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Medium 9788573073751

CAPÍTULO 1 - A EXISTÊNCIA É RELAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A - Artmed PDF

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Erasmo Norberto Ferreyra

mos que neles habitam: os vegetais e os animais necessitam-se mutuamente para existir e, entre os indivíduos, podem ser encontrados verdadeiros códigos de comunicação (sinais) que indicam perigo, alimento, reconhecimento sexual ou preponderância de um dos indivíduos sobre outro.

Dentro do corpo dos organismos, as células estão profundamente interconectadas: o sangue que, além de transportar nutrientes e substâncias mensageiras (os hormônios), elimina os resíduos das células, converte-se no canal natural da comunicação intercelular.

Os animais superiores desenvolvem, além disso, especializados sistemas nervosos que coordenam e ampliam a intercomunicação celular e, ao mesmo tempo, adaptam o organismo ao meio ambiente externo.1

O equilíbrio da natureza sustenta-se sobre vários eixos que se manifestam na interação dos seres vivos constituídos em sociedades, nos distintos sistemas que a compõem e nos períodos ou ciclos de nascimento, vida, morte e transformação, que caracterizam o constante suceder da vida.

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Medium 9788530956325

PARTE II | Capítulo II - A Injustiça Extrema e o Conceito de Direito

Alexy, Robert Grupo Gen - Editora Forense PDF

CAPÍTULO II

A INJUSTIÇA EXTREMA E O

CONCEITO DE DIREITO1

Júlio Aguiar de Oliveira

2.1. Introdução

Há duas possíveis abordagens para a Fórmula de

Radbruch (sintetizada por Robert Alexy na expressão: a injustiça extrema não é direito). A Fórmula de Radbruch pode ser tomada como uma proposição conceitual acerca da natureza do direito (mais especificamente como um elemento do conceito de direito), e ela pode ser tomada como uma prescrição para a decisão judicial. Dadas essas duas abordagens como pontos de partida, é possível então a apresentação de quatro teses diferentes. Primeira: a Fórmula de Radbruch

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Uma primeira versão deste ensaio foi escrita durante estágio pósdoutoral realizado na Universidade de Kiel (Alemanha) e apresentada no Seminário Superior da Cátedra de Filosofia do Direito e Direito Público da Universidade de Kiel, em julho de 2013. Agradeço ao Prof. Robert Alexy pela supervisão da pesquisa, ao Prof. Stanley

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Medium 9788536303086

Capítulo 3 - Morfologia das línguas de sinais

Quadros, Ronice Müller de Grupo A - Artmed PDF

LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA

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MORFOLOGIA DAS LÍNGUAS DE SINAIS

DIFERENÇA ENTRE FONOLOGIA E MORFOLOGIA

O segundo capítulo deste livro dedicou-se ao estudo da fonologia. Neste capítulo será abordada a morfologia da língua de sinais brasileira. Inicialmente serão apresentadas a(s) diferença(s) entre fonética, fonologia e morfologia.

A fonética e a fonologia das línguas de sinais são áreas da lingüística que estudam as unidades mínimas dos sinais que não apresentam significado isoladamente. Por terem o mesmo objeto de estudo, são áreas relacionadas. No entanto, esse mesmo objeto é tomado de pontos de vista diferentes.

A principal preocupação da fonética é descrever as unidades mínimas dos sinais. A fonética descreve as propriedades físicas, articulatórias e perceptivas de configuração e orientação de mão, movimento, locação, expressão corporal e facial. São investigações típicas desta área, por exemplo, descrever a seleção dos dedos (número de dedos selecionados), a configuração dos dedos

(mão fechada ou aberta, dedos flexionados ou estendidos, contato e abertura entre os dedos), entre outros. Assim, pode-se descrever a configuração de mão [i] como sendo articulada com a mão fechada e com o dedo mínimo selecionado.

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Medium 9788577803750

4 Construções geométricas e fundamentos do modelamento

Giesecke, Frederick E. Grupo A - Bookman PDF

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CAPÍTULO 4 • CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS E FUNDAMENTOS DO MODELAMENTO

4.1 PONTOS E LINHAS

Um ponto representa uma localização no espaço ou em um desenho e não tem largura, altura ou profundidade. Em um esboço, um ponto é representado pela interseção de duas linhas, por uma pequena barra transversal sobre uma linha, ou uma pequena cruz.

O ponto nunca é representado por uma simples marca no papel com a ponta do lápis, uma vez que são mais facilmente mal interpretados e tornam o esboço sujo e amador. Exemplos de esboços de pontos são mostrados na Figura 4.1.

Uma linha foi definida por Euclides como “a que tem comprimento sem largura”. Uma linha reta é a menor distância entre dois pontos e é comumente referida apenas como uma linha. Se

4.2 ÂNGULOS

Um ângulo é formado por duas linhas que se interceptam. O símbolo ∠ é normalmente utilizado para indicar um ângulo. A medida de um ângulo é geralmente expressa em graus. Existem

360 graus (360o) em uma circunferência (Figura 4.3).

Um grau é dividido em 60 minutos (60’) e um minuto é dividido em 60 segundos (60”). O ângulo designado por 37o 26’10” é lido como 37 graus, 26 minutos e 10 segundos. Para indicar apenas minutos, coloca-se 0o em frente do número de minutos, como em 0o 30’. Os ângulos também podem ser medidos em graus decimais, por exemplo 45,20o. Outros sistemas, tais como grados e radianos, também são usados para medir ângulos.

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Medium 9788521625971

2 - Emissão e grafia das vogais portuguesas

MASIP, Vicente E.P.U. PDF

CAPÍTULO

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Emissão e grafia das vogais portuguesas*

O português falado no Brasil tem sete fonemas vocálicos em sílaba tônica (acentuada ortográfica ou prosodicamente): /i/ fita, /e/ mesa, // café, /a/ massa,

// glória, /o/ poço, /u/ susto; cinco em sílaba átona: /i/ felicidade, /e/ esperar,

/a/ artesão, /o/ fogão, /u/ furado; e apenas três em sílaba átona final de palavra:

/i/ verde, júri; /a/ casa; /u/ campo, bizu. O latim tinha vogais longas e breves; algumas destas últimas se ditongaram em espanhol e se abriram em português: pie, pé; prueba, prova (cf. LAPESA, 1991, p. 76-81; TEYSSIER, 1997, p. 24-26; MASIP,

2003, p. 37-47).

Esses fonemas apresentam

��outros

tantos alofones orais (sons) em distribuição complementar: sete em sílaba tônica: [i], [e], [], [a], [], [o], [u]; cinco em sílaba átona: [i], [e],

[a], [o], [u]; e três em sílaba átona, final de palavra: [i], [a], [u], além das semivogais [j] (vai), [w] (água, causa). Duas ressalvas:

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Medium 9788522475063

2 - A singularidade da comunicação pública

DUARTE, Jorge (org.) Atlas PDF

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A singularidade da comunicação pública

Graça França Monteiro

Existem alguns termos dos quais nos apropriamos sem nos deter para pensar

em seu real significado. Eles aparecem, integram-se ao uso corrente e passam a compor o cotidiano das notícias e dos pronunciamentos de pessoas públicas, o material promocional de entidades diversas e as discussões promovidas pelos mais variados fóruns, tornando-se habituais em nossas conversas do dia-a-dia.

Comunicação pública é um desses termos.

Em 1995, Pierre Zémor, presidente fundador da associação francesa “Communication Publique”, lançou o livro La comunication publique1 que, a partir de um resumo traduzido livremente pela Profa. Elizabeth Brandão, passou a ser referência obrigatória para estudantes e profissionais interessados no assunto. Ainda em fase de construção, o conceito vem sendo discutido por vários estudiosos brasileiros, tais como a própria Elizabeth Brandão (1998), Heloiza Matos (1999),

Luiz Martins da Silva (2002), Maurício Lara (2003), Maria José da Costa Oliveira

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Medium 9788502191006

8 INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Cianci, Mirna Editora Saraiva PDF

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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

O texto consiste (...) em qualquer passagem falada ou escrita que forma um todo significativo independente de sua extensão. Trata-se, pois, de um contínuo comunicativo contextual caracterizado pelos princípios de textualidade: contextualização, coesão, coerência, intencionalidade, informatividade, aceitabilidade, situacionalidade, e intertextualidade.

Leonor Lopes Fávero

J

8.1.

NOÇÃO DE TEXTO

Antes de qualquer observação a respeito da compreensão de textos, faz-se necessária a conceituação de texto, pois não é qualquer aglomerado de frases que se pode chamar assim. É preciso verificar a viabilidade de um enunciado ser ou não um texto. De modo geral, chamamos de texto toda unidade de produção de linguagem situada, acabada e autossuficiente (do ponto de vista da ação ou da comunicação).

O texto é constituído de vários componentes estilísticos, esquemáticos, retóricos, não se limitando, assim, a componentes simplesmente gramaticais, ou seja, consiste na formação de um todo significativo que independe de sua extensão, pois trata-se de uma unidade de sentido, de um conteúdo comunicativo contextual que se caracteriza por um conjunto de relações responsáveis pela sua construção.

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Medium 9788521624578

Capítulo 9 - Linguagem e Sociedade

LYONS, John LTC PDF

Capítulo 9

Linguagem e Sociedade

9.1 Sociolinguística, etnolinguística e psicolinguística

Até o momento não existe um modelo teórico amplamente aceito dentro do qual a linguagem possa ser estudada, macrolinguisticamente, de vários pontos de vista diferentes, igualmente interessantes: social, cultural, psicológico, biológico etc. (v. Seção

2.1). Além disso, é no mínimo duvidoso que tal modelo teórico geral seja um dia elaborado. É importante ter isso em mente.

Poucos linguistas hoje concordariam com os princípios positivistas do reducionismo da mesma forma que Bloomfield e seus companheiros da Unidade da Ciência o fizeram há meio século (v. Seção 2.2). Mas existem muitos linguistas que defendem um tipo mais limitado de reducionismo, dando prioridade às ligações entre a linguística e uma, em vez de outra, das várias disciplinas pertinentes à linguagem.

Alguns, como Chomsky e os gerativistas, vão enfatizar os pontos de contato entre a linguística e a psicologia cognitiva; outros nos dirão que, já que as línguas são uma instituição social, tanto do ponto de vista de sua manutenção quanto de seu funcionamento, não há, em última instância, nenhuma distinção a fazer entre a linguística e a sociologia ou a antropologia social. É natural que um grupo de estudiosos, em virtude de suas tendências, de sua educação ou de seus interesses especiais, adote um desses dois pontos de vista em detrimento do outro. O que tem que ser condenado é a tendência daqueles que adotam um determinado ponto de vista nesse assunto de apresentá-lo como o único cientificamente justificável.

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Medium 9788522474660

Parte 3 - 10 Criação: como Comunicar

PÚBLIO, Marcelo Abilio Atlas PDF

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Criação: como Comunicar

O que significa e como chegar ao conceito criativo?

“Não há nada mais maçante do que um comercial mostrando a verdade de maneira óbvia” (Bill Bernbach).

Conteúdo deste capítulo:

�� Como defender a criação?

�� Qual é a estrutura lógica da defesa de criação?

�� O que é problema de comunicação?

�� O que é objetivo de comunicação?

�� Qual é a diferença entre tema e abordagem?

�� Onde entra o posicionamento definido no item anterior?

�� A diferença entre público-alvo e mercado-alvo

�� Qual é a diferença entre slogan e assinatura?

Este é o tópico que mais chama atenção em todo plano de comunicação, pois ele é extensamente ilustrado e colorido. É o momento de encantar o anunciante, fazer com que seus olhos brilhem, é o momento da sedução.

Para que a sedução funcione eficientemente, existe um protocolo a ser seguido, que também funciona como defesa da criação. Algumas pessoas pulam a defesa

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Medium 9788521620594

Capítulo VII - JUÍZO – PRIMEIRA PARTE

MASIP, Vicente LTC PDF

Capítulo VII

JUÍZO – PRIMEIRA PARTE

O juízo é um processo mental que vincula ideias ou conceitos mediante o verbo ser: João é brasileiro. A mansão é linda.

Para elaborar um juízo é preciso detectar ideias ou conceitos, contrastá-los, elaborar um diagnóstico e, finalmente, proferir uma sentença ou proposição. Exemplo de geração de um juízo: eu conheço muitas cadeiras e sei perfeitamente o que é conforto. Após contrastar a cadeira do meu escritório com outras, elaboro um diagnóstico e profiro a seguinte sentença: A minha cadeira é confortável.

A linguagem realiza três funções básicas: informativa (João é professor.), expressiva (Que dor!) e diretiva (Fecha a porta.). Somente sentenças informativas, sujeitas a verdade ou falsidade, podem ser consideradas juízos, o que corresponde a algumas orações declarativas em português; portanto, orações exortativas, dubitativas, interrogativas e exclamativas não expressam juízos.

Um juízo compõe-se de sujeito, cópula e predicado:

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Medium 9788502085206

ENTREVISTADO: FERNANDO CAPEZ

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

Preparatorio Oral_2ª ed.:Preparatorio Opral_2ª ed. 27/12/10 10:50 Page 7

E N T R E V I S TA D O : F E R N A N D O C A P E Z

Membro do Ministério Público do Estado de São Paulo. Professor de Direito.

1) Se fosse possível mensurar, qual seria o peso da comunicação oral na hora da prova?

É certo que o candidato que chegou à fase oral do concurso já demonstrou que possui conhecimento jurídico suficiente, porém o exame oral é de suma importância, pois é neste momento que o examinador vai avaliar a postura e as iniciativas do candidato.

Nisso se inclui a verificação do nível de estabilidade emocional do candidato, bem como o seu poder de persuasão, de argumentação.

Daí decorre o grande peso do exame oral num concurso público.

Não há como não exigir de um profissional do direito, como, por exemplo, um juiz ou promotor de justiça, controle emocional na exposição das ideias e uma razoável oratória. Pois esses requisitos sempre deverão estar presentes num embate jurídico. Nisso consiste o grande peso do exame oral.

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Medium 9788522475063

9 - Comunicação, iniciativa privada

DUARTE, Jorge (org.) Atlas PDF

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Comunicação, iniciativa privada e interesse público

Wilson da Costa Bueno

Organizações, entidades e a própria mídia continuam a insistir, equivocada-

mente, na existência de fronteiras nitidamente demarcadas entre os interesses públicos e privados. Com isso, tentam justificar ações e posturas empresariais, cujo objetivo maior é legitimar a adoção de uma ética bastante particular. Na prática, tal empenho está associado à tese corrente, aceita sem maiores restrições, de que fundamental é garantir a sustentabilidade dos negócios.

Ainda que tal procedimento continue encontrando eco em alguns espaços

(fóruns empresariais, veículos e editorias de negócios), ele não faz sentido numa sociedade globalizada, cada vez mais sensível a decisões de alcance aparentemente localizado. Exemplos que se multiplicam em borbotões estão a indicar que o “efeito borboleta”, imaginado por Eduard Lorenz, efetivamente funciona.1 A disseminação de determinadas informações, acelerada brutalmente pelas novas tecnologias, e derivadas de um tênue e longínquo “bater de asas” empresariais, tem o poder de provocar verdadeiros “tufões” que impactam a sociedade (o mun  Trata-se de um processo e uma expressão cunhados por Eduard Norton Lorenz, um pesquisador que trabalhava, no final da década de 50, no Departamento de Meteorologia do Boston Tech, hoje

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Medium 9788521625971

Glossário

MASIP, Vicente E.P.U. PDF

Glossário

A

a. A. Primeira letra do alfabeto português; grafia do fonema /a/ e dos sons [a] e

[ã]. Maiúscula: A. abreviatura. Representação gráfica de uma palavra ou grupo de palavras com menos letras do que na grafia convencional.

agudo/grave. Traço distintivo próprio da fonética acústica. alfabeto. Conjunto de letras ou caracteres de um código linguístico. alofone. Variante de um fonema; fonema realizado em determinado contexto. alografe. Variante de um grafema.

abscissa. Linha horizontal do gráfico que mede o tempo de uma onda.

alto. Traço distintivo tradicional que caracteriza os fonemas vocálicos /i/ /u/.

acento. Fenômeno linguístico de intensidade que consiste em destacar umas sílabas de outras. Traço prosódico.

alto/não alto. Traço distintivo de cavidade.

Terminologia própria da fonologia ge­ rativa.

acento ortográfico. Signo diacrítico (‘ ^ `

¨ ) que em português serve para indicar peculiaridades fônicas, especialmente de intensidade; representação escrita de alguns acentos prosódicos.

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Medium 9788536303086

Capítulo 4 - A sintaxe espacial

Quadros, Ronice Müller de Grupo A - Artmed PDF

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A SINTAXE ESPACIAL

A língua de sinais brasileira, usada pela comunidade surda brasileira espalhada por todo o País, é organizada espacialmente de forma tão complexa quanto às línguas orais-auditivas. Analisar alguns aspectos da sintaxe de uma língua de sinais requer “enxergar” esse sistema que é visuoespacial e não oral-auditivo. De certa forma, tal desafio apresenta certo grau de dificuldade aos lingüistas; no entanto, abre portas para as investigações no campo da Teoria da Gramática enquanto manifestação possível da capacidade da linguagem humana. A organização espacial dessa língua, assim como da

ASL – Língua de Sinais Americana – (Siple, 1978; Lillo-Martin, 1986; Fischer,

1990; Bellugi, Lillo-Martin, O’Grady e van Hoek, 1990), apresenta possibilidades de estabelecimento de relações gramaticais no espaço, através de diferentes formas.

No espaço em que são realizados os sinais, o estabelecimento nominal e o uso do sistema pronominal são fundamentais para tais relações sintáticas.

Qualquer referência usada no discurso requer o estabelecimento de um local no espaço de sinalização (espaço definido na frente do corpo do sinalizador), observando várias restrições. Segundo Baker e Cokely (1980, p.227) e Loew

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Medium 9788530956325

PARTE I | Capítulo IV - O Peso da Argumentação Empírica na Jurisdição Constitucional

Alexy, Robert Grupo Gen - Editora Forense PDF

CAPÍTULO IV

O PESO DA ARGUMENTAÇÃO

EMPÍRICA NA JURISDIÇÃO

CONSTITUCIONAL

Margarida Maria Lacombe Camargo

4.1. Introdução

Esse artigo se destina a buscar, na Teoria de

Robert Alexy, o tratamento conferido às premissas empíricas incorporadas ao processo de tomada de decisão dos tribunais, particularmente nas Cortes

Constitucionais. Essa questão se justifica na medida em que a epistemologia científica opera no nível da veracidade dos argumentos que apresenta, enquanto para o processo deliberativo o que vale

é o peso conferido pelo julgador a esses mesmos argumentos. O que na doutrina processual é conhecido como “valoração das provas”. É importante verificar, assim, como aquilo que “é”, ou seja, fatos suficientemente comprovados mostram-se determinantes para aquilo que “deve ser”. Como pano de fundo temos a prática recente, e cada vez mais constante, da busca de apoio dos tribunais em argumentos científicos, para decidir com maior segu-

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