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PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE: A ALMA MÁGICA

SPENGLER, Oswald Grupo Gen PDF

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE:

A ALMA MÁGICA

O Dualismo da Caverna Cósmica

O mundo, tal como se desdobra diante da vigilância mágica, possui uma espécie de extensão que pode ser qualificada de caverna,1 ainda que seja muito difícil para o homem do Ocidente descobrir na sua provisão de conceitos uma palavra sequer que possa evocar, até certo ponto, o sentido do “espaço” mágico. Na Antiguidade conhecemos aquela oposição entre a matéria e a forma, e que domina toda a consciência vigilante. Na cultura ocidental, depara-se-nos a oposição entre a força e a massa. Mas, naquela, a tensão perde-se no pequeno e no pormenor, ao passo que, nesta, descarrega-se em linhas de efeitos. Na caverna cósmica, porém, a tensão perdura, flutuando, nas vicissitudes de uma luta incerta, e assim se eleva às alturas desse protodualismo – “semítico” – que, sob mil aparências, e todavia sempre o mesmo, enche o mundo mágico. A luz penetra na caverna, reagindo contra as trevas (João I, 5). Ambas são substâncias mágicas. O que há acima de nós e o que existe em baixo, o Céu e a Terra, transformam-se em potências essenciais, a travarem combates entre si. Mas esses conflitos da sensibilidade primária confundem-se com os que têm sua origem no intelecto meditativo e avaliador, a saber, os conflitos entre o Bem e o Mal, entre Deus e Satanás.

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9. A ARQUITETURA GÓTICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 9

A ARQUITETURA GÓTICA

A

o considerar o Gótico a fase final da arquitetura medieval, nos deparamos com a questão da definição do estilo. O termo “gótico” foi aplicado pela primeira vez no século XVII para se referir a projetos que não se baseavam na antiguidade clássica e o rótulo era aplicado com desprezo. No século XIX, essas conotações pejorativas já haviam sido praticamente superadas, mas desde então os historiadores têm tido dificuldade para esclarecer exatamente o que caracteriza o Estilo Gótico. A definição mais óbvia envolve os elementos-chave empregados em muitas edificações góticas – o arco ogival e a abóbada nervurada – ainda que, como já vimos, ambos também estivessem presentes em muitas obras românicas. Há, contudo, outros elementos típicos exclusivos das edificações góticas, como os arcobotantes, as janelas com rendilhado e pilares ou colunas fasciculados, que servem como marcas registradas do estilo (Figura 9.1).

Outra definição comum se baseia na maneira como esses elementos foram reunidos na estrutura de igrejas e catedrais de grande porte, particularmente aquelas construídas na região em torno de Paris entre 1140 e 1220. Ao contrário das edificações românicas, nas quais uma massa ou parede contínua era necessária para resistir às cargas, nas edificações góticas a estrutura é um sistema em forma de esqueleto que transfere as cargas da cobertura ao solo por elementos discretizados, o que libera grandes áreas de parede para a fenestração. Contudo, os prédios seculares da época raramente têm essa seção de parede, então um conceito estritamente estrutural não basta para definir o Gótico. Podemos definir as edificações góticas com base em suas características espaciais, as quais tendem a enfatizar as verticais, consistir de células espaciais articuladas, mas unificadas, e gerar a sensação de amplidão típica de tal sistema de construção. Por fim, o estilo pode ser visto como um reflexo da era histórica e do imaginário religioso do período no qual se inseriu, relacionado tanto com o crescimento das sociedades urbanas quanto com as analogias teológicas dos tabernáculos do Velho Testamento e templos e conceitos da Nova Jerusalém.

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Capítulo VII - A Organização Econômica e Social

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF

VII

A Organização Econômica e Social

1. A POPULAÇÃO

O tratamento da questão demográfica no Brasil quinhentista reveste-se de grande dificuldade devido às escassas referências constantes das fontes coevas, às contradições aí detectadas, bem como ao caráter pouco rigoroso dos métodos utilizados na recolha dos dados.

De entre os documentos disponíveis, selecionaram-se fundamentalmente tratados descritivos de natureza propangadística destinados a fomentar a ida de colonos para a Província de Santa Cruz ou informações gerais da autoria de jesuítas devido à sua estrutura mais sistemática e a conterem estimativas referentes à generalidade das capitanias.

As fontes utilizadas apresentam geralmente os cômputos demográficos relativos aos portugueses em termos de “vizinhos”. A conversão desta unidade em número de habitantes foi efetuada com base num índice de 5,5, dimensão média adotada a partir do cálculo apresentado por Anchieta que estabelece a equivalência aproximada de vizinhos a indivíduos: “... terá em toda sua comarca (Bahia) quase 2.000 vizinhos de portugueses, dos quais haverá 10 ou 12.000 pessoas...”1

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Capítulo V - Os Modelos de Colonização

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF

V

Os Modelos de Colonização

1. PRELÚDIOS DA COLONIZAÇÃO

O sistema de capitanias de mar e terra e a via diplomática revelaramse incapazes de produzir os resultados desejados, ou seja, a eliminação da presença francesa na América do Sul. A manifesta insuficiência desse modelo para garantir o incontestável domínio português sobre o Brasil induziu o círculo governativo joanino a ponderar, no final da década de vinte, a adoção de soluções mais eficazes destinadas a assegurar a soberania lusitana sobre a totalidade do território americano que lhe pertencia, de acordo com o Tratado de Tordesilhas. No entanto, o monarca francês não lhe reconhecia legitimidade, exigindo ironicamente que lhe mostrassem a cláusula do testamento de Adão que o excluía da partilha do mundo.1

As notícias sobre as explorações efetuadas no rio da Prata pelas armadas de Carlos V provocavam, também, preocupação na corte de Lisboa, uma vez que se pretendia limitar a penetração espanhola na fachada atlântica da

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Capítulo X - A CORRUPÇÃO DOS ROMANOS

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

173

Capítulo X

A CORRUPÇÃO DOS ROMANOS 285

1. A religiosidade dos Romanos286

..........................................................................................

Políbio286b diz que, no seu tempo, os juramentos não autorizavam confiar num Grego, enquanto que um Romano, a bem dizer, ficava por eles acorrentadob.

Há um fato nas cartas de Cícero287 a Áticoc que mostra o quanto os Romanos tinham mudado a esse respeito desde o tempo de Políbio.

285. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linha pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

Sobre a correlação deste Capítulo com o precedente e com o Capítulo XVIII, ver nota 282.

286. Os Romanos eram muito religiosos e sacralizaram suas instituições, como expõe aqui Montesquieu. Acrescentaremos a propósito: a sacralização do juramento, base da disciplina militar (nota 18, e nota “b” de Montesquieu neste Capítulo); sacralização das fronteiras, inclusive R. Rubicom (notas 3a, 14a e 310a); sacralização de penas como o homo sacer e a crucifixão (notas 3a e 310a); e a sacralização da própria autoridade imperial (notas 346 e 371).

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12. A ARQUITETURA BARROCA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 12

A ARQUITETURA BARROCA

A

ssim como os banqueiros e mercadores de Florença patrocinaram os artistas e arquitetos do Protorrenascimento, a Igreja Católica foi a principal patrona das artes e da arquitetura dos séculos XVII e

XVIII ao redor de Roma; as obras por ela encomendadas deram origem a um novo estilo, o Barroco.

Quando o Renascimento chegou ao fim, a Igreja tinha muito poder secular, mas suas bases morais haviam se deteriorado. O título de cardeal era vendido descaradamente; altos e baixos oficiais da Igreja tinham amantes e buscavam benefícios para seus filhos, que eram eufemisticamente chamados de “sobrinhos”; e as doações dos devotos eram gastas em projetos que careciam totalmente de propósitos espirituais. Os papas viviam em grande luxo, tratando o tesouro da

Igreja como verba pessoal. Para financiar seus projetos sagrados e seculares, a Igreja instituiu práticas de levantamento de fundos questionáveis, como a venda de perdões e indulgências para poupar o pagador – ou um parente – de passar um determinado número de dias no Purgatório.

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5. O MUNDO ROMANO

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 5

O MUNDO ROMANO

urante o primeiro milênio antes de Cristo, enquanto a civilização grega surgia e florescia no continente e no leste do Mediterrâneo, um povo enigmático

– os etruscos – estava se assentando e desenvolvendo sua própria cultura no centro-norte da Itália, na atual

Toscana. Suas origens não são bem definidas; acredita-se que tenham migrado para a península italiana vindos da

Ásia Menor por volta de 1200 a.C., depois do colapso do

Império Hitita. Com base nas inscrições, nas obras de arte, nos artefatos e na arquitetura que chegaram até nós, parece que os etruscos tiveram diversas raízes. A Grécia, durante os Períodos Primitivo e Clássico, exerceu uma influência muito forte, mas também havia outras relações culturais. A língua etrusca continha elementos indo-europeus e não indo-europeus e era escrita em um alfabeto derivado diretamente do grego; sua religião, que dava muita importância a enterrar os mortos com objetos de uso diário necessários no além, tinha muito em comum com a egípcia. Tal qual a arte hitita, a arte etrusca também apresentava relevos de feras protetoras nas entradas dos túmulos e, assim como a arte dos minóicos e micênicos, decorações naturalistas representavam pássaros e golfinhos. A prática etrusca de ler presságios nas vísceras dos animais se assemelha à tradição babilônica e assíria; o uso de arcos e abóbadas em portais monumentais indica conexões com a arquitetura da Ásia Menor. Embora tenham assimilado muito de seus vizinhos, os etruscos eram um povo original, cujos feitos deixaram uma forte impressão na civilização romana.

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Capítulo XXI - DESORDENS DO IMPÉRIO DO ORIENTE

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

287

Capítulo XXI

DESORDENS DO IMPÉRIO DO ORIENTE506

— Naquela época achavam-se os Persas em situação melhor que os Romanos. Eles pouco temiam os povos do Nortea, porquanto uma parte do Monte Taurus, entre o Mar Cáspio e o

Ponto Euxino507, os separava deles, e porquanto guardavam uma passagem estreitíssima, fechada por um portab, único ponto por onde a cavalaria podia passar. Por qualquer outra parte, os Bárbaros tinham de descer por precipícios e deixar os cavalos, que eram sua força todac. Os Bárbaros estavam ainda contidos pelo

Araxe, rio profundo, que corre de oeste para leste, e cujas passagens defendiam-se facilmente.

Além do mais, achavam-se os Persas tranqüilos do lado do oriente. Ao sul limitavam-se com o mar. E era fácil manter a divisão entre os príncipes árabes, que não pensavam senão em pilhar-se uns aos outros. Por isso, inimigos propriamente eles

506. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, assinalamos cada um dos vários tópicos. As notas de Montesquieu, indicadas no texto alfabeticamente, acham-se no Anexo.

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PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE: PSEUDOMORFOSES HISTÓRICAS

SPENGLER, Oswald Grupo Gen PDF

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE:

PSEUDOMORFOSES HISTÓRICAS

O Conceito

Numa rocha acham-se encravados cristais de um minério. Originam-se gretas e rachas. A água que corre pela pedra lava aos poucos os cristais, arrancando-os e fazendo com que somente remanesça uma cavidade. Mais tarde ocorrem fenômenos vulcânicos, a romperem a montanha. Massas em brasa introduzem-se no interior, solidificam-se e cristalizam por sua vez. Mas já não podem determinar livremente a sua forma. Têm de aproveitar as formas que se lhes ofereçam, e assim aparecem formas falsas, cristais, cuja estrutura interna está em contradição com a construção externa, espécies de pedra que tenham adotado a aparência de outras. Os mineralogistas chamam isso de pseudomorfose.

Pseudomorfoses históricas são para mim aqueles casos em que uma velha cultura estranha pesava com tamanha força sobre um país que uma cultura nova, autóctone, não conseguiu respirar e se tornou incapaz, não só de desenvolver formas expressivas peculiares e puras, mas também de alcançar a plenitude da sua consciência própria. Toda matéria que subisse das profundezas da alma primitiva era então vertida nos moldes da vida alheia. Sentimentos jovens focalizavam-se em obras antiquadas, e, em vez de levantar-se a própria força criadora, crescia apenas o ódio ao poder longínquo, assumindo proporções gigantescas.

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7. A ARQUITETURA ISLÂMICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 7

A ARQUITETURA ISLÂMICA

C

omo vimos anteriormente, os primeiros cristãos passaram por um longo processo até desenvolver formas de arquitetura que fossem adequadas à sua religião e a expressassem bem. Os seguidores da religião fundada pelo profeta Maomé passaram por um processo evolutivo similar, mas que levou a resultados bastante diferentes à medida que construíam prédios que servissem ao Islamismo e o simbolizassem.

O Islamismo surgiu na Arábia. Conforme acreditam os muçulmanos, em 610 d.C., o anjo Gabriel apareceu para

Maomé, em Meca, e, aos poucos, lhe revelou Deus, ou Alá

(em árabe, “Al-lah” significa “o Deus”). Essas revelações foram reunidas em um livro sagrado, o Alcorão (ou Corão), que expressava na língua árabe a mensagem do Islã, palavra que significa a submissão ao desejo de Alá. Todos os muçulmanos aceitam cinco verdades ou deveres fundamentais: crer em apenas um deus e que Maomé foi seu mensageiro; rezar cinco vezes ao dia; jejuar do amanhecer ao anoitecer durante o mês de Ramadã; dar esmolas aos pobres; e, desde que tenham saúde e dinheiro para tal, fazer ao menos uma peregrinação à cidade sagrada de Meca.

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Capítulo IX - DUAS CAUSAS DA PERDA DE ROMA

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

167

Capítulo IX

DUAS CAUSAS DA PERDA DE ROMA282

1. Expansão do Império282a

Enquanto o domínio de Roma estava limitado à Itália, a

República podia subsistir facilmente. Todo soldado era igual-

282. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto por letras, e acham-se no Anexo.

Neste Capítulo, Montesquieu examina duas causas da decadência de Roma. Ele destaca para o Capítulo seguinte uma terceira causa, a corrupção, mais grave. Era da sua técnica expositiva (nota 1).

Esses dois capítulos devem ser cotejados com o Capítulo XVIII, um balanço final dos estragos infligidos ao Estado romano por esses fatores deletérios (nota 454), ao longo do Império, um despotismo.

Para entender-se como tais fatores danificaram o Estado Romano,

Montesquieu expôs no capítulo precedente a sua estrutura sócio-política.

Agora, neste Capítulo IX e no seguinte, ele examina os próprios fatores. V. a propósito Introd., Cap. 6. Aqui, apenas resumiremos. A Aristocracia, fortalecida política e economicamente, marginalizou o Povo.

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Mapa IV

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XXIII — Duração do Império do Oriente — Destruição

307

que fizeram uso dele, ficaram habilitados, durante séculos, a queimar todas as frotas inimigas, sobretudo as dos Árabes, que vinham da África ou da Síria atacar Constantinopla.

Legendas do Mapa IV

••••••

rotas comerciais marítimas e terrestres rios

1. Constantinopla, Bósforo

2. Atenas

3. Tróia, Dardanelos

(Helesponto)

4. Ponto Euxino (Mar Negro)

5. Local dos reinos da

Cólchida, do Ponto, e da

Trebisonda

6. Rio Volga

7. Rio Don; Canato de Ouro

8. Rio Dnieper, Kiev

9. Rio Danúbio, Belgrado

10. Moscou

11. Rio Reno, Trier (Treves)

12. Roma

13. Gades (Cádiz)

14. Cartago

15. Rio Nilo, Alexandria

16. Mar Mediterrâneo

17. Gaza

18. Damasco, Beirute

19. Antióquia

20. Arábia

21. Rio Eufrates, Babilônia,

Basra

22. Rio Tigre, Bagdá

23. Mar Cáspio

24. Ecbátana, Hamadam

25. Samarcanda (Maracanda)

26. Mongólia, Karacorum

27. Deserto de Gobi

28. Rio Huang (Rio Amarelo),

Pequim

29. Japão

30. Coréia

31. Xangai

32. Taiwan (Formosa)

33. Hong-Kong, Cantão, Macau

34. Hanói

35. Saigon, Rio Mekong

36. Cingapura, Estreito de

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O SENTIDO DOS NÚMEROS

SPENGLER, Oswald Grupo Gen PDF

O SENTIDO DOS NÚMEROS

Terminologia

1 – Pode-se distinguir – com Goethe – como últimos elementos do que está absolutamente fixado na consciência, e com ela o devir e o que deveio, o produto.

Tal distinção difere da que se costuma fazer, usualmente, entre ser e devir. O produto sempre implica um devir, e não vice-versa.

2 – Há dois fatos primordiais da consciência vigilante: o estranho e o próprio.

O primeiro acha-se relacionado com a sensibilidade (o “mundo sensível”). O segundo está contido no sentimento (o “mundo interior”).

3 – A consciência vigilante, puramente humana, é idêntica à oposição entre a alma e o mundo. Quanto à espiritualidade dessa consciência, há diversos graus.

Estende-se desde a sensibilidade intelectiva, frequentemente nebulosa e todavia, às vezes, aclarada a ponto de alcançar as profundezas, até a extrema nitidez da intelecção pura, para a qual a oposição entre a alma e o mundo converte-se na oposição entre o sujeito e o objeto. Essa estrutura Elemental da consciência vigilante permanece inacessível a todas as demais tentativas de análise conceitual. Ambos os seus elementos existem sempre simultaneamente e apresentam-se como unidade.

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Capítulo XIII - AUGUSTO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

204

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XIII

AUGUSTO358

1. Otávio toma o Poder359

A) Sexto Pompeu360 tinha a Sicília e a Sardenha. Era senhor do mar, e tinha consigo uma infinidade de fugitivos e

358. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linha pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e acham-se no Anexo.

Otávio (63 a.C. até 14 d.C.), sobrinho-neto e filho adotivo de Júlio

César, foi Imperador de 31 a.C. até 14 d.C. (nota 367), fundando o

Império. Nessa condição, assumiu ele vários títulos, inclusive esse de Augusto, pelo qual é mais conhecido.

Júlio César e os onze primeiros Imperadores tiveram o título de

César. Os cinco primeiros eram da família de Júlio César por via de consangüinidade, de afinidade, ou de adoção (notas 304, 389, 391,

396 e 399). Os outros seis, não.

Não confundir esse título com os Césares, que mais tarde auxiliavam e sucediam aos Imperadores (notas 415a e 437).

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Mapa I

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88

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

ras. Eles regressavam à Cidade com os despojos dos povos vencidos: eram feixes de trigo e rebanhos. Aquilo causava grande alegria. Eis aí a origem dos Triunfos4, que foram na seqüência a principal causa das grandezas que aquela cidade alcançou.

Roma acresceu muito suas forças pela união com os

Sabinos, povos duros e belicosos como os Lacedemônios5, dos quais descendiam. Rômulo adotou seu escudo, que era amplob, em lugar do pequeno escudo de Argos, do qual se servira até então. E é de notar-se que o que mais contribuiu para tornar os

Romanos senhores do Mundo é que, tendo combatido sucessivamente contra todos os povos, sempre renunciaram a seus usos tão logo encontraram melhores.

Pensava-se então nas repúblicas da Itália que os tratados feitos com um Rei não as obrigavam em relação ao sucessor dele.

Isso era para elas uma espécie de Direitoc das Gentes6. Assim, todo aquele que fora submetido por um Rei de Roma se pretendia livre sob um outro, e as guerras nasciam sempre das guerras.

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