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Medium 9788530939205

Parte II. Capítulo 5. Principais Teoremas

HEGENBERG, Leônidas Grupo Gen PDF

Capítulo 5

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Principais Teoremas

Sumário

Conhecidos os axiomas e as regras de inferência do cálculo de predicados, podem ser apresentados numerosos teoremas desse cálculo. Seria exagero organizar lista que contivesse todos os resultados que

(por algum motivo) poderiam ser de interesse. Sem embargo, é viável reunir cerca de 30 resultados considerados fundamentais. Os teoremas serão inicialmente apresentados em sua “forma simples”, com apenas um quantificador, empregando-se, para isso, a versão (Seção 4.3, capítulo anterior) usual do cálculo de predicados, isto é, a Versão 4. Em seguida, são apresentados teoremas com dois quantificadores, ainda segundo esta Versão 4. Resultados gerais são apresentados, enfim, mas já adotando a Versão 2, para variar um pouco a abordagem.

5.1. Observações gerais

No cálculo sentencial (como se recordará1), a “dedução natural” foi apresentada depois de falar da dedução “estrita”. Ao lado dos axiomas e da regra modus ponens foram, a seguir, introduzidos o teorema da dedução, a técnica de demonstração por absurdo e, enfim, todas as regras “derivadas”, como a do silogismo disjuntivo, do dilema construtivo, da simplificação, e assim por diante.

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Medium 9788536309125

Capítulo 2. Realismo, referência e mundos possíveis

Christopher Norris Grupo A PDF

2Epistemologia59Realismo, referência e mundos possíveisIEste capítulo resume minha discussão dos debates atuais envolvendo realismo epistemológico e anti-realismo. Entretanto, ele também marca uma mudança de ênfase do modo de abordar esses problemas – inspirado emDummett – em termos marcadamente lógico-semânticos (e metafísicos), para uma abordagem mais focalizada sobre a questão de saber como o conhecimento se acumula nas diversas áreas de investigação científica ou de outro tipo. Além disso, eu acrescentaria um aspecto especificamente metafísico do tipo de argumentos envolvidos, visto que eles têm relação não apenas com os modos e meios de aquisição de conhecimento, mas, também, com questões que dizem respeito à natureza básica da realidade física, à capacidade que a inteligência humana tem de apreendê-la, bem como ao alcance e aos limites da conjetura racional em tais áreas especulativas do pensamento. Sob esse aspecto, a filosofia ainda lida com problemas legados por Kant em sua grande tentativa – na Crítica da Razão Pura – de demarcar o limite entre a esfera do entendimento cognitivo (na qual intuições sensíveis devem ser

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Medium 9788520432594

5. Helena, o resgate da honra perdida

Susana de Castro Manole PDF

capítulo 5

Helena, o resgate da honra perdida

Em Helena, Eurípedes revisita a história do rapto de Helena dando-lhe outra interpretação. Na versão apresen­tada na peça, Helena não teria sido sequestrada por Páris, como é dito na Ilíada. Na verdade, chateada por ter sido preterida por Afrodite na disputa de beleza entre as deusas (Atena, Hera e Afrodite), Hera substitui a verdadeira Helena, prêmio de Páris por ter escolhido

Afrodite, por um simulacro (eidolon) de Helena: mas Hera, despeitada por não ter vencido as outras deusas, encheu de vento as minhas núpcias para Alexandre e dá-lhe não a minha pessoa, mas uma imagem viva, em tudo semelhante a mim, que ela formou de bruma, e entrega-a ao filho do rei Príamo

(vv. 30- 35).

A verdadeira Helena é embarcada em segurança por

Zeus, seu pai, para o Egito, onde vive durante toda a guerra de Troia sob a proteção do rei Proteu.

as mulheres das tragédias gregas: poderosas?

Figura 21.  A perseguição de Teseu. Vaso de aproximadamente 440-430 a.C. Museu do Louvre, Paris.

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Medium 9788530934699

PARTE DOIS - 6 - BASILEIA

YOUNG, Julian Grupo Gen PDF

BASILEIA

6

Basileia em 1870

Nietzsche chegou à estação de trem de Basileia em 19 de abril de 1869 para assumir seu novo cargo na universidade. A cidade que o recebeu estava em um processo lento, e de alguma forma relutante, de abrir-se ao mundo moderno com a demolição da muralha medieval. Em 1844 a cidade construiu um portão que permitiu a conexão ferroviária com Estraburgo, a primeira linha ferroviária da Suíça. Porém, fechavam-no à noite por decisão do conselho administrativo da cidade, a fim de que os cidadãos não fossem incomodados pela vibração do movimento dos trens e, assim, que “pudessem dormir o sono dos justos”. Mais tarde, construíram mais portões ao longo dos 20 anos seguintes para proporcionar mais conexões ferroviárias, mas continuavam fechados à noite e eram controlados pela polícia durante o dia.

Entretanto, mesmo diante dos protestos dos pequenos negociantes que temiam que uma cidade aberta arruinasse seus negócios, a demolição total da muralha começou e só três portões foram preservados como monumentos medievais.

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Medium 9788521610397

15. A TENDÊNCIA DA ACUMULAÇÃO CAPITALISTA

MARX, Karl Grupo Gen PDF

15. A TENDÊNCIA DA ACUMULAÇÃO CAPITALISTA*

Qual a tendência da acumulação primitiva do capital, ou seja, sua gênese histórica? Na medida em que ela não é simplesmente a transformação direta de escravos e servos em assalariados – em consequência uma simples mudança de forma –, não é outra coisa senão a expropriação do produtor direto, quer dizer, a dissolução da propriedade privada fundada no trabalho pessoal.

A propriedade privada do operário sobre os meios de produção é a condição necessária da pequena indústria, e esta é a condição necessária do desenvolvimento da produção social e da livre individualidade do próprio operário. É verdade que esse modo de produção existe também na escravidão, na servidão e outros regimes de dependência. Mas ele não prospera, não libera toda a sua energia e não adquire a forma clássica adequada senão onde o operário é livre proprietário pessoal das condições de trabalho que ele mesmo determina; o camponês possui a terra que cultiva, o artesão o instrumento que maneja com talento. Esse modo de produção pressupõe a fragmentação do solo e dos outros meios de produção. Assim como exclui a concentração dos meios de produção, exclui também a cooperação, a divisão do trabalho no mesmo processo de produção, o domínio e regulamentação da natureza pelo homem, o livre desenvolvimento das forças limitadas estreita e naturalmente. Querer eternizá-lo seria decretar a mediocridade geral. A partir desse momento agitam-se, no seio da sociedade, forças e paixões que se sentem sufocadas por ele. É preciso que ele seja aniquilado, e ele o é, efetivamente.

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