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Capítulo 10 – Hipertensão arterial

AMATO, Marisa Campos Moraes Roca PDF

Capítulo

10

Hipertensão arterial

Avaliação clínica

Marisa Campos Moraes Amato

A história natural de hipertensão arterial não tratada é a morte ou a incapacidade por doen­

ça cardiovascular. É uma entidade clínica multifatorial, caracterizada por níveis tensionais elevados associados às alterações metabólicas, hormonais e aos fenômenos tróficos.

Estima-se que cerca de 15 a 20% da população brasileira adulta seja hipertensa. Tem início insidioso e é assintomática durante muito tempo. As principais complicações vascula­ res da hipertensão arterial, em geral, podem ser divididas em hipertensivas ou ateroscleróticas.

As hipertensivas são mais diretamente causadas por aumento da pressão arterial e podem ser prevenidas por sua redução; já as ateroscleróticas têm múltiplos fatores de risco. A hipertensão arterial acelera significativamente esse processo.

O diagnóstico de hipertensão arterial é feito pelos valores tensionais permanentemente elevados, acima dos limites de normalidade, quando a pressão arterial é avaliada por métodos e condições apropriadas.

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Capítulo 52 – Tratamento clínico da obesidade

AMATO, Marisa Campos Moraes Roca PDF

Capítulo

52

Tratamento clínico da obesidade

Lorena Guimarães Lima

A prevalência da obesidade tem crescido rapidamente e representa um dos principais desafios da saú­de pública neste início de ­século. Atualmente, mais de 1,1 bilhão de adultos apresentam sobrepeso e 312 milhões são obesos em todo o mundo. Uma pesquisa realizada recentemente, analisando dados de 188 mil pessoas no Brasil de todas as idades, mostrou que a obesidade e o excesso de peso têm aumentado em todas as faixas etárias de forma rápida. Neste levantamento, 50% dos homens e 48% das mulheres estavam com excesso de peso; 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres apresentavam obesidade.

Considerando-se que o patrimônio genético da espécie humana não sofreu mudanças significativas nesse intervalo de poucas décadas, certamente são os fatores ambientais que podem explicar essa pandemia.

Acredita-se que mudanças no comportamento alimentar e a adoção de hábitos de vida sedentários podem atuar sobre genes de suscetibilidade, sendo determinantes do crescimento da obesidade no mundo.

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Capítulo 66 – Cirurgia plástica estética para o clínico geral

AMATO, Marisa Campos Moraes Roca PDF

Capítulo

66

Cirurgia plástica estética para o clínico geral

Carlos Alberto Affonso Ferreira

O objetivo deste capítulo é, de forma singela, tentar orientar o médico de família ou clínico geral na difícil tarefa de aconselhar seus pacientes e suas famílias em relação à cirurgia estética.

Ao contrário do que se vê na imprensa sobre as modernidades da Cirurgia Plástica

Estética, a grande novidade do século XX foi o advento da lipoaspiração, sobre a qual falaremos mais adiante.

Para que se possa ter ideia da cronologia, a reconstrução do nariz já era feita pelos hindus há 5.000 anos, os egípcios faziam peelings com língua de tilápia seca e mel, os

árabes já operavam as pálpebras no século X, mamas gigantes foram reduzidas no século

XVI e assim por diante.

O grande apelo por esse tipo de cirurgia nos dias de hoje, principalmente nas Amé­ ricas, coloca o clínico geral como conselheiro ou orientador, quando inevitavelmente surge esse controverso assunto nas famílias de seus pacientes, independentemente de ele ser o médico da avó e a neta querer operar o nariz ou a orelha.

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Capítulo 19 – Doença arterial obstrutiva periférica

AMATO, Marisa Campos Moraes Roca PDF

Capítulo

19

Doença arterial obstrutiva periférica

Alexandre Campos Moraes Amato

Ricardo Virgínio dos Santos

Salvador José de Toledo Arruda Amato

Introdução

A insuficiên­cia arterial dos membros inferiores pode causar a perda da extremidade e está associada, em mais da metade dos pacientes, às obstruções das artérias coronárias. Em razão desses dois possíveis desfechos, a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) pode ser mutilante e/ou fatal. Porém, a maioria dos doentes é assintomática ou apresenta limitações em diferentes graus para a deambulação. Por isso, é fundamental identificar e tratar precocemente as pessoas com essa doen­ça para evitar sua evolução desastrosa.

Definição

A DAOP é uma síndrome is­quêmica crônica dos membros inferiores determinada por arteriopatia obstrutiva periférica. É um nome genérico, abrangendo diversas causas de obstrução arterial. Sua prevalência na população é em torno de 3 a 10%; após a sétima década de vida, a prevalência aumenta para 15 a 20%. Sua manifestação clínica mais frequente é a claudicação intermitente, que provoca limitação funcional para a marcha; entretanto, em estágios avançados podem ocorrer dor isquêmica de repouso e gangrena das extremidades, sinais indicativos de risco de perda de membro.

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Capítulo 36 – Climatério e menopausa

AMATO, Marisa Campos Moraes Roca PDF

Capítulo

36

Climatério e menopausa

Ceci Mendes Carvalho Lopes

No evoluir da sua existência, a mulher passa por várias fases, com características peculiares, e envolvendo suas funções. Chamamos climatério à fase que envolve a parada de função reprodutora na mulher, que se inicia, de modo progressivo, com a diminuição da fertilidade, por volta de 35 a 40 anos de idade, e que dura até um ano após a cessação das menstruações.

Menopausa é o nome que se dá à última menstruação, porém, corriqueiramente é um termo confundido com climatério. E, dado que só poderemos dizer que é a última quando não ocorrer mais nenhuma, por definição, só se considera menopausa após um ano sem fluxos menstruais. Essa fase pode envolver sintomas desconfortáveis ou passar sem quadro nítido, de forma extremamente va­riá­vel, para cada mulher. Quando sintomático, abrange irregularidade menstrual, mudanças de textura de pele e da mucosa vaginal, aparecimento de ondas de calor, geralmente acompanhadas de sudorese. Considera-se normal a ocorrência da menopausa dos 40 aos 55 anos (na maioria, dá-se entre 48 e 50 anos).

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