52 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788502051485

Capítulo XV - OS IMPERADORES: DE CAIO CALÍGULA ATÉ ANTONINO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

222

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XV

OS IMPERADORES:

DE CAIO CALÍGULA ATÉ ANTONINO390

1. Calígula391

A) Calígula sucedeu a Tibério. Dele dizia-se nunca tinha havido melhor escravo, nem pior senhor. As duas coisas estão muito ligadas, pois a mesma disposição de espírito que fez que ficássemos vivamente chocados com o poder ilimitado daquele que manda, faz que também fiquemos chocados quando passamos a mandar.

Calígula restabeleceua os comícios392, que Tibério havia extinto, e aboliu aquele crime arbitrário de lesa-majestade que ele estabelecera. Por onde pode ver-se que o começo do reinado dos maus príncipes muitas vezes é como o final do reinado dos bons. Porque os maus, só para contradizerem a conduta dos

390. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

No que respeita ao Império, seu imobilismo político e seu declínio progressivo e inexorável reportamo-nos à Introd., Caps. 7 e 8.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo VII - COMO MITRIDATES LHES PÔDE RESISTIR

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

155

Capítulo VII

COMO MITRIDATES LHES PÔDE RESISTIR240

1. O poderio de Mitridates

De todos os reis que os Romanos atacaram, só Mitridates241 defendeu-se com coragem e os pôs em perigo.

A localização de seus Estados era admirável para lhes fazer a guerra. Limitavam-se com a inacessível região do

240. O título do Capítulo está como no original. Dividimos o Capítulo em itens, com os respectivos subtítulos. As notas de Montesquieu estão localizadas no texto alfabeticamente e acham-se no

Anexo.

Este Capítulo só para Mitridates constitui um destaque bem da técnica expositiva de Montesquieu (notas 1 e 241).

Destaque pertinente, pela personalidade de Mitridates, e principalmente porque sua derrota constitui um marco fatídico para Roma: a partir daí é que Roma apossou-se das ambicionadas riquezas do Oriente.

V. nota 475.

V. nota 118. E Introd., Caps. 4 e 13.

241. Mitridates VII, o Grande, foi rei do Ponto de 123 a 63 a.C.

Guerreou contra Roma cerca de 30 anos. Falava vinte e duas línguas, e vocábulos como mitridatizar e mitridatização indicam o processo dele para prevenir seu próprio envenenamento. É desse homem, da sua mestria militar e política, que se trata aqui.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

4. A ARQUITETURA TRADICIONAL DA CHINA E DO JAPÃO

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 4

A ARQUITETURA TRADICIONAL

DA CHINA E DO JAPÃO

A

China tem um vasto território e a maior população entre todos os países da Terra. Costumamos considerá-la uma cultura antiga porque, embora sua civilização histórica tenha se desenvolvido um pouco mais tarde do que na Mesopotâmia ou no Egito, a China se distingue das demais civilizações por ter mantido o mais alto grau de continuidade cultural ao longo de seus quatro mil anos de existência. Os quase 26 milhões de metros quadrados do país abrigam condições geográficas distintas e mais de 50 grupos étnicos, mas a sociedade, em geral, é definida pelos chineses han, representantes do maior grupo étnico. Nas mãos de imperadores poderosos, o governo unificado promoveu a uniformidade em muitas estruturas sociais, incluindo o planejamento urbano e as práticas de construção; assim, as tradições da arquitetura chinesa se mantiveram incrivelmente estáveis ao longo dos séculos até a intrusão forçada da cultura ocidental, no século XIX, e a deposição do último imperador, em 1911.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Mapa I

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

88

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

ras. Eles regressavam à Cidade com os despojos dos povos vencidos: eram feixes de trigo e rebanhos. Aquilo causava grande alegria. Eis aí a origem dos Triunfos4, que foram na seqüência a principal causa das grandezas que aquela cidade alcançou.

Roma acresceu muito suas forças pela união com os

Sabinos, povos duros e belicosos como os Lacedemônios5, dos quais descendiam. Rômulo adotou seu escudo, que era amplob, em lugar do pequeno escudo de Argos, do qual se servira até então. E é de notar-se que o que mais contribuiu para tornar os

Romanos senhores do Mundo é que, tendo combatido sucessivamente contra todos os povos, sempre renunciaram a seus usos tão logo encontraram melhores.

Pensava-se então nas repúblicas da Itália que os tratados feitos com um Rei não as obrigavam em relação ao sucessor dele.

Isso era para elas uma espécie de Direitoc das Gentes6. Assim, todo aquele que fora submetido por um Rei de Roma se pretendia livre sob um outro, e as guerras nasciam sempre das guerras.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

6. A ARQUITETURA PALEOCRISTÃ E A ARQUITETURA BIZANTINA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 6

A ARQUITETURA PALEOCRISTÃ

E A ARQUITETURA BIZANTINA

O

cristianismo, religião desenvolvida pelos seguidores de Jesus de Nazaré, surgiu como uma seita reformista do judaísmo, cujos membros acreditavam que Jesus era o messias prometido. Durante os três séculos seguintes à morte de Jesus, a religião desenvolveu-se em uma igreja organizada por uma hierarquia de bispos e clero. A primeira manifestação de suas crenças

é encontrada no Concílio de Niceia (325 d.C., com revisões posteriores), ainda utilizado pela Igreja Ortodoxa do

Oriente, pela Igreja Católica Romana e por algumas denominações protestantes:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso; Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os mundos; Deus de Deus, Luz da

Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus; Gerado, não feito; Tendo a mesma substância do Pai, por quem todas as coisas foram feitas; Ele, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus; Se encarnou pelo Espírito

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935863

Capítulo III - O Descobrimento

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF

III

O Descobrimento

1. A RIVALIDADE LUSO-CASTELHANA NA DISPUTA DO ATLÂNTICO

O descobrimento do litoral sul-americano que viria, posteriormente, a ser designado por Brasil constituiu uma das resultantes da conjuntura ibérica da última década do século XV, caracterizada pela intensa competição luso-castelhana para obter a primazia no delineamento de uma rota marítima para o Oriente. Essa rivalidade – que tinha numerosos antecedentes, nomeadamente no quadro do Atlântico oriental1 – encontra-se na origem do complexo processo que conduziu, num primeiro momento, à divisão do

Mar Oceano entre os dois reinos (Tratado de Tordesilhas, 1494), de que resultou, subsequentemente, a partilha do Novo Mundo e, numa segunda fase, do oceano Pacífico e da Ásia oriental (Acordo de Saragoça, 1529).

No início dos anos noventa de Quatrocentos encontrava-se em vigor o Tratado de Alcáçovas (4 de setembro de 1479), celebrado entre Portugal e Castela-Aragão e ratificado por Isabel e Fernando em Toledo (6 de março de 1480). Entre as suas cláusulas destacamos as relacionadas com a repartição de territórios extrapeninsulares e a definição de áreas de influência no

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

14. O PROGRESSO NO SÉCULO XIX

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 14

O PROGRESSO NO SÉCULO XIX

A

arquitetura do século XIX talvez tenha sido a mais diversificada até então. A liberdade introduzida pelo

Neoclassicismo e o Movimento Romântico promoveram o revivescimento de outros estilos históricos, incluindo o Gótico, Grego, Islâmico, Egípcio, Bizantino e

Paleo-Cristão, somados a invenções criativas, como os estilos Chinesice, Japonismo, Mourisco e Hindu. Para ilustrar esse fenômeno, consideremos algumas edificações inglesas e norte-americanas projetadas depois de 1800. Os oficiais colonialistas que voltavam ricos da Índia para se aposentar na Inglaterra construíam casas de prazer, como a Sezincote, em Gloucestershire, cujas vedações externas foram concebidas no estilo Indiano por Samuel Pepys Cockerell (1754–

1827) para seu irmão Charles, em 1805. No mesmo espírito, John Nash (1752–1835) construiu o Pavilhão Real, em

Brighton, para o Príncipe Regente, entre 1818 e 1821.

Em muitos casos, os estilos foram escolhidos em função de suas associações. Por exemplo: o estilo Egípcio foi sugerido para edificações relacionadas à medicina – que se acreditava ter surgido no Vale do Rio Nilo – e à morte, uma vez que os majestosos monumentos do Egito foram edificados para os faraós e suas jornadas para o além, ou sempre que sugestões de grande massa ou eternidade eram desejadas, como em fábricas, prisões, pontes suspensas e bibliotecas. Nos Estados Unidos, Benjamin Henry Latrobe

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935863

Capítulo VII - A Organização Econômica e Social

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF

VII

A Organização Econômica e Social

1. A POPULAÇÃO

O tratamento da questão demográfica no Brasil quinhentista reveste-se de grande dificuldade devido às escassas referências constantes das fontes coevas, às contradições aí detectadas, bem como ao caráter pouco rigoroso dos métodos utilizados na recolha dos dados.

De entre os documentos disponíveis, selecionaram-se fundamentalmente tratados descritivos de natureza propangadística destinados a fomentar a ida de colonos para a Província de Santa Cruz ou informações gerais da autoria de jesuítas devido à sua estrutura mais sistemática e a conterem estimativas referentes à generalidade das capitanias.

As fontes utilizadas apresentam geralmente os cômputos demográficos relativos aos portugueses em termos de “vizinhos”. A conversão desta unidade em número de habitantes foi efetuada com base num índice de 5,5, dimensão média adotada a partir do cálculo apresentado por Anchieta que estabelece a equivalência aproximada de vizinhos a indivíduos: “... terá em toda sua comarca (Bahia) quase 2.000 vizinhos de portugueses, dos quais haverá 10 ou 12.000 pessoas...”1

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

8. A ARQUITETURA MEDIEVAL PRIMITIVA E A ARQUITETURA ROMÂNICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 8

A ARQUITETURA MEDIEVAL PRIMITIVA

E A ARQUITETURA ROMÂNICA

E

nquanto as culturas bizantina e islâmica floresciam no leste europeu e na orla sul do Mediterrâneo, as regiões da Europa Ocidental que no passado constituíram o

Império Romano entraram em um período contínuo de declínio. Já nos primeiros séculos da era cristã, os postos avançados do Império vinham sendo repetidamente atacados pelas ondas de povos nômades oriundos da Ásia Central. Estas tribos, chamadas de bárbaros pelos romanos civilizados, finalmente cruzaram as fronteiras estabelecidas por Roma e ocuparam a Cidade Eterna em 476. Muitos topônimos de toda a Europa ainda hoje preservam a memória dessas tribos nômades: os francos se assentaram na futura França; os borgonheses, no centro-leste da França, e os lombardos no norte da Itália, dando seus nomes para a Borgonha e a Lombardia, respectivamente. Os godos e os visigodos se tornaram inesquecíveis no estilo de arquitetura que hoje chamamos de gótico; o comportamento dos vândalos, que assolavam todas as partes e frequentemente levavam à devastação absoluta das áreas invadidas, é lembrado na palavra “vandalismo”.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530935863

Anexos

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF

Anexos

Anexo A

As investigações de Haffer (1969) e Vanzolini (1970) sobre os padrões de distribuição da fauna na Amazônia, bem como de Journaux (1975) e Meggers (1976) sobre a flora, deram origem ao modelo dos refúgios. De acordo com a interpretação destes cientistas, as bordas dos planaltos das Guianas e Brasileiro e as encostas dos Andes serviram de refúgios às florestas e aos animais a ela adaptados durante as fases secas. Os vários retornos à tropicalidade possibilitaram o seu regresso à região amazônica, explicando, deste modo, a grande variedade de espécies botânicas e zoológicas que a povoam. Cfr. VANZOLINI, P. E.

Zoologia Sistemática, Geografia e a Origem das Espécies. São Paulo, 1970; JOURNAUX,

A. “Géomorphologie des bordures de l’Amazonie brésilienne: de modelé des versants; essai d’évolution páleo-climatique”: Bulletin de l’Association des Géographes Français (Paris),

52 (422-423), 1975. p. 5-19; MEGGERS, B. J. “Vegetacional fluctuation and prehistory cultural adaptation in Amazonia: some tentative correlations”: World Archaeology (Londres),

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo II - A ARTE DA GUERRA ENTRE OS ROMANOS

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

99

Capítulo II

A ARTE DA GUERRA ENTRE OS ROMANOS32

Os Romanos, destinando-se à guerra e considerando-a a

única arte, aplicaram no aperfeiçoamento desta toda a sua capacidade e todos os seus pensamentos.

1. A legião33 — Sem dúvida, diz Vegécio33a, foi um Deus que lhes inspirou a legiãoa.

32. O título deste Capítulo está como no original. Para maior clareza, o subdividimos em itens, com os respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto por letras, e achamse no Anexo.

Os Romanos exceliram na preparação militar, por lhes ser vital a guerra. (V. Introd., Cap. 3 e 4.)

Neste Capítulo, Montesquieu examina os fatores da eficiência do soldado romano, e omite o fator mais importante, o psicológico, que reserva para o capítulo seguinte. É a técnica expositiva do autor. (V. notas 1 e 58.)

O autor se omite ainda com relação a outro fator militar importante: a estratégia. Também a respeito Roma não se descuidou porém. (V. passagens de notas 9, 36, 211, 219 e 312.) Eis alguns exemplos da estratégia romana: Cipião, o Africano, ameaça Cartago, e retira Aníbal da Itália (notas 82 e 138 in fine): Júlio César atrai Pompeu e seus lugartenentes, derrotando-os sucessivamente (notas 314-315); e as lutas de

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo XI - I — SILA. II — POMPEU E CÉSAR

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

178

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XI

I — SILA. II — POMPEU E CÉSAR298

1. Sila e Mário299

Desviemos os olhos dos horrores das guerras de Mário e

Sila. Sua história pavorosa encontra-se em Apiano300: além do

298. O título do Capítulo está como no original. Montesquieu, como sempre, não dividiu o Capítulo. Dividimo-lo em itens, com respectivos subtítulos, para maior clareza. Linhas pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente, e acham-se no Anexo.

Expostos nos Capítulos IX e X os fatores do declínio político de

Roma, agora Montesquieu passa a tratar das próprias lutas caracterizadoras já da decadência e que culminaram com a queda da República.

A esse respeito reportamo-nos à nota 282 retro, síntese da Introd.,

Cap. 6, referente ao assunto.

Nesta fase estão Mário contra Sila. Depois Pompeu contra Júlio

César. Nada de Povo contra Aristocracia, note-se. O punctus prurens era a concentração do Poder nas mãos de alguns grandes.

299. Mário (156 a 86 a.C.) e Sila (136 a 78 a.C.) lutaram encarniçadamente liderando partidos, ou melhor, facções adversas. V. nota 264.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Capítulo XIII - AUGUSTO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

204

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XIII

AUGUSTO358

1. Otávio toma o Poder359

A) Sexto Pompeu360 tinha a Sicília e a Sardenha. Era senhor do mar, e tinha consigo uma infinidade de fugitivos e

358. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos. Linha pontilhada: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e acham-se no Anexo.

Otávio (63 a.C. até 14 d.C.), sobrinho-neto e filho adotivo de Júlio

César, foi Imperador de 31 a.C. até 14 d.C. (nota 367), fundando o

Império. Nessa condição, assumiu ele vários títulos, inclusive esse de Augusto, pelo qual é mais conhecido.

Júlio César e os onze primeiros Imperadores tiveram o título de

César. Os cinco primeiros eram da família de Júlio César por via de consangüinidade, de afinidade, ou de adoção (notas 304, 389, 391,

396 e 399). Os outros seis, não.

Não confundir esse título com os Césares, que mais tarde auxiliavam e sucediam aos Imperadores (notas 415a e 437).

Ver todos os capítulos
Medium 9788502051485

Mapa III

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

278

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Ademais, o Norte491 esgotou-se por si mesmo, e dele não se viu mais saírem aqueles exércitos inumeráveis que apareceram no começo. Após as primeiras invasões dos Godos492 e dos

Hunos, sobretudo desde a morte de Átila, esses povos e os que os seguiram atacaram com menos forças.

Aquelas nações, que se haviam reunido em corpos de exército, quando se dispersaram em povos, enfraqueceram-se muito: espalhadas pelos diversos lugares conquistados, ficaram elas próprias expostas a invasões.

Foi nessas circunstâncias que Justiniano empreendeu a reconquista da África e da Itália e fez aquilo que os nossos Franceses, também com êxito, executaram contra os Visigodos, os

Borguinhões, os Lombardos e os Sarracenos493.

Quando a Religião cristã chegou aos Bárbaros, a seita ariana era de certo modo dominante no Império. Valente494 envioulhes padres arianos, os quais foram seus primeiros apóstolos.

Ora, no intervalo entre a conversão e o assentamento deles, aquela seita foi de certo modo destruída entre os Romanos. Os Bárbaros arianos, encontrando a região toda ortodoxa, não conseguiram jamais ganhar-lhe a simpatia. E foi fácil aos Imperadores hostilizá-los.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580550023

1. OS PRIMÓRDIOS DA ARQUITETURA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 1

OS PRIMÓRDIOS DA ARQUITETURA

A

lguns leitores talvez fiquem desanimados com a perspectiva de um capítulo inteiro sobre os “primórdios” ou a “pré-história” da arquitetura, acreditando que as construções realmente interessantes e as ideias verdadeiramente provocadoras se encontram muitas páginas à frente; felizmente, este não é o caso. As estruturas que apresentamos neste capítulo inicial são ricas e variadas e, com frequência, sofisticadas. Além disso, por serem “antigas” e sempre locais, estão de certa forma mais expostas à revelação do que as estruturas posteriores. Ou seja, elas expõem certos princípios fundamentais da arquitetura, assim como – quem sabe – alguns aspectos fundamentais da condição humana, para que os consideremos.

Em 1964, o polímato, arquiteto, engenheiro e historiador Bernard Rudofsky organizou a exposição Architecture

Without Architects (Arquitetura Sem Arquitetos) no Museu de Arte Moderna da Cidade de Nova York, e, embora surpreendente para a época, acabou se tornando extremamente influente. A exposição causou certo frisson ao surgir em um período de questionamento cultural generalizado nos Estados Unidos; o subtítulo do livro que a acompanhava – A

Ver todos os capítulos

Carregar mais