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Capítulo 13 – Fibrilação atrial

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Capítulo

13

Fibrilação atrial

Marisa Campos Moraes Amato

A FA é uma taquiarritmia supraven­tricu­lar que se caracteriza pela ausência de atividade elétrica e contrátil, rítmica e sincronizada dos átrios.

Representa um terço das internações por alterações do ritmo cardía­co.

Sua incidência aumenta com a idade, a partir de 50 anos e duplica a cada década.

Acomete cerca de 10% de ambos os sexos, na faixa etária de 80 anos ou mais. Em 30% dos casos é isolada e idiopática, ou seja, ocorre na ausência de cardiopatia. Apresenta incidência de 2:1 de homens:mulheres.

Classificação

A FA pode ser classificada como:

• Inicial: sendo um primeiro episódio arrítmico detectado ou episódios recorrentes

(mais de dois).

• Paroxística: que termina es­pon­ta­nea­men­te em menos de 24 h.

• Persistente, ou sustentada: com duração superior a sete dias.

• Permanente: quando os métodos usuais de tratamento com cardioversão elétrica ou quí­mica se mostram ineficazes, também chamada refratária.

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Capítulo 44 – Cuidados paliativos

AMATO, Marisa Campos Moraes Grupo Gen PDF

Capítulo

44

Cuidados paliativos

Marcos Galan Morillo

Liha Macri Bogaz

Conceitos

A OMS define como cuidados paliativos: “O cuidado total e ativo de pacientes nos quais a doen­ça não responde mais ao tratamento curativo. As bases do tratamento paliativo são o controle da dor, de outros sintomas que causam desconforto, apoio aos problemas psicológicos, sociais e espirituais. A meta do cuidado paliativo é conseguir a melhor qualidade de vida para o paciente e a família”.

Existe um momento na evolução da doen­ça crônica em que o paciente não é passível de cura, apesar de todos os recursos disponíveis da medicina atual. Nesse momento, o processo de morte se torna o diagnóstico principal e esforços multiprofissionais contínuos são necessários para desfecho satisfatório. A busca do conforto do paciente deve ser a prioridade de se atuar dinamicamente no controle dos sintomas desagradáveis e evitar tratamentos e procedimentos fúteis para a condição atual.

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Capítulo 30 – Convulsões e outras crises epilépticas

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Capítulo

30

Convulsões e outras crises epilépticas

Marcelo Campos Moraes Amato

Mateus Trindade

Crise epiléptica é uma descarga neuronal cerebral paroxística anormal que resulta em alteração da sensibilidade, função motora, comportamento ou consciên­cia. As crises podem ser classificadas por tipo, etiologia e síndromes. As convulsões são as mais fáceis de diag­ nosticar; no entanto, existem diversas formas de crises epilépticas que são erroneamente chamadas convulsão.

A epilepsia é uma doen­ça caracterizada por duas ou mais crises epilépticas não provocadas. Em algumas situações, o limiar convulsivo está reduzido e as crises epilépticas ocorrem mais facilmente, são elas: privação de sono, hiperventilação, estímulos luminosos intensos e intermitentes, infecção sistêmica ou do sistema nervoso central, distúrbios metabólicos (em especial, hipoglicemia, hiponatremia e alcalose), TCE e isquemia cerebral.

Principais tipos de crise

• Primária generalizada: simétrica e sincrônica bilateralmente, envolve ambos os hemisférios cerebrais na instalação, ou seja, não há sinais neurológicos localizatórios; a perda de consciên­cia ocorre desde o início. Representa cerca de 40% de todas as crises epilépticas e podem ser divididas em tônico-clônica generalizada

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Capítulo 14 – Cardiopatias valvares

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Capítulo

14

Cardiopatias valvares

Aspectos gerais

Marisa Campos Moraes Amato

As disfunções valvares constituem grupo frequente de cardiopatias em nosso meio. Em associação à doen­ça reumática ainda é responsável pela mortalidade de mais de 50% das crianças de cinco a 12 anos.

O avanço tecnológico tem permitido o estudo, de maneira não invasiva, da anatomia e da dinâmica do coração, progressivamente com maior precisão. A evolução do ecocardiograma facilitou muito a identificação precoce e precisa das cardiopatias valvares. O diagnóstico em fase ainda assintomática trouxe outro tipo de problema: como cuidar adequadamente desse paciente a ponto de modificar a evolução natural da doen­ça.

Os atuais conhecimentos de anatomia, funcional e patológica, assim como as observações feitas durante operação corretiva, modificaram o conceito de disfunção valvar, antes restrito aos fenômenos de alterações anatômicas das valvas propriamente ditas. A função da valva depende da participação integrada de várias estruturas cardía­cas, tanto daquelas que fazem parte do aparelho valvar, como também das câmaras cardía­cas. Assim, o aumento do ven­trículo esquerdo pode acarretar insuficiên­cia mitral funcional, sem que haja lesão valvar primária, assim como o comprometimento de qualquer um dos componentes do aparelho mitral pode ocasionar essa disfunção.

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Capítulo 57 – Laboratório médico em reumatologia

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Capítulo

57

Laboratório médico em reumatologia

Rozeane Luppino

Rodrigo Luppino Assad

O Laboratório tem papel relevante na medicina atual. Enorme número de métodos laboratoriais está hoje disponível, cada um deles com uma indicação especial, com seus problemas intrínsecos, com as suas vantagens e com as suas limitações. Avanços de grande importância, em todas as ­áreas da Medicina Laboratorial, estão con­ti­nuamente adicionando novos testes ou modificando os antigos métodos, no sentido de se obter novas informações.

A utilização adequada dos testes laboratoriais é essencial para o diagnóstico e o controle dos pacientes reumáticos.

O desenvolvimento das várias técnicas, desde a década de 1940, acompanhou os avanços no campo da Reumatologia. Este trabalho culminou com melhor entendimento de várias doen­ças com manifestações ar­ticulares, permitindo não só um diagnóstico mais precoce e preciso como também forneceu informações de grande significância, com relação aos mecanismos patogênicos envolvidos, e, por conse­quência, grande modificação no tratamento das doen­ças.

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