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Medium 9788521619017

Capítulo I - SEMIOLOGIA E SEMIÓTICA

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF

Capítulo I

SEMIOLOGIA E SEMIÓTICA

A Semiologia, idealizada pelo linguista Ferdinand de Saussure

(1857-1913), é a ciência que estuda todos os modos de comunicação no seio da vida social. Baseia-se em sinais, que são convenções em sistemas abertos.

A Semiótica [Charles Morris (1901-1999) foi o primeiro pensador a usar o termo.] é a parte da Semiologia que estuda a comunicação mediante signos, que são convenções em sistemas fechados.

O signo linguístico, convenção que comanda a comunicação verbal, compõe-se de significante, ou imagem acústica, estudado pela Fonologia e pela Fonética, e significado, ou conteúdo cognitivo conceitual, estudado pela Lexicografia e pela Lexicologia ou

Semântica.

Aprofundaremos ao longo do curso a lógica formal, também denominada lógica binária, clássica ou lógica matemática moderna. É o sistema que serve como ponto de referência para a ciência.

A sintaxe semiótica estuda as relações entre signos; a semântica semiótica, as relações entre signo e objeto; e a pragmática semiótica, as relações entre signo e sujeito.

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Medium 9788577803750

6 Desenho de perspectiva

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF

CAPÍTULO 6 • DESENHO DE PERSPECTIVA

VISÃO GERAL

Desenhos de vistas ortográficas tornam possível representar objetos complexos com precisão através de uma série de vistas onde cada uma só mostra duas das três dimensões principais, não mostrando comprimento, largura e altura simultaneamente. Desenhos de perspectiva (Pictorial Drawing) (ANSI/ASME Y1

4.4M-1989 (R1994)), que se parecem mais com uma ilustração do que com vistas ortográficas, são usados para comunicar suas idéias com rapidez, desenvolver seus próprios pensamentos durante o processo de projeto e, às vezes, esclarecer desenhos que seriam de difícil leitura em outras representações. Desenhos de perspectivas podem ser entendidos facilmente sem treinamento técnico.

Vários tipos de desenho de perspectiva são extensivamente usados em catálogos, publicações de vendas e trabalhos técnicos. Por exemplo, são usados desenhos de perspectiva para obter patentes, representar projetos de tubulações em plantas de processo e para representar projetos de máquinas, projetos estruturais, arquitetônicos e de mobília. Desenhos de perspectivas criados usando-se técnicas de modelagem 3-D em computador podem ser utilizados com muita eficiência para apresentar idéias de projeto, ajudar no marketing do produto e ajudar a inspecionar visualmente ajustes, montagens e outros aspectos do projeto. Desenhos de perspectiva normalmente não são cotados porque não mostram o objeto com precisão. Os desenhos de perspectivas são uma ajuda inestimável no processo de projeto.

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Medium 9788521619017

Capítulo III - LÓGICA MATERIAL: CÁLCULO SENTENCIAL

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF

Capítulo III

LÓGICA MATERIAL: CÁLCULO SENTENCIAL

A Lógica Material é a base de todas as operações mentais, sintetizadas nos primeiros princípios, que são três:

• Princípio de identidade: qualquer substância é igual a si própria: Uma cadeira é uma cadeira; João é João; Uma árvore é uma

árvore. Esse princípio apoia-se num outro, chamado de razão suficiente (Leibniz [1647-1716]), baseado em dois postulados:

Todo ser é inteligível, isto é, pode ser abstraído pelo intelecto humano. Por exemplo, uma planta, uma cadeira ou uma pessoa são passíveis de abstração;

Todo ser tem sua razão de ser, ou seja, uma série de características que fundamentam a sua existência. Nenhuma substância existe por acaso. Por exemplo, um cachorro é um ser vivo do gênero animal e da espécie canina, descendente de cães, os quais, por sua vez, sucederam a outros cães.

Fórmula: A

¬A Leitura da fórmula: A se opõe a não A. Exemplo: Antônio não pode ser outra pessoa, a não ser Antônio.

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Medium 9788536303086

Capítulo 1 - A lingüística e a língua de sinais brasileira

Quadros, Ronice Müller de Grupo A PDF

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A LINGÜÍSTICA E A LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA

“A lingüística tem por único e verdadeiro objeto a língua encarada em si mesma e por si mesma.”

(Ferdinand Saussure)

O QUE É LINGÜÍSTICA?

A lingüística é o estudo científico das línguas naturais e humanas. As línguas naturais podem ser entendidas como arbitrária e/ou como algo que nasce com o homem. Essas duas correntes estão relacionadas aos pensamentos filosóficos que se originaram com Platão e Aristóteles. Este último era naturalista quanto às proposições e convencionalista quanto às palavras, pois considerava que as coisas eram infinitas e as palavras eram finitamente determinadas pelos seres humanos. Nesse sentido, a lingüística estruturalista se desenvolveu (Saussure, 1916).1

Por outro lado, Platão era naturalista quanto às palavras, assumindo que a linguagem nasce com o homem. Daí surge o famoso “Problema de Platão”, amplamente discutido nas versões mais atuais da lingüística: como sabemos tanto diante de tão pouca evidência? De forma ainda mais específica, como uma criança com tão pouca informação em tão pouco tempo é capaz de produzir a complexidade das línguas? Buscar saber sobre os princípios que constituem a faculdade da linguagem humana, possibilita o avanço em direção à solução do “Problema de Platão”. Faculdade da linguagem deve ser entendida aqui como um componente da mente humana. A natureza dessa faculdade é o objeto da teoria da estrutura lingüística que objetiva descobrir os princípios e os elementos comuns das línguas humanas. Essa teoria é chamada de gramática universal – GU. A GU é uma caracterização com princípios biologicamen-

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Medium 9788565848701

Capítulo 4 - Epi/meta versus implícito/explícito: nível de controle cognitivo sobre a leitura e sua aprendizagem

Maria Regina Maluf; Cláudia Cardoso-Martins Grupo A PDF

Epi/meta versus implícito/ explícito: nível de controle cognitivo sobre a leitura e sua aprendizagem1

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Jean Emile Gombert

O desenvolvimento metalinguístico

O termo “metalinguística” designa a capacidade de se distanciar do uso habitualmente comunicativo da linguagem para focalizar a atenção sobre suas propriedades linguísticas. Do ponto de vista da atividade cognitiva que está na origem dos comportamentos, é preciso fazer uma distinção entre as capacidades manifestadas nos comportamentos espontâneos

(p. ex., a reação de uma criança pequena ao ouvir uma frase agramatical) e as capacidades fundamentadas em conhecimentos mentalizados e intencionalmente aplicados (p. ex., corrigir a sintaxe de um texto escrito). Tendo como princípio que um caráter refletido e intencional é inerente à atividade estritamente metalinguística, propus o uso do termo

“epilinguístico” para designar os comportamentos que, mesmo sendo isomorfos aos comportamentos metalinguísticos, não resultam do controle consciente que a pessoa realiza sobre os processamentos linguísticos

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