O Cavalo - Características, Manejo e Alimentação

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O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação – André Galvão de Campos Cintra – Após mais de vinte anos sem um livro generalista nacional sobre cavalos, surge O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação, uma obra completa e atualizada sobre a equinocultura brasileira. O autor, além de incomensurável amor pelos cavalos, é criador, cavaleiro, médico veterinário, professor de diversas disciplinas veterinárias, consultor, articulista, dentre outras funções, com grande experiência em cada área. É especialista em nutrição de cavalos. Por isso, este livro aborda, com propriedade, todos os tópicos necessários para conhecimento sobre criação, mercado, manejo, alimentação (garanhões, éguas em reprodução, potros, cavalos de esporte e trabalho, animais idosos) e muito mais. Um livro indispensável para veterinários, zootecnistas, estudantes, criadores e todos os que, de algum modo, estão ligados ao meio equestre no Brasil.

 

25 capítulos

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Capítulo 1 - O Mercado de Cavalos no Brasil

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Capítulo 1

O Mercado de Cavalos no Brasil

O cavalo exerceu um importante papel na formação econômica, social e política do Brasil. Essa memória, pouco discutida na literatura, permite compreender aspectos fundamentais para a configuração do atual perfil do agronegócio do cavalo.

Como bem está descrito no Estudo do Complexo do

Agronegócio Cavalo sobre a importância do cavalo na formação do Brasil1, cita-se que:

No aspecto econômico, desempenhou as funções de sela (para o vaqueiro e o peão, nas lides comuns

à pecuária); de carga (nos comboios ou comitivas); e de tração (“motor” de veículos de carga e de moendas). No aspecto social – englobando exibicionismo, vaidade, orgulho e diferenciação social – o cavalo desempenhou seu papel tanto na função de sela quanto de tração dos veículos. A partir da segunda metade do século XIX, destacam-se no aspecto social as atividades de esportes e lazer, como corrida e salto.

Neste novo milênio, realçam-se mais ainda estas aptidões equestres, e a procura pelo lazer por meio do cavalo é muito grande.

 

Capítulo 2 - A Origem dos Cavalos

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Capítulo 2

A Origem dos Cavalos

Um dos principais fatores de importância para se conhecer a origem dos cavalos é saber o tempo que a natureza demorou em fazer do cavalo um ser como é hoje. Na evolução natural, o mais forte é quem sobrevive. Desta forma, o cavalo como ele é hoje é a melhor forma que a natureza encontrou para que esse animal chegasse aos tempos atuais como um excelente companheiro para a humanidade.

Isso se revela de extrema relevância para o manejo e a lida diária, como também para o manejo da alimentação em si.

Como poderemos observar na evolução do cavalo, primeiramente ele habitava florestas e alimentava-se de folhas. Com o passar dos anos, adaptou-se às pastagens e ao convívio com outros animais, mas sendo sempre predado e nunca predador. Isso o tornou naturalmente um herbívoro, condição que deve ser sempre respeitada, gregário, que vive em manadas, e presa, fugindo sempre de predadores, condição esta que o levou a adquirir excelentes percepções do meio ambiente que o cerca. Se, porém, for pego de surpresa, ainda nos dias de hoje sua reação inicial sempre é de fuga e, caso esta não seja possível, de defesa, mas jamais de ataque gratuito.

 

Capítulo 3 - O Comportamento e os Sentidos dos Cavalos

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Capítulo 3

O Comportamento e os

Sentidos dos Cavalos

Comportamento pode ser definido como o modo pelo qual um animal se adapta ao meio em que vive, segundo Mills e Nankervis1. Esses autores ressaltam que:

Podemos ver o comportamento do animal como uma manifestação externa da fisiologia interna do animal. Uma mudança qualquer é detectada no ambiente interno ou externo e é assimilada pelo animal, o que resulta em alteração no seu comportamento.

Temple Grandin, em seu livro Na Língua dos Bichos, cita que “o comportamento dos animais é uma mistura complexa de ações aprendidas, emoção com base biológica e comportamento instintivo inato”2.

Com base em sua experiência pessoal e intenso estudo dos animais, a autora descreve como funciona a linha de pensamento dos animais. Os animais pensam com imagens, e não com palavras como os seres humanos. De certa forma, isso nos parece óbvio, afinal os

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animais não utilizam a linguagem como os humanos, mas isso se torna importante ao se refletir em nossas atitudes diárias com os animais, pois se eles pensam somente com imagens, cada imagem do mundo que os rodeia tem ação fundamental no comportamento do cavalo. Se nos deparamos com um animal que estranha o ambiente que o cerca, quer seja no ambiente em que vive ou em uma estrada quando trabalhado montado, e este ambiente tem diversos fatores que o assustam ou são desconhecidos, devemos entender e mesmo remover todos esses fatores e não apenas alguns. Todos os detalhes podem ser igualmente importantes, igualmente bons ou ruins sob o ponto de vista do cavalo.

 

Capítulo 4 - Ezoognósia (Exterior dos Animais Domésticos)

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Capítulo 4

Ezoognósia (Exterior dos

Animais Domésticos)

O estudo do exterior dos equinos é de fundamental importância para se poder avaliar a conformação de cada raça, suas características, qualidades e defeitos, independentemente de sua função.

Esse estudo baseia-se nas partes anatômicas dos equinos e é dividido em seis regiões zootécnicas:

Cabeça

Os componentes da cabeça (Fig. 4.1) e seu formato podem variar de raça para raça e de animal para animal, em menores proporções, e constituem um importante parâmetro morfológico de avaliação entre raças.

Os padrões mais característicos vistos de perfil, observando-se o formato de seu chanfro, são:

• Retilíneo: característico de raças como Mangalarga,

Mangalarga Marchador, raças de hipismo, etc. (Fig.

4.2).

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• Subconvexilíneo: característico de raças como Lusitano, Percheron, Campolina, etc. (Fig. 4.3); também chamado de encarneirado, por alguns técnicos.

 

Capítulo 5 - Aprumos

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Capítulo 5

Aprumos

Os aprumos são as direções que os raios ósseos dos membros apresentam na sustentação do corpo. Em um animal bem aprumado, quando visto de perfil, seus membros se encobrem. Vistos de frente ou de trás, estão na vertical e bem regulares.

Os aprumos podem ser regulares ou irregulares.

Os aprumos regulares permitem ao cavalo desenvolver boa impulsão, ter bom equilíbrio, apoio e andamentos perfeitos. Nos aprumos irregulares, os membros não estão seguindo uma linha vertical perfeita, dificultando a locomoção e a estação, tornando o andamento irregular.

As linhas diretrizes dos aprumos corretos do cavalo são observadas na Figura 5.1, sendo:

• Linha AB: vertical que parte da ponta da espádua e vai até o solo a 10cm da pinça do casco.

• Linha XY: vertical tirada do centro de movimentação do tronco sobre os membros (meio da espádua), passando pelo meio do braço, indo até o solo, dividindo o casco ao meio.

• Linha CD: vertical que passa pelo meio do codilho, antebraço, joelho, canela, boleto, atingindo o solo atrás dos talões.

 

Capítulo 6 - Dentição

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Capítulo 6

Dentição

Lu i z Fe r na n do Rapp Pimentel

Anatomia

Os equinos são classificados como gnatostomatas, pois possuem mandíbula móvel1. São heterodontes, ou seja, possuem categorias de dentes de diferentes formatos: incisivos (I), caninos (C), pré-molares (PM) e molares

(M)2-4 (Fig. 6.1).

Os dentes dos equinos possuem coroas longas, de 7 a 10cm no sentido ápico-coronal, nos dentes pré-molares e molares, sendo classificados como hipsodontes.

A dentina, o esmalte e o cemento na superfície oclusal

(superfície de mastigação) se remodelam constantemente, graças à diferença de resistência entre os três tecidos que compõem os dentes. A erupção contínua

– elodontia – segue uma dinâmica de 2 a 3mm por ano, durante toda a vida do cavalo5-8 (Figs. 6.2 e 6.3).

Essas características (hipsodonte e elodontia) permitem que o equino se alimente por até 18 horas diárias com uma dieta composta de forragens abrasivas à superfície dentária por seus constituintes, como sílica, hemicelulose, celulose e lignina9,10.

 

Capítulo 7 - Pelagem

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Capítulo 7

Pelagem

A pelagem é a cor dos pelos do animal, que caracterizam seu aspecto visual. É composta de cor dos pelos, da crina e da cauda e não inclui as características brancas de resenha, observadas na cabeça e nos membros, principalmente, que serão discutidas no Capítulo 8.

A genética da pelagem é complexa e composta de vários pares de genes. Dependendo da escola estudada, alguns falam em sete pares de genes e outros em onze, os quais dependendo de sua combinação, vão determinar as características transmitidas de geração a geração. Em razão dessa complexidade e também pela falta de acordo comum, optamos por não entrar no detalhamento genético deste tópico, mas apenas generalizar sua nomenclatura.

Alguns pares de genes são responsáveis pela pigmentação da pele, outros pela pigmentação do pelo, outros ainda por uma maior ou menor diluição da pigmentação em determinadas áreas do corpo. Outros ainda determinam a cor da crina, da cauda e das extremidades ou ainda o aparecimento de características diferenciadas como zebruras (Fig. 7.1, A), listra de burro

 

Capítulo 8 - Resenha

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Capítulo 8

Resenha

Resenha é a marcação, em documento apropriado

(Fig. 8.1), de forma clara e simples, dos principais sinais e marcas exteriores de um animal.

Deve-se examinar o animal de frente, de costas e de perfil, bilateralmente, para se descrever todos os sinais e marcas encontradas.

Nesse documento, deve constar:

• Proprietário/criador.

• Propriedade.

• Nome do animal: dado pelo criador e um afixo, que é o sobrenome do animal que o identifica com o criador. Pode ser um sufixo, que vem após o nome do animal, ou um prefixo, que vem antes do no me do animal.

• Número de registro: dado pela associação de raça à qual o animal pertence, após comunicação de seu nascimento.

• Data de nascimento: identificação do dia, mês e ano em que o animal nasceu.

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• Sexo: identificação de macho ou fêmea.

• Raça: identificação da raça do animal, conforme a raça de seus pais.

• Medidas: caso necessário, fornecer altura, peso, perímetro de canela, etc.

 

Capítulo 9 - Melhoramento Animal: Bases de Seleção Genética

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Capítulo 9

Melhoramento Animal:

Bases de Seleção Genética

O primeiro passo para se ter uma boa criação de cavalos, um cavalo de esporte de ótimo desempenho ou mesmo um saudável cavalo de lazer é lembrar que todo cavalo é fruto de uma combinação de fatores: genética × alimentação × manejo × treinamento (se for cavalo de esporte).

Sabendo-se que esses quatro componentes são fundamentais para o desempenho e a saúde do cavalo, podemos então tomar os devidos cuidados para ter e oferecer o melhor para ele.

Importante lembrar que o manejo ou treinamento e a alimentação são fatores profundamente relacionados ao meio ambiente e influenciam drasticamente o fenótipo do indivíduo, dando-lhe características externas boas ou ruins, dependendo das condições a que os animais são submetidos.

Além disso, a genética é um fator limitante muito importante para que a alimentação e o manejo do animal possam produzir um animal acima da média e a recíproca também é verdadeira, podendo a alimentação e o manejo ou treinamento limitar drasticamente uma excelente seleção genética.

 

Capítulo 10 - Raças de Cavalos Criadas no Brasil

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Capítulo 10

Raças de Cavalos Criadas no Brasil

Este capítulo é dedicado a todas as raças de cavalos com representatividade e associação constituída no

Brasil. Estão descritas de forma sintética, abordando um pouco de suas origens, características principais como andamento, peso médio, altura média e pelagens aceitas pelo Stud Book de cada associação, além de citarmos quais suas principais funções. Para informações mais detalhadas, acesse os sites das respectivas associações, cujos endereços constam na Bibliografia desta obra.

Uma das perguntas mais difíceis de serem respondidas, de forma imparcial e isenta, é: qual a melhor raça de cavalos?

E ressalto aqui, de forma categórica, que não existe

“a” melhor raça de cavalos.

Infelizmente, no Brasil, tem-se o costume bairrista de sempre se achar a melhor raça aquela que se cria.

Esse bairrismo traz uma rivalidade extremamente desagradável, desnecessária e prejudicial à equinocultura nacional.

 

Capítulo 11 - Instalações para Equinos

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Capítulo 11

Instalações para Equinos

Neste capítulo, abordamos os principais tipos de instalações adequadas para equinos segundo as necessidades destes, levando-se sempre em consideração a melhor forma de manter seu equilíbrio físico e mental. Não incluímos medidas, dicas de construção, plantas, etc. por entendermos que são funções pertinentes a um engenheiro ou arquiteto. Dessa forma, para se elaborar e projetar um haras ou centro hípico, deve-se sempre ter a combinação de um especialista em cavalos e outro em construções rurais. Um sem o outro certamente vai deixar brechas para o mau funcionamento das instalações.

Instalações adequadas levam a um melhor estado de saúde do animal, não apenas prevenindo-se acidentes, mas também proporcionando maior tranquilidade ao animal, levando a um equilíbrio mental adequado que lhe permite aproveitar melhor os nutrientes oferecidos, com menor desgaste e consequente melhora na performance.

Piquetes e Pastagens

A primeira preocupação com os piquetes ou pastagens

 

Capítulo 12 - Anatomia e Fisiologia do Aparelho Digestivo

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Capítulo 12

Anatomia e Fisiologia do Aparelho Digestivo

Para entendermos melhor a nutrição do cavalo, devemos conhecer um pouco mais seu aparelho digestivo (Fig.

12.1) e o processo de digestão que ocorre no cavalo.

A digestão do cavalo pode ser dividida em pré-cecal

(digestão enzimática) e pós-cecal (digestão microbiana).

Na digestão pré-cecal, há grande atuação de sucos digestivos produzidos pelo próprio cavalo com quebra do alimento em partículas nutritivas em um tamanho adequado à sua absorção, sendo rapidamente absorvidas.

Na digestão pós-cecal, há atuação de microrganismos, a flora microbiana, que habita o intestino grosso e é responsável pela digestão das fibras longas da alimentação natural do cavalo, disponibilizando os nutrientes para que o organismo do cavalo possa absorvê-los.

O início do processo ocorre já no momento de preensão do alimento pelo cavalo.

O cavalo seleciona o alimento por meio dos olhos, do olfato e dos lábios. Ao apreender o alimento com os dentes, estes trituram o alimento misturando-o com grande quantidade de saliva, 10 a 20L diários,

 

Capítulo 13 - Grupos de Nutrientes

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Capítulo 13

Grupos de Nutrientes

Quando se pensa em oferecer uma dieta para o cavalo, sempre devemos pensar em equilíbrio. Deve-se sempre pensar em oferecer a melhor dieta suprindo-se as necessidades, sem deficiências nem excessos.

Ao se calcular a necessidade nutricional do cavalo, chega-se a um valor que supre essa necessidade e é exatamente isso que devemos oferecer (com um mínimo de excedente).

Deve-se ressaltar que os excessos são muito prejudiciais ao bom desempenho do animal, contrário ao que muitos pensam, em que se calcula que se um é bom, dois é duas vezes melhor.

São cinco os principais grupos de nutrientes importantes na alimentação:

Água.

Energéticos.

Proteicos.

Vitamínicos.

Minerais.

Esses nutrientes agem conjuntamente no organismo do animal, devendo sempre ser oferecidos de maneira equilibrada. Ao se ajustar um nutriente, devemos ficar atentos à eventual necessidade de outro. Por exemplo,

 

Capítulo 14 - Energia e Proteína

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Capítulo 14

Energia e Proteína

Energia

Energia é a quantidade de calor produzida pela queima que eleva a temperatura de 1g de água em 1°C, sendo esse valor igual a uma caloria (cal).

Em nutrição, a caloria utilizada é a necessária para se elevar um quilograma de água, portanto é chamada de quilocaloria (kcal).

Na nutrição dos cavalos, utilizamos quilocaloria

(kcal), megacaloria (Mcal, igual a 1.000kcal) ou nutrientes digestíveis totais (NDT).

Cálculo de Energia Digestível

A energia digestível (ED) pode ser calculada a partir de diversas fórmulas, dependendo do tipo de alimento e conforme a análise do produto:

1. Segundo Fonnesback: o NRC de 1989 adotou o cálculo baseado nas equações a seguir, feitas com base no trabalho de Fonnesback de 1981:

• Para forragens secas, forragens frescas, pastagens:

Segundo a equação:

Energia Digestível

É a medida de energia utilizada pelo padrão americano, estudada e avaliada pelo National Research Council (NRC), órgão de pesquisa dos Estados Unidos.

 

Capítulo 15 - Alimentos

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Capítulo 15

Alimentos

Existem várias definições para alimento:

Segundo Lémery apud Andriguetto1, “tudo que é capaz de reparar a perda das partes sólidas ou fluidas do corpo animal merece o nome de alimento”.

Segundo Claude Bernard apud Andriguetto1, “o alimento é uma substância tomada de um meio exterior, necessária à manutenção dos fenômenos do organismo vivo e à reparação das perdas do mesmo no organismo”1.

Segundo Dastre1, “chama-se de alimento tudo o que leva ao organismo a matéria e a energia que lhe são necessárias”.

Entretanto, segundo Andrigueto1, essas definições parecem imperfeitas, pois levam a concluir a existência de substâncias que, se ofertadas individualmente ao animal, são capazes de manter a vida, o que seria o mesmo que admitir a existência de um alimento completo. Não existem, porém, alimentos naturais completos. Toda alimentação exige a associação de diversos alimentos para completar e equilibrar uma dieta.

Então podemos considerar como melhor a definição de Jacquot: “alimento é uma substância que, consumida por um indivíduo, é capaz de contribuir para assegurar o ciclo regular de sua vida e a sobrevivência da espécie à qual pertence”.

 

Capítulo 16 - Necessidades Básicas dos Cavalos

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Capítulo 16

Necessidades Básicas dos Cavalos

Para a alimentação adequada do cavalo, devemos respeitar sua natureza, suprindo suas necessidades básicas.

É fundamental ter em mente que o cavalo é um animal herbívoro, que se alimenta especialmente de vegetais

(Figs. 16.1 a 16.3), normalmente chamados de volumosos, forrageira ou simplesmente, “verde”.

Outro fator muito importante na alimentação diária do cavalo é respeitar o horário de oferecimento dos alimentos, que deve ser sempre constante, caso contrário predispõe a condições de estresse que pode ocasionar inclusive úlceras gástricas.

Além disso, a manutenção constante do mesmo tipo de alimento favorece um melhor desempenho em qualquer nível de criação ou esporte.

Isso quer dizer que devemos evitar oferecer um alimento eventualmente para que não ocorram problemas digestivos no cavalo, que é muito sensível a qualquer alteração brusca e eventual em sua dieta.

Fibras

Um mínimo de aporte alimentar de fibras é indispensável ao cavalo a fim de assegurar, ao mesmo tempo, uma perfeita higiene mental, uma fonte de lastro (ligada à

 

Capítulo 17 - Suplementos Nutricionais

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Capítulo 17

Suplementos Nutricionais

Nesta categoria de alimentos, é fundamental ter em mente dois conceitos básicos de nutrição:

Fatores Pró-digestivos

• Se não se conhece ou se não houver uma boa razão para acreditar que o animal exige determinado nutriente ou substância cuja eficácia ainda não foi cientificamente comprovada, não deve ser administrado ao animal.

• Acima de tudo, não prejudique.

São fatores que facilitam a digestão dos alimentos pelos animais. Podem ser:

Os suplementos são alimentos adicionados à alimentação diária do cavalo, que o auxiliam no desempenho.

Devem ser utilizados com muito critério e preferencialmente recomendados por um técnico especializado.

É importante ressaltar que a utilização adequada dos suplementos nutricionais pode melhorar a performance de um animal sem causar doping, pois são substâncias naturais, que, aliadas a treinamento e manejo corretos, estimulam o organismo do animal até o limite máximo de seu potencial genético.

 

Capítulo 18 - Manejo e Alimentação de Animais em Manutenção

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Capítulo 18

Manejo e Alimentação de

Animais em Manutenção

Manejo

Alimentação

Animal em manutenção (Fig. 18.1) é aquele que não possui atividade específica alguma, além de viver e, eventualmente, passear.

Esse animal não está em crescimento, nem em reprodução, nem tem uma atividade física regular e constante, portanto suas necessidades são exclusivas para se manter.

Seu manejo é relativamente simples, devendo-se seguir os princípios básicos do manejo equino descrito no Capítulo 3 e na introdução à Parte 2 do livro.

Devem-se respeitar as regras de boa convivência do animal com o meio ambiente e com outros animais. Os equinos devem ser soltos o máximo de tempo possível, sendo ideal que vivam em plena liberdade, com volumoso de qualidade, água fresca e limpa e sal mineral específico para equinos à vontade, além, é claro, de um bom manejo sanitário, com controle adequado de endo e ectoparasitas (ver Apêndice 3).

As necessidades são mínimas, podendo ser supridas simplesmente com um bom aporte de volumoso de qualidade, água fresca e limpa e sal mineral específico

 

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