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Capítulo 23 - A Criança e o Sexo

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CAPÍTULO 23

A Criança e o Sexo

A

inda há bem pouco tempo, pensava-se ser mau ligar sexo com “inocência” infantil. Atualmente, o que é preciso é uma descrição meticulosa. Como ainda se desconhece muita coisa, ao estudioso recomenda-se que prossiga nas investigações

à sua própria maneira e se quiser ler em vez de realizar observações deixai-o ler as descrições feitas por inúmeros e diferentes autores, não olhando para este ou para aquele como o porta-voz da verdade. Este capítulo não constitui a venda em varejo de um conjunto de teorias compradas por atacado;

é uma tentativa para articular em poucas palavras uma descrição pessoal da sexualidade infantil, baseada em meu treino e experiência como pediatra e psicanalista. O tema é vasto e não pode confinar-se aos limites de um capítulo sem sofrer alguma deformação.

Ao examinarmos qualquer aspecto da psicologia infantil, será útil recordar que todos nós fomos crianças. Em cada observador adulto alberga-se toda a memória de sua infância e adolescência, tanto a fantasia como a realidade, segundo como tenha sido apreciada na época. Muito foi esquecido, mas nada está perdido. Que melhor exemplo poderia dirigir a atenção para os vastos recursos do inconsciente!

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Capítulo 17 - E o Pai?

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CAPÍTULO 17

E o Pai?

N

o decorrer do meu trabalho, muitas mães têm debatido comigo a questão: E o pai? Suponho ser um fato claro para todo mundo que, em tempos normais, depende da atitude que a mãe tome, o pai acabar ou não por conhecer o seu bebê.

Há todo um rosário de motivos pelos quais é difícil para um pai participar na criação do seu filho pequeno. Para começar, raramente estará em casa quando o bebê está acordado.

Mas, muitas vezes, mesmo quando o pai está em casa, a mãe acha um pouco difícil saber quando utilizar seu marido ou quando desejar que ele saia do caminho. Sem dúvida, é com frequência muito mais simples deitar o bebê antes que o pai chegue, assim como é boa ideia ter as lavagens prontas e a refeição preparada. Mas muitas mães concordarão, baseadas na própria experiência, que constitui uma grande ajuda na relação entre pessoas casadas que elas compartilhem, cotidianamente, os pequenos detalhes que parecem idiotas para os que veem o problema de fora, mas que se revestem de uma tremenda importância, na época, tanto para os pais como para a criança. E quando o bebê cresce, a riqueza de detalhes aumenta, tornando cada vez mais profundo o vínculo entre o pai e a mãe.

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Capítulo 34 - Aspectos da Delinquência Juvenil

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CAPÍTULO 34

Aspectos da Delinquência Juvenil

A juvenil é um vasto e complexo tema, mas tentarei dizer algo muito simples acerca das crianças antissociais delinquência

e da relação entre a delinquência e uma vida familiar plena de carências.

Sabemos que, na investigação sobre diversos alunos de uma escola aprovada, o diagnóstico pode variar entre o normal (ou sadio) e o esquizofrênico. Contudo, algo existe que une todos os delinquentes. O que é?

Numa família normal, um homem e uma mulher, marido e esposa, assumem responsabilidade conjunta pelos filhos. Nascem os bebês, a mãe (apoiada pelo pai) cria cada um dos filhos, estudando a personalidade de cada, enfrentando o problema pessoal de cada, na medida em que afete a sociedade em sua menor célula, a família e o lar.

Como é uma criança normal? Come, cresce e sorri com meiguice? Não, ela não é assim. Uma criança normal, quando tem confiança no pai e na mãe, provoca constantes sobressaltos.

No decorrer do tempo, procura exercer o seu poder de desunião, de destruição, tenta amedrontar, cansar, desperdiçar, seduzir e apropriar-se das coisas. Tudo o que leva as pessoas aos tribunais

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Capítulo 31 - Timidez e Perturbações Nervosas nas Crianças

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CAPÍTULO 31

Timidez e Perturbações Nervosas nas Crianças

É do médico atender, no momento pelo menos, às necessidades individuais de um paciente – o paciente que lhe foi missão

levado à consulta. Um médico, portanto, não é talvez a pessoa mais indicada para falar a professores, dado que estes praticamente nunca dispõem de uma oportunidade para confinar suas atenções a uma só criança de cada vez. Frequentemente, devem sentir o desejo de fazer o que lhes parece excelente por uma criança e, entretanto, refreiam-se por temor de causar perturbações no grupo como um todo.

Isto não significa, porém, que o professor não esteja interessado no estudo individual das crianças a seu cuidado, e o que um médico pode dizer talvez os leve a ver um pouco mais claramente o que sucede quando, por exemplo, uma criança é tímida ou fóbica. Uma crescente compreensão pode levar a uma inquietação atenuada e uma melhor orientação, mesmo quando poucos conselhos diretos possam ser dados.

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Capítulo 4 - Alimentação do Bebê

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CAPÍTULO 4

Alimentação do Bebê

D o início do século atual, muito se fez a respeito à alimentação do bebê; médicos e fisiologistas escreveram inúmeesde

ros livros e artigos científicos, cada um deles acrescentando um pouco aos nossos conhecimentos. O resultado de todo esse trabalho é ser agora possível distinguir entre dois grupos de coisas: os de um tipo físico, bioquímico ou substancial, que era impossível conhecer intuitivamente, e os de um tipo psicológico, que as pessoas sempre puderam conhecer, tanto pelos sentimentos como pela simples observação.

Por exemplo, para irmos imediatamente à raiz do problema, a alimentação da criança é uma questão de relações mãe-filho, o ato de pôr em prática a relação de amor entre dois seres humanos. Contudo, era difícil ver isto aceito (embora as mães sempre o sentissem como verdadeiro), enquanto muitas dificuldades não fossem superadas no aspecto físico do problema. Em qualquer período da história do mundo, uma mãe natural, levando uma vida sadia, terá facilmente pensado sempre na alimentação do bebê como uma simples relação entre ela própria e seu filho; mas existia, ao mesmo tempo, a mãe cujo bebê morria de diarreia e vômitos; ela ignorava que fora um germe que matara o seu bebê e convencia-se de que o seu leite era ruim. As doenças e a morte de crianças faziam as mães perderem a confiança nelas próprias, levando-as a procurar um conselho autorizado. A doença física tem complicado, de inúmeras maneiras, o problema tal como é visto pela mãe. De fato, só em virtude dos grandes

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Capítulo 9 - Por que Choram os Bebês?

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CAPÍTULO 9

Por que Choram os Bebês?

E

stivemos examinando até agora alguns aspectos bastante óbvios do desejo materno de conhecer o seu bebê e da necessidade que o bebê tem de ser conhecido. Os bebês, tanto quanto necessitam de leite e de carinho maternos, também precisam do amor e compreensão da mãe. Se ela conhece bem o seu bebê, está em condições de ajudá-lo quando ele precisa e, como ninguém pode conhecer um bebê melhor que a própria mãe – ninguém mais, senão ela, poderá ser a pessoa indicada para prestar-lhe essa ajuda.

Passemos agora à análise daqueles momentos em que o bebê parece estar, de um modo especial, solicitando ajuda: quando chora.

Como se sabe, a maioria dos bebês chora bastante, e à mãe cabe decidir, constantemente, se deve deixar que o bebê chore, ou tentar acalmá-lo, alimentá-lo, pedir ao pai que dê uma ajuda, ou levá-lo à senhora do andar de cima, que sabe tudo a respeito de crianças, ou julga que sabe. Você gostaria, provavelmente, que eu lhe pudesse dizer de um modo bastante simples o que fazer, mas, se eu assim procedesse, você diria: “Que idiota!

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Capítulo 12 - O Desmame

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CAPÍTULO 12

O Desmame

N altura, você já me conhece o suficiente para não esperar que eu lhe diga exatamente como e quando desmamar esta

o bebê; existem vários métodos bons e você poderá receber conselhos do médico de família ou do pediatra. O que pretendo fazer é falar do desmame de modo geral, para ajudá-la a compreender o que está fazendo, seja qual for o método que venha a adotar.

O fato é que a maioria das mães não tem qualquer dificuldade. Por quê?

A principal coisa é que a amamentação correu bem. O bebê teve realmente alguma coisa de que deve agora ser afastado.

Não se pode privar uma pessoa de qualquer coisa que ela nunca teve.

Recordo-me perfeitamente de uma ocasião, quando eu era menino, em que me autorizaram a comer tantas framboesas com creme quantas eu pudesse. Foi uma experiência maravilhosa.

Agora, dá-me muito mais prazer a recordação dessa experiência do que comer framboesas. Talvez você possa recordar também algo parecido com isso.

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Capítulo 1 - Um Homem Encara a Maternidade

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CAPÍTULO 1

Um Homem Encara a Maternidade

P

, você ficará aliviada, leitora, quando souber que não tenciono explicar o que tem a fazer. Sou homem e, portanto, ara começar

jamais poderei saber, na verdade, o que se sente ao ver ali embrulhado no berço uma parcela do meu próprio ser, um pedaço de mim vivendo uma vida independente, mas, ao mesmo tempo, dependente e tornando-se, pouco a pouco, numa pessoa. Só uma mulher pode sentir isso e, talvez, só uma mulher possa até imaginar essa experiência quando, por infortúnio de uma ou outra espécie, lhe falta a prova real e concreta.

Que me competirá então fazer, se não vou dar quaisquer instruções? Estou habituado a receber mães que me trazem seus filhos e, quando isso acontece, vemos logo diante dos olhos aquilo sobre o que queremos falar. O bebê salta nos joelhos da mãe, tenta agarrar objetos sobre a minha escrivaninha, desliza para o chão e engatinha de um lado para o outro; sobe nas cadeiras ou joga no chão os livros das estantes; ou talvez se agarre com força

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Capítulo 5 - Para Onde Vai o Alimento

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CAPÍTULO 5

Para Onde Vai o Alimento

Q

uando os bebês começam a sentir fome, algo principiou a viver neles que está pronto para dominar tudo o mais. Você própria começou a fazer com que certos ruídos se relacionem com a preparação do alimento, os quais são reconhecidos pelo bebê como um sinal de que chegou o momento em que estará seguro para deixar que a ânsia do alimento se converta num terrível e impetuoso anseio. Você poderá ver a saliva escorrer, pois os bebês não engolem a saliva – mostram ao mundo, babando-se, que têm um interesse nas coisas de que possam apoderar-se com a boca.

Bom, isto apenas quer dizer que o bebê está ficando excitado e, especialmente, excitado na boca. As mãos também desempenham seu papel na busca de satisfação. Assim, quando você alimenta o bebê, está satisfazendo um tremendo desejo de alimento. A boca está preparada. O almofadado dos lábios, nessa época, é muito sensível e ajuda a fornecer um elevado grau de sensação de prazer oral que o bebê nunca mais voltará a ter em sua vida ulterior.

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Capítulo 11 - O Bebê como Pessoa

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CAPÍTULO 11

O Bebê como Pessoa

T estado a cogitar sobre a maneira como descrever os bebês como pessoas. É fácil ver que, quando a comida entra enho

no bebê, é digerida, e uma parte dela é distribuída pelo corpo todo para servir ao crescimento. Outra parte é armazenada como energia e a parte restante é eliminada, de um ou outro modo. Isso

é observar a criança com um interesse limitado ao seu corpo.

Mas se observarmos a mesma criança, interessados na pessoa que ela é, poderemos facilmente ver que, tanto quanto essa alimentação do corpo, existe também uma experiência de alimentação imaginativa. Uma baseia-se na outra.

Creio que a mãe poderá obter muito se pensar que todas as coisas que faz em virtude do seu amar pelo bebê entram nele tal qual a comida. O bebê edifica algo a partir de tudo, e não só isso, pois ele tem fases em que usa a mãe e depois a põe de lado, tal como acontece na alimentação. Talvez eu consiga explicar melhor o que quero dizer se deixar o bebê crescer subitamente um pouco.

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Capítulo 13 - Mais Ideias sobre os Bebês como Pessoas

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CAPÍTULO 13

Mais Ideias sobre os Bebês como Pessoas

O do ser humano é um processo contínuo.

Tal como no desenvolvimento do corpo, assim também no da desenvolvimento

personalidade e no da capacidade de relações. Nenhuma fase pode ser suprimida ou impedida sem efeitos perniciosos.

A saúde quer dizer maturidade – maturidade apropriada à idade. Se ignorarmos certas doenças acidentais isso é obviamente válido no tocante ao corpo, e em questões de Psicologia não existem razões, praticamente, para que a saúde e maturidade não signifiquem a mesma coisa. Por outras palavras, no desenvolvimento emocional de um ser humano, se não houver entraves ou desvios no processo evolutivo, há saúde.

Isso quer dizer, se não me engano, que todos os cuidados que a mãe e o pai dediquem ao seu bebê não constituem apenas um prazer para eles e para a criança; trata-se também de uma necessidade absoluta e, sem eles, o bebê não poderá transformar-se num adulto sadio ou prestimoso.

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Capítulo 35 - As Raízes da Agressividade

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CAPÍTULO 35

As Raízes da Agressividade

A terá compreendido, pelas diversas referências acidentais disseminadas por todo o presente livro, que eu sei que leitora

os bebês e crianças gritam, mordem, dão pontapés e puxam os cabelos às respectivas mães, têm impulsos que são agressivos ou destrutivos, ou de qualquer modo desagradáveis.

A assistência às crianças é complicada por episódios destrutivos que podem necessitar de tratamento e, por certo, precisam de compreensão. Seria uma boa ajuda para a compreensão desses acontecimentos cotidianos se pudéssemos formular uma exposição teórica sobre as raízes da agressividade. Contudo, como poderei abranger todos os aspectos desse vasto e difícil tema, se ao mesmo tempo recordar que muitas das minhas leitoras não estudaram Psicologia, mas estão empenhadas num gênero prático de assistência infantil?

Em poucas palavras, a agressão tem dois significados.

Por um lado, constitui direta ou indiretamente uma reação à frustração. Por outro lado, é uma das muitas fontes de energia de um indivíduo. Problemas imensamente complexos resultam de um exame mais detalhado dessa simples afirmação e, na verdade, só poderei começar a elaborar aqui o tema principal.

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Capítulo 27 - Necessidades das Crianças de Menos de Cinco Anos

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CAPÍTULO 27

Necessidades das Crianças de Menos de Cinco Anos

A

s necessidades dos bebês e crianças pequenas não são variá­ veis; são inatas e inalteráveis.

É necessário pensar sempre na criança em desenvolvimento. Trata-se de um critério sempre útil, mas é especialmente importante no caso das crianças de menos de cinco anos, visto que cada criança de quatro é também de três, de dois e de um ano, e é também um bebê que está sendo desmamado, ou um bebê recém-nascido, ou mesmo no ventre materno. As crianças avançam e recuam em sua idade emocional.

É grande a distância entre o bebê recém-nascido e a criança de cinco anos, em termos de personalidade e crescimento emocional. Essa distância não pode ser coberta se determinadas condições não forem preenchidas. Essas condições só precisam ser suficientemente boas, dado que a inteligência da criança se torna cada vez mais apta para ter em conta a possibilidade de fracassos e para dominar a frustração mediante uma prévia preparação. Como se sabe, as condições que são necessárias para o crescimento individual da criança não são estáticas, assentes e fixas em si mesmas; encontram-se num estado de transformação qualitativa e quantitativa, em relação à idade da criança e às necessidades em constante mutação.

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Capítulo 32 - Educação Sexual nas Escolas

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CAPÍTULO 32

Educação Sexual nas Escolas

A não podem ser classificadas e descritas todas num grupo. Suas necessidades variam de acordo com as influêns crianças

cias familiares, o tipo de crianças que são, e a saúde delas. Contudo, numa breve exposição sobre o tema da educação sexual, é conveniente falarmos na generalidade e não tentarmos adaptar a tese principal aos requisitos individuais.

As crianças necessitam de três coisas simultaneamente:

1) Precisam de pessoas em torno delas em quem possam confiar simplesmente em virtude do fato de que são seres humanos dignos de confiança, com uma capacidade comum para a amizade humana.

2) Precisam de instrução em Biologia, a par das outras matérias escolares; parte-se do princípio de que a Biologia significa a verdade (até o ponto em que a conhecemos) sobre a vida, o crescimento, a propagação e a relação dos organismos vivos com o meio.

3) Precisam de um meio circundante emocionalmente sólido e constante, em que elas próprias possam descobrir, cada uma à sua maneira, o surto ao sexo em si próprias e o modo como isso altera, enriquece, complica e inicia relações humanas.

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Capítulo 18 - Os Padrões Deles e os Seus

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CAPÍTULO 18

Os Padrões Deles e os Seus

S que todo mundo tem ideais e normas. Todos os que estão formando um lar têm ideias sobre o modo como as coisas uponho

devem ser organizadas, sobre as cores a escolher para a decoração da casa, os móveis e a maneira como se põe a mesa para o café da manhã. A maioria das pessoas sabe, perfeitamente, que espécie de casa teria se a fortuna lhe batesse à porta, e se é mais confortável viver na cidade ou no campo, ou que espécie de filme vale a pena ir ver.

Quando a moça se casa, pensa: “Agora posso viver como gosto.”

Uma menina de cinco anos que estava colecionando palavras ouvira alguém dizer: “O cão voltou para casa por sua livre vontade.” Ela adotou a palavra e, no dia seguinte, disseme: “Hoje é o meu aniversário, assim tudo tem de ser como a minha livre vontade.” Pois quando a moça se casa, pensa também, “agora, finalmente, posso viver num ambiente de minha livre vontade”, para usar a linguagem da garotinha. Note-se: não é que a “livre vontade” da moça seja melhor que a da sogra, mas é dela – e isso faz uma enorme diferença.

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