Soluções Ortodônticas para Dentes Retidos

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Prática, didática e objetiva, esta obra aborda o planejamento e a mecânica ortodôntica para tracionamento de dentes retidos, apontando para a necessidade de um perfeito entrosamento entre o ortodontista e o cirurgião bucomaxilofacial. Soluções Ortodônticas para Dentes Retidos apresenta um rico conteúdo, dividido em 13 capítulos, com imagens de qualidade e informações fundamentadas nas mais recentes pesquisas na área. A grande experiência do autor e dos colaboradores garante um texto ainda mais valioso para o profissional em seu dia a dia na clínica ortodôntica.

 

13 capítulos

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1 | Métodos Imagenológicos no Diagnóstico e na Localização de Dentes Retidos - Henrique Costa Duarte Lanna

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Capítulo 1

Métodos Imagenológicos no Diagnóstico e na Localização de Dentes Retidos

Henrique Costa Duarte Lanna

Introdução

Este capítulo tem por objetivo relacionar alguns métodos imagenológicos para localização e avaliação dos dentes retidos com descrições de técnicas radiográficas e princípios tomográficos com a interpretação de alguns exames para orientar o clínico e o ortodontista quanto aos exames de escolha no próprio consultório ou quando da requisição ao centro de imagens.

Denominam-se “dentes retidos” aqueles que, uma vez chegada a época normal de irromper, ficam posicionados parcial ou totalmente no interior do osso, com a manutenção ou não da integridade do saco pericoronário.1

Essa retenção pode apresentar-se de dois modos: dente completamente envolvido por osso (retenção intraóssea) ou coberto parcial ou totalmente por mucosa gengival (retenção subgengival). Pode, ainda, estar parcialmente retido, já com o rompimento do folículo dentário

 

2 | Processos Patológicos Relacionados à Inclusão Dentária - Marcella Rezende Serpa Zanini

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Capítulo 2

Processos Patológicos Relacionados

à Inclusão Dentária

Marcella Rezende Serpa Zanini

Cisto dentígero

O cisto dentígero é o cisto odontogênico de desenvolvimento mais comum dos maxilares.

Embora de patogênese ainda desconhecida, essa lesão caracteriza-se pelo acúmulo de líquido entre a coroa do dente e o folículo dentário.1-3

Assim, o cisto dentígero envolve a coroa de um dente incluso, estando aderido a este pela junção amelocementária (JAC). O cisto dentígero ocorre quase exclusivamente na dentição permanente, sendo raro o acometimento da dentição decídua.3,4 Os dentes mais envolvidos, em ordem decrescente, são: terceiros molares inferiores, caninos superiores, terceiros molares superiores e segundos pré-molares inferiores.3,5,6

A

Esse cisto é encontrado na maioria dos casos por volta da segunda e da terceira década de vida, sendo sua localização mais comum na mandíbula, correspondendo a 70% dos casos.7 Lesões pequenas em geral são assintomáticas e descobertas em exames radiográficos de rotina ou para identificar a causa da falha da irrupção de um dente. No entanto, o cisto pode crescer e apresentar expansão

 

3 | Tratamento de Dentes Retidos - José Aloízio de Carvalho, Carlos Henrique Carvalho e Luciana Carvalho

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Capítulo 3

Tratamento de Dentes Retidos

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Acessórios para laçamento

Para que o tracionamento do dente retido seja efetivado, é necessário colocar um acessório na sua coroa no ato de exposição cirúrgica.

Nitzan et al.1 esclareceram que o tracionamento do dente retido envolve alguns riscos, como anquilose, reabsorção radicular, recessão gengival e descoloração.

Garib et al.2 comentaram que o prognóstico em relação ao reposicionamento do dente retido era mais favorável nos casos de rizogênese incompleta.

Ao longo dos anos, com a evolução dos materiais e métodos usados no tracionamento, houve várias etapas, como as descritas a seguir.

Cap_03.indd 23

Laçamento com amarrilho

Na década de 1960, empregou-se a técnica de laçamento com o uso de um fio de amarrilho que era preso no colo do dente retido, na junção amelocementária (JAC) (Figura 3.1).

Shapira e Kuftinec3 descreveram sobre a produção de reabsorção na área da JAC (Figura 3.2), assim como sobre a anquilose.

 

4 | Tratamento de Incisivos Centrais Superiores Retidos - José Aloízio de Carvalho e Ernesto Rodrigues

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Capítulo 4

Tratamento de Incisivos

Centrais Superiores Retidos

José Aloízio de Carvalho e

Ernesto Rodrigues

Introdução

Segundo a tabela de cronologia de irrupção de Marques et al.1, é por volta dos 6 a 7 anos de idade que ocorre a esfoliação dos dentes decíduos anteriores e o surgimento dos dentes permanentes anteriores.

Quase ao mesmo tempo irrompem os incisivos centrais permanentes inferiores, os incisivos laterais permanentes inferiores e os incisivos centrais permanentes superiores.

Após os incisivos laterais superiores irromperem, se ainda não houver a presença de um ou ambos os incisivos centrais, caracteriza-se uma situação atípica e que deve ser pesquisada.

Uma pesquisa radiográfica deve ser a primeira providência.

Tomadas radiográficas (radiografias periapical, panorâmica e oclusal) poderão revelar a presença de dentes extranumerários, odontomas, cistos, raízes ou agenesias. Hoje em dia, o exame mais preciso é a tomografia computadorizada (TC).

 

5 | Caninos Superiores Retidos por Palatal - José Aloízio de Carvalho e Ernesto Rodrigues

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Capítulo 5

Caninos Superiores

Retidos por Palatal

José Aloízio de Carvalho e

Ernesto Rodrigues

Tratamento preventivo de canino retido

Durante uma visita clínica ao odontopediatra ou ao ortodontista, pode-se diagnosticar a retenção do canino permanente. Seria importante iniciar precocemente um tratamento para evitar possíveis sequelas geradas pela presença do dente retido.

Na literatura, poucos são os estudos que abordam o tratamento preventivo dos caninos retidos, principalmente aqueles retidos por palatal.

A medida preventiva mais adotada é a extração do canino decíduo, acompanhada ou não de procedimentos para aumentar o perímetro da arcada.

da posição original, quando realizada até os

11 anos de idade. Power e Short3 notaram que em 62% dos casos houve irrupção normal dos caninos após a extração do predecessor decíduo. Verificaram ainda que em 19% da mesma amostra de pacientes, apesar de não resolver completamente a impactação do dente, houve melhora significativa na posição do canino permanente.

 

6 | Tratamento de Caninos Superiores Retidos por Vestibular

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Capítulo 6

Tratamento de Caninos

Superiores Retidos por Vestibular

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Introdução

A retenção dental por vestibular ocorre em

1% a 2% dos pacientes de Ortodontia e, muitas vezes, é de difícil tratamento.1

Vimos no Capítulo 5 que o trajeto irruptivo normal do canino permanente é vestibular à linha da arcada, e que o incisivo lateral e o primeiro pré-molar irrompem antes dele.

Assim, no caso da falta de espaço para o canino irrupcionar, este irá se deslocar para vestibular no sentido vertical, podendo, assim, irromper por vestibular, numa posição mais alta ou fi car retido, sendo palpável por vestibular

(Figura 6.1).

A

Estudos mostram uma correlação entre defi ciência de comprimento da arcada e de caninos retidos por vestibular.2,3

A cirurgia realizada para expor esse dente tem aspectos limitados e como resultado fi nal após o tracionamento, pode haver uma coroa clínica muito alongada.4

 

7 | Tratamento de Caninos Inferiores Retidos

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Capítulo 7

Tratamento de

Caninos Inferiores Retidos

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Introdução

Canino inferior retido – Posição vertical

Embora menos frequente, e até considerado um evento incomum1 e com um número limitado de estudos sobre sua incidência2, pode-se encontrar caninos inferiores retidos, tanto por vestibular como por lingual, com uma ocorrência na ordem de 0,2% a 0,35%.3

Encontram-se caninos inferiores obstruídos pela presença de odontoma, cisto dentígero e extranumerários4,5 (Figuras 7.1 e 7.2), e também pela falta de espaço na arcada dentária, devido

à perda prematura de dentes decíduos ou discrepância de tamanho da arcada.6

O insucesso na irrupção dos dentes está associado a fatores genéticos, deficiências endócrinas e radiação.1,7,8 Em alguns casos, no entanto, a falha de irrupção permanece desconhecida.9

Falta de espaço: de acordo com a estratégia do tratamento ortodôntico:

 

8 | Tratamento de Segundos Pré-molares Inferiores Retidos

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Capítulo 8

Tratamento de Segundos

Pré-molares Inferiores Retidos

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Introdução

Excluindo os terceiros molares, o segundo pré-molar inferior acomete 23% do total das impactações.1 Na frequência geral, são de 0,2% a 0,3%.2

Por serem os últimos dentes sucessores a irromper, eles estão sujeitos a sofrer impactação.3

A

A causa mais comum de retenção do segundo pré-molar inferior é a falta de espaço provocada pela remoção prematura do segundo molar decíduo, e sem os cuidados necessários (como mantenedor de espaço) haverá mesialisação e inclinação do primeiro molar permanente e até distalização do primeiro pré-molar. Como consequência, o espaço para a irrupção do segundo

B

C

Figura 8.1 A. Panorâmica mostrando o atraso na irrupção dos dentes 15 e 25. Os dentes 35 e 45 em posição ectópica. B. Fotografia oclusal superior mostrando botão de Nanci funcionando como mantenedor de espaço. C. Fotografia oclusal inferior mostrando o arco lingual funcionando como mantenedor de espaço.

 

9 | Tratamento de Segundos Pré-molares Superiores Retidos - José Aloízio de Carvalho, Carlos Henrique Carvalho e Luciana Carvalho

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Capítulo 9

Tratamento de Segundos

Pré-molares Superiores Retidos

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Introdução

Como nos segundos pré-molares inferiores, a razão mais comum para que estes dentes se tornem retidos é a extração prematura do molar decíduo, possibilitando, assim, a mesialização do primeiro molar permanente (Figura 9.1).1

Também a presença de obstáculos, como dentes supranumerários, odontomas, anquilose do dente decíduo e fatores genéticos.2,3

A impactação também pode ocorrer por causa da mudança do seu trajeto irruptivo

(Figura 9.2).

As radiografias panorâmica, periapical, oclusal e a tomografia computadorizada desempenham papel fundamental na localização e no planejamento dessas anomalias.4,5

Figura 9.1 Radiografia panorâmica mostrando a mesialização dos dentes 16 e 26 devido à perda prematura dos dentes 55 e 65.

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Figura 9.2 Radiografias periapicais mostrando a mudança no trajeto irruptivo dos dentes 55 e 65.

 

10 | Tratamento de Primeiros Molares Superiores Impactados

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Capítulo 10

Tratamento de Primeiros

Molares Superiores Impactados

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Encontra-se, algumas vezes, a impactação do primeiro molar permanente superior na junção amelocementária dos segundos molares decíduos (Figuras 10.1 e 10.2).

Via de regra, isto se deve a uma inclinação anormal do primeiro molar permanente superior para mesial1,2, obrigando ao clínico a remoção deste dente (segundo molar decíduo), devido ao incômodo que, às vezes, pode ocorrer, como desconforto, dor e até mesmo abscesso dentoalveolar.

O ideal é manter esse dente quando for possível, pois ele, por si só, funcionará como

mantenedor de espaço (Figura 10.3). No entanto, se isso não for possível, deve-se removê-lo.

Quando isto ocorre, pode-se observar a inclinação do primeiro molar permanente para mesial, e que o processo de sua irrupção será para mesial, diminuindo consideravelmente o espaço para a irrupção do segundo pré-molar permanente superior.

 

11 | Tratamento de Segundos Molares Permanentes Inferiores Impactados

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Capítulo 11

Tratamento de Segundos Molares

Permanentes Inferiores Impactados

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Introdução

A impactação dos segundos molares inferiores não é comum, por isso a literatura é bastante escassa. Entretanto, quando ocorre, deve-se à inclinação do dente para mesial, onde sua força mesial de irrupção vai de encontro à junção amelocementária do primeiro molar permanente (Figura 11.1).

Um estudo com radiografias panorâmicas de segundos molares impactados mostra uma incidência de 0,03% a 0,045%1 em relação aos dentes impactados.

Acredita-se que a incidência de impactação dos segundos molares tem a proporção de três para cada mil casos2, ocorrendo com mais frequência na mandíbula que na maxila, na maioria das vezes é unilateral e acomete mais as mulheres.3

O germe dentário do segundo molar desenvolve-se a partir de uma inclinação para mesial em condições de se autocorrigir4, no entanto,

 

12 | Tratamento de Segundos Molares Permanentes Superiores Impactados - José Aloízio de Carvalho, Carlos Henrique Carvalho e Luciana Carvalho

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Capítulo 12

Tratamento de Segundos Molares

Permanentes Superiores Impactados

José Aloízio de Carvalho,

Carlos Henrique Carvalho e

Luciana Carvalho

Introdução

Tratamento

Pode-se encontrar, mas, com certa raridade, a impactação dos segundos molares superiores.1

Como etiologia, podem-se destacar falta de espaço, inclinação do germe dentário para mesial, presença de supranumerários, odontomas ou alguma outra causa patológica.2

Uma barreira física importante que pode causar a impacção do segundo molar superior é o desenvolvimento do terceiro molar em posição inadequada (Figura 12.1).3

O objetivo do tratamento é facilitar seu processo de irrupção por meio da remoção do obstáculo ou da verticalização quando o dente estiver inclinado para mesial, usando o sistema integrado (Figura 12.2).

A

B

Figura 12.1 Radiografia mostrando o dente 28 impactado no dente 27.

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Figura 12.2 A. e B. Sistema integrado para o tracionamento dos dentes 17 e 27.

 

13 | Relação dos Terceiros Molares Inferiores com o Apinhamento Anteroinferior Tardio - Márcia Rosângela Médice Fonseca

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Capítulo 13

Relação dos Terceiros Molares Inferiores com o Apinhamento Anteroinferior Tardio

Márcia Rosângela Médice Fonseca

Introdução

Após a adolescência, o apinhamento dos incisivos inferiores manifesta-se com frequência em jovens, tratados ou não ortodonticamente.

Como a manifestação deste desalinhamento ocorre concomitantemente à irrupção dos terceiros molares inferiores, estes dentes tornaram-se o alvo principal de estudos com o intuito de comprovar ou não sua influência no apinhamento anteroinferior tardio.

A opinião a respeito de que os terceiros molares, em irrupção ou em função, possam ser considerados promotores de uma força em direção mesial, a qual deslocaria os dentes do segmento posterior para frente e, consequentemente, causaria o aparecimento e/ou agravamento do apinhamento anteroinferior tardio, é pesquisada e avaliada desde meados do século 19. Mas ainda hoje, em pleno século 21, este assunto continua polêmico.

Tem sido relatada na literatura ortodôntica, a existência de várias correntes teóricoexplicativas sobre a relação entre o terceiro molar inferior e o apinhamento anteroinferior tardio. Lindqvist e Thilander1 observaram um conjunto de evidências que sustentam a visão de que a presença do terceiro molar inferior contribui para o apinhamento tardio.

 

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