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32. Microbiota normal do trato respiratório superior

Höfling, José Francisco Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 32

Microbiota normal do trato respiratório superior

Capítulo 32

Microbiota normal do trato respiratório superior objetivos

Detectar a presença de microrganismos no trato respiratório superior.

Observar formas coloniais que crescem na placa de ágar-sangue e possíveis alterações no meio (hemólise).

Correlacionar as características culturais com a morfologia observada nos esfregaços corados por Gram.

O trato respiratório superior (TRS) estende-se da laringe às narinas e inclui a orofaringe e a nasofaringe, além das cavidades de comunicação, os seios da face e o ouvido médio. Infecções como faringite, amigdalite, nasofaringite, otite média, sinusite e epiglotite afetam partes dessa região.

Particularmente em relação à faringe, a flora normal inclui uma grande quantidade de espécies.

Entre essas encontram-se principalmente estreptococos viridans (alfa-hemolíticos), pneumococos, neissérias

(não-patogênicas), B. catarrhalis, estafilococos (S. aureus, S. epidermidis), difteróides, Haemophilus spp., leveduras (Candida spp.), vários cocos anaeróbios gram-positivos e bastonetes gram-negativos anaeróbios estritos, espiroquetas e formas filamentosas.

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3. Nomenclatura dos microrganismos

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Apêndice 3

Nomenclatura dos microrganismos

Salmonella paratyphi, Salmonella pullorum,

Salmonella montevideo); b) como adjetivo, no nominativo singular masculino (Bacillus vulgatus), feminino (Pseudomonas aeruginosa); ou neutro (Clostridium botulinum, Treponema pallidum).

A denominação das bactérias está subordinada

às regras internacionais da nomenclatura botânica.

1.

Deve ser binominal para as espécies, de acordo com as regras iniciais de Lineu (1753).

Designações trinomiais, como não raramente se encontram na literatura (p. ex., Bacillus aerogenes capsulatus, Bacillus coli commune, etc.), devem ser banidas da nomenclatura bacteriana.

No caso em que se queira manter, por questão de uso, uma denominação trinomial, devem-se unir por um traço os dois últimos nomes, por exemplo, em Clostridium oedematis-maligni ou em Salmonella abortus-equi.

2.

O nome do gênero deve consistir em um substantivo latino no nominativo e no singular e escrito com inicial maiúscula. Quanto ao nome da espécie, deve ser também uma palavra latina escrita em letra minúscula, logo após o nome do gênero, e empregada: a) como substantivo, no genitivo (singular ou plural) ou no nominativo singular (p. ex.,

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5. Staphylococcus spp.

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Capítulo 5

Staphylococcus spp. objetivos

Observar esfregaços corados por Gram.

Conhecer a morfologia e o arranjo celular de cocos gram-positivos (estafilococos).

Os estafilococos (do grego Staphyle, uva) pertencem à família Micrococcaceae e ao gênero Staphylococcus. São cocos gram-positivos, imóveis, agrupados em massas irregulares ou formas semelhantes a cachos de uva. São aeróbios ou anaeróbios facultativos e catalase-positivos. Fermentam a glicose com produção de ácido, tanto em aerobiose como em anaerobiose.

Com relação à morfologia, são células esféricas de cerca de um µm de diâmetro (estafilococos patogênicos) ou maiores e desiguais (estafilococos ou micrococos saprófitas). As culturas jovens de certas cepas podem exibir cápsula, porém, de um modo geral, consideram-se os estafilococos como acapsulados.

Gram-positivos nas culturas recentes, tendem a perder essa propriedade nas culturas velhas.

Os estafilococos crescem bem nos meios de culturas mais comuns, como o caldo simples ou ágar simples, com pH 7, à temperatura ótima de 37ºC. Em placa de ágar simples, após 24 horas na estufa a 37ºC, produzem colônias de cerca de 1 a 3 mm de diâmetro, convexas, de superfície livre e bordos circulares, opacas e brilhantes. Deixando-se as placas um ou dois dias à temperatura ambiente, as culturas de estafilococos patogênicos recém-isoladas geralmente desenvolvem um pigmento amarelo, ao passo que os estafilococos saprófitas formam colônias brancas.

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27. Sensibilidade microbiana aos antibióticos in vitro (antibiograma)

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Capítulo 27

Capítulo 27

Sensibilidade microbiana aos antibióticos in vitro (antibiograma)

Sensibilidade microbiana aos antibióticos in vitro (antibiograma) objetivos

Definir antibiograma.

Entender os cuidados a serem tomados nesse teste.

Saber sobre os métodos usados.

Diferenciar a metodologia utilizada na prova de diluição e a utilizada na de difusão.

Conhecer os fatores que podem influenciar o resultado obtido pelo método de difusão.

O antibiograma é uma prova de sensibilidade aos antimicrobianos utilizada para alguns grupos de bactérias, principalmente aquelas que adquirem resistência facilmente. É indicado para qualquer microrganismo estreitamente relacionado ao processo infeccioso, cuja sensibilidade a drogas normalmente empregadas na terapia não seja previsível. É o caso de enterobactérias, S. aureus, bacilos gram-negativos não-fermentadores, etc. Essas bactérias sofrem forte pressão seletiva, já que, pela ação das drogas, há o extermínio das bactérias sensíveis e o crescimento das bactérias resistentes, que estavam misturadas na população bacteriana.

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6. Enterobactérias (Escherichia spp.)

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Capítulo 6

Capítulo 6

41

Enterobactérias

Enterobactérias

(Escherichia spp.) objetivos

Observar esfregaços corados por Gram.

Conhecer a morfologia e o arranjo celular de enterobactérias.

O microrganismo Escherichia coli é constituído por células em forma de bastonetes retos, de 1,1 a

1,5 por 2 a 6 µm. Caracteriza-se por ser móvel por flagelos peritríqueos ou imóvel, gram-negativo, anaeróbio facultativo e não-formador de esporos.

Pertence à família Enterobacteriaceae e o gênero

Escherichia.

PATOGENIA

Escherichia coli é um microrganismo presente no trato gastrintestinal dos animais de sangue quente, fazendo parte da microbiota intestinal normal. No entanto, algumas linhagens desse microrganismo podem ser patogênicas, recebendo, nesses casos, a denominação genérica de Escherichia coli enterovirulenta. Conhecem-se quatro linhagens diferentes, de acordo com a natureza da infecção que podem provocar:

1.

Linhagem E. coli invasora: os microrganismos dessa linhagem são, em geral, inócuos em seu hábitat natural, mas podem causar problemas se alcançarem outros locais ou tecidos do hos-

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