73 capítulos
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12. A ARQUITETURA BARROCA

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 12

A ARQUITETURA BARROCA

A

ssim como os banqueiros e mercadores de Florença patrocinaram os artistas e arquitetos do Protorrenascimento, a Igreja Católica foi a principal patrona das artes e da arquitetura dos séculos XVII e

XVIII ao redor de Roma; as obras por ela encomendadas deram origem a um novo estilo, o Barroco.

Quando o Renascimento chegou ao fim, a Igreja tinha muito poder secular, mas suas bases morais haviam se deteriorado. O título de cardeal era vendido descaradamente; altos e baixos oficiais da Igreja tinham amantes e buscavam benefícios para seus filhos, que eram eufemisticamente chamados de “sobrinhos”; e as doações dos devotos eram gastas em projetos que careciam totalmente de propósitos espirituais. Os papas viviam em grande luxo, tratando o tesouro da

Igreja como verba pessoal. Para financiar seus projetos sagrados e seculares, a Igreja instituiu práticas de levantamento de fundos questionáveis, como a venda de perdões e indulgências para poupar o pagador – ou um parente – de passar um determinado número de dias no Purgatório.

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15. O SÉCULO XX E O MODERNISMO

Fazio, Michael Grupo A - AMGH PDF

CAPÍTULO 15

O SÉCULO XX E O MODERNISMO

O

desenvolvimento da arquitetura “moderna” foi bastante complicado, uma condição inevitável para o século XX. Ficou muito mais difícil avaliar tal complexidade em virtude da natureza polêmica dos muitos textos escritos por aqueles que defendiam ou atacavam o Movimento Modernista ou o Modernismo

Europeu. Ainda que uma análise superficial das edificações modernistas possa sugerir que tais obras sejam redutivistas ou desadornadas de todas as partes, exceto as essenciais, e – diriam alguns – apresentem pouco significado ou significado nenhum, esse não é o caso. Os fundadores do Modernismo queriam que suas edificações fossem didáticas; o objetivo era usá-las para instruir. Para se beneficiar dessa instrução, porém, é necessário ter consciência do que pode e do que não pode ser visto, ou seja, aquilo que foi eliminado da arquitetura que precedeu o Modernismo e a que os modernistas reagiam.

A NOÇÃO DE UMA ARQUITETURA MODERNA

Em função dos horrores da Primeira Guerra Mundial, muitos jovens arquitetos compartilhavam uma desilusão generalizada, na verdade, a sensação de que a cultura europeia falhara e precisava ser substituída por uma sociedade transformada; acreditavam que a arquitetura não só podia como devia ser um instrumento dessa transformação. Também acreditavam no poder do racionalismo e, em última análise, de suas criadas – a economia e a funcionalidade

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Capítulo XXII - FRAQUEZA DO IMPÉRIO DO ORIENTE

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

294

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Capítulo XXII

FRAQUEZA DO IMPÉRIO DO ORIENTE519

1. Expansão Árabe

Achando-se Focas inseguro naquela confusão, Heráclio520 veio da África e o mandou matar. Encontrou as províncias invadidas e as legiões destruídas.

Mal ele remediou esses males, os Árabes saíram da sua terra para estender a religião e o império fundados, à uma, por Maomé.

Nunca se viu progresso tão rápido: eles conquistaram logo a Síria, Palestina, o Egito, a África e invadiram a Pérsia.

Deus permitiu que a sua religião cessasse de prevalecer em tantos lugares521.

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Para explicar a ocorrência de tantas conquistas pelos Árabes, é preciso não recorrer só ao entusiasmo. Os Sarracenos distinguiam-se desde muito entre as tropas auxiliares dos Romanos e dos Persas. Eles e os Osroenianos eram os melhores

519. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, dividimos o Capítulo em itens. As linhas pontilhadas indicam trechos omitidos, por conterem digressões estranhas à obra. Linhas pontilhadas: v. Anexo. As notas de Montesquieu estão indicadas no texto alfabeticamente e acham-se no Anexo. Importante: v. nota 540.

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Mapa III

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

278

Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência

Ademais, o Norte491 esgotou-se por si mesmo, e dele não se viu mais saírem aqueles exércitos inumeráveis que apareceram no começo. Após as primeiras invasões dos Godos492 e dos

Hunos, sobretudo desde a morte de Átila, esses povos e os que os seguiram atacaram com menos forças.

Aquelas nações, que se haviam reunido em corpos de exército, quando se dispersaram em povos, enfraqueceram-se muito: espalhadas pelos diversos lugares conquistados, ficaram elas próprias expostas a invasões.

Foi nessas circunstâncias que Justiniano empreendeu a reconquista da África e da Itália e fez aquilo que os nossos Franceses, também com êxito, executaram contra os Visigodos, os

Borguinhões, os Lombardos e os Sarracenos493.

Quando a Religião cristã chegou aos Bárbaros, a seita ariana era de certo modo dominante no Império. Valente494 envioulhes padres arianos, os quais foram seus primeiros apóstolos.

Ora, no intervalo entre a conversão e o assentamento deles, aquela seita foi de certo modo destruída entre os Romanos. Os Bárbaros arianos, encontrando a região toda ortodoxa, não conseguiram jamais ganhar-lhe a simpatia. E foi fácil aos Imperadores hostilizá-los.

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Capítulo XIV - TIBÉRIO

Gonçalves Jr., Jerson Carneiro Editora Saraiva PDF

215

Capítulo XIV

TIBÉRIO379

1. Os governos de Augusto e de Tibério

Tal como um rio, que se vê minar lentamente e sem ruído os diques opostos a ele, e afinal derrubá-los num momento e cobrir os campos que eles conservavam, pois assim o poder soberano: sob Augusto agiu insensivelmente, e, sob Tibério, derrubou com violência.

2. Crime de lesa-majestade e perseguição judicial380

Havia uma Lei de Majestade contra os que atentassem contra o povo romano. Tibério apoderou-se daquela lei e aplicou-a

379. O título do Capítulo está como no original. Para maior clareza, subdividimos o Capítulo em itens com respectivos subtítulos. Linhas pontilhadas v. Anexo. As notas de Montesquieu, indicadas no texto alfabeticamente, acham-se no Anexo.

Tibério (42 a.C./37 d.C.) foi o segundo Imperador. Filho adotivo de Augusto. Sua mãe era mulher de Augusto. V. notas 383 e 389.

O tanto que Júlio César desprezou e achincalhou o Senado é o quanto este foi detestado e perseguido pelos Imperadores parentes dele. Tibério, com longo tirocínio governamental ao lado de Augusto, moveu ao Senado perseguição judicial e econômica, fingindo estimá-lo (notas 381 e 383). Como Augusto.

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