25 capítulos
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13. O SÉCULO DEZOITO

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CAPÍTULO 13

O SÉCULO DEZOITO

O

s avanços de arquitetura do século XVIII foram complexos, incluindo elementos e temas divergentes, alguns antigos e outros novos. O Barroco

Tardio ainda perdurava especialmente na Europa

Central, principalmente nas grandes obras para a nobreza ou a Igreja Católica. Vierzehnheiligen e a Würzburg Residenz, na Alemanha, bem como o Palácio de Blenheim, na

Inglaterra, e os últimos estágios da construção francesa em

Versalhes, datam do século XVIII.

Em alguns locais, arquitetos produziram “bolos confeitados”, como o Pavilhão Amalienburg, de Françoise

Cuvillé, no Castelo de Nymphenburg, perto de Munique

(1734–39). Dentro desse pequenino pavilhão de jardim, que inclui canis quase tão elaborados quanto o salão principal, a ornamentação com estuque de Johann Baptist Zimmerman explode em inúmeras cores e texturas, de modo a acompanhar a boiserie, ou talhas de madeira dourada. O florescimento tardio do Barroco durante a primeira metade do século XVIII é conhecido como Rococó. O nome é uma fusão das palavras rocaille, que descreve as formas orgânicas das rochas, plantas e conchas aquáticas, e coquille, que significa “concha”. Na França, o estilo Rococó foi usado principalmente nos interiores, o que é exemplificado pela obra de J. A. Meissonier (1695–1750), mas posteriormente os arquitetos neoclássicos do país reagiram aos excessos.

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2. O MUNDO GREGO

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CAPÍTULO 2

O MUNDO GREGO

“E

ntão não resta dúvida”, escreveu o filósofo grego

Platão em A República (360 a.C.), “de que, para aquele que consegue enxergar, não pode haver espetáculo mais belo do que o de um homem que combina a posse de beleza moral em sua alma com a beleza externa da forma, correspondendo e harmonizando com a primeira, pois o mesmo padrão magnífico se insere em ambas”. Platão registrava um ponto de vista comum na

Grécia Antiga: as condições internas podiam ser expressas pelas aparências externas, e as questões morais e éticas estavam intrinsecamente relacionadas à arte.

As relações entre proporções eram um dos meios fundamentais usados pelos gregos para tentar comunicar esta visão unificada do mundo. Esse esforço é ilustrado por uma história, provavelmente apócrifa, que envolve o matemático grego Pitágoras. Conta a lenda que ele passava por uma ferraria de onde vinha o som de um martelo golpeando o metal. Escutando as tonalidades e atonalidades, ele formulou uma pergunta: as harmonias musicais poderiam ter uma base matemática? Para encontrar uma resposta, Pitágoras fez uma experiência com os fios de uma lira e descobriu que as combinações agradáveis resultavam do manejo simultâneo de dois fios cujas extensões estavam relacionadas por razões simples, isto é, 1:1, 1:2, 2:3, 3:4 e 4:5. Ali, na mente do matemático, deu-se um vislumbre do ordenamento do próprio cosmos – e não demorou muito para que ele passasse das harmonias musicais audíveis para as dimensões e suas razões, ou proporções, no mundo visual.

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Capítulo V - Os Modelos de Colonização

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V

Os Modelos de Colonização

1. PRELÚDIOS DA COLONIZAÇÃO

O sistema de capitanias de mar e terra e a via diplomática revelaramse incapazes de produzir os resultados desejados, ou seja, a eliminação da presença francesa na América do Sul. A manifesta insuficiência desse modelo para garantir o incontestável domínio português sobre o Brasil induziu o círculo governativo joanino a ponderar, no final da década de vinte, a adoção de soluções mais eficazes destinadas a assegurar a soberania lusitana sobre a totalidade do território americano que lhe pertencia, de acordo com o Tratado de Tordesilhas. No entanto, o monarca francês não lhe reconhecia legitimidade, exigindo ironicamente que lhe mostrassem a cláusula do testamento de Adão que o excluía da partilha do mundo.1

As notícias sobre as explorações efetuadas no rio da Prata pelas armadas de Carlos V provocavam, também, preocupação na corte de Lisboa, uma vez que se pretendia limitar a penetração espanhola na fachada atlântica da

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Capítulo VII - A Organização Econômica e Social

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VII

A Organização Econômica e Social

1. A POPULAÇÃO

O tratamento da questão demográfica no Brasil quinhentista reveste-se de grande dificuldade devido às escassas referências constantes das fontes coevas, às contradições aí detectadas, bem como ao caráter pouco rigoroso dos métodos utilizados na recolha dos dados.

De entre os documentos disponíveis, selecionaram-se fundamentalmente tratados descritivos de natureza propangadística destinados a fomentar a ida de colonos para a Província de Santa Cruz ou informações gerais da autoria de jesuítas devido à sua estrutura mais sistemática e a conterem estimativas referentes à generalidade das capitanias.

As fontes utilizadas apresentam geralmente os cômputos demográficos relativos aos portugueses em termos de “vizinhos”. A conversão desta unidade em número de habitantes foi efetuada com base num índice de 5,5, dimensão média adotada a partir do cálculo apresentado por Anchieta que estabelece a equivalência aproximada de vizinhos a indivíduos: “... terá em toda sua comarca (Bahia) quase 2.000 vizinhos de portugueses, dos quais haverá 10 ou 12.000 pessoas...”1

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15. O SÉCULO XX E O MODERNISMO

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CAPÍTULO 15

O SÉCULO XX E O MODERNISMO

O

desenvolvimento da arquitetura “moderna” foi bastante complicado, uma condição inevitável para o século XX. Ficou muito mais difícil avaliar tal complexidade em virtude da natureza polêmica dos muitos textos escritos por aqueles que defendiam ou atacavam o Movimento Modernista ou o Modernismo

Europeu. Ainda que uma análise superficial das edificações modernistas possa sugerir que tais obras sejam redutivistas ou desadornadas de todas as partes, exceto as essenciais, e – diriam alguns – apresentem pouco significado ou significado nenhum, esse não é o caso. Os fundadores do Modernismo queriam que suas edificações fossem didáticas; o objetivo era usá-las para instruir. Para se beneficiar dessa instrução, porém, é necessário ter consciência do que pode e do que não pode ser visto, ou seja, aquilo que foi eliminado da arquitetura que precedeu o Modernismo e a que os modernistas reagiam.

A NOÇÃO DE UMA ARQUITETURA MODERNA

Em função dos horrores da Primeira Guerra Mundial, muitos jovens arquitetos compartilhavam uma desilusão generalizada, na verdade, a sensação de que a cultura europeia falhara e precisava ser substituída por uma sociedade transformada; acreditavam que a arquitetura não só podia como devia ser um instrumento dessa transformação. Também acreditavam no poder do racionalismo e, em última análise, de suas criadas – a economia e a funcionalidade

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