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6 - Radiologia do Diafragma

MACHADO, Maria da Glória Rodrigues Grupo Gen PDF

6

Radiologia do Diafragma

João Paulo Kawaoka Matushita  •  Julieta S. Matushita  • 

João Paulo Kawaoka Matushita Junior  •  Cristina S. Matushita

Introdução

O diafragma é o principal m

­ úsculo da respiração e separa as cavidades torácica e abdominal. Em forma de cúpula, tem uma parte ­muscular periférica, que se origina das margens da parede torácica, e um tendão, centralmente posicionado, formando o assoalho da cavidade torácica.

Visto de frente, o diafragma se curva para cima, formando as cúpulas direita e esquerda. As cúpulas frênicas direita e esquerda alcançam, anteriormente, o sexto ou sétimo arcos costais. O tendão central situa-se no nível da ar­ticulação xifoesternal. Visto de lado, o diafragma tem o aspecto de um

“J” invertido, cuja perna mais longa estende-se até a coluna vertebral, e a perna mais curta estende-se para diante até o processo xifoide.

Cada hemidiafragma é inervado por um dos nervos frênicos, formados pelas raí­zes anteriores de C3, C4 e C5, com trajeto descendente pelo mediastino, em contato principalmente com o coração, a traqueia e os gânglios.

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18 - Oxigenoterapia em Situações Agudas e Crônicas

MACHADO, Maria da Glória Rodrigues Grupo Gen PDF

18

Oxigenoterapia em

Situações Agudas e

Crônicas

Gisele do Carmo Leite Machado Diniz  •  Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

Diversas situações, como pneumopatias agudas ou crônicas, trauma extenso, anestesia, pós-operatórios e quadros de instabilidade hemodinâmica, podem reduzir, de maneira isolada ou simultânea, tanto o conteú­do arterial de oxigênio quanto o débito cardía­co. Consequentemente, pode haver hipoxia te­ ci­dual, definida como a baixa oferta de oxigênio aos tecidos resultando em perda da integridade da membrana, alterações na homeostase do cálcio e nas atividades enzimáticas celulares. Dispneia, taquicardia e alterações da função mental são exemplos de sinais e sintomas de hipoxia te­ci­dual.

A oxigenoterapia é um recurso utilizado com o intuito de contribuir para uma oxigenação sistêmica adequada e, consequentemente, evitar os efeitos deletérios da hipoxia ao organismo. Define-se como a inalação de oxigênio em concentração superior àquela presente no ar ambiente, que é em torno de 21%. O oxigênio pode ser ofertado por meio de sistemas de baixo e de alto fluxo, compreendendo uma ferramenta importante para o tratamento de insuficiên­cia respiratória aguda e crônica. Os principais objetivos que levam ao seu emprego são o tratamento ou a prevenção de hipoxemia e hipertensão arterial pulmonar e a redução do trabalho respiratório e miocárdico. Entretanto, o tratamento da hipoxemia em pacientes graves permanece desafiador. As lesões relacionadas com a hipoxia te­ci­dual são bem estabelecidas, mas estudos também demonstram a possibilidade de lesões associadas à hiperóxia, a oferta exagerada de oxigênio aos tecidos. Em pacientes graves, duas estratégias têm sido propostas no tratamento da hipoxemia (definida como uma baixa pressão arterial de oxigênio) para, simultaneamente, evitar a hiperoxemia (definida como uma alta pressão arterial de oxigênio). A primeira é o controle preciso da oxigenação arterial, que significa direcionar os valores da pressão arterial parcial de oxigênio (PaO2) ou da saturação arterial de oxigênio (SaO2) para valores-alvo in­di­vi­ dualizados. Assim, é possível ajustar corretamente o oxigênio ofertado e evitar os danos associados à hiperóxia inadvertida ou à hipoxia. A segunda estratégia é a hipoxemia permissiva. Trata-se da aceitação de níveis de oxigenação arterial mais baixos do que os que são, convencionalmente, tolerados para os pacientes. O objetivo da hipoxemia permissiva é minimizar os possíveis danos causados pela restauração da normoxemia,

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24 - Fisiopatologia e Ventilação Mecânica na Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo

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24

Fisiopatologia e

Ventilação Mecânica na

Síndrome do Desconforto

Respiratório Agudo

Maria da Glória Rodrigues Machado  •  Daniel da Cunha Ribeiro  • 

Erica Aranha Suzumura

Introdução

A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) caracteriza-se por edema pulmonar não cardiogênico, associado a infiltrados pulmonares bilaterais, resultante de várias etiologias. Seus fatores precipitantes são classificados como primários, quando a lesão é direta sobre o pulmão, e secundários ou indiretos, quando são extrapulmonares e a lesão pulmonar ocorre pela ativação do processo inflamatório sistêmico. De acordo com os fatores precipitantes, diretos ou indiretos, a

SDRA é denominada pulmonar ou extrapulmonar, respectivamente. As características clínicas principais são hipoxemia refratária à oxigenoterapia, redução da complacência pulmonar e infiltrado bilateral difuso à radiografia. O principal mecanismo de hipoxemia é o shunt, caracterizado por unidades alveolares perfundidas, porém não ventiladas. Em razão da grande heterogeneidade do comprometimento do parênquima pulmonar, outros mecanismos de hipoxemia podem também estar presentes. Na tomografia computadorizada (TC), diferentemente da radiografia, observa-se que a SDRA é uma doença heterogênea, com atelectasia compressiva nas regiões dependentes do pulmão. A mortalidade permanece alta, sendo a disfunção/ falência de múltiplos órgãos a causa mais frequente. Até o momento, não existe tratamento farmacológico específico para prevenção e tratamento da SDRA, e estratégias de ventilação mecânica (VM) de proteção pulmonar representam a única terapia de suporte que claramente melhora a sobrevida em pacientes com SDRA. A manutenção de níveis adequados de oxigenação para preservar a oferta aos órgãos-alvo e a excreção do

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19 - Assistência Multiprofissional ao Paciente com Via Aérea Artificial

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19

Assistência Multiprofissional ao Paciente com Via Aérea

Artificial

Eduardo Machado Rossi Monteiro  •  Ana Paula Ferreira Rocha de Carvalho  • 

Helder Cassiano Gonçalves Mota  •  Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

A via aérea artificial consiste na inserção por via nasal, oral ou transtraqueal de um tubo que possibilita a passagem dos gases respiratórios para que complicações associadas à hipoxia ou hipoventilação sejam evitadas.

Desse modo, a via aérea artificial fornece o acesso à instituição de ventilação mecânica, protege os pulmões contra a aspiração de conteúdo de secreções gástricas, evita a insuflação gástrica, propicia a aspiração direta de secreções e a administração de medicações.

Complicações com vias aéreas artificiais podem se apresentar de forma aguda, o que constitui uma situação emergencial, ou de forma crônica, em pacientes que fazem uso de prótese de via aérea a longo prazo.

Indicações da via aérea artificial

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32 - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e Elaboração do Diagnóstico Fisioterapêutico em UTI

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32

Classificação Internacional de Funcionalidade,

Incapacidade e

Saúde e Elaboração do Diagnóstico

Fisioterapêutico em UTI

Daniel da Cunha Ribeiro  •  Bruno Prata Martinez

Introdução

O conjunto das classificações da descrição dos estados de saú­ de da Organização Mundial da Saú­de (OMS) tem por objetivo uniformizar as informações sobre saú­de, como diagnóstico, incapacidade, razões para a busca do serviço de saú­de, aná­ lise da prevalência de doen­ças e cuidados oferecidos à popu­ lação. Esta linguagem padronizada possibilita a comparação e comunicação mundial acerca dos eventos de saú­de relatados.

A Classificação Internacional de Doenças (CID) é a ferra­ menta mais utilizada para a classificação de doen­ças, epide­ miologia, gestão da saú­de e fins clínicos. A partir do momento em que as pessoas começaram a viver mais tempo, quando aumentaram as doen­ças crônicas e suas conse­quências, a de­ finição e a mensuração da incapacidade tornaram-se tema de crescente interesse.

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