados na promoção da saúde bucal por conta de seu efeito sobre as bactérias bucais, principalmente Streptococcus mutans, responsáveis pelo processo inicial das lesões de cárie.

A maioria dos agentes quimioterápicos é composta por agentes antimicrobianos de amplo espectro que exercem efeitos bactericidas e bacteriostáticos diretos, ligando-se à membrana bacteriana e, consequentemente, interferindo em suas funções, como o transporte. A absorção às membranas também pode alterar sua permeabilidade, resultando em vazamento dos componentes intracelulares com desnaturação e coagulação das proteínas contidas no citoplasma. A perturbação do metabolismo bacteriano leva à morte do microrganismo patogênico.1 Chestnutt 2 relatou em estudo clínico randomizado, duplo-cego com acompanhamento de 2 anos, a avaliação do verniz de clorexidina (40%) em molares decíduos, concluindo que 6 meses de aplicações desse agente foram efetivos na redução de incidência de lesões de cárie em dentes decíduos. Cabe ressaltar que Du et al.3 e Baca et al.4 encontraram resultados semelhantes.

 

10 - Acessibilidade

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Acessibilidade

Mardilei Canal Rigotti e Margareth Pandolfi

Introdução

Atualmente, há no mundo um número considerável e crescente de pessoas com deficiências físicas, mentais e/ou sensoriais, o que repercute negativamente em pelo menos 25% desses indivíduos, que, muitas vezes, são submetidas à imposição de barreiras físicas e sociais.1

A trajetória revela que a pessoa portadora de deficiência tem um histórico de marginalização e vive em uma espécie de apartheid social, à mercê da própria deficiência e da exclusão proporcionada pela sociedade, que dita padrões de beleza e mercadológicos inatingíveis.2 Entretanto, a acessibilidade é um direito básico que garante a não discriminação e uma condição prévia para a inclusão social. A equiparação de oportunidades implica não somente suprimir ou evitar a construção de novas barreiras, mas também como dispor de transporte, meios de comunicação e informações acessíveis e de divulgar e promover o desenho universal, um conceito que visa a promover acesso a todas as pessoas, sem necessidade de adaptações, por meio da construção do conhecimento do professor, do médico, do cirurgião-dentista e de todos os profissionais.3

 

11 - Criança Especial

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Criança Especial

Maria Lucia Zarvos Varellis

Introdução

Nascimento

A atuação do profissional com um paciente que nunca teve experiência com tratamento odontológico é decisiva, marcando-o para sempre. Essa atuação deve ser delicada, respeitando os seus limites do outro e impregnando-o com memórias positivas que farão parte do seu sentir por toda a vida.

Em princípio, todos os pacientes são especiais, uma vez que são dotados de características particulares e únicas. Ter necessidades especiais está relacionado com inúmeras situações, entre elas alterações que ocorrem durante o período gestacional (hereditárias ou congênitas), durante o parto ou aquelas adquiridas no decorrer da vida.

Este capítulo abordará a criança especial (não apenas com pouco tempo de vida, mas também do ponto de vista cognitivo, com comprometimento cognitivo ou não, que não consegue compreender a dinâmica do consultório odontológico pelos métodos tradicionais ou que, apesar de compreendê‑la, não é capaz de dar as respostas e a colaboração necessária para que o tratamento transcorra de forma habitual. São pacientes que, embora com idade cronológica para essa compreensão, não têm desenvolvimento normal para tanto.

 

12 - Odontogeriatria

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Odontogeriatria

Maria Lucia Zarvos Varellis

Introdução

A odontogeriatria foi reconhecida como especialidade odontológica em 2002. Pacientes com mais de 60 anos de idade são incluídos nesse segmento, cujos objetivos principais são prevenir e tratar doenças bucais que podem aumentar os riscos de disfunções sistêmicas em idosos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 13,5 milhões de idosos, em 1999, podendo chegar a 32 milhões em 2025.1

O avanço nos tratamentos médicos, os novos fármacos, a melhora na qualidade de vida, programas de imunização, condições de moradia como saneamento básico, água, alimentação balanceada etc. favorecem um maior tempo de vida para as pessoas. Consequentemente, há um aumento no número de indivíduos idosos inseridos no contexto social e, por sua vez, nos consultórios odontológicos.2 Nesses pacientes, os efeitos do tempo se fazem notar em vários aspectos, entre eles o psicológico e o bucal, ambos de grande interesse para o cirurgião-dentista.

 

13 - Pacientes Oncológicos

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Pacientes

Oncológicos

Maria Lucia Zarvos Varellis

Introdução

Quimioterapia

O câncer é uma doença cujos mecanismos desconhecidos e devastadores, até pouco tempo, condenavam o doente à morte, com uma sobrevida curta. Com o avanço das pesquisas, esses mecanismos foram sendo desvendados e, atualmente, já se conta com um leque de opções que melhoram a qualidade e aumentam a sobrevida do paciente oncológico, podendo, em muitos casos, chegar à cura total. O diagnóstico precoce é fundamental e favorece o sucesso das técnicas empregadas.

Os recursos disponíveis para o tratamento do câncer são: cirurgia, químio e radioterapia. A cirurgia é específica para o tecido e visa à resseção da massa tumoral e dos tecidos envolvidos – linfonodos e glândulas endócrinas que potencialmente podem modificar a disseminação da doença. A excisão cirúrgica é feita com margens largas de segurança para garantir a remoção de todo o tumor, reduzindo a possibilidade de recidiva da doença. Já a químio e a radioterapia são tratamentos pré ou pós-cirúrgicos que visam à destruição ou inibição do crescimento das células tumorais, interferindo na divisão celular e agindo em células com grande atividade mitótica.

 

14 - Gestantes

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Gestantes

Maria Lucia Zarvos Varellis

Introdução

A gestante é um indivíduo que, ao longo do processo gestacional e durante mais um período que se estende por alguns meses após o parto, tem necessidades especiais; mãe e feto são dois pacientes com necessidades especiais. A mãe, porque passa por um período de reorganização hormonal para manutenção da gestação e pelos aspectos fisiológicos e psicológicos envolvidos nesse processo; o feto, porque é um organismo em formação, suscetível às interferências ambientais e orgânicas às quais a mãe é submetida durante a gestação (Figura 14.1).

Processo gestacional

Na literatura, encontram-se várias publicações, desde as que contraindicam qualquer procedimento para atendimento odontológico de gestantes, com exceção de profilaxia e flúor, até trabalhos mais arrojados que procuram avaliar a necessidade efetiva de tratamentos, levando em consideração os riscos para o organismo que abriga essa gestação, bem como os malefícios ou benefícios da não intervenção. Em primeiro lugar, deve-se entender o processo gestacional e quais são as alterações pelas quais passa a gestante.

 

15 - Gestação Múltipla

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15

Gestação Múltipla

Maria Lucia Zarvos Varellis

Introdução

Sabe-se que, a cada ciclo menstrual, a probabilidade de a mulher engravidar é de 20 a 25%, e aproximadamente 85% dos casais, após 1 ano sem utilização de qualquer método contraceptivo, conseguem gerar um bebê. Entretanto, pesquisas apontam que 15% dos casais apresentam dificuldades em ter filhos. São fatores que contribuem para a infertilidade:

• Idade superior a 35 anos

• Sobrepeso ou má nutrição

• Doenças sexualmente transmissíveis

• Tabagismo, alcoolismo e drogas ilícitas

• Problemas na ovulação

• Alterações tubárias e no útero

• Endometriose.

Na atualidade, em razão de problemas de infertilidade, as mulheres têm procurado cada vez mais tratamentos para reverter a infertilidade, como a reprodução assistida, em que vários embriões são inseminados na cavidade uterina a fim de resultar em gestação. Assim, o aumento na incidência de gestações múltiplas tem aumentado em decorrência dessas técnicas.

 

16 - Doenças Infectocontagiosas

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Doenças

Infectocontagiosas

Marcelo Mendonça

Introdução

As doenças infectocontagiosas são de extremo interesse ao cirurgião-dentista, pois envolvem três aspectos importantes: a integridade física do paciente, a integridade física do profissional e a prevenção da contaminação cruzada. Contaminação pode ser definida como a penetração de microrganismos patogênicos nos tecidos orgânicos e a produção de determinadas manifestações mórbidas, que se apresentam como consequência da multiplicação e atividades desses agentes infecciosos.

A doença infectocontagiosa é aquela desencadeada pela contaminação do organismo por um agente patógeno que se multiplica e desencadeia uma doença característica, transmissível a outros indivíduos. São inúmeras as doenças infectocontagiosas, e algumas de interesse para o cirurgião‑dentista serão citadas neste capítulo.

Síndrome da imunodeficiência adquirida | Aids

Durante o tempo que os mecanismos de contaminação e as alterações sistêmicas decorrentes da doença eram desconhecidos, a Aids era como um fantasma, visto que se tratava de uma doença contagiosa desconhecida; por isso, muitos mitos foram criados a respeito dela. Atualmente, porém, há muitas informações que possibilitam o atendimento com segurança para o paciente e o profissional em relação à síndrome:

 

17 - HIV/Aids | Diagnóstico e - Condutas Terapêuticas

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HIV/Aids | Diagnóstico e Condutas

Terapêuticas

Elcio Magdalena Giovani

Introdução

A síndrome da imunodeficiência humana adquirida (conhecida pelas siglas Sida, em Portugal, ou

Aids, no Brasil) foi descrita por Gottlied e Mansur, em 1981. Em 1983, Montagnier descobriu seu agente etiológico, denominado vírus da imunodeficiência humana (HIV). Em seguida, Gallo estabeleceu, em 1984, o sistema de cultura celular para o desenvolvimento e a multiplicação do HIV. Em

1985, deu-se o início do teste para comprovação laboratorial da infecção pelo HIV e, a partir de 1996, importantes e promissoras conquistas tornaram-se evidentes desde a introdução da terapia antirretroviral altamente potente (HAART, Highly Active

Antiretroviral Therapy), com o emprego de combinações terapêuticas que contêm variados grupos de fármacos a fim de promover a supressão na replicação viral, elevando a sobrevida e a qualidade de vida daqueles com o HIV/Aids.

A infecção pelo HIV leva a uma infecção crônica, geralmente fatal, caracterizada por imunodeficiência progressiva com um longo período de latência clínica e infecções oportunistas. A doença

 

18 - Síndromes Cromossômicas

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Síndromes

Cromossômicas

Isabel Cristina Quaresma Rêgo

Introdução

Síndromes cromossômicas

Em virtude do grande avanço das ciências tecnológicas, principalmente na área da genética, o século 21 será lembrado como o das grandes descobertas. Esse avanço tem possibilitado a compreensão de várias doenças e o conhecimento de outras. Os estudos genéticos (citogenéticos) proporcionam ferramentas para que vários especialistas possam detectar o quanto antes as várias malformações genéticas, os desvios metabólicos, as doenças heredodegenerativas e os demais distúrbios passíveis de um diagnóstico precoce pré ou pós-natal, seja por meio de diagnóstico intraútero das aberrações cromossômicas, de exames do líquido amniótico e vilosidades corial, seja por análise de medula óssea e sangue, especialmente nas leucemias.1,2

As doenças genéticas são classificadas como:

Entre as alterações genéticas citadas, as cromossômicas são responsáveis por mais de 60 síndromes identificáveis, afetam cerca de 0,7% dos nascidos vivos e 2% das gestações das mulheres acima de

 

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