BSAVA | Manual de Feridas em Cães e Gatos, 2ª edição

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Desde a primeira edição desta obra, ocorreram diversos avanços no tratamento de feridas e na cirurgia oncológica, que levaram os cirurgiões veterinários a lidar com feridas mais complexas. Simultaneamente, o conhecimento acerca da fisiologia da cicatrização das feridas evoluiu muito, e as técnicas disponíveis para o fechamento delas se multiplicaram. Portanto, esta nova edição do Manual de Feridas em Cães e Gatos foi totalmente atualizada com as mais recentes pesquisas sobre o tema.

Escrita por autores e colaboradores renomados e com vasta experiência profissional, este livro apresenta de modo acessível informações sobre os tratamentos e curativos de feridas abertas. O conteúdo do capítulo sobre técnicas de promoção de alívio da ensão das suturas pode ser aplicado ao tratamento cotidiano de feridas pequenas e também das maiores (menos comuns) ou em contextos específi cos.

Nesta nova edição a apresentação dos retalhos de plexos subdérmicos, de padrão axial e musculares foi ampliada com descrições detalhadas das técnicas cirúrgicas e excelentes ilustrações coloridas.

É muito importante para os cirurgiões veterinários avaliarem não apenas as complicações potenciais antes de instituir um tratamento, mas também reconhecer quando ocorrem e qual deve ser a abordagem apropriada. Da mesma maneira, existem feridas específicas, tais como queimaduras ou feridas axilares, que exigem tratamentos diferentes, como omentalização. Essas situações são descritas em detalhes, tornando este manual um guia de consulta bastante abrangente.

 

12 capítulos

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Capítulo 1 – Biologia da Cicatrização de Feridas

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Capítulo 1  |  Biologia da Cicatrização de Feridas 

Biologia da

Cicatrização de Feridas

CAPÍTULO 1

Giselle Hosgood

Introdução

A cicatrização de feridas é uma função fisiológica normal que restaura a continuidade dos tecidos após uma lesão. É um processo complexo caracterizado por eventos macroscópicos, microscópicos e bioquí­micos. Avanços consideráveis na tecnologia molecular têm reforçado a nossa compreensão na ­área. Por meio do conhecimento do processo envolvido, o clínico deve ser capaz de avaliar o papel que pode desempenhar na cicatrização das feridas e entender as opções de tratamento atuais e futuras que podem modular o processo cicatricial. São enfatizadas aqui, em par­ticular, as mensagens das citocinas, pois essa é a chave que desvenda o mistério para a compreensão da cicatrização.

Fases da cicatrização das feridas

feridas é dinâmica e realiza-se em fases de duração imprecisa, sobrepostas em algum grau; por exemplo, a reparação irá iniciar antes que a fase inflamatória termine (Figura 1.1).

 

Capítulo 2 – Etiologia e Classificação da Ferida

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Capítulo 2  |  Etiologia e Classificação da Ferida 

CAPÍTULO 2

Etiologia e

Classificação da Ferida

Juliet Pope

A violência, como a lança de Aquiles, pode cicatrizar as feridas que ela mesma fez. (Jean-Paul Sartre, do prefácio de Os Condenados da Terra, de

Franz Fanon, 1961)

Tabela 2.1  Método de classificação da ferida: aberta × fechada.

Feridas abertas

Incisão cirúrgica

Laceração

Introdução

Abrasão

Avulsão

Este capítulo examina os aspectos da etiologia e da classificação das feridas que se relacionam especificamente com a superfície externa e suas estruturas associadas. Como as feridas apresentam uma ampla variedade de etiologias e seus padrões de trauma te­ci­dual variam consideravelmente, é de suma importância que o clínico entenda a causa, provável evolução, opções de tratamento e possíveis complicações.

Classificação das feridas

As feridas podem ser classificadas de diversas maneiras, e nenhuma delas é aceita universalmente. Algumas classificações começam com a diferenciação entre feridas abertas e fechadas

 

Capítulo 3 – Tomada de Decisão no Fechamento da Ferida

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Capítulo 3  |  Tomada de Decisão no Fechamento da Ferida 

CAPÍTULO 3

Tomada de Decisão no

Fechamento da Ferida

John Williams

O fim para o qual o médico está trabalhando é de que os traços físicos deverão cumprir suas funções de acordo com os desígnios da natureza.

(Gaspare Tagliacozzi, 1597)

exemplo de tal sistema é o plano de reanimação (do inglês A

Crash Plan) mostrado na Tabela 3.2 (mais informações podem ser encontradas no BSAVA Manual of Canine and Feline Emergency and Critical Care).

Introdução

Tabela 3.1  Organização da triagem.

O fechamento e a reconstrução da ferida devem objetivar o retorno do paciente à sua atividade normal o mais rapidamente possível. Para alcançar esse objetivo, as questões-chave na tomada de decisões são quando e como uma ferida específica deve ser fechada. Para respondê-las, o cirurgião veterinário deve levar em consideração numerosos fatores, tais como a condição geral do paciente, como a ferida foi causada e o grau do trauma na á­ rea da ferida. Ignorar tais fatores pode não apenas levar a complicações locais e deiscência da ferida, mas também, em traumas graves, pode levar a conse­quências catastróficas para o paciente. Essencialmente, existem duas

 

Capítulo 4 – Tratamento de Feridas Abertas

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Manual de Feridas em Cães e Gatos

Tratamento de

Feridas Abertas

CAPÍTULO 4

Davina Anderson

Introdução

Lavagem da ferida

O tratamento de feridas abertas é um evento comum na prática veterinária de pequenos animais. Ele é economicamente significativo e pode causar estresse e dor consideráveis ao animal. O objetivo do tratamento da ferida é fornecer condições que permitam uma ótima cicatrização ou, então, prepará-la para o fechamento definitivo por meio de técnicas de reconstrução. Contudo, cada ferida é única e esse problema se reflete na escassez de estudos publicados que analisem a efetividade de produtos para curativos no tratamento das feridas em pequenos animais. As feridas devem ser devidamente avaliadas na apresentação inicial (ver Capítulo 3) com o objetivo de planejar o protocolo de tratamento e fornecer ao proprietário uma indicação da duração esperada para ele e, finalmente, do prognóstico. Este capítulo aborda como tratar feridas abertas e como utilizar curativos e bandagens para otimizar o processo cicatricial.

 

Capítulo 5 – Drenos Cirúrgicos no Tratamento da Ferida e na Cirurgia Reconstrutiva

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CAPÍTULO 5

Manual de Feridas em Cães e Gatos

Drenos Cirúrgicos no Tratamento da

Ferida e na Cirurgia Reconstrutiva

Jane Ladlow

Introdução

Dreno é o nome dado ao conduto colocado na ferida para remover líquidos e ar. Geralmente esse termo se refere a implantes cirúrgicos, tipicamente drenos de Penrose ou de sucção fechados; no entanto, um dreno autógeno, o omento, pode ser utilizado em casos específicos. Um método alternativo para drenar a ferida é deixar parte dela aberta. Essa técnica é efetiva na drenagem peritoneal aberta e pode funcionar bem em feridas com necrose de pele ou intensamente contaminadas (ver Capítulo 4).

Importante

No tratamento de feridas sujas, como as ocasionadas por mordedura, é importante associar o desbridamento apropriado da ferida com a colocação de drenos. A colocação do dreno não substitui uma boa técnica cirúrgica

(Figura  5.1). Se houver uma grande ­área de contaminação presente ou previsão de necrose, pode ser preferível deixar a ferida aberta para que seja rea­li­zado o fechamento primário tardio ou para cicatrizar por segunda intenção a fechá-la por meio de um dreno.

 

Capítulo 6 – Técnicas de Alívio de Tensão e Flaps de Pele Locais

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CAPÍTULO 6

Manual de Feridas em Cães e Gatos

Técnicas de Alívio de Tensão e Flaps de Pele Locais

Philipp Mayhew

Introdução

A maioria dos defeitos de pele vistos em pequenos animais origina-se tanto de lesões traumáticas quanto de ressecções cirúrgicas de á­ reas de tecido doentes. Em cães e gatos, a elasticidade da pele, juntamente com a frequente presença de pele solta adjacente em diversas ­áreas do corpo, permite o fechamento primário de muitas feridas. No entanto, técnicas utilizadas para reduzir a tensão ou para coletar pele de áreas adjacentes podem ajudar, em alguns casos, a realizar um fechamento sem tensão e com menor probabilidade de complicações durante a cicatrização da ferida. Como, no período pré-operatório, nem sempre se pode prever como transcorrerá o procedimento, o conhecimento prático dessas técnicas é essencial, pois eventualmente pode ser necessário utilizá-las. Em situações nas quais se previa o fechamento primário, mas ele não pode ser alcançado devido a circunstâncias imprevistas, essas técnicas podem ter valor inestimável. A maioria das técnicas descritas neste capítulo é muito simples e, geralmente, elas são utilizadas em combinação durante a reconstrução da ferida.

 

Capítulo 7 – Flaps de Padrão Axial

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CAPÍTULO 7

Manual de Feridas em Cães e Gatos

Flaps de Padrão Axial

Alison Moores

Introdução

A reconstrução de grandes defeitos de pele após um trauma ou uma excisão radical de massa neoplásica pode ser problemática, par­ticular­mente quando as feridas ocorrem nas extremidades, onde não existe pele suficiente para o fechamento primário. As opções de manejo incluem flaps de padrão axial, flaps locais de plexo subdérmico; enxertos de pele e cicatrização por segunda intenção. No entanto, pode haver pele insuficiente adjacente à ferida para permitir a cicatrização por segunda intenção ou o uso de flaps locais de plexo subdérmico. A cicatrização por segunda intenção também pode resultar na formação de um epitélio frágil ou na contração da ferida.

Os flaps de padrão axial são utilizados nos procedimentos reconstrutivos de estágio único. Os flaps são geralmente elevados a partir do tronco, pescoço ou parte proximal dos membros, onde existe pele frouxa suficiente para permitir o fechamento da

 

Capítulo 8 – Enxerto de Pele Livre

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Manual de Feridas em Cães e Gatos

Enxerto de Pele Livre

CAPÍTULO 8

Richard A. S. White

Introdução

Enxertos de pele livre envolvem a transferência de espessuras variadas de derme, com a epiderme, de uma zona doadora para a ferida receptora. Na medicina veterinária, durante o manejo de feridas, os enxertos são exclusivamente autógenos (ou seja, o doador e o receptor são o mesmo paciente). Enxertos livres encontram aplicação ocasional na reconstrução de defeitos de pele de espessura total que envolvem as extremidades do cão e do gato. Contudo, se comparada com outras técnicas reconstrutivas, a enxertia apresenta numerosas limitações:

• Os enxertos consomem tempo, especialmente nos cuidados necessários no perío­ do pós-enxertia, quando um manejo cuidadoso e regular é essencial para garantir que o enxerto pegue

• Após pegar inicialmente, a pele enxertada ainda pode necessitar cuidados con­ti­nuados por várias semanas até que esteja suficientemente robusta para se tornar completamente funcional

 

Capítulo 9 – Flaps Musculares Pediculados

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Manual de Feridas em Cães e Gatos

Flaps Musculares

Pediculados

CAPÍTULO 9

Stephen Baines

Introdução

Um flap m

­ uscular envolve a elevação total ou parcial de um m

­ úsculo esquelético, preservando um suprimento v­ ascular suficiente para possibilitar que ele permaneça viá­vel e transpondo-o para a á­ rea receptora.

A transposição local de um flap m

­ uscular é uma técnica sim­ ples e útil, que não requer nenhum instrumental especial. Con­ tudo, exige bom conhecimento de anatomia, compreensão das indicações e limitações das técnicas e dissecação cuidadosa. O flap

­muscular é indicado quando forem necessários os benefícios espe­ cíficos da transposição do tecido ­muscular. Par­ticularmente, esse é o caso quando se fecham defeitos is­quêmicos, infectados, irradia­ dos, ou quando se necessita de massa ­muscular ou suporte físico.

Indicações

Os flaps ­muscula­res podem fornecer as seguintes funções:

 

Capítulo 10 – Microcirurgia

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Capítulo 10  | Microcirurgia 

Microcirurgia

CAPÍTULO 10

David Fowler e John Williams

Introdução

A microcirurgia é definida como o uso de magnificação em algum ponto durante o procedimento cirúrgico.

Embora o uso de lupas e microscópios cirúrgicos seja comum em neurocirurgia humana, presente em cirurgias oftálmicas e reconstrutivas há décadas, a experiência com transferência de tecido livre microvascular é limitada na cirurgia veterinária.

Apesar desse fato, a utilidade da transferência de tecido livre microvascular para a reconstrução de problemas difíceis em um estágio, par­ticular­mente dos membros distais e da cavidade oral, foi estabelecida. A reconstrução precoce da perda traumática te­ci­dual utilizando-se tecido vascularizado é possível, como na reconstrução funcional e cosmética após uma cirurgia ablativa em câncer. Tecidos transferidos dessa maneira são conhecidos como

“transferência de tecido livre microvascular”, “flaps livres”, “flaps livres microvasculares” ou “enxertos vascularizados autógenos”.

 

Capítulo 11 – Considerações Especiais no Tratamento de Feridas

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CAPÍTULO 11

Manual de Feridas em Cães e Gatos

Considerações Especiais no Tratamento de Feridas

Jacqui D. Niles

Introdução

Este capítulo considera os numerosos tipos específicos de feridas que possam necessitar de tratamento cirúrgico, como lesões faríngeas causadas por gravetos, tratos sinusais de drenagem crônicos, ferimentos a bala, queimaduras e mordeduras. Também

é discutido o tratamento cirúrgico de algumas condições específicas da pele, como a piodermite de dobras cutâ­neas e fístulas perianais.

Tratos sinusais de drenagem crônica

• Os tratos sinusais são formados por tecido fibroso revestido por tecido de granulação edematoso de baixa qualidade. Infecções bacterianas (e fúngicas, em alguns paí­ses) são comuns e estão geralmente associadas a dor e inflamação juntamente com descarga purulenta, serosa ou serossanguinolenta

• Uma fístula difere do trato sinusal porque conecta a superfície da pele com a superfície da mucosa de uma víscera e pode ser revestida com epitélio.

 

Capítulo 12 – Complicações na Cicatrização de Feridas

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CAPÍTULO 12

Manual de Feridas em Cães e Gatos

Complicações na

Cicatrização de Feridas

Ed Friend

Por que e como as complicações ocorrem

Em geral é difícil lidar com complicações que ocorrem na cica­ trização de feridas, pois existem vários fatores envolvidos no processo cicatricial e uma variedade quase infinita de tipos de ferimento. Além disso, a complicação pode ser resultado de uma intervenção cirúrgica e pode haver pressão extra do proprietário para que ocorra a resolução do problema, já que talvez ele o entenda como uma falha do cirurgião.

Não existe fórmula ou receita genérica que possa ser utilizada para todos os tipos de ferida. Ao final deste capítulo, são des­ critos as causas e o tratamento para alguns tipos específicos de complicações, com orientações direcionadas para os casos. É im­ portante lembrar que esses princípios gerais, discutidos na 1a se­

ção do capítulo, podem ser aplicados a qualquer tipo de ferida.

 

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