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CAPÍTULO 5 - Equilíbrio de fases: substâncias puras

ATKINS, Peter Grupo Gen PDF

5

Equilíbrio de fases: substâncias puras

A termodinâmica da transição 98

5.1

A condição de estabilidade 98

5.2

Variação da energia de Gibbs com a pressão 99

5.3

Variação da energia de Gibbs com a temperatura 101

Diagramas de fase 103

5.4

Curvas de equilíbrio 103

5.5

Localização das curvas de equilíbrio 104

5.6

Pontos característicos 108

5.7

A regra das fases 109

5.8

Diagramas de fase de substâncias típicas 111

5.9

A estrutura molecular dos líquidos 112

VERIFICAÇÃO DE CONCEITOS IMPORTANTES

113

MAPA CONCEITUAL DAS EQUAÇÕES IMPORTANTES 113

QUESTÕES E EXERCÍCIOS

114

A ebulição, o congelamento e a conversão da grafita em diamante são exemplos de transições de fase, ou mudanças de fase sem mudança de composição química. Muitas mudanças de fase são fenômenos cotidianos comuns e a sua descrição é uma parte importante da físico-química. Essas mudanças ocorrem quando um sólido se transforma em líquido, como na fusão do gelo, ou um líquido se transforma em vapor, como na vaporização da água em nossos pulmões. Ocorrem também quando uma fase sólida se transforma em outra fase sólida, como na conversão da grafita em diamante sob altas pressões, ou no processo de fabricação do aço, quando uma fase do ferro se converte em outra fase por aquecimento. A tendência de uma substância em formar um cristal líquido, uma fase distinta com propriedades intermediárias entre as do sólido e do líquido, norteia o desenvolvimento de telas para dispositivos eletrônicos. Mudanças de fase também são geologicamente importantes. O carbonato de cálcio, por exemplo, se deposita normalmente como aragonita, entretanto gradualmente se transforma em uma outra forma cristalina, a calcita.

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Fundamentos

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Fundamentos

A físico-química estabelece uma ligação entre as propriedades da matéria macroscópica e o comportamento das partículas –

átomos, moléculas ou íons – das quais a matéria é constituída.

Os físico-químicos interessam-se pela estrutura da matéria e como e por que sofre transformações. Formulam teorias para entender e explicar fenômenos químicos. Essas teorias resultam normalmente em modelos matemáticos que podem ser testados por comparação com dados experimentais.

A físico-química baseia-se em dois dos grandes pilares da ciência física moderna: a termodinâmica e a teoria quântica.

Na termodinâmica, o foco está nas propriedades macroscópicas de um sistema; a teoria quântica geralmente é aplicada ao estudo de átomos e moléculas individuais. Os dois pilares estão intimamente ligados, pois as propriedades macroscópicas dos sistemas são determinadas e explicadas pelos efeitos da mecânica quântica.

Este capítulo é o alicerce para tudo que se segue. Nele descrevemos os princípios fundamentais que sustentam a físico-química. Também abrangemos muitos desses princípios nos boxes intitulados Ferramentas do químico, no interior dos capítulos individuais. No entanto, esses fundamentos são partes integrantes de um entendimento da físico-química e é útil apresentá-los antes de seguirmos adiante. Começamos pela descrição das propriedades físicas que caracterizam os estados da matéria. Embora o termo “energia” seja amplamente empregado na linguagem do dia a dia, em ciência esse termo tem um significado preciso que iremos descrever na Seção 0.9. Ao final, discutiremos a radiação eletromagnética, que é essencial para muitos dos fenômenos que observamos e interpretamos.

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CAPÍTULO 21 - Espectroscopia: ressonância magnética

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21

Espectroscopia: ressonância magnética

Ressonância magnética nuclear 466

21.1 Núcleos em campos magnéticos 467

21.2 A técnica 469

A informação em espectros de RMN 469

21.3 O deslocamento químico 469

21.4 A estrutura fina 471

21.5 Relaxação do spin 475

21.6 Conversão conformacional e troca química 476

21.7 RMN bidimensional 477

Ressonância paramagnética do elétron 478

21.8 O valor g 480

21.9

Estrutura hiperfina 480

VERIFICAÇÃO DE CONCEITOS IMPORTANTES

482

MAPA CONCEITUAL DAS EQUAÇÕES IMPORTANTES 482

QUESTÕES E EXERCÍCIOS

483

Uma das mais amplamente utilizadas e úteis formas da espectroscopia, e uma técnica que transformou a utilização da química e de suas disciplinas relacionadas, faz uso de um conceito da física clássica. Quando dois pêndulos estão suspensos em um mesmo suporte ligeiramente flexível e um desses pêndulos é posto em movimento, o outro é forçado a oscilar graças à ligação entre ambos. Há então um fluxo de energia entre os dois pêndulos. A transferência de energia ocorre mais eficazmente quando as frequências dos dois osciladores são idênticas. A condição de forte acoplamento efetivo quando as frequências são idênticas é denominada ressonância, e é dito que a energia de excitação ‘ressona’ entre os dois osciladores acoplados.

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CAPÍTULO 16 - Macromoléculas e agregados

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16

Macromoléculas e agregados

Macromoléculas são moléculas muito grandes formadas biossinteticamente a partir de moléculas menores nos organismos, pelos químicos em laboratório ou em um reator industrial. As macromoléculas de ocorrência natural incluem os polissacarídeos, como a celulose, os polipeptídeos, tais como as enzimas proteicas, os polinucleotídeos, tais como o ácido desoxirribonucleico (ADN, em inglês DNA). Macromoléculas sintéticas incluem polímeros, como o náilon e o poliestireno, que são obtidos pelo agrupamento sequencial e, às vezes, pela reticulação de pequenas unidades conhecidas como monômeros

(Fig. 16.1).

Macromoléculas naturais são diferentes em certos aspectos das macromoléculas sintéticas, particularmente na sua composição e nas estruturas resultantes, mas as duas compartilham de várias propriedades comuns. Vamos nos concentrar, na primeira parte deste capítulo, nessas propriedades comuns. Na segunda parte vamos explorar o agrupamento de moléculas pequenas em partículas grandes em um processo que é chamado de ‘auto-organização’ e que dá surgimento aos agregados. Um exemplo é a formação da hemoglobina a partir de quatro polipeptídeos semelhantes à mioglobina. Um tipo semelhante de agregação dá origem a uma variedade de fases dispersas, que incluem os coloides.

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CAPÍTULO 6 - Equilíbrio físico: as propriedades das misturas

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6

Equilíbrio físico: as propriedades das misturas

Nós deixamos agora o estudo dos materiais puros e de suas transformações limitadas, mas importantes, e vamos examinar as misturas de substâncias. Iremos considerar apenas misturas homogêneas, ou soluções, nas quais a composição é uniforme por menor que seja a amostra. O componente de menor abundância é o soluto, e o de maior abundância é o solvente. Entretanto, esses termos são normalmente, mas não invariavelmente, reservados para sólidos dissolvidos em líquidos; um líquido misturado com outro é normalmente chamado uma ‘mistura’ de dois líquidos. Neste capítulo, vamos considerar principalmente as soluções não eletrolíticas, nas quais o soluto não está presente na forma de íons. Exemplos são a sacarose dissolvida em água, o enxofre dissolvido no dissulfeto de carbono e uma mistura de etanol com água. Vamos adiar para o

Capítulo 9 os problemas especiais de soluções eletrolíticas, nas quais o soluto consiste em íons que interagem fortemente uns com os outros.

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Capítulo 9 – FINALMENTE PASSEI

Equipe Método Grupo Gen PDF

Capítulo

9

FINALMENTE

PASSEI

Guia Método do Concurso Público_EquipeMetodo.indb 213

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Guia Método do Concurso Público_EquipeMetodo.indb 214

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Sumário: 9.1. Como garantir que passei? O que significa passar em um concurso público? Posso começar a trabalhar? – 9.2.

Candidatos aprovados para as vagas disponíveis – 9.3. Candidatos aprovados para o cadastro de reserva – 9.4. O que mais devo saber: Concurso de remoção; Pedido de reclassificação ou reposicionamento; Estágio probatório – 9.5. Acabou? Agora posso começar a comemorar? Gastar por conta?

Guia Método do Concurso Público_EquipeMetodo.indb 215

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216

GUIA MÉTODO DO CONCURSO PÚBLICO  Equipe Método

9.1. COMO GARANTIR QUE PASSEI? O QUE SIGNIFICA PASSAR

EM UM CONCURSO PÚBLICO? POSSO COMEÇAR A

TRABALHAR?

Após ser aprovado em todas as etapas do certame, inclusive na entrega de documentos e nos exames médicos, a garantia da aprovação ocorre pela homologação do concurso, que é o ato pelo qual a autoridade administrativa o confirma ou aprova para que tenha validade.

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Capítulo 5 – O QUE ESTUDAR E COMO ESTUDAR

Equipe Método Grupo Gen PDF

Capítulo

5

O QUE

ESTUDAR E COMO

ESTUDAR

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Sumário: 5.1. Por onde começar – 5.2. Como estudar: Dicas gerais para estudo; Tipos de aprendizagem – Método VAK (Visual, Auditivo, Cinestésico); Teste – 5.3. O que estudar: Língua

Portuguesa; Matemática/Raciocínio lógico; Informática; Atualidades/Conhecimentos gerais; Direito Constitucional; Direito

Administrativo – 5.4. Ferramentas e materiais para estudo:

Cursos preparatórios para concursos públicos; Videoaulas;

Sites especializados; Aplicativos; Livros voltados a concursos;

Códigos e Legislação – 5.5. Desistir? Jamais.

Guia Método do Concurso Público_EquipeMetodo.indb 135

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GUIA MÉTODO DO CONCURSO PÚBLICO  Equipe Método

5.1. POR ONDE COMEÇAR

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Livro IX

Aristóteles Grupo Gen PDF

Livro

IX

I

Em todas as formas de amizade em que há dissemelhança é, tal como foi dito, o princípio da proporcionalidade que estabelece a igualdade e salvaguarda a amizade. Tal como nas relações entre cidadãos o sapateiro recebe pagamento como contrapartida pelos sapatos que faz, e assim também o tecelão e os restantes peritos e oficiais de acordo com o justo valor. Daí ter sido arranjada uma medida comum para essas relações comerciais, o dinheiro. Tudo tem como referência o dinheiro, como termo de comparação, e por ele tudo é medido. Até nas relações amorosas, por vezes, o amante queixa-se de que é maior o amor que dá do que o amor que recebe. É o que acontece quando a pessoa amada perde o que fazia dela ser querida. Por outro lado, também a pessoa amada muitas vezes se queixa de que, tendo o amante ao princípio tudo prometido, não veio a cumprir depois nenhuma das suas promessas. Situações deste gênero sucedem, porque o motivo pelo qual o amante gosta da pessoa amada é o prazer e o motivo pelo qual quem é amado gosta do amante é a utilidade, qualidades que podem a qualquer momento deixar de estar presentes em qualquer deles. Ora os laços de amizade que existem com base naqueles motivos rompem-se quando ambos os parceiros já não obtêm aquilo em vista do qual se tornaram amigos ao princípio. Quer dizer, nenhum dos parceiros amava o outro pelo que era em si, mas apenas pelos atributos que oferecia, e que não eram permanentes. Este tipo de amizade também não é duradouro. Apenas dura aquela amizade que é fundada sobre as disposições do caráter e que existe pela amizade enquanto tal [e não em vista de um qualquer outro motivo].

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Introdução à Edição Brasileira

Aristóteles Grupo Gen PDF

INTRODUÇÃO À EDIÇÃO

BRASILEIRA

Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho

Universidade de São Paulo

É primorosa a tradução da Ética a Nicômaco que chega agora às mãos do leitor brasileiro. Fruto da combinação de uma rara vocação do tradutor para a filosofia, de sua elegância e sobriedade na escrita, e de anos de dedicação ao estudo de Aristóteles1 e da língua grega, é trabalho de especialista cuja excelência poderá ser provada

– saboreada – já no início da leitura do livro, cujo lugar central na história da filosofia

é por demais conhecido para que seja necessário argumentar mais.

1

Recuperação da phronesis como guia para o aprofundamento da compreensão do direito como pensamento prático e do seu lugar na constituição do humano

Tem grande relevo teórico e prático a nova apropriação, em curso, da ética de

Aristóteles nos diversos horizontes do saber e da experiência. Nesta introdução à edição brasileira da tradução de António de Castro Caeiro, gostaria de ressaltar o quão profícua essa reapropriação pode ser no aprofundamento da investigação sobre o pensamento jurídico. É mais que esclarecedor – é inspirador! –, por exemplo, retomar o Livro VI da Ética a Nicômaco, que trata das virtudes dianoéticas, virtudes do pensar, e da sua relação decisiva com as virtudes éticas – virtudes do desejar.

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1 - Identidade e Autonomia do Enfermeiro

CHANES, Marcelo Grupo Gen PDF

1

Identidade e

Autonomia do

Enfermeiro

Alison Guimarães Gomes  •  Marcos Alves

Pessanha  •  Marcelo Chanes

Objetivos deste capítulo

• Conceituar Enfermagem como disciplina, profissão e papel

• Conceituar identidade e autonomia

• Correlacionar a Sistematização da Assistência de Enfermagem como ferramenta de identidade e autonomia do enfermeiro.

Palavras-chave: Enfermagem, identidade, disciplina, profissão, papel.

O que é Enfermagem

A definição de “enfermagem” pode parecer simples, por ser geralmente feita com a descrição do que os enfermeiros fazem, e não de quem realmente são. O componente do “fazer” é tão explícito e tangível que parece resumir a própria Enfermagem. Entretanto, cabe olhar para a

Enfermagem de uma maneira mais profunda.

Burresh e Gordon1 recomendam que o profissional, em qualquer situação na qual diga quem é, não se restrinja a dizer “sou enfermeiro”, sendo mais explícito; por exemplo: “Sou enfermeiro , trabalho em uma unidade de oncopediatria e asseguro a humanização no atendimento à criança por meio da brinquedoteca, espaço no qual, de maneira lúdica, dramatizo os procedimentos aos quais a criança será submetida no dia seguinte. Isso facilita a adesão ao tratamento. Ainda, com orientações simples, mas objetivas e claras, oriento e educo os pais para que estejam seguros de que os procedimentos são necessários para a criança e de que a equipe está capacitada para realizá-los”.

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9 - Implementação da SAE

CHANES, Marcelo Grupo Gen PDF

9

Implementação da SAE

Marcelo Chanes

Objetivos deste capítulo

• Correlacionar as fases da Sistematização da Assistência de Enfermagem com a implementação eficaz

• Descrever a abordagem do enfermeiro no processo de implementação

• Descrever as abordagens documentais da fase de implementação.

Palavras-chave: implementação, cuidado, documentação.

Implementação de Enfermagem

A implementação é a fase na qual o enfermeiro rea­li­za ou delega os cuidados necessários para alcançar os resultados dos pacientes, formada por um tripé, como mostra a Figura 9.1.

Implementação do cuidado

Realizar

Delegar

Documentar

Figura 9.1 Tripé da implementação do cuidado.

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90  SAE Descomplicada

Etapas centrais

A implementação do cuidado perpassa a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) de maneira clara, pois a SAE decide se o estabelecimento assistencial de saú­de (EAS) possui pessoas, métodos e insumos, incluindo tempo para a rea­li­zação do cuidado.

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Livro III

Aristóteles Grupo Gen PDF

Livro

III

I

Sendo a excelência constituída a respeito das afecções e das ações, 1109b30 havendo louvores e repreensões apenas relativamente a ações voluntárias

– porque relativamente a ações involuntárias, às vezes há perdão, outras vezes compaixão –, é necessário, talvez, para quem pretende examinar os fenômenos que concernem a excelência, definir-se a ação voluntária e a ação involuntária, definição de resto também útil aos legisladores não só para a atribuição de honras como também para a aplicação de castigos.72 35

Involuntárias são, assim, aquelas ações que se geram sob coação73 ou por ignorância.74 Um ato perpetrado sob coação é aquele cujo princípio

(motivador) lhe é extrínseco. Um princípio desta natureza é tal que o agente, na verdade, passivo, não contribui em nada para ele. Como se ventos ou homens poderosos o levassem para qualquer sítio. Mas determinar se as ações praticadas por medo de males maiores ou em vista de algo glorioso

– por exemplo, se alguém se vê obrigado a praticar um ato vergonhoso por um tirano que ameaça de morte os seus pais e filhos, mantidos reféns, e ao mesmo tempo promete salvá-los, se a ordem for executada – são ações involuntárias ou voluntárias envolve controvérsia. Uma situação deste gênero acontece, por exemplo, quando no meio de tempestades se tem de deitar a carga borda fora. Porque ninguém a deitaria ao mar assim sem mais, voluntariamente, mas apenas com o objetivo de se salvar a si e aos restantes.

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Livro X

Aristóteles Grupo Gen PDF

Livro

X

I

Depois disto, segue-se uma discussão acerca do prazer. Pois pensa- 1172a16

-se que o prazer é uma das possibilidades extremas mais profundamente 20 domiciliadas na nossa natureza. Esse é o motivo pelo qual educamos os mais novos a saberem guiar-se, quando se encontram expostos ao prazer e ao sofrimento. Por outro lado, parece de uma importância extrema para a realização da excelência do caráter o sentir prazer e aversão a respeito do que é devido.249 Prazer e sofrimento estendem-se ao longo de toda a nossa vida. Têm peso e influência sobre a constituição da excelência e a possibilidade em alcançar a vida feliz. Decidimo-nos, de antemão, pelo 25 que dá prazer. Mas procuramos também, por outro lado, fugir ao que traz sofrimento.

Acerca de fenômenos desta importância não parece convir nada passar por cima deles, sobretudo quando são tão discutíveis. Uns dizem que o prazer é o bem. Outros, contrariamente, dizem que é qualquer coisa absolutamente desprezível. A respeito destes últimos, alguns há que estão talvez convencidos de que assim é, outros há que o dizem por pensarem ser melhor para a nossa vida mostrar que o prazer é desprezível, mesmo 30 que tal não seja o caso. É porque a maior parte dos homens se inclina na sua direção e se escraviza aos prazeres, que acham que devem contrariá-los para ir em direção à posição do meio.

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Livro I

Aristóteles Grupo Gen PDF

Livro

I

I

Toda a perícia17 e todo o processo de investigação,18 do mesmo modo todo o procedimento prático19 e toda a decisão,20 parecem lançar-se para um certo bem. É por isso que tem sido dito acertadamente que o bem21

é aquilo por que tudo anseia. Parece, contudo, haver uma diferença entre os fins:22 uns são, por um lado, as atividades23 puras; outros, por outro lado, certos produtos24 que delas resultam para além delas: o produto do seu trabalho. Há, pois, fins que existem para além das suas produções.25

Neste caso, os produtos do trabalho são naturalmente melhores do que as meras atividades que os originam. Sendo diversos os procedimentos práticos, as perícias e as ciências, assim também são diversos os respectivos fins. Assim é, por exemplo, o caso da saúde relativamente à medicina, da embarcação relativamente à construção naval, da vitória relativamente

à estratégia militar, da riqueza relativamente à economia. Nos casos em que as perícias estão subordinadas a uma única capacidade26 – tal como, por exemplo, a fabricação de rédeas e todas as outras perícias que produzem instrumentos hípicos estão subordinadas à arte de montar a cavalo; enquanto esta, por sua vez, bem como toda a perícia da guerra estão subordinadas à estratégia militar (o mesmo se passa a respeito de outras perícias a respeito de outros fins) –, os fins das perícias superiores são preferíveis aos fins das perícias que lhes estão subordinadas, porque os fins destas são perseguidos em vista dos fins das primeiras. Por outro lado, não faz diferença nenhuma se os fins das ações são as atividades puras ou qualquer outra coisa para além delas, tal como acontece a respeito das ciências mencionadas.

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CAPÍTULO 18 - Superfícies sólidas

ATKINS, Peter Grupo Gen PDF

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Superfícies sólidas

Os processos nas superfícies sólidas condicionam a viabilidade de muitos aspectos da indústria, seja construtivamente, como na catálise, seja destrutivamente, como na corrosão. As reações químicas nas superfícies sólidas podem ser muito diferentes das que se passam no interior de uma fase, quando caminhos de reação com energia de ativação muito mais baixa podem ser fornecidos pela superfície e assim resultam na catálise. Mais recentemente, ampliou-se o conceito de superfície sólida com a introdução de materiais microporosos como catalisadores, em que a ‘superfície’ inclui o interior do sólido poroso.

Embora comecemos o capítulo com uma discussão de superfícies limpas, você não deve perder a visão do fato de que, para os químicos, os aspectos importantes de uma superfície são a fixação de substâncias nesta superfície e as reações que aí acontecem. Também de interesse são superfícies imersas em solventes e em gases a altas pressões. Neste caso, o conceito de uma superfície ‘limpa’ perde muito de seu significado. Além disso, a estrutura e até mesmo a composição elementar na superfície pode ser completamente diferente daquela do material no seio da fase que se situa abaixo da superfície, como na presença de uma camada de óxido sobre o alumínio. Como as reações que ocorrem normalmente em uma superfície envolvem somente algumas camadas de átomos superficiais, a reatividade de uma superfície pode ser determinada somente por essa composição diferente e pode ter pouco a ver com a composição do seio.

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