67 capítulos
Medium 9788541202404

Capítulo 10 – Hipertensão arterial

AMATO, Marisa Campos Moraes Grupo Gen PDF

Capítulo

10

Hipertensão arterial

Avaliação clínica

Marisa Campos Moraes Amato

A história natural de hipertensão arterial não tratada é a morte ou a incapacidade por doen­

ça cardiovascular. É uma entidade clínica multifatorial, caracterizada por níveis tensionais elevados associados às alterações metabólicas, hormonais e aos fenômenos tróficos.

Estima-se que cerca de 15 a 20% da população brasileira adulta seja hipertensa. Tem início insidioso e é assintomática durante muito tempo. As principais complicações vascula­ res da hipertensão arterial, em geral, podem ser divididas em hipertensivas ou ateroscleróticas.

As hipertensivas são mais diretamente causadas por aumento da pressão arterial e podem ser prevenidas por sua redução; já as ateroscleróticas têm múltiplos fatores de risco. A hipertensão arterial acelera significativamente esse processo.

O diagnóstico de hipertensão arterial é feito pelos valores tensionais permanentemente elevados, acima dos limites de normalidade, quando a pressão arterial é avaliada por métodos e condições apropriadas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788541202404

Capítulo 43 – Processo natural de envelhecimento

AMATO, Marisa Campos Moraes Grupo Gen PDF

Capítulo

43

Processo natural de envelhecimento

Marcos Galan Morillo

Introdução

É fundamental para o médico que atende ao idoso saber diferenciar as mudanças anatômicas, funcionais e psicológicas próprias do processo natural de envelhecimento denominado senescência (ou senectude), das alterações que acometem o geronte, decorrentes de doen­ças nessa fase da vida, o que é chamado senilidade.

Saber distinguir entre o normal e o patológico permite ao profissional evitar diversas iatrogenias comuns no atendimento dessa população.

Na prática, algumas vezes em um mesmo in­di­ví­duo as alterações fisiológicas próprias do envelhecimento se imbricam com aquelas decorrentes das doen­ças e é impreciso o limite entre esses dois estados.

Neste capítulo descreveremos as mudanças consideradas normais na senescência.

Alterações anatômicas

Forma e composição corporal

• Estatura diminui a partir dos 40 anos cerca de 1 cm por década em razão de:

Ver todos os capítulos
Medium 9788541202404

Capítulo 52 – Tratamento clínico da obesidade

AMATO, Marisa Campos Moraes Grupo Gen PDF

Capítulo

52

Tratamento clínico da obesidade

Lorena Guimarães Lima

A prevalência da obesidade tem crescido rapidamente e representa um dos principais desafios da saú­de pública neste início de ­século. Atualmente, mais de 1,1 bilhão de adultos apresentam sobrepeso e 312 milhões são obesos em todo o mundo. Uma pesquisa realizada recentemente, analisando dados de 188 mil pessoas no Brasil de todas as idades, mostrou que a obesidade e o excesso de peso têm aumentado em todas as faixas etárias de forma rápida. Neste levantamento, 50% dos homens e 48% das mulheres estavam com excesso de peso; 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres apresentavam obesidade.

Considerando-se que o patrimônio genético da espécie humana não sofreu mudanças significativas nesse intervalo de poucas décadas, certamente são os fatores ambientais que podem explicar essa pandemia.

Acredita-se que mudanças no comportamento alimentar e a adoção de hábitos de vida sedentários podem atuar sobre genes de suscetibilidade, sendo determinantes do crescimento da obesidade no mundo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788541202404

Capítulo 26 – Lombalgia

AMATO, Marisa Campos Moraes Grupo Gen PDF

Capítulo

26

Lombalgia

Marcelo Campos Moraes Amato

Ricardo Santos de Oliveira

Introdução

A dor lombar é a segunda queixa mais frequente nos atendimentos médicos, perdendo apenas para os resfriados sazonais. Até os 20 anos, 50% da população apresentarão lombalgia e, aos 60 anos de idade, cerca de 80%. Representa 15% dos motivos de abandono do trabalho, sendo a causa mais comum de invalidez em pessoas com menos de 45 anos.

No entanto, em 85% dos casos de lombalgias não se identificam causas específicas e são diagnosticadas como lombalgia inespecífica, lombalgia mecânica ou doen­ça degenerativa.

A dificuldade no diagnóstico etiológico das lombalgias se deve principalmente à existência de diversas estruturas que podem ser acometidas: além do disco intervertebral a que as dores são geralmente atribuí­das, a região lombar é formada por outras ar­ticulações

(facetas, sacroilía­cas, quadris), ligamentos, ­músculos e difusa e entrelaçada rede de nervos responsável por cada segmento do corpo. A correlação entre os exames de imagem e o quadro clínico é também muito difícil, haja vista a possibilidade de alterações degenerativas acen­tuadas em pacientes completamente assintomáticos. Isso contribui para a dificuldade em chegar ao diagnóstico etiológico claro.

Ver todos os capítulos
Medium 9788541202404

Capítulo 24 – Analisando imagens médicas com o OsiriX

AMATO, Marisa Campos Moraes Grupo Gen PDF

Capítulo

24

Analisando imagens médicas com o OsiriX

Alexandre Campos Moraes Amato

Daniel Augusto Benitti

Hoje em dia, temos à disposição diversos métodos diagnósticos que geram quantidades enormes de informações, e o antigo método de análise de imagens médicas pelo negatos­ cópio está sendo ultrapassado. A ­visua­lização das imagens geradas pela radiografia, as chamadas “chapas”, era suprida adequadamente pelo negatoscópio, porém, com o advento da TC e da RM, nas quais as imagens são mais precisas em cortes axiais (coronais ou sagitais), a necessidade de mais e mais folhas impressas não só dificultaram a análise como aumentaram o custo da impressão.

No entanto, a tecnologia da TC e da RM con­ti­nuou a evoluir, gerando mais informação, com cortes mais finos e numerosos. Antes, o que era apresentado em poucas dezenas de cortes axiais, agora possui milhares (sim, uma TC AORTA pode conter milhares de cortes, dependendo da espessura do corte e da qualidade do aparelho utilizado) de cortes axiais.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos