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Medium 9788530958978

[41 = W I 5. Agosto – Setembro de 1885]

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF

[41 = W I 5. Agosto – Setembro de 1885]

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Sils-Maria, Final de Agosto de 1885

Friedrich Nietzsche, Escritos reunidos

Primogênitos. O nascimento da tragédia.

Considerações extemporâneas.

Discursos sobre Homero.

Humano, demasiadamente humano. Um livro para espíritos livres.

“Entre nós”. Opiniões e sentenças misturadas.

Aurora. Pensamentos sobre os preconceitos morais.

Gai saber. Prelúdio a uma filosofia do futuro.

Assim falou Zaratustra. Um livro para todos e para ninguém.

Meio-dia e eternidade. Patrimônio de um vidente.

“Exultabit Solitudo et florebit quasi lilium”126

Isaías.

41 (2)

Nova consideração extemporânea

1.

Venera-se e despreza-se como um louco em anos de juventude e oferecem-se seus sentimentos mais ternos e mais elevados para a interpretação de homens e coisas que não nos pertencem, assim como nós não pertencemos a eles. A própria juventude é algo falsificador e enganador. Parece que o elemento venerando e iracundo, que é próprio à juventude, não tem de modo algum nenhuma tranquilidade, até que ele tenha “falsificado” de maneira retificadora os homens e as coisas, até que ele possa descarregar seus afetos sobre eles. Mais tarde, quando nos tornamos mais

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Medium 9788502077621

Capítulo Oitavo - VALOR E CONHECIMENTO

Adeodato, João Maurício Editora Saraiva PDF

Capítulo Oitavo

VALOR E CONHECIMENTO

Sumário: 8.1. Um platonismo nos tempos modernos. 8.2.

O modo de ser dos valores. 8.3. O ato teleológico. 8.4. Possibilidade de conhecimento dos valores.

8.1. Um platonismo nos tempos modernos

No capítulo anterior observou-se a controvérsia entre monismo e dualismo no terreno da teoria dos valores. Além de axiológica, essa controvérsia é também obviamente ontológica, uma vez que a axiologia constitui uma parte da teoria do ser. É fácil entender por que o grande impulso dado à teoria dos valores tenha vindo dos dualistas, daqueles que defendem a existência de um mundo axiológico à parte, distinto do mundo físico e não-humano, e, dentre eles, destaquemse os dualistas objetivistas, aqueles que advogam ser o valor descoberto e não criado, subjetiva ou objetivamente. Nicolai Hartmann pode ser classificado como um dualista, ou mesmo pluralista, mas certamente um objetivista. E dos mais radicais, pois todo o ser, seja ou não axiológico, independe da percepção humana235.

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Medium 9788502108035

3. A interpretação do direito e a solução de casos concretos no formalismo de Ernest Weinrib

Macedo Júnior, Ronaldo Porto Editora Saraiva PDF

250

Direito em Debate

Catarina Helena Cortada Barbieri

ato de relacionar essas categorias com transações específicas6

(Weinrib, 1995, p. 207).

3. A interpretação do direito e a solução de casos concretos no formalismo de Ernest Weinrib

Vistos os principais aspectos da teoria do direito weinribiana, a primeira pergunta que nos vem à mente quando pensamos em interpretação e formalismo é se uma posição formalista implica determinação mecânica de soluções para casos concretos. Em geral, as maiores críticas às ditas “posições formalistas” giram em torno da impossibilidade de se considerar qualquer elemento que não seja a letra da lei no momento de aplicação das regras jurídicas para a solução do caso concreto.

Os críticos do formalismo poderão dizer que a separação entre as esferas do direito e da política, nos termos defendidos por autores como Ernest Weinrib, faz com que a esfera do direito se reduza a soluções mecânicas e a política reste como a esfera de indeterminação em que as múltiplas soluções se colocam.

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Medium 9788520432594

5. Helena, o resgate da honra perdida

Susana de Castro Manole PDF

capítulo 5

Helena, o resgate da honra perdida

Em Helena, Eurípedes revisita a história do rapto de Helena dando-lhe outra interpretação. Na versão apresen­tada na peça, Helena não teria sido sequestrada por Páris, como é dito na Ilíada. Na verdade, chateada por ter sido preterida por Afrodite na disputa de beleza entre as deusas (Atena, Hera e Afrodite), Hera substitui a verdadeira Helena, prêmio de Páris por ter escolhido

Afrodite, por um simulacro (eidolon) de Helena: mas Hera, despeitada por não ter vencido as outras deusas, encheu de vento as minhas núpcias para Alexandre e dá-lhe não a minha pessoa, mas uma imagem viva, em tudo semelhante a mim, que ela formou de bruma, e entrega-a ao filho do rei Príamo

(vv. 30- 35).

A verdadeira Helena é embarcada em segurança por

Zeus, seu pai, para o Egito, onde vive durante toda a guerra de Troia sob a proteção do rei Proteu.

as mulheres das tragédias gregas: poderosas?

Figura 21.  A perseguição de Teseu. Vaso de aproximadamente 440-430 a.C. Museu do Louvre, Paris.

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Medium 9788530957735

Capítulo V - “A política ocidental é cooriginariamente biopolítica?” – Um percurso com Agamben

CORREIA, Adriano Grupo Gen PDF

5

5

“A POLÍTICA OCIDENTAL É COORIGINARIAMENTE BIOPOLÍTICA?” – UM

PERCURSO COM AGAMBEN

O homem, durante milênios, permaneceu o que era para

Aristóteles: um animal vivo e, além disso, capaz de existência política; o homem moderno é um animal em cuja política está em questão sua vida de ser vivo.1

Michel Foucault

N

o prefácio de sua obra Homo sacer I: o poder soberano e a vida nua, Giorgio Agamben evoca a companhia de dois vigorosos intérpretes dos tempos modernos: Michel Foucault e Hannah Arendt. Em Foucault ele julga encontrar a clara definição de uma biopolítica que inclui a vida biológica nos mecanismos e cálculos do poder estatal; em Arendt, na descrição fornecida por ela em A condição humana da vitória do tipo ou mentalidade que nomeia animal laborans, ele pôde identificar a associação entre primado da vida natural e decadência do espaço público na era moderna. Ainda em Arendt, ele encontra a inédita posição dos campos de concentração como instituição central da dominação totalitária. Não obstante, julga não encontrar em ambos

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Medium 9788502108035

11. Racionalidade e justiça: justeza e senso do justo

Macedo Júnior, Ronaldo Porto Editora Saraiva PDF

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Direito em Debate

Tercio Sampaio Ferraz Jr.

perante a lei. A racionalidade da ordem está na razão da delimitação da competência da autoridade como condição de respeito da autonomia recíproca dos sujeitos em face de sua igualdade perante a lei, não importa, primariamente, quais sejam os conteúdos legais.

O segundo tipo organiza o conjunto das normas vigentes como uma relação uniforme que vai do universal ao específico, conforme graus de universalidade. Universalidade significa intensão normativa: generalidade pelo conteúdo, sendo universal a norma que abrange a maior amplitude de situações. Assim, a ordem é racional na medida em que consegue delimitar os conteúdos normativos, conforme um princípio material abrangente de inclusão ou exclusão. Aqui, a eleição de um princípio organizador gera, conhecidamente, diversos posicionamentos, ora falando-se em bem comum, ora em necessidades vitais, ora em respeito à dignidade do homem, ou como cidadania etc. A racionalidade dessa ordem está na delimitação dos conteúdos normativos a partir de um critério de supremacia desses conteúdos, não importa a competência da autoridade ou o grau da proporcionalidade da relação de um sujeito diante de outro.

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Medium 9788502108035

3. O papel da interpretação jurídica nas relações entre direito e política: a releitura parsoniana

Macedo Júnior, Ronaldo Porto Editora Saraiva PDF

Direito e Interpretação

Direito em Debate

423

sistema jurídico do contexto político-econômico em que ele está inserido. Trata-se de enclausuramento do direito em relação à realidade. Assim, se para as concepções formais, “aplicação do direito” é a abertura das operações jurídicas para o sistema político, para as concepções materiais a lógica se inverte. O processo de aplicação do direito não passa de uma máquina de subsunção, não é capaz de se adequar socialmente ou entender as transformações da realidade; o direito torna-se um sistema exclusivamente autorreferencial.

Conforme as concepções materiais do direito, a sensibilização do sistema jurídico aos ideais e valores políticos surge apenas com o reconhecimento de seu potencial criador. Espera-se que o magistrado transcenda a letra da lei. Sua decisão deve adequar o ordenamento legal aos interesses da coletividade e conformar a norma jurídica aos princípios democráticos. Nesse sentido, o juiz desempenha um papel político na sociedade. Diversamente das correntes formalistas, a “criação do direito” é possível somente nas condições de abertura e de adaptação das operações jurídicas à racionalidade política.

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Medium 9788502077621

Capítulo Primeiro - O AMBIENTE: KANT E O MOVIMENTO NEOKANTIANO

Adeodato, João Maurício Editora Saraiva PDF

PRIMEIRA PARTE

Capítulo Primeiro

O AMBIENTE: KANT E O MOVIMENTO

NEOKANTIANO

Sumário: 1.1. O ambiente intelectual. 1.2. Gnoseologia de

Kant. 1.3. O imperativo categórico. 1.4. Gnoseologia da Escola de Marburg.

1.1. O ambiente intelectual

Chamado o segundo retorno a Kant — o primeiro seria o idealismo alemão, conhecido como pós-kantiano —, o neokantismo aparece em princípios do século XX e concentra-se sobre duas correntes representadas pelas escolas de Baden (Südwestdeutsche Schule) e Marburg.

Na primeira delas, da qual Heinrich Rickert e Wilhelm Windelband são as figuras mais representativas, há uma maior ênfase sobre a Crítica da razão prática, publicada por Kant em 1788, e sobre os conceitos de valor e dever ser, constituindo uma deontologia. Inclusive para espectadores do final do século, esta escola é importante, pois teve papel preponderante no movimento conhecido como filosofia dos valores, ou axiologia, para a qual a contribuição de Hartmann foi decisiva, e projetou nomes expressivos no campo da filosofia do direito, tais como Emil Lask — um dos primeiros a falar do direito

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Medium 9788521610397

23. INFLUÊNCIA DO CAPITAL COMERCIAL SOBRE OS PREÇOS

MARX, Karl Grupo Gen PDF

23. INFLUÊNCIA DO CAPITAL COMERCIAL

SOBRE OS PREÇOS*

Se o preço da produção de um quilo de açúcar é de um real, o comerciante poderia, com 100 reais, comprar 100 vezes essa quantidade. Se, no corrente ano, ele comprasse e vendesse essa quantidade, sendo de 15% a média da taxa anual de lucro, ele aumentaria em 15 reais seu capital de 100, seja de 15 centavos sobre um real, preço de produção do quilo. Ele venderia, pois, o quilo de açúcar por um real e 15. Mas se o preço de produção do açúcar caísse em 10 centavos, o comerciante poderia, com o mesmo capital de 100 reais, comprar 1000 quilos e vender o quilo por 11 centavos e meio. Para o capital de 100 reais colocado no comércio de açúcar, o lucro anual seria sempre de 15. Mas a venda seria tanto de 100 como de 1000 quilos.

(Fazemos abstração dos gastos de circulação, tais como depósito, transporte etc. Não examinamos aqui senão a venda e a compra no estado puro.)

A maior ou menor elevação do preço de produção não teria nada a ver com a taxa de lucro; essa maior ou menor elevação teria, ao contrário, muito que ver com o aumento da parte do preço de venda do quilo de açúcar que constitui o lucro comercial, isto

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Medium 9788502108035

4. Duas abordagens da prática

Macedo Júnior, Ronaldo Porto Editora Saraiva PDF

200

Direito em Debate

Dennis Patterson

ca consideram as características centrais das condições de validade do direito? A crítica de Dworkin deve ser lida como alegando que, ainda que a descrição de Hart seja um relato sociológico preciso do que os participantes da prática consideram estar fazendo, esse relato não é necessariamente correto do ponto de vista do “direito” tal como adequadamente compreendido.

Parece que, no fundo, o debate de Dworkin com Hart é sobre o significado dos conceitos (mais precisamente, o significado do conceito de direito no direito). Hart afirma que o significado de “direito”

(sua extensão) é fixado por aquilo que os participantes da prática consideram ser o significado do conceito. Dworkin nega que o modo pelo qual os participantes compreendem a si mesmos exaura o significado dos conceitos por eles empregados. Dworkin (e, interessantemente, Raz) sustenta que “direito” é um conceito cujo conteúdo é

(em parte) ditado por algo diferente do entendimento convencional.

Como devemos entender isso?

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Medium 9788530954369

Capítulo 9 – A Harmonia Redescoberta

MAFFESOLI, Michel Grupo Gen PDF

Capítulo

9

A Harmonia Redescoberta

On dirait que l’ancien monde finit et que le nouveau commence.

Dir-se-ia que o mundo antigo acaba e que o novo começa.

Chateaubriand

O INSTINTO ESTÉTICO

Em suas Souvenirs d’un Européen, Stefan Zwig observa como logo antes das tempestades da guerra se manifestava uma particular e forte intensidade: “cada indivíduo experimentava um crescimento de seu eu, ele era incorporado a uma massa, ele era o povo”.1 É essa incorporação em tal tribo, em tal comunidade que, em nossos dias, favorece um inegável aumento que se exprime em um familiar “eu curto”.

Elevação de um “eu” em “nós” que é, incontestavelmente, o coração pulsante de todas as manifestações do emocional pós-moderno.

1

Cit. In: C. Sauvat, Stefan Zweig. Paris: Gallimard, 2006. p. 112.

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v Homo Eroticus v Michel Maffesoli

Os fenômenos caritativos, as “indignações” políticas, as agregações festivas, as agitações esportivas, as peregrinações religiosas, eis quantas manifestações de uma intensidade societal que prefiguram a chegada de um novo paradigma ou, antes, que ilustram o que já está aí: uma vigorosa cultura do sentimento que se dedica a viver no presente.

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Medium 9788502042674

O Mundo Será Outro após 11 de Setembro?

Reale, Miguel Editora Saraiva PDF

O MUNDO SERÁ OUTRO

APÓS 11 DE SETEMBRO?

A hecatombe que atingiu os Estados Unidos da América, no trágico dia 11 de setembro último, é de tal magnitude que é natural tenha determinado uma tomada de posição por quantos se preocupam com o destino humano. Muitas têm sido as perspectivas oferecidas à nossa consideração, desde o incondicional apoio ao povo norteamericano, tanto na paz como na guerra, até reticentes comentários relativamente à responsabilidade indireta que teria a grande República do Norte nesse revoltante evento. Nem faltou quem chegasse ao ponto de lobrigar “idealismo” por parte dos terroristas, ainda que condenando suas odiosas operações.

Talvez se pense que é cedo para uma avaliação objetiva e serena do revoltante acontecimento, mas há fatos históricos tão prementes que justificam a formulação imediata de um juízo de valor sobre o assunto, especialmente quando se tem receio — e é o meu caso — de poder-se optar por uma solução bélica precipitada que, em última análise, viria ao encontro dos pérfidos desígnios dos mentores do terrorismo.

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Medium 9788530951016

VI – USOS E VARIAÇÕES

ARTIÈRES, Philippe; BERT, Jean-François; GROS, Frédéric; REVEL, Judith Grupo Gen PDF

VI

Usos e variações

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Atlas do impossível – Warburg,

Borges, Deleuze, Foucault

Georges Didi-Huberman

Quadro, tábua, releitura

O quadro: “uma imagem ou representação de algo feito por um pintor”, assim como o definia

Furetière, no século XVII; ou “a representação de um assunto que o pintor encerra num espaço ornado para o ordinário de um quadro ou moldura”, como se lê, no século XVIII, na Encyclopédie de Diderot e d’Alembert.1 Mas, além desse sentido habitual do quadro de pintura, destacou-se, muito rapidamente, uma acepção mais geral que supunha, ao mesmo tempo, a unidade visual e a imobilização temporal:

“Quadro, momento de fixação de uma cena, que cria uma unidade visual entre a disposição das personagens na cena e o arranjo do cenário, de modo a que o conjunto dê a ilusão de formar um afresco”, o que denota perfeitamente a expressão “quadro vivo”, de que se conhece o desafio estético crucial, do século

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Medium 9788502108035

Referências

Macedo Júnior, Ronaldo Porto Editora Saraiva PDF

Direito e Interpretação

Direito em Debate

239

c. O formalismo como expressão de valores. Quem insiste nas formalidades invoca, pelo menos implicitamente, valores políticos e/ou morais que justificam sua aplicação. Entre os topoi mais frequentemente invocados pelos formalistas encontramos o valor da estabilidade e previsibilidade (necessidade de preservação da segurança jurídica), o valor da democracia (respeito às decisões dos representantes populares, mesmo quando aparecem equivocadas) e o valor da ordem social (dever de obediência ao direito vigente para evitar os males da anarquia).

Sabendo que existem valores por detrás da mais formalista das decisões jurídicas, parece preferível evitar rótulos polêmicos e realizar uma discussão técnica sobre a solução metodologicamente indicada ou um debate político sobre o valor que deve prevalecer em determinada situação.

REFERÊNCIAS

AARNIO, Aulis. Reason and authority. A treatise on the dynamic paradigm of legal dogmatics. Aldershot: Ashgate, 1997.

ALEXANDER, Lawrence. Law and formalism. Legal studies research paper series, n. 7-18, 2005.

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Medium 9788530934699

PARTE TRÊS - 19 - ZARATUSTRA

YOUNG, Julian Grupo Gen PDF

ZARATUSTRA

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Refúgio em Rapallo

Como acontece com frequência, o sofrimento causado pelo caso Salomé propagouse pelo lugar onde os fatos aconteceram. Nietzsche não suportou mais ficar na Alemanha1 e, como disse a Overbeck, “fugiu” para a Itália.2 Instalou-se por fim, como vimos, em Rapallo no final de novembro de 1882, onde permaneceu até o final de fevereiro do ano seguinte. Ele hospedou-se em um albergue à beira-mar em frente a palmeiras, com preços baratos em razão de estar fora de temporada.

Como seria previsível, sua saúde que até então estava ótima deteriorou-se a um ponto jamais visto. Com crises prolongadas de vômito, dor de cabeça, dores nos olhos e insônia – ele só conseguia dormir com altas doses de hidrato de cloral3– mais uma vez ficou extremamente deprimido. As palavras da mãe que ele era uma

“desgraça ao túmulo do pai” o atormentavam e o pensamento tentador do “cano de uma pistola”4 lhe vinha sempre à mente. Só sua missão, o compromisso predominante com sua “tarefa principal”, evitou o adeus definitivo a uma “vida de um sofrimento extremo”.5

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