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5 - Prevenção de Acidentes

CHIRMICI, Anderson; OLIVEIRA, Eduardo Augusto Rocha de Grupo Gen PDF

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Prevenção de

Acidentes

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128  Introdução à Segurança e Saúde no Trabalho

Conceitos

A respeito de acidentes de trabalho, iniciaremos o assunto por meio de um breve contexto histórico.

Durante o século 19, os acidentes de trabalho eram considerados acontecimentos inesperados e traumáticos, quase decorrentes de uma obra do destino dentro do ambiente de trabalho e o trabalhador, carregava a culpa pelo acidente que ele próprio sofrera.

No Brasil, o conceito de acidente do trabalho é definido pela Lei no

8.213/1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social.

Em seu Art. 19, define acidente de trabalho da seguinte maneira:

Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

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23 - “Não aguento viver com o coração amarrado”

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“Não aguento viver com o coração amarrado”

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esta carta vou relatar um episódio de minha prática

médica que ilustra meu ponto de vista de que a medicina moderna, por mais dados científicos de que se dispõe, não pode ser reduzida a uma profissão técnica. É necessário valorizar seu lado humano, no qual ressaltam aspectos psicológicos, culturais, religiosos, socioeconômicos, ou seja, tudo aquilo que constitui o contexto em que vivemos.

Antes, para compreender melhor este episódio, convém lembrar que o significado simbólico do coração não é uma criação de pintores, poetas ou escritores, mas sim um arqué­tipo, espécie de herança cultural que habita nosso inconsciente e influi na nossa maneira de ver muitos fatos e acontecimentos, principalmente os que põem em risco nossa vida.

O significado simbólico do coração nasceu em épocas remotas e está presente em diferentes culturas, em inúmeros mitos, em expressões linguí­sticas, em manifestações religiosas, e em tantas outras.

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48 - O médico, o sofrimento e a morte (eutanásia, ortotanásia e distanásia)

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O médico, o sofrimento e a morte (eutanásia, ortotanásia e distanásia)

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eutanásia, assim como outras questões relacionadas

com os pacientes sem possibilidades terapêuticas, estão se tornando tema central nos debates de bioé­tica, ao mesmo tempo em que despertam o interesse dos estudantes.

Primeiro, é necessário esclarecer o significado de alguns termos:

■■ Eutanásia: conduta médica que apressa a morte de um paciente incurável e em grande sofrimento

■■ Ortotanásia: designa a suspensão dos medicamentos ou meios artificiais – marca-passo extracardía­co, diá­lises, respiradores mecânicos – utilizados para manutenção da vida de um paciente em coma irreversível

■■ Distanásia: emprego de todos os meios terapêuticos – medicamentos, intervenções, máquinas que substituem funções essenciais – em um paciente terminal, prolongando artificialmente a vida.

A principal diferença entre ortotanásia e distanásia é que a ortotanásia aceita o processo natural de morrer, enquanto a distanásia

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54 - Cartas a um jovem cirurgião: perseverança, disciplina e alegria

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Cartas a um jovem cirurgião: perseverança, disciplina e alegria

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livro Cartas a um Jovem Cirurgião,1 do Dr. Ivo Pitanguy, é de leitura agradável e rico em ensinamentos.

Todos conhecemos o Dr. Ivo Pitanguy, cirurgião plástico laureado internacionalmente pelas inúmeras técnicas cirúrgicas descritas na obra Plastic

Surgery of the Head and Body, premiada na feira do livro de Frankfurt, o que nada mais é do que uma verdadeira consagração mundial.

Os dez capítulos do livro merecem ser lidos com toda a atenção, mas destaco dois: Relação Médico-Paciente, tema por mim abordado em várias cartas, e A Procura da Beleza, no qual analisa a in­fluên­cia da mídia no estabelecimento de tipos de beleza, atualmente representados por jovens magérrimas (anoréxicas!), sempre associadas à venda de juventude, sucesso, status, alegria, vida livre e bem-estar.

“Pode-se interpretar a mensagem da mídia”, comenta Pitanguy, “como uma busca, sempre infrutífera, da “pílula da juventude”, sempre presente no imaginário de homens e mulheres, em todas as épocas.”

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42 - O princípio da autonomia e a adesão ao tratamento

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O princípio da autonomia e a adesão ao tratamento

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m carta anterior, abordei o tema aliança terapêutica e adesão ao tratamento, na verdade, duas facetas da mesma questão.

Não há um modelo pronto para se fazer uma aliança com o paciente ou para garantir sua adesão. Melhor dizendo, há muitas maneiras de se fazer essa aliança; em todas elas, o essencial é a capacidade de motivação. A dificuldade é, justamente, mobilizar um paciente – e sua família –, com o objetivo de se obter a adesão ao tratamento, seja ele qual for.

Uma das maneiras, talvez própria de pessoas altamente racionais, pode ser exemplificada pela história de seu Israel, relatada por

Drauzio Varella, em seu livro Por um Fio:1

JJ

“Quando seu Israel me procurou no consultório, tinha mais de setenta anos, o olhar cheio de vida... E um sotaque judaico ainda forte para quem morava no Brasil fazia mais de quarenta anos,

Varella, D. Por um Fio. Cia. das Letras, 2004.

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43 - A comunicação como fator de adesão ao tratamento

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A comunicação como fator de adesão ao tratamento

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m dos aspectos da prática médica mais relacionado com a comunicação entre o médico e o paciente é a adesão ao tratamento. Isso é facilmente observado no tratamento das doen­ças que exigem mudanças de hábitos (restrições alimentares, abandono de tabagismo e de bebidas alcoó­licas, prática de exercícios físicos) e uso prolongado ou contínuo de medicamentos. Motivar um paciente a usar dois, três, quatro ou mais medicamentos a vida toda é uma prova de fogo para qualquer médico! Os estudos de adesão ao tratamento da hipertensão arterial, diabetes, obesidade e outras enfermidades mostram isso com números irrefutáveis. Talvez as informações do paciente sobre seus hábitos, expectativas, tipo de trabalho, maneira de se alimentar, condições financeiras, sejam mais importantes do que os conhecimentos farmacológicos do médico sobre os medicamentos que ele pretende prescrever.

Toda comunicação é um processo de mão dupla. O médico que só fala e não ouve, está fadado a não ser ouvido! Quando se diz que a comunicação é um processo interpessoal subentende-se que os

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19 - Sentir-se doente e ter uma doença. Qual a diferença?

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Sentir-se doente e ter uma doen­ça.

Qual a diferença?

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entir-se doente” e “estar doente” são condições distin-

tas, e, para bem cuidar de pacientes, é necessário entender essas diferenças.

Sentir-se doente é algo inteiramente subjetivo, e estar doente é uma condição estabelecida pelo médico. Nem sempre uma condição coincide com a outra; e, ao contrário, as duas situações podem até mesmo ser conflitantes. Parece paradoxal, mas não é. Vejamos por ­que os médicos nem sempre conseguem separar coisas tão distintas.

Talvez seja uma tarefa quase impossível para quem nunca esteve doente querer entender todo o significado de sentir-se doente. Não

é difícil perceber as transformações pelas quais passa uma pessoa quando se transforma em paciente, mas o que ocorre em seu mundo interior é muito mais complexo. Por exemplo: um paciente pode ter uma grave doen­ça arterial coronariana, mas, se ela for assintomática, mesmo correndo o risco de morte súbita, ele não irá sentir-se doente até o momento em que receber este diagnóstico. Ao

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32 - A paciente do quarto 302

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A paciente do quarto 302

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comunicação é um componente essencial da vida

social de todos nós e dela depende a relação do médico com o paciente.

Talvez, por estar na interface entre as ciên­cias da saú­de e as ciên­ cias sociais, é um território que permanece pouco estudado pelos pesquisadores de ambas as ­áreas.

A emergência deste novo tema é uma exigência da crescente importância dos meios de comunicação em todos os setores da vida humana. O estudo da comunicação engloba as mais variadas questões da saú­de humana, podendo-se destacar as campanhas de saú­de pública, a compreensão sociocultural das doen­ças, os fatores de risco, a saú­de e o meio ambiente, a telemedicina, a internet.

Contudo, é exatamente a falta de comunicação entre os médicos e seus pacientes, entre eles e os familiares, assim como entre profissionais e gestores da saú­de, uma das péssimas características da prática médica atual.

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7 - Afinal, o que é olho clínico?

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Afinal, o que é olho clínico?

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or certo, vez por outra ainda ouve-se falar em olho clínico.

Mas, afinal, o que é isso? É uma antiga expressão aplicada àqueles médicos que tinham a capacidade de identificar, rapidamente, uma doen­ça, mesmo não dispondo de bons recursos para se chegar a um diagnóstico. Esta época já passou, porém, a expressão “olho clínico” pode permanecer, só que precisa ser redefinida.

Então, o que seria “olho clínico”? Um complexo processo cognitivo que tem início quando nos deparamos com um paciente. Se tivermos, de fato, interesse em fazer um diagnóstico correto, ou seja, quando queremos saber o que está ocorrendo com aquela pessoa, entra em alerta máximo todos os nossos sentidos, ao mesmo tempo em que se utiliza, consciente ou inconscientemente, a base de dados que já temos armazenados em nossa mente. Em outras palavras: o que se chama “olho clínico” não passa de um processamento de dados pelo nosso cérebro, só que de modo extremamente rápido, mobilizando conhecimentos em nível inconsciente e experiências anteriores. Mal comparando, é como se o cérebro fosse um computador com vários

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40 - O que é uma proposta terapêutica?

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O que é uma proposta terapêutica?

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expressão “proposta terapêutica”, cada vez mais fre-

quente na linguagem médica justifica-se pelo fato de que é “dever” do médico, após identificar a doen­ça, propor ao paciente o tratamento que ele (médico) considera mais adequado naquele momento e naquelas circunstâncias, levando em conta aspectos clínicos, cujo foco costuma ser a lesão ou a disfunção, ao lado de outros aspectos, que não podem ser esquecidos – que estão sempre presentes –, como operacionais, éticos, legais, socioculturais, financeiros e econômicos.

O paciente, por sua vez, tem o “direito” de aceitar ou não a proposta. Esta é a lógica do principio da autonomia. Nas emergências, este princípio, embora nunca inteiramente revogado, passa para segundo plano, subs­ti­tuí­do pelo princípio da beneficência.

A proposta terapêutica tanto pode ser uma intervenção instrumen-

tal ou cirúrgica ou a prescrição de medicamentos, como pode ser também modificações da alimentação, prática de exercícios físicos ou

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26 - Doutor, estou em suas mãos!

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Doutor, estou em suas mãos!

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anam­ne­se e o exame físico, componentes essenciais do método clínico, completam-se de maneira perfeita, não havendo vantagem de se fazer uma separação rígida entre um e outro. Muitas vezes, informações obtidas na história do paciente, fundamentais para o diagnóstico, só são incluí­das em nosso raciocínio durante o exame físico. A propósito, cumpre ressaltar que uma das características mais importantes do exame clínico é sua flexibilidade. No entanto, é considerado seu lado mais frágil por aqueles que pouco o conhecem ou não entendem todas as possibilidades deste método.

Flexibilidade é, exatamente, a característica que possibilita adaptá-lo a qualquer situação em que for aplicado. Por isso, pode-se até dizer que o método clínico não tem limites precisos: ele serve às ciên­ cias biológicas, às ciên­cias humanas e às ciên­cias sociais. É o único método com o qual se consegue investigar todos os meandros do processo saú­de-doen­ça, entre os quais se situa o componente psicológico do exame físico.

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55 - Cenas médicas: uma introdução à história da medicina

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Cenas médicas: uma introdução à história da medicina

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obre Moacyr Scliar nada preciso dizer. Médico sanitarista, aliou às suas atividades médicas uma vitoriosa carreira literária com cerca de 70 livros publicados em vários gêneros, muitos deles traduzidos em cerca de 20 paí­ses.

Uma parte de sua obra tem forte presença de médicos e da medicina. No livro Cenas Médicas, uma Introdução à História da

Medicina,1 adquire sabor especial a narração paralela de duas trajetórias: a da própria medicina, na luta contra o sofrimento, a doen­ça e a morte, e o caminho seguido por um estudante de medicina – ele próprio – quando fez o curso de medicina em Porto Alegre na década de 1960.

Ao percorrer a história da medicina, entremeia-a com uma arguta interpretação dos fatos.

Scliar, M. Cenas Médicas, uma Introdução à História da Medicina. Artes e Ofícios Editora,

1987.

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“A doen­ça não é só um processo orgânico, é uma experiência existencial”, afirma Moacyr Scliar, com o que concordo inteiramente, pois nunca tive dúvida de que estar doente e sentir-se doente são duas situações com muitas diferenças entre si. Talvez a diferença mais importante seja a proposta por ele, ou seja, a “doen­ça é um processo orgânico” e “sentir-se doente uma experiência existencial”. Cada um de nós sente à sua maneira a mesma doen­ça. Isso é um conhecimento indispensável para bem cuidar de pacientes. O médico que quer padronizar rigorosamente os esquemas de tratamento não terá tanto sucesso como o que personaliza cada proposta terapêutica, adaptando para o doente que tem à sua frente, as técnicas e os medicamentos necessários ou disponíveis.

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35 - Os sintomas como linguagem dos órgãos

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Os sintomas como linguagem dos órgãos

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ou abordar nesta carta um tema que torna possível compreender melhor o que se passa com os pacientes quando relatam suas queixas. Refiro-me à interpretação dos “sintomas como linguagem dos órgãos”.

Diz-se que a linguagem é direta quando o sintoma expressa uma modificação localizada naquele órgão (p. ex., tosse na congestão pulmonar, diarreia nas enterocolites, dor retroesternal na isquemia miocárdica, prurido na tinea corporis, cólica abdominal na obstrução intestinal, e assim por diante). Mas o sintoma pode adquirir um significado simbólico quando é a expressão somática de transtornos emocionais (p. ex., disfagia histérica, tosse de origem emocional, dor precordial na depressão, dispneia suspirosa na ansiedade). No entanto, nosso organismo não se comporta de maneira tão esquemática, pois o ser humano é constituí­do de duas partes indivisíveis – a mente e o corpo –, inteiramente imbricadas uma na outra; mente e corpo são absolutamente solidários; um não existe sem o outro, apenas ora fica mais aparente o lado físico ora o psíquico. Mas, sem-

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46 - Efeito placebo e efeito nocebo. O que é isso na prática médica?

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Efeito placebo e efeito nocebo: o que é isso na prática médica?

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otencialmente, haverá efeito placebo toda vez que houver interação de um médico com o paciente (placebo vem do verbo placeo, que significa agradar). Este efeito está embutido em qualquer tipo de tratamento. Daí a necessidade de se reconhecer a existência do “efeito placebo” ou da “ação droga do médico”, na expressão de

Balint,1 como componente de suas ações, não só para compreender o que está acontecendo com o paciente, como também para tirar dele o máximo proveito na prática cotidiana.

Não se trata aqui do efeito placebo analisado em pesquisas clínicas, em que há outras implicações, quando o que se deseja é diferenciar a ação farmacológica de um fármaco de seu efeito não farmacológico. Para isso, existem técnicas estatísticas, a mais rigorosa

é o ensaio duplo-cego e randomizado. Mas, na prática médica não

é possível separar o efeito placebo de qualquer tipo de tratamento, incluindo intervenções e cirurgias.

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59 - O pequeno médico

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O pequeno médico

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livro O Pequeno Médico,1 de Graziela Gilioli, é o relato sobre o perío­do de sofrimento e angústia que viveu a mãe de Alexandre, um garoto de 12 anos que teve sua vida precocemente interrompida por um câncer da suprarrenal. Este livro é uma preciosidade.

Graziela Gilioli, a partir de experiência vivida como mãe, nos faz compartilhar momentos plenos de emoção ao acompanhar, durante

2  anos, o que aconteceu no “mundo das doen­ças”, para utilizar a expressão de Susan Sontag, no qual seu filho passa a habitar, convivendo com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas.

O título do livro – O Pequeno Médico – justifica-se plenamente, pela maneira como o “pequeno doente” encarou fatos e pessoas com os quais entrou em contato em consultórios, quartos de hospitais, salas cirúrgicas, UTIs, salas de espera. Seus comentários e observações mostram uma serenidade que só pode ser a expressão de uma

Gilioli, G. O Pequeno Médico. Clio Editora, 2007.

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