73 capítulos
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Capítulo I - I — PRIMÓRDIOS DE ROMA. II — SUAS GUERRAS

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

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Capítulo I

I — PRIMÓRDIOS DE ROMA.

II — SUAS GUERRAS1

1. Monarquia2

É preciso não fazer da cidade de Roma, nos seus primórdios, a idéia que nos dão as cidades que vemos hoje, a me-

1. O título do Capítulo está como no original. Montesquieu, como sempre, não subdividiu o Capítulo. Subdividimo-lo, para maior clareza, em itens, com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v.

Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente e acham-se no Anexo.

Neste Capítulo, Montesquieu assinala alguns fatos marcantes da alta Antiguidade romana, porém no seu título só destaca as guerras.

Aí está a primeira aplicação da técnica de exposição de Montesquieu: numa exposição geral ele ressalta um fato por ser o mais importante, mas não encarece tal circunstância como se desejaria.

Essa técnica ele a segue nos capítulos seguintes. Muitas vezes um capítulo é mero complemento do anterior; nele Montesquieu focaliza um fato que é o culminante da exposição geral contida no capítulo precedente. Ao anotar os títulos dos próximos capítulos, indicaremos essa seqüência expositiva.

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Medium 9788580550023

6. A ARQUITETURA PALEOCRISTÃ E A ARQUITETURA BIZANTINA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 6

A ARQUITETURA PALEOCRISTÃ

E A ARQUITETURA BIZANTINA

O

cristianismo, religião desenvolvida pelos seguidores de Jesus de Nazaré, surgiu como uma seita reformista do judaísmo, cujos membros acreditavam que Jesus era o messias prometido. Durante os três séculos seguintes à morte de Jesus, a religião desenvolveu-se em uma igreja organizada por uma hierarquia de bispos e clero. A primeira manifestação de suas crenças

é encontrada no Concílio de Niceia (325 d.C., com revisões posteriores), ainda utilizado pela Igreja Ortodoxa do

Oriente, pela Igreja Católica Romana e por algumas denominações protestantes:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso; Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os mundos; Deus de Deus, Luz da

Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus; Gerado, não feito; Tendo a mesma substância do Pai, por quem todas as coisas foram feitas; Ele, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus; Se encarnou pelo Espírito

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Medium 9788530935887

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE: A ALMA MÁGICA

SPENGLER, Oswald Grupo Gen PDF

PROBLEMAS DA CULTURA ÁRABE:

A ALMA MÁGICA

O Dualismo da Caverna Cósmica

O mundo, tal como se desdobra diante da vigilância mágica, possui uma espécie de extensão que pode ser qualificada de caverna,1 ainda que seja muito difícil para o homem do Ocidente descobrir na sua provisão de conceitos uma palavra sequer que possa evocar, até certo ponto, o sentido do “espaço” mágico. Na Antiguidade conhecemos aquela oposição entre a matéria e a forma, e que domina toda a consciência vigilante. Na cultura ocidental, depara-se-nos a oposição entre a força e a massa. Mas, naquela, a tensão perde-se no pequeno e no pormenor, ao passo que, nesta, descarrega-se em linhas de efeitos. Na caverna cósmica, porém, a tensão perdura, flutuando, nas vicissitudes de uma luta incerta, e assim se eleva às alturas desse protodualismo – “semítico” – que, sob mil aparências, e todavia sempre o mesmo, enche o mundo mágico. A luz penetra na caverna, reagindo contra as trevas (João I, 5). Ambas são substâncias mágicas. O que há acima de nós e o que existe em baixo, o Céu e a Terra, transformam-se em potências essenciais, a travarem combates entre si. Mas esses conflitos da sensibilidade primária confundem-se com os que têm sua origem no intelecto meditativo e avaliador, a saber, os conflitos entre o Bem e o Mal, entre Deus e Satanás.

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Medium 9788502051485

Capítulo II - A ARTE DA GUERRA ENTRE OS ROMANOS

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

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Capítulo II

A ARTE DA GUERRA ENTRE OS ROMANOS32

Os Romanos, destinando-se à guerra e considerando-a a

única arte, aplicaram no aperfeiçoamento desta toda a sua capacidade e todos os seus pensamentos.

1. A legião33 — Sem dúvida, diz Vegécio33a, foi um Deus que lhes inspirou a legiãoa.

32. O título deste Capítulo está como no original. Para maior clareza, o subdividimos em itens, com os respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas: v. Anexo.

As notas de Montesquieu estão indicadas no texto por letras, e achamse no Anexo.

Os Romanos exceliram na preparação militar, por lhes ser vital a guerra. (V. Introd., Cap. 3 e 4.)

Neste Capítulo, Montesquieu examina os fatores da eficiência do soldado romano, e omite o fator mais importante, o psicológico, que reserva para o capítulo seguinte. É a técnica expositiva do autor. (V. notas 1 e 58.)

O autor se omite ainda com relação a outro fator militar importante: a estratégia. Também a respeito Roma não se descuidou porém. (V. passagens de notas 9, 36, 211, 219 e 312.) Eis alguns exemplos da estratégia romana: Cipião, o Africano, ameaça Cartago, e retira Aníbal da Itália (notas 82 e 138 in fine): Júlio César atrai Pompeu e seus lugartenentes, derrotando-os sucessivamente (notas 314-315); e as lutas de

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Medium 9788580550023

1. OS PRIMÓRDIOS DA ARQUITETURA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 1

OS PRIMÓRDIOS DA ARQUITETURA

A

lguns leitores talvez fiquem desanimados com a perspectiva de um capítulo inteiro sobre os “primórdios” ou a “pré-história” da arquitetura, acreditando que as construções realmente interessantes e as ideias verdadeiramente provocadoras se encontram muitas páginas à frente; felizmente, este não é o caso. As estruturas que apresentamos neste capítulo inicial são ricas e variadas e, com frequência, sofisticadas. Além disso, por serem “antigas” e sempre locais, estão de certa forma mais expostas à revelação do que as estruturas posteriores. Ou seja, elas expõem certos princípios fundamentais da arquitetura, assim como – quem sabe – alguns aspectos fundamentais da condição humana, para que os consideremos.

Em 1964, o polímato, arquiteto, engenheiro e historiador Bernard Rudofsky organizou a exposição Architecture

Without Architects (Arquitetura Sem Arquitetos) no Museu de Arte Moderna da Cidade de Nova York, e, embora surpreendente para a época, acabou se tornando extremamente influente. A exposição causou certo frisson ao surgir em um período de questionamento cultural generalizado nos Estados Unidos; o subtítulo do livro que a acompanhava – A

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