137 capítulos
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Capítulo 10 - Linguagem e Cultura

LYONS, John Grupo Gen PDF

Capítulo 10

Linguagem e Cultura

10.1 O que é cultura?

A palavra ‘cultura’ (e seus equivalentes em outras línguas europeias) tem vários sentidos relacionados, dois dos quais é importante mencionar e distinguir aqui.

Existe, em primeiro lugar, o sentido em que ‘cultura’ é mais ou menos sinônimo de ‘civilização’ e, numa formulação mais antiga e extrema do contraste, oposta a

‘barbarismo’. É esse o sentido, em inglês, do adjetivo ‘cultured’ [“culto”]. Baseia-se, em última instância, na concepção clássica do que constitui excelência em arte, literatura, maneiras e instituições sociais. Revivida pelos humanistas do Renascimento, a concepção clássica foi enfatizada por pensadores do Iluminismo do século XVIII e por eles associada à sua visão da história da humanidade como progresso e autodesenvolvimento.

Essa visão da história foi desafiada, como também muitas das ideias do Iluminismo, por Herder, que disse a respeito do equivalente alemão de ‘cultura’: “Nada é mais indeterminado do que essa palavra, e nada é mais decepcionante do que sua aplicação a todas as nações e períodos” (cf. Williams, 1976:79). Ele criticava especialmente o pressuposto de que a cultura europeia do século XVIII, dominada pelas ideias francesas e pela língua francesa, representasse o ponto alto do progresso humano. É interessante notar, em relação a isso, que a expressão ‘langue de culture’ (literalmente,

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Medium 9788522475063

4 - Instrumentos de comunicação pública

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF

4

Instrumentos de comunicação pública

Jorge Duarte

“O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro.”

Tuahir, personagem do romance Terra sonâmbula, de Mia Couto

Neste texto, pretendemos discutir que a atuação em Comunicação Pública (CP)

exige: (a) compromisso em privilegiar o interesse público em relação ao interesse individual ou corporativo; (b) centralizar o processo no cidadão; (c) tratar comunicação como um processo mais amplo do que informação; (d) adaptação dos instrumentos às necessidades, possibilidades e interesses dos públicos; (e) assumir a complexidade da comunicação, tratando-a como um todo uno.

Tema de debates na academia e na imprensa, nome de cursos de pós-graduação, fonte de incipiente e estimulante literatura, a expressão comunicação pública tem sido fomentadora de interesse a respeito de suas diferentes interpretações, implicações e potencial de adoção. Embora quase toda comunicação possa ser considerada pública, o esforço de caracterizar a expressão com um significado específico faz com que às vezes seja usada para referir-se aos veículos públicos, tratada como a estrutura técnica das redes de tv e rádio, em alguns casos como comunicação governamental, ou ainda como sinônimo do conjunto de instrumentos originários da Administração Pública.1

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Medium 9788521624578

Capítulo 3 - Os Sons da Língua

LYONS, John Grupo Gen PDF

Capítulo 3

Os Sons da Língua

3.1 O meio fônico

Embora os sistemas linguísticos, de uma forma bastante ampla, sejam independentes do meio em que se manifestam, o meio natural primeiro da linguagem humana é o som. Por essa razão, o estudo dos sons tem uma importância maior na linguística do que o estudo da escrita, dos gestos ou de qualquer outro meio, real ou potencial, em que se desenvolve a língua. Mas não é o som em si, e nem toda a gama de sons possíveis, que interessa ao linguista. Ele está interessado nos sons produzidos pelo aparelho fonador humano, na medida em que estes desempenham um papel na língua. Chamemos a essa gama limitada de sons de meio fônico, e aos sons individuais existentes nessa faixa, de sons da fala. Com isso podemos definir a fonética como o estudo do meio fônico.

Precisamos frisar que fonética não é fonologia; e os sons da fala não devem ser identificados com os elementos fonológicos, aos quais já se fez referência em seções anteriores. A fonologia, conforme vimos, é uma das partes do estudo e da descrição dos sistemas linguísticos, sendo outra a sintaxe, e outra a semântica. A fonologia recorre às descobertas da fonética (embora de forma diferente, dependendo das diferentes teorias fonológicas); mas, ao contrário da fonética, não trata do meio fônico enquanto tal. As primeiras três seções do presente capítulo tratam, da forma mais simples possível, dos conceitos e categorias fonéticos básicos, conforme sejam essenciais à compreensão de tópicos levantados em outros pontos deste livro, e da notação empregada para esclarecê-los. Não têm a pretensão de servir como introdução satisfatória ao que se tornou, recentemente, um ramo abrangente e altamente especializado da linguística.

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Medium 9788521625971

7 - Signos ortográficos alheios à dimensão fonológica

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF

CAPÍTULO

7

Signos ortográficos alheios à dimensão fonológica*

7.1 Maiúscula

Letra inicial de grande tamanho, alografe da minúscula. Usa-se

• ao iniciar um texto (Hoje em dia…), uma carta (Caro Pedro: Recebi o seu cartão hoje pela manhã…) ou uma citação textual (Disse o diretor: “É preciso superar as vendas.”);

• em nomes próprios (Manoel), sobrenomes (Pereira) e apelidos (o Fera); nomes de cidades (Recife); nomes de instituições (Academia Pernambucana de

Letras); nomes de Deus, de Nossa Senhora e dos santos;

• em títulos de livros (Curso de francês); a tendência, hoje, é grafar os títulos empregando maiúsculas apenas na primeira palavra e em nomes próprios;

• em tratamentos de cortesia (D.ª, Sr…) e pontos cardeais (NO → noroeste; SE

→ sudeste) quando referidos a regiões geográficas, ou abreviados.

7.2 Trema (¨)

Duplo ponto que se põe sobre algumas vogais em palavras estrangeiras, especialmente de origem germânica: Dünkel (presunção, petulância), Lösung (so­ lução).

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Medium 9788521619017

Capítulo V - CONCEITO

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF

Capítulo V

CONCEITO

O homem gera e a mulher concebe. A concepção de um ser humano acontece quando um espermatozoide fecunda um óvulo, fundindo-se com ele; um conceito é o ato mental de conceber, ou seja, de fundir uma ideia com um ou mais elementos chamados categorias ou acidentes.

Segundo Aristóteles, conceito é uma ideia substancial, expressa mediante um substantivo, matizada por uma série de categorias ou acidentes.

Segundo Frege, conceito é uma construção mental composta de uma parte saturada ou completa e de uma parte insaturada ou incompleta.

Fundindo-se as duas definições, diremos que conceito é uma ideia substancial que se completa com uma série de categorias. Usaremos o exemplo aristotélico do cavalo para explicá-lo:

Qualidade branco

Ação trota, galopa

Tempo antes, depois, agora

Quantidade grande, um, dois

Relação para o, com o, do

Lugar aqui, ali

CAVALO

Ideia substancial

Paixão

é cuidado, aguarda

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