57016 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788522484645

O Ensino, a Pesquisa e a Organização em Finanças

MATIAS, Alberto Borges (Coord.) Grupo Gen PDF

O Ensino, a Pesquisa e a Organização em Finanças

I – Introdução

A área de finanças é muito ampla. Seu campo de atuação é dinâmico e afeta a vida de todos os agentes que compõem um sistema econômico, sejam as famílias, empresas e governo. O termo finanças, de acordo com Gitman (2010), pode ser definido como “a arte e a ciência de administrar o dinheiro”.

Praticamente todas as pessoas, empresas e governos gastam ou investem dinheiro, em um processo que envolve instituições e instrumentos financeiros na transferência de dinheiro entre todos.

Da perspectiva das famílias (finanças pessoais), as finanças envolvem as instituições financeiras, investimentos e consumo. Diariamente as pessoas mantêm algum contato com os bancos, sejam emitindo cheques, efetuando saques em caixas eletrônicos, pagamentos online ou utilizando seu cartão de crédito ou débito.

Quando a renda é superior aos seus gastos, buscam uma forma de aplicar os excedentes financeiros, seja em uma caderneta de poupança, em CDB/RDB, em fundos de investimentos, aquisições de ações, ou até mesmo em imóveis. Ao contrário, quando a renda é inferior aos gastos, há necessidade de complementar sua renda, para honrar seus compromissos com terceiros.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530975227

Capítulo 43 – Tempo de contribuição para fins previdenciários

CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista Grupo Gen PDF

Capítulo

43

TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA

FINS PREVIDENCIÁRIOS

Considera-se tempo de contribuição, para fins previdenciários, o tempo, contado de data a data, desde o início até a data do requerimento ou do desligamento de atividade abrangida pela Previdência Social, descontados os períodos legalmente estabelecidos como de suspensão de contrato de trabalho, de interrupção de exercício e desligamento da atividade (art. 59 do Decreto n. 3.048/1999). Igual conceito era o adotado para o tempo de serviço, conforme se observa no art. 57 do Decreto n. 2.172/1997.

Com a Emenda Constitucional n. 20 passou a valer o tempo de con­ tribuição efetivo para a Previdência Social para o cálculo dos benefícios e não mais o tempo de serviço. Entretanto, o tempo de serviço considerado pela legislação vigente para efeito de aposentadoria, cumprido até que a lei discipline a matéria, será contado como tempo de contribuição, exceto o tempo de serviço ou contribuição em dobro ou qualquer outra contagem de tempo fictício. Vale dizer, só haverá a efetiva mudança de conceito se o regime for alterado para o de capitalização de contribuições.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597011210

CAPÍTULO 30 – REGIMES ESPECIAIS DE ENFRENTAMENTO DE CRISES

TOMAZETTE, Marlon Grupo Gen PDF

30

Regimes Especiais de

Enfrentamento de Crises

1

Necessidade de regimes especiais

A falência, a recuperação judicial e a recuperação extrajudicial são regimes gerais, a princípio, aplicáveis a todos os empresários e sociedades empresárias.

Todavia, certas atividades merecem atenção especial do poder público, seja por sua importância, seja pela necessária segurança que devem inspirar. Rubens Requião afirma que “em vista dessa importância, seja pela sua natureza, seja pela sua dimensão, veio a perceber-se que, em caso de seu insucesso econômico e financeiro, a sua ruína não constituía simples problema de ordem privada. Suas repercussões funestas no meio social econômico não poderiam deixar desatento e desinteressado o Estado”.1 Em razão disso, foram criados regimes especiais de atuação da própria administração pública para lidar com as crises de tais entidades.

Embora possa parecer um privilégio, a instituição desses regimes especiais é uma necessidade para certas atividades. Para a maior parte dos empresários, o sistema concursal da Lei nº 11.101/2005 é perfeitamente suficiente. Todavia, em algumas atividades, há um interesse público na pronta e rápida solução das crises, exigindo, por conseguinte, a atuação direta da administração pública. Nesses casos, haverá uma fiscalização maior e, em razão disso, serão tomadas também certas providências administrativas para lidar com as crises. O grande exemplo dessa necessidade são as instituições financeiras, cujas crises podem prejudicar

Ver todos os capítulos
Medium 9788521631965

Mãos à Obra: Grandes Coisas para Aprender Primeiro

LEVINE, David M.; STEPHAN, David F.; SZABAT, Kathryn A. Grupo Gen PDF

MÃOS À

OBRA

Grandes Coisas para

Aprender Primeiro

UTILIZANDO A ESTATÍSTICA: “Você Não

Tem Como Escapar dos Dados”

GE.2 De que Maneira Posso Utilizar o

Excel com Este Livro?

MAO.1 Uma Maneira de Raciocinar

GE.3 Que Tipo de Habilidade no Uso do

Excel Este Livro Requer?

MAO.2 Defina Seus Termos!

MAO.3 Análise de Negócios: A Mudança de Cara da Estatística

“Megadados”

Estatística: Uma Importante Parte de Sua Formação em Gestão

Empresarial

MAO.4 Como Utilizar Este Livro

GE.4 Preparando-se para Utilizar o Excel com Este Livro

GE.5 Inserindo Dados

GE.6 Abrindo e Salvando Pastas de

Trabalho

GUIA DO EXCEL

GE.7 Criando e Copiando Planilhas de

Cálculo

GE.1 O que É o Microsoft Excel?

GE.8 Imprimindo Planilhas de Cálculo

Objetivos do Aprendizado

Neste capítulo, você aprenderá:

• Que o volume de dados que existem no mundo faz com que o aprendizado da estatística se torne crucialmente importante

Ver todos os capítulos
Medium 9788502134720

CAPÍTULO 3 - O CONTRATO DE SOCIEDADE

Wald, Arnoldo Editora Saraiva PDF

TÍTULO II

A SOCIEDADE

CAPÍTULO 3

O CONTRATO DE SOCIEDADE

Sumário: 1. Conceito. 2. Características. Síntese.

1. Conceito

O Código Comercial de 1850 não trazia qualquer definição de contrato de sociedade, disciplinando apenas as sociedades comerciais nele mencionadas. Já o Código Civil de 1916 trazia a seguinte referência em seu art. 1.363: “Celebram contrato de sociedade as pessoas que mutuamente se obrigam a combinar seus esforços ou recursos, para lograr fins comuns”. O art. 981 do Código Civil de 2002, por seu turno, estabeleceu que:

“Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício da atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados”.

Em razão das peculiaridades do contrato de sociedade, não é possível classificá-lo como um contrato bilateral ou comutativo. Os sócios não estão na mesma posição, por exemplo, dos contratantes em um contrato de compra e venda, no qual o comprador tem a intenção de pagar o menor preço e o vendedor a de receber a maior quantia possível. No contrato de sociedade, as partes não têm necessariamente interesses contrapostos, nem estão em posições antagônicas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530956820

CAPÍTULO XXXIV – EXERCÍCIO SOCIAL E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS NAS SOCIEDADES ANÔNIMAS

RIZZARDO, Arnaldo Grupo Gen PDF

Capítulo XXXIV

Exercício social e demonstrações financeiras nas sociedades anônimas

1. Exercício social

O exercício social corresponde ao período de tempo da vida da sociedade demarcado para a verificação do resultado econômico e financeiro de sua atividade.

Representa o espaço de tempo estabelecido para a finalidade de conferir os resultados da empresa, apontando os lucros e as perdas. Esse levantamento tem como propósito dar conhecimento aos acionistas e a terceiros da situação patrimonial e financeira da empresa, permitindo o controle gerencial. Destinam-se, também, a par de outras demonstrações, a atender as exigências da legislação tributária.

Convencionou-se estabelecer esse período em doze meses, conforme previsão do art. 175: “O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto”.

Assim, a cada ano se faz o levantamento patrimonial da sociedade, o que equivale a apontar contabilmente os resultados econômicos verificados durante o exercício social.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502163515

2 - Órgãos Públicos

Pereira da Costa, Elisson Editora Saraiva PDF

2

Órgãos Públicos

2.1. Conceito

Os órgãos públicos podem ser definidos como centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais.

São parte da pessoa jurídica mas não possuem personalidade jurídica.

Os órgãos públicos são centros de competência despersonalizados.

Por exemplo, na Administração Federal, só a União possui personalidade jurídica; os Ministérios são centros de competência despersonalizados.

2.2 Características

— integram a estrutura de uma pessoa jurídica;

— não possuem personalidade jurídica;

— são resultado de desconcentração;

— não possuem patrimônio próprio.

2.3 Classificação a) órgãos simples: são os constituídos por um só centro de competência; b) órgãos compostos: são aqueles que reúnem em sua estrutura diversos

órgãos; c) órgãos singulares: são aqueles cujas decisões são atribuição de um

único agente, ex.: Presidente da República.



Ver todos os capítulos
Medium 9788563308221

12. Reações dos arenos: substituição eletrofílica aromática

Carey, Francis A. Grupo A - AMGH PDF

498

CAPÍTULO DOZE

Reações dos arenos: substituição eletrofílica aromática

C A P Í T U L O

12

Reações dos arenos: substituição eletrofílica aromática

R E S U M O

12.1

12.2

12.3

12.4

12.5

12.6

12.7

12.8

12.9

12.10

12.11

12.12

12.13

12.14

12.15

12.16

12.17

12.18

12.19

D O

C A P Í T U L O

Reações representativas de substituição eletrofílica aromática do benzeno . . . . . . . . . . . .

Princípios mecanísticos da substituição eletrofílica aromática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Nitração do benzeno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Sulfonação do benzeno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Halogenação do benzeno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Ver todos os capítulos
Medium 9788502077263

7.1 Introdução

Dantas, Adriana Editora Saraiva PDF

7

Reflexões sobre o regime r e g u l at ó r i o e f i c a z

A globalização, ao aumentar a interdependência entre pessoas do mundo, tem incrementado a demanda por ações coletivas globais e a importância dos bens públicos também de natureza global. O fato de instituições globais, que foram criadas em resposta a esse fenômeno, não terem funcionado perfeitamente não é surpresa: os problemas são complexos; e a ação coletiva em qualquer nível é difícil.

Joseph E. Stiglitz1

7.1 Introdução

O objetivo deste capítulo é apresentar sugestões de reforma do sistema da

OMC tendo em vista os problemas identificados e as perspectivas futuras de desenvolvimento do comércio agrícola. As perspectivas são de aumento do nível de apoio concedido nos próximos anos, particularmente no caso dos EUA, onde nova lei agrícola deveras distorciva vigorará até 2012. Fatores como o fenômeno da agroenergia têm justificado decisões políticas de incremento do nível de apoio doméstico concedido aos agricultores nos PDs. Daí a pressão adicional à qual o regime de controle da OMC estará sujeito nos anos vindouros. Este deverá estar devidamente habilitado para controlar os efeitos dos subsídios e, assim, reduzir os desequilíbrios hoje existentes.

Ver todos os capítulos
Medium 9788522475612

5 Organização estratégica

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de Grupo Gen PDF

5.1 Introdução

Neste capítulo, o leitor tem a oportunidade de verificar os vários aspectos inerentes à organização estratégica. No Capítulo 2, observou-se que, para a organização ser estratégica, é necessário que seja desenvolvida após o planejamento estratégico e que sirva de sustentação estrutural, por meio da adequada distribuição e alocação de seus diversos recursos, para que a empresa possa alcançar, de forma otimizada, os resultados estabelecidos pelo planejamento estratégico.

Embora a organização estratégica seja muito comentada nos corredores empresariais, ela é, na maior parte das vezes, mal aplicada nas empresas.

Essa situação de falsa utilização ocorre – principalmente quanto às estruturações metodológicas – entre as seis partes da administração estratégica, principalmente com o planejamento estratégico e a organização estratégica.

Muitas empresas afirmam ter esses dois componentes da administração estratégica, mas, na realidade, o que possuem são outros instrumentos administrativos, mas não os dois mencionados. Portanto, todo o restante do processo de administração estratégica fica prejudicado, pois a base de sustentação está inadequada.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502180505

Capítulo 3 - O direito do trabalho in se

Feliciano, Guilherme Guimarães Editora Saraiva PDF

3

CAPÍTULO

O dIREITO dO TRABALhO in se

3.1. O dIREITO dO TRABALhO COmO SUBSISTEmA jURÍdICO, COmO CIênCIA E COmO dISCIPLInA acaDêmica. nOrmas-princípiOs e nOrmas-reGras (r. alexy, R. Dworkin)

A elocução “Direito do Trabalho” pode designar ao menos três manifestações diferentes da cultura jurídica. Pode designar um ramo do Direito positivo (e, nesse caso, revela um subsistema jurídico). Pode designar a área da ciência jurídica que estuda esse ramo do Direito positivo e o contextualiza, como norma, mercê dos respectivos fatos e valores. No meio acadêmico, pode também designar uma disciplina obrigatória para a graduação em

Direito.

Como ramo do Direito positivo, o Direito do Trabalho insere-se no sistema jurídico brasileiro, i.e., no sistema de normas cuja unidade é constituída pelo fato de todas elas terem o mesmo fundamento de validade (KELSEN, 1987: 34), a saber — naquilo que nos interessa, evitando-se o debate em torno da “norma fundamental” lógico-transcendental (KELSEN) ou de quaisquer fundamentos axiológicos prejurídicos para os direitos nacionais —, a

Ver todos os capítulos
Medium 9788547211639

JJ 4. Processo de execução para entrega de coisa incerta

GONÇALVES, Marcus Vinicius Rios Saraiva - jur PDF

790 Direito Processual Civil Esquematizado®

JJ 3. Processo

Marcus Vinicius Rios Gonçalves

de execução para entrega de coisa certa

A “coisa certa” a que alude a lei é a individualizada, determinada, no momento da propositura da execução; distingue-se da “coisa incerta”, que não está determinada, mas é determinável pelo gênero e pela quantidade.

O procedimento da execução para entrega de coisa certa, fundada em título extrajudicial, vem tratado nos arts. 806 e ss. do CPC.

Ao ordenar a citação, o juiz fixará os honorários advocatícios devidos caso haja a satisfação da obrigação. Com a citação, passará a correr o prazo de 15 dias, cuja contagem será feita na forma prevista no art. 231 do CPC, para que o devedor satisfaça a obrigação, entregando a coisa. Do mandado já constará a ordem de imissão de posse ou busca e apreensão, caso a obrigação não seja satisfeita. O devedor poderá: a) entregar a coisa, para satisfazer a obrigação. Será lavrado o termo e, com o pagamento dos honorários, extinta a execução, a menos que deva prosseguir para ressarcimento de eventuais frutos ou prejuízos, caso em que seguirá sob a forma de execução por quantia; b) não entregar a coisa, caso em que se cumprirá, de imediato, a ordem de imissão na posse, se o bem for imóvel, ou de busca e apreensão, se móvel, que já constava do mandado de citação. O juiz pode, ainda, valer-se da multa como meio de coerção, quando verificar, por exemplo, que o devedor oculta o bem.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502047136

1.1. A FUNÇÃO DESEMPENHADA PELAS CLÁUSULAS GERAIS NO SISTEMA JURÍDICO

Jorge Junior, Alberto Gosson Editora Saraiva PDF

1.1. A FUNÇÃO DESEMPENHADA PELAS CLÁUSULAS GERAIS

NO SISTEMA JURÍDICO

Em sua obra Dalla struttura alla funzione23, Norberto Bobbio propugna o deslocamento da análise anteriormente centrada na estrutura da norma jurídica para a função que esta mesma norma desempenha no ordenamento jurídico e na sociedade como um todo.

Realçando a necessidade de estreitamento das relações da ciência jurídica com a sociologia e, por conseguinte, do jurista com o sociólogo,

Bobbio acentua que não existe apenas uma ciência jurídica, mas tantas quantas sejam as imagens que o jurista tenha de si mesmo e da função que ocupa na sociedade. O jurista pode desempenhar o papel de quem conserva e transmite um determinado conjunto de regras do qual é depositário e guardião (intérprete do direito), ou, então, de criador desse sistema, transformando-o, integrando-o e inovando-o, num perfil de colaborador ativo e por vezes até crítico (pesquisador do direito)24.

Essas duas visões do papel do jurista na sociedade podem depender das seguintes situações: a) se o jurista trabalha num regime institucional fechado — onde prevalece um corpo rígido de normas com fontes do direito previamente determinadas e a interpretação se resume numa exegese; b) ou, ao contrário, se o sistema se caracteriza como aberto — onde a maior parte das regras encontram-se em estado fluido, propiciando o papel inovador do jurista que é chamado a colaborar com o legislador e o juiz, e onde as fontes formais e materiais não estão rigidamente demarcadas. Se a sociedade configura-se como estável — tendendo a perpetuar os próprios modelos culturais —, ou em transformação — com a possibilidade de irromperem fatores de mudança que tornam inadequados os modelos culturais tradicionais25.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527726184

Capítulo 78 - Doença do Acúmulo de Ferro em Aves

CUBAS, Zalmir Silvino; SILVA, Jean Carlos Ramos; CATÃO-DIAS, José Luiz Grupo Gen PDF

Capítulo 78

Doença do Acúmulo de Ferro em Aves

Ricardo de Francisco Strefezzi

Larissa Quinto Pereira

CC

Introdução

Os termos “doen­ça do acúmu­lo de ferro” (do inglês, iron storage disease) e “doen­ça da sobrecarga de ferro” (do inglês, iron overload disease) são utilizados na literatura para identifi‑ car o processo patológico de etiologia multifatorial que ocorre em animais com acúmu­lo de hemossiderina no fígado e em outros órgãos1,2.

Considera‑se hemossiderose o processo patológico de acúmu­lo de ferro, sem outras lesões associadas e evidentes. É possível que grande parte dos patologistas a considerem como um acúmu­lo de pigmento que não traz maiores implicações deletérias ao tecido, podendo ser observada em células do sistema mononu­clear fagocítico, como macrófagos sinusoi‑ dais hepáticos e macrófagos esplênicos, bem como em células parenquimatosas, como os hepatócitos3. Já o termo hemocromatose é mais apropriado para designar o acúmu­lo exces‑ sivo de hemossiderina, geralmente em diversos órgãos, com conse­quências funcionais e/ou morfológicas ao tecido afetado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527715942

CAPÍTULO 46 – Trauma das Vias Respiratórias

YAO, Fun-Sun F.; ARTUSIO, Joseph Francis Grupo Gen PDF

C APÍTU LO 46

Trauma das Vias Respiratórias

RICHARD P. DUTTON

UM HOMEM DE 46 ANOS foi arremessado da motocicleta em alta velocidade e teve a base do pescoço atravessada por um galho de

árvore. Ao chegar ao centro de trauma, ele estava acordado e alerta, com freqüência cardíaca (FC) = 122 batimentos por minuto, pressão arterial (PA) = 143/85 mm Hg, freqüência respiratória (FR) = 20 incursões por minuto e saturação de oxigênio = 98% com máscara sem reinalação a 100%. Um pedaço de madeira de

5 cm está se projetando da parte ântero-inferior do pescoço, na incisura jugular do esterno, sem sangramento visível. Não há lesão neurológica, mas o paciente admite ter consumido seis cervejas na hora que antecedeu o acidente. A anamnese não tem nenhum fato digno de nota.

A. Diagnóstico Clínico e Diagnóstico Diferencial

1. Que variáveis protegem contra lesão em acidentes de motocicleta?

2. Que outros traumas importantes podem ocorrer?

3. Como é organizada a avaliação inicial de um paciente traumatizado?

Ver todos os capítulos

Carregar mais