49 capítulos
Medium 9788536314471

40. Redução da microbiota bucal (uso de colutórios)

Höfling, José Francisco Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 39

Capítulo 40

Avaliação da atividade cariogênica em humanos (teste de Snyder)

Redução da microbiota bucal

(uso de colutórios) objetivos

Testar colutórios ou soluções anti-sépticas como fatores de redução de microrganismos da cavidade bucal.

Entender o efeito de colutórios como complemento da anti-sepsia bucal.

Saber sobre o significado dos colutórios em relação aos procedimentos odontológicos.

Os colutórios representam o veículo mais simples para os agentes quimioprofiláticos. Em geral, são uma mistura de componentes ativos em água e álcool, com a adição de um surfactante, um umectante e um sabor. A maioria dos agentes quimioprofiláticos é compatível com esse veículo, segundo Thylstrup e Fejerskov

(1995). Os colutórios possuem ação química sobre o biofilme dentário (depósito bacteriano aderido ao dente), auxiliando a higiene bucal mecânica no restabelecimento ou na manutenção da saúde bucal.

O mercado nacional se encontra abastecido com formulações consagradas em estudos realizados com produtos similares a de outros países, bem como formulações que se desenvolveram localmente. Dessa forma, diante da necessidade de unir a ação química de colutórios à ação mecânica (escova e fio/fita dental) na higiene oral, produtos como Cepacol®, Flogoral®,

Ver todos os capítulos
Medium 9788536314471

23. Colorações especiais

Höfling, José Francisco Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 23

Capítulo 23

111

Colorações especiais

Colorações especiais objetivos

Conhecer os métodos especiais de coloração.

Executar os métodos coloração de Wirtz-Conklin (esporos), de Robinow (parede celular) e de Hiss (cápsula).

Visualizar esporos, parede celular e cápsula bacterianos e entender a sua importância para as bactérias.

ESPOROS – MÉTODO DE WIRTZ-CONKLIN

MÉTODO

Técnica

Conforme mostrado no Capítulo 12, a coloração de Wirtz-Conklin baseia-se no grau de afinidade que a estrutura do esporo possui com o corante, comparada com o resto da célula bacteriana, tornando possível sua diferenciação.

O esporo bacteriano é uma célula de parede espessa formada no interior de algumas bactérias. É muito resistente ao calor, à dessecação e a outros agentes químicos e físicos; é capaz de permanecer em estado latente por longos períodos e, em seguida, germinar, dando origem a uma nova célula vegetativa.

A estrutura do esporo é constituída de uma primeira camada interna, a parede do esporo, localizada próximo a seu cerne e composta de peptideoglicano, a qual vai dar origem à parede da célula vegetativa por ocasião da germinação. Envolvendo a parede do esporo, fica o córtex, camada espessa, composta de um peptideoglicano diferente daquele existente na parede da célula que o originou por apresentar menos ligações cruzadas. Externamente ao córtex, localiza-se a capa do esporo, estrutura rígida composta de proteína rica em ligações de dissulfetos intramoleculares; ela confere resistência aos agentes químicos. A camada mais externa recebe o nome de exosporo e consiste em uma membrana lipoprotéica que contém aminoaçúcares.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536314471

28. Esterilização, desinfecção e anti-sepsia na rotina microbiológica

Höfling, José Francisco Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 28

Esterilização, desinfecção e anti-sepsia na rotina microbiológica objetivos

Definir esterilização, desinfecção e anti-sepsia.

Reconhecer agentes bactericidas e bacteriostáticos.

Entender a diferença fundamental existente entre os mecanismos de ação microbiostática e microbicida.

Saber sobre a interferência de fatores externos na ação dos agentes físicos e químicos.

Esterilização é o processo de inativação total, por meio de agentes físicos e químicos, de todas as formas de vida quanto à sua capacidade reprodutiva, o que não significa, necessariamente, a destruição de todas as suas enzimas, produtos metabólicos, toxinas, etc.

Desinfecção consiste na inativação ou redução dos microrganismos presentes em um material inanimado. A desinfecção não implica a eliminação de todos os microrganismos viáveis, porém elimina a potencialidade infecciosa do objeto, da superfície ou do local tratado.

Anti-sepsia é um processo semelhante à desinfecção, com a diferença de que está relacionada com substâncias aplicadas ao organismo humano.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536314471

14. Estreptococos

Höfling, José Francisco Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 14

Estreptococos

Capítulo 14

73

Estreptococos objetivos

Conhecer os estreptococos, sua classificação e suas principais espécies.

Observar esfregaços corados por Gram.

Conhecer a estrutura da cápsula bacteriana e seu método de coloração.

Observar esfregaços corados pelo método de Hiss.

Estreptococos são cocos gram-positivos que se arranjam aos pares ou em cadeias. A maioria das espécies é anaeróbia facultativa, geralmente não apresenta motilidade e não forma endosporos. Várias espécies estão presentes na microbiota normal residente, sendo algumas delas patogênicas, associadas a infecções em humanos. Pertencem à família Streptococcaceae e ao gênero Streptococcus.

CÁPSULA

A cápsula bacteriana é um envoltório viscoso, externo à parede celular bacteriana, cuja função é conferir resistência e patogenicidade. É formada principalmente de polissacarídeos. Pode ser verdadeira, quando independe do meio (Streptococcus pneu-

PRINCIPAIS ESPÉCIES DE ESTREPTOCOCOS

S. pneumoniae (ou pneumococos): é o principal agente de infecções comunitárias do trato respiratório, sendo responsável por cerca de 40 a 60% dos casos de pneumonias bacterianas com mortalidade, que pode atingir 20% entre os casos graves com internação hospitalar.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536314471

3. Nomenclatura dos microrganismos

Höfling, José Francisco Grupo A - Artmed PDF

Apêndice 3

Nomenclatura dos microrganismos

Salmonella paratyphi, Salmonella pullorum,

Salmonella montevideo); b) como adjetivo, no nominativo singular masculino (Bacillus vulgatus), feminino (Pseudomonas aeruginosa); ou neutro (Clostridium botulinum, Treponema pallidum).

A denominação das bactérias está subordinada

às regras internacionais da nomenclatura botânica.

1.

Deve ser binominal para as espécies, de acordo com as regras iniciais de Lineu (1753).

Designações trinomiais, como não raramente se encontram na literatura (p. ex., Bacillus aerogenes capsulatus, Bacillus coli commune, etc.), devem ser banidas da nomenclatura bacteriana.

No caso em que se queira manter, por questão de uso, uma denominação trinomial, devem-se unir por um traço os dois últimos nomes, por exemplo, em Clostridium oedematis-maligni ou em Salmonella abortus-equi.

2.

O nome do gênero deve consistir em um substantivo latino no nominativo e no singular e escrito com inicial maiúscula. Quanto ao nome da espécie, deve ser também uma palavra latina escrita em letra minúscula, logo após o nome do gênero, e empregada: a) como substantivo, no genitivo (singular ou plural) ou no nominativo singular (p. ex.,

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos