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Medium 9788530939205

Parte I. Capítulo 3. Tabelas de Valores – Tautologias

HEGENBERG, Leônidas Grupo Gen PDF

Capítulo 3

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Tabelas de Valores – Tautologias

Sumário

Inicia-se, aqui, o estudo do cálculo sentencial. São apresentados os conectivos e as regras que permitem construir sentenças “complexas”

(moleculares) a partir de sentenças “simples” (atômicas) previamente dadas. São elaboradas as tabelas de valores, que permitem determinar o valor, verdade ou falsidade (V ou F) de sentenças moleculares, quando conhecidos os valores (V ou F) dos átomos constituintes. As tabelas são utilizadas para discutir a legitimidade dos argumentos.

Este capítulo é indispensável para uma boa assimilação do que segue. É particularmente importante para os leitores que desejam conhecer a lógica e utilizá-la como instrumento – sem aprofundar o assunto ou examinar as minúcias de alguns capítulos posteriores.

3.1. Preliminares

A lógica tem como um de seus objetivos a formulação de critérios que permitam uma análise da legitimidade dos argumentos – distinguindo argumentos legítimos e ilegítimos. Estudar lógica, portanto, parece um tanto paradoxal, no seguinte sentido: não se pode, aparentemente, estudar Lógica sem usá-la. Para construir uma “ciência do pensamento correto” é preciso pensar corretamente: se o estudo não caminhar sob a orientação da lógica, pode carecer de fundamento, transformando-se em algo arbitrário ou incoerente. A lógica, em certa medida, precede a si mesma.

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Medium 9788530944063

[8 = Mp XVII 3c. Verão de 1887]

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm Grupo Gen PDF

[8 = Mp XVII 3c. Verão de 1887]

[Primeiro livro: “o que é a verdade?”]

(Terceiro capítulo. A vontade de verdade.)

8 (1)

O problema da verdade.

A necessidade de crença é o maior empecilho à veracidade.

A vontade de verdade

A falsidade.

A falsidade inconsciente.

Todo e qualquer instinto soberano tem os outros instintos como seus instrumentos, como a sua corte, os seus bajuladores: ele nunca deixa que o chamem pelo seu feio nome: ele não tolera nenhum outro elogio, no qual ele não seja concomitante e indiretamente elogiado.

Em torno de todo e qualquer instinto soberano se cristalizam todos os elogios e as censuras em geral em uma ordem fixa e em uma etiqueta.

Essa é uma causa da falsidade.

Todo e qualquer instinto que aspira ao domínio, mas se encontra sob um jugo, precisa para si, para o apoio de sua autoestima, para o seu fortalecimento, de todos os belos nomes e valores reconhecidos: de tal modo que ele se aventura na maioria das vezes sob o nome do “senhor” que é por ele combatido, do qual ele quer se livrar. (Por exemplo, sob o domínio de valores cristãos, o desejo carnal ou a avidez por poder)

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Medium 9788530939205

Parte I. Capítulo 9. Informações Adicionais e Exercícios

HEGENBERG, Leônidas Grupo Gen PDF

Capítulo 9

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Informações Adicionais e Exercícios

Sumário

Este capítulo contém algumas informações adicionais, de relativo interesse. Apresenta-se a chamada “notação polonesa” (sem parênteses), fala-se rapidamente das falácias, comenta-se alguma coisa das chamadas lógicas “não clássicas” (polivalentes e modais) e reserva-se uma seção para exercícios de revisão, abrangendo praticamente toda a matéria exposta.

9.1. A notação polonesa

Os parênteses eram indispensáveis para a caracterização das fórmulas – escritas da maneira por que o foram nesta apresentação. Sem embargo, é possível caracterizar as fórmulas de modo a evitar-se por completo o uso dos parênteses. Isso se consegue por meio da “notação polonesa”, preferida por alguns autores (entre os quais, p. ex., está Prior). Torna-se oportuno, em consequência, ganhar uma ideia acerca desta outra maneira de apresentar as fórmulas.

Os parênteses podem ser eliminados quando a definição de fórmula é assim colocada:

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Medium 9788536325286

1. Filosofia como amor do destino

Haase, Ullrich Grupo A - Artmed PDF

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Filosofia como amor do destino

Seus educadores não podem ser nada além de seus libertadores. E esse

é o segredo de toda educação (...) ela é uma libertação, um retirar todas as ervas daninhas, detritos e vermes que ameaçam saborear as tenras sementes das plantas; ela é emanação de luz e calor, queda amorosa de chuva à noite, ela é emulação e adoração da natureza. (1/341)

O que é a filosofia? Podemos simplesmente presumir que a tarefa da filo­ sofia é representar o verdadeiro estado de coisas do mundo por meio de juízos afirmativos, positivos. Eles são positivos à medida que se diz o que uma coisa

é, em vez de se dizer o que uma coisa não é, e eles são afirmativos dado que silenciosamente se acrescenta que se acredita em sua verdade. Assim, quando alguém diz, por exemplo, “[eu creio que] a água ferve a 100º Celsius”, está dizendo com isso algo de verdadeiro acerca da água. Embora estender uma tal concepção a todas as várias questões da filosofia, quer elas sejam de natureza moral, investiguem a natureza do conhecimento ou afirmem a existência de

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Medium 9788536313696

3. A Filosofia como Biologia: Explicações evolucionista sem filosofia

Carel, Havi Grupo A - Artmed PDF

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A FILOSOFIA

COMO BIOLOGIA

Explicações evolucionistas em filosofia

Bence Nanay

Introdução

A assim chamada abordagem evolucionista está se tornando cada vez mais popular em vários ramos da filosofia. Explicações evolucionistas são com freqüência usadas não apenas na filosofia da mente (conteúdo mental, consciência), na ética (altruísmo, responsabilidade) e na epistemologia

(epistemologia evolucionista), mas também em estética e filosofia política

(teoria dos memes). A proposta geral é que, já que os seres humanos evoluíram da mesma maneira que outros animais, a mente humana, a linguagem, o conhecimento, a sociedade, a arte e a moralidade deveriam ser todas examinadas como fenômenos biológicos. Uma vez que a evolução desempenha um papel crucial na explicação dos fenômenos biológicos, há boas razões para supor que isso também seja verdadeiro para as faculdades humanas supramencionadas.

Se queremos avaliar os méritos dessa abordagem já bem difundida, há uma forte necessidade de uma análise filosófica da natureza das explicações evolucionistas usadas nesses argumentos filosóficos. Na primeira parte deste capítulo, começo analisando a estrutura geral das explicações evolucionistas: nelas não há restrições quanto ao explanandum (o que está sendo explicado), mas o explanans (por meio do qual o explanandum

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