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Capítulo III - COMO OS ROMANOS PUDERAM ENGRANDECER-SE

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

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Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo III

COMO OS ROMANOS PUDERAM

ENGRANDECER-SE58

1. Poderio militar na Antiguidade

Tendo os povos da Europa, na atualidade, mais ou menos as mesmas técnicas59, mesmas armas, mesma disciplina e mesma ma-

58. O título está como no original. Este Capítulo complementa o anterior, conforme técnica expositiva de Montesquieu (notas 1 e 32).

Linha pontilhada: v. Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto com letras, e acham-se no Anexo.

O cidadão só é bom soldado quando luta com o espírito cívico, i.e., luta convicto de que se sacrifica para o bem da sua Nação. Tal disposição psicológica sobreleva o preparo simplesmente técnico do soldado. O espírito da Nação romana era guerreiro, era a convicção de precisar das guerras, para o bem de toda a Nação, i.e., para todos terem terras, já que as lides campestres constituíam o único trabalho para o Romano na paz.

É essa a exposição de Montesquieu aqui, completando o que iniciara já no Capítulo I, itens 2 e 3 (notas 14 e 22).

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Capítulo III - O Descobrimento

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF

III

O Descobrimento

1. A RIVALIDADE LUSO-CASTELHANA NA DISPUTA DO ATLÂNTICO

O descobrimento do litoral sul-americano que viria, posteriormente, a ser designado por Brasil constituiu uma das resultantes da conjuntura ibérica da última década do século XV, caracterizada pela intensa competição luso-castelhana para obter a primazia no delineamento de uma rota marítima para o Oriente. Essa rivalidade – que tinha numerosos antecedentes, nomeadamente no quadro do Atlântico oriental1 – encontra-se na origem do complexo processo que conduziu, num primeiro momento, à divisão do

Mar Oceano entre os dois reinos (Tratado de Tordesilhas, 1494), de que resultou, subsequentemente, a partilha do Novo Mundo e, numa segunda fase, do oceano Pacífico e da Ásia oriental (Acordo de Saragoça, 1529).

No início dos anos noventa de Quatrocentos encontrava-se em vigor o Tratado de Alcáçovas (4 de setembro de 1479), celebrado entre Portugal e Castela-Aragão e ratificado por Isabel e Fernando em Toledo (6 de março de 1480). Entre as suas cláusulas destacamos as relacionadas com a repartição de territórios extrapeninsulares e a definição de áreas de influência no

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Medium 9788502051485

Capítulo I - I — PRIMÓRDIOS DE ROMA. II — SUAS GUERRAS

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

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Capítulo I

I — PRIMÓRDIOS DE ROMA.

II — SUAS GUERRAS1

1. Monarquia2

É preciso não fazer da cidade de Roma, nos seus primórdios, a idéia que nos dão as cidades que vemos hoje, a me-

1. O título do Capítulo está como no original. Montesquieu, como sempre, não subdividiu o Capítulo. Subdividimo-lo, para maior clareza, em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v.

Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente e acham-se no Anexo.

Neste Capítulo, Montesquieu assinala alguns fatos marcantes da alta Antiguidade romana, porém no seu título só destaca as guerras.

Aí está a primeira aplicação da técnica de exposição de Montesquieu: numa exposição geral ele ressalta um fato por ser o mais importante, mas não encarece tal circunstância como se desejaria.

Essa técnica ele a segue nos capítulos seguintes. Muitas vezes um capítulo é mero complemento do anterior; nele Montesquieu focaliza um fato que é o culminante da exposição geral contida no capítulo precedente. Ao anotar os títulos dos próximos capítulos, indicaremos essa seqüência expositiva.

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Medium 9788502051485

Capítulo VIII - DIVISÕES QUE SEMPRE ESTIVERAM NA CIDADE

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

158

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo VIII

DIVISÕES QUE SEMPRE

ESTIVERAM NA CIDADE263

1. Povo versus Aristocracia264

Enquanto Roma conquistava o Universo, havia dentro de suas muralhas uma guerra oculta. Eram labaredas como as dos vulcões, que saem tão logo alguma matéria venha aumentar a combustão.

263. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens, com respectivos subtítulos.

Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu acham-se indicadas no texto por letras, e estão no Anexo.

264. A) A organização político-social de Roma esteve marcada, a todo o tempo, pela divisão Aristocracia versus Povo, ou plebe.

Focalizamo-la na Introd., Cap. 6. V. nota 394c.

B) Sob os Reis, constituiu-se o Senado, composto dos patres, os pais, os chefes das famílias, e depois composto dos patricii, patrícios, quer dizer, filhos dos patres. Expulso Tarqüínio o Soberbo, último rei romano, assumiu o mando supremo o Senado, i.e., a Aristocracia patrícia. Esta fortaleceu-se política e economicamente. O Povo reagiu logo contra os excessos. A luta foi até o final da República.

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Medium 9788580550023

9. A ARQUITETURA GÓTICA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 9

A ARQUITETURA GÓTICA

A

o considerar o Gótico a fase final da arquitetura medieval, nos deparamos com a questão da definição do estilo. O termo “gótico” foi aplicado pela primeira vez no século XVII para se referir a projetos que não se baseavam na antiguidade clássica e o rótulo era aplicado com desprezo. No século XIX, essas conotações pejorativas já haviam sido praticamente superadas, mas desde então os historiadores têm tido dificuldade para esclarecer exatamente o que caracteriza o Estilo Gótico. A definição mais óbvia envolve os elementos-chave empregados em muitas edificações góticas – o arco ogival e a abóbada nervurada – ainda que, como já vimos, ambos também estivessem presentes em muitas obras românicas. Há, contudo, outros elementos típicos exclusivos das edificações góticas, como os arcobotantes, as janelas com rendilhado e pilares ou colunas fasciculados, que servem como marcas registradas do estilo (Figura 9.1).

Outra definição comum se baseia na maneira como esses elementos foram reunidos na estrutura de igrejas e catedrais de grande porte, particularmente aquelas construídas na região em torno de Paris entre 1140 e 1220. Ao contrário das edificações românicas, nas quais uma massa ou parede contínua era necessária para resistir às cargas, nas edificações góticas a estrutura é um sistema em forma de esqueleto que transfere as cargas da cobertura ao solo por elementos discretizados, o que libera grandes áreas de parede para a fenestração. Contudo, os prédios seculares da época raramente têm essa seção de parede, então um conceito estritamente estrutural não basta para definir o Gótico. Podemos definir as edificações góticas com base em suas características espaciais, as quais tendem a enfatizar as verticais, consistir de células espaciais articuladas, mas unificadas, e gerar a sensação de amplidão típica de tal sistema de construção. Por fim, o estilo pode ser visto como um reflexo da era histórica e do imaginário religioso do período no qual se inseriu, relacionado tanto com o crescimento das sociedades urbanas quanto com as analogias teológicas dos tabernáculos do Velho Testamento e templos e conceitos da Nova Jerusalém.

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