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Medium 9788573074826

38 Insight – Elaboração – Cura

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

C A P Í T U L O

38

Insight – Elaboração –

Cura

3.

4.

A atividade interpretativa do psicanalista leva aos insights do analisando, sendo que a lenta elaboração desses é que vai possibilitar a obtenção de mudanças psíquicas, objetivo maior de qualquer análise. A importância do insight no processo curativo de um tratamento analítico justifica que se pormenorizem e discriminem algumas de suas particularidades. Assim, proponho uma diferenciação na qualidade do insight, segundo a escala a seguir:

1.

2.

Insight intelectivo. Neste caso, talvez não se justifique o uso do termo insight, tendo em vista que, enquanto intelectivo, ele não só é inócuo como pode ser prejudicial em alguns casos, como é, por exemplo, a possibilidade de que venha unicamente a reforçar o arsenal defensivo de pacientes que são marcantemente intelectualizadores, como, por exempo, os obsessivos ou narcisistas.

Insight cognitivo. Cognição não é o mesmo que intelectualização; antes, refere-se a uma clara tomada de conhecimento, por parte do paciente, de atitudes e características suas, que até então estavam egossintônicas. É muito comum que a aquisição deste nível de insight venha seguida da pergunta por parte do paciente: “e agora, o que

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Medium 9788536324548

10. Reunindo Tudo

Wilson, Barbara A. Grupo A - Artmed PDF

184

Barbara A. Wilson

Tabela 10.1

Dez dicas para a memória

Tenha calma

1. Tente não fazer muitas coisas de uma vez.

2. Evite situações estressantes, pois a ansiedade e o cansaço podem afetar a memória. Seja positivo e faça intervalos regulares.

3. Não fique chateado se você esquecer algo. Mantenha-se calmo e pense nas conexões que podem refrescar a memória.

Seja organizado

4. Mantenha uma rotina fixa com tarefas e compromissos em horários e dias determinados.

5. Seja sistemático: tenha um lugar para todas as coisas e coloque-as de volta em seu lugar.

Coloque etiquetas nas gavetas e arquivos.

Concentre-se mais

6. Se você tiver que fazer alguma coisa, não deixe para depois: “Faça ou perca”.

7. Tente não deixar sua mente vagar: mantenha o foco.

8. Se você tiver que lembrar algo como um recado ou um nome, tente relembrá-lo em intervalos regulares.

9. Tente encontrar significado para as coisas que você tem que lembrar (p. ex., fazendo associações ou relacionando as coisas).

Use auxílios de memória

10. Use auxílios de memória como quadro branco, adesivos post-it, cadernos, agendas, calendários, telefone celular e alarmes para ajudar a lembrá-lo dos recados e das coisas a fazer na hora certa.

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Medium 9788527731546

78 - Dependência Química na Visão Cognitiva

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF

78

Dependência Quí­mica na

Visão Cognitiva

Selma Bordin

Histórico da abordagem

Embora a humanidade sempre tenha recorrido ao uso de substâncias psicoativas para diversas finalidades, o aumento de seu consumo nas últimas décadas se tornou um grande problema de saú­de pública. O II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), rea­li­zado pela Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas (UNIAD) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas

(INPAD), publicado em 2014, refere que 10,48% da população brasileira masculina e 3,63%  da feminina são dependentes de ál­cool e que a população que consumiu ál­cool na forma binge (5 ou mais doses para homens e 4 ou mais para mulheres) aumentou de 45% para 59% de 2006 para

2012.1 Segundo o mesmo levantamento, 16,9% da população é fumante, 3,4% dos adolescentes e 2,5% dos adultos haviam fumado maconha no

último ano, 1,6% dos adolescentes e 1,7% dos adultos haviam utilizado cocaí­na no último ano e

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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 19 - O vitimizador

SEIXAS, Maria Rita D'Angelo; DIAS, Maria Luiza (orgs.) Grupo Gen PDF

CAPÍTULO

19

O vitimizador

Maher Hassan Musleh

Era uma vez um menino que um dia resolveu se tornar psicólogo e se dedicar à pesquisa.

Sempre teve uma vida cheia de emoções e paixões que fizeram dele alguém muito dedicado a tudo aquilo que pretendia realizar. Naquele dia em que escolheu seu destino profissional, percebeu que seu desejo era tentar entender a complexidade de vida, para posteriormente poder explicar para outras pessoas questões relacionadas, principalmente,

à violência que desde a tenra infância observou. Infelizmente, durante muito tempo, presenciou guerras entre grupos em permanente conflito.

Ao mesmo tempo em que via a violência que o ameaçava, percebia que sua existência decorria do amor que unira um homem e uma mulher: uma mãe brasileira descendente de palestinos e um pai palestino. Por causa de seu pai palestino, com menos de dois anos de idade, em 1971, mudou-se de São Paulo, onde nascera, para ir morar no Líbano, terra que seu pai escolhera para viver. Era uma terra muito diferente daquela em que nasceu e que mal conhecia. Ao chegar a esse lugar, iniciou-se uma guerra civil que durou cerca de vinte e um anos; viveu lá durante longos e tenebrosos quinze anos.

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Medium 9788536326351

ANEXO II - INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DE SINTOMAS EM PACIENTES COM TRANSTORNO DE TIQUES E TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO

Hounie, Ana Gabriela Grupo A - Artmed PDF

Tiques, Cacoetes, Síndrome de Tourette

251

ANEXO

II

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

DE SINTOMAS EM PACIENTES

COM TRANSTORNO DE

TIQUES E TRANSTORNO

OBSESSIVO-COMPULSIVO

MARINA TOSCANO DE OLIVEIRA

ANA GABRIELA HOUNIE

MARIA CONCEIÇÃO DO ROSÁRIO

E

mbora a psiquiatria tenha evoluído a passos largos nas últimas décadas, até o presente momento não existem marcadores biológicos para identificação e diagnóstico da grande maioria dos transtornos presentes na prática clínica. Sendo assim, os diagnósticos são clínicos, com base na avaliação detalhada de todos os sinais e sintomas, da psicopatologia, da história patológica pregressa pessoal e familiar, e, finalmente, no julgamento do médico.

Estudos realizados nos anos 1960 e 1970 evidenciaram enormes variações que ocorrem quando diferentes avaliadores atribuem diagnósticos clínicos a um mesmo grupo de pessoas.1 Entre as mais diversas causas dessas variações estavam diferenças em relação à maneira de se obter as informações dos indivíduos avaliados. Por esse motivo, a partir de então foi desenvolvida uma série de instrumentos de avaliação padronizados, como escalas, questionários, inventários e entrevistas, na intenção de se aprimorar a concordância* entre diferentes clínicos e possibilitar a comparação de resultados obtidos para cada paciente, em momentos diversos da evolução.

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Medium 9788536311166

3 O primeiro dia de “aula” de minha vida

Zimerman, David Grupo A - Artmed PDF

VIVÊNCIAS DE UM PSICANALISTA

23

O PRIMEIRO DIA DE

“AULA” DE MINHA VIDA

Eu tinha aproximadamente 6 anos, estava brincando, tal como um arqueólogo, de cavoucar na terra para descobrir tesouros no pomar que havia nos fundos de nossa casa. Subitamente, apareceu a minha mãe, trazendo nas mãos um uniforme de calça curta azul e blusa branca, dizendo que, conforme tínhamos combinado, chegara a hora de ela me levar ao colégio Israelita, que ficava bem pertinho de nossa casa. De fato, eu já não continha mais a vontade de me alfabetizar, para poder acompanhar meus irmãos mais velhos na escrita e na leitura. Tomei banho, vesti o uniforme (fiquei orgulhoso ao me ver no espelho) e, em um misto de vibração e medo, acompanhei minha mãe até a escola, que, então, ficava nos fundos da sinagoga. Ela me perguntou se eu concordava em voltar sozinho para casa após o término da aula, e eu concordei. Era só dobrar uma esquina e caminhar um pouco; naquela época era raríssima a presença de automóveis; o que, de longe, predominava, era o movimento de carroças.

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Medium 9788521611295

Capítulo 24 - Roubar e Dizer Mentiras

WINNICOTT, D.W. Grupo Gen PDF

CAPÍTULO 24

Roubar e Dizer Mentiras

A que teve diversos filhos sadios sabe que cada um deles apresentou profundos problemas, repetidas vezes, especialmãe

mente entre os dois e quatro anos de idade. Um dos filhos teve um período de gritos noturnos de intensidade bastante severa, de modo que os vizinhos pensaram estar sendo a criança maltratada. Outro recusou-se terminantemente a ser treinado em hábitos de asseio. Um terceiro era tão asseado e bom que a mãe ficava preocupada não fossem faltar à criança a espontaneidade e a iniciativa pessoal. Ainda outro era sujeito a terríveis explosões de cólera, talvez batendo com a cabeça contra obstáculos e retendo a respiração até a mãe ficar completamente fora de si, e a criança ficar com o rosto azulado, tão próximo quanto possível de uma convulsão. Uma longa lista poderia ser elaborada desse tipo de coisas que acontecem naturalmente no decorrer da vida de família. Uma dessas coisas desagradáveis que sucedem e que por vezes dão lugar a dificuldades especiais

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Medium 9788536327549

23. Situações e relações difíceis

De Marco, Mario Alfredo Grupo A - Artmed PDF

23

Situações e relações difíceis

MARIO ALFREDO DE MARCO

CONSULTAS E ENCONTROS DIFÍCEIS

Como vem ficando claro ao longo dos capítulos, toda relação humana envolve dimensões e níveis de complexidades variáveis, muitos dos quais escapam ao nosso conhecimento e controle. A aceitação desse fato é importante para que tenhamos presente que a relação entre o profissional e seus pacientes é muito mais que uma mera atuação técnica: é uma interação humana complexa que envolve a mobilização de intensas manifestações emocionais, as quais podem perturbar a relação e a objetividade. Isso tem determinado um interesse pelo aprofundamento das intervenções e das pesquisas neste campo.

Entre os temas de interesse no estudo da relação, um tópico importante que vem recebendo atenção crescente na prática médica é o chamado paciente difícil.

Os médicos reportam um entre seis pacientes como difíceis. Uma estimativa

(Hahn, 2001) aponta que em 10 a 20% das consultas ocorrem essas situações. Isso pode significar três ou quatro consultas desagradáveis em um dia completo de trabalho (Kroenke, 2009).

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Medium 9788536321318

Capítulo 13 - TRANSTORNOS DO CONTROLE DOS IMPULSOS

Landeira-Fernandez, J. Grupo A - Artmed PDF

capítulo 13

TRANSTORNOS

DO CONTROLE

DOS IMPULSOS

O conceito de impulso vem da física e está relacionado ao esforço necessário para colocar um corpo em movimento. Matematicamente, um impulso “I” pode ser expresso pela fórmula “I = F.t”, onde “F” é a força aplicada sobre o corpo e “t”, o tempo de atuação da força. Em neurofisiologia, utiliza-se o termo impulso nervoso para descrever um sinal elétrico que é transmitido ao longo de um neurônio. Em psicologia, impulso representa uma força motivacional capaz de dar origem a um comportamento. Além do impulso, processos relacionados com a volição (ou vontade) são importantes para a ocorrência de uma ação.

Dentro desse modelo, o impulso representa o aspecto emocional relacionado à força que impele o indivíduo à ação. A volição, por sua vez, representa o componente cognitivo responsável pelo processo de escolha entre várias possibilidades de ação. Assim, embora a ausência de um impulso impossibilite uma ação, são as etapas do processo volitivo que determinam como o indivíduo irá agir.

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Medium 9788527731232

7 - Sexualidade na Vida Adulta

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF

7

Sexualidade na

Vida Adulta

Cintia Pereira

Pontos-chave:

• O comportamento sexual na fase adulta manifesta-se como resultado de in­fluên­ cias vividas desde a concepção, vida intrauterina, infância e adolescência

• O momento sociocultural em que o in­di­ví­duo está inserido pressupõe comportamentos específicos, que variam com o tempo e os modelos sociais

• O comportamento sexual norteia códigos sociais e morais que passam por esferas políticas, religiosas, artísticas e tantas mais.

O que é ser adulto

É importante a compreensão do que significa “ser adulto” para que o comportamento sexual nessa fase possa ser analisado. Considerar a vida adulta uma categoria social é entender que esta implica problemas e características próprias.

O conceito tradicional de adulto-padrão assenta-se na ideia de que se possam alcançar maturidade e rea­li­zações definitivas. Nesse modelo, “ser adulto” está diretamente vinculado ao in­ di­ ví­ duo que constitui família própria, o que significa dizer que se casa, tem filhos e tem uma atividade profissional definida, com independência financeira e residencial.

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Medium 9788527718721

CAPÍTULO XXIV Adolescentes em Situação de Acolhimento Institucional: Um Estudo Sobre Abandono

MORATO, Henriette Tognetti Penha; BARRETO, Carmem Lúcia Brito Tavares; NUNES, André Prado Grupo Gen PDF

XXIV

CAPÍTULO

ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE

ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL: UM

ESTUDO SOBRE ABANDONO*

Severino Ramos Lima de Souza** • Henriette Tognetti Penha Morato*** • Cristina Maria Souza Brito Dias***

INTRODUÇÃO

Há aproximadamente duas décadas temos nos dedicado ao trabalho de atenção psicológica a crianças e adolescentes abandonados em uma instituição pública no estado de Pernambuco. Ao longo desses anos, o contato direto com essa população foi aprofundando dúvidas, incertezas e inquietações a respeito de tudo o que compunha a nossa prática profissional: nosso modo de ser, nosso modo de fazer, de pensar, sentir... Mas, por outro lado, aguçou o desejo e a coragem para mergulharmos nesse mar sem fim de dúvidas e incertezas para tentarmos, nesse mergulho, visualizar alguma possibilidade de ancoragem.

Com essa intenção, entre os anos de 1999 e 2001 resolvemos ingressar no Programa de Mestrado em Psicologia Clínica da Universidade Católica de Pernambuco

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Medium 9788541202749

CAPÍTULO 2 - A cultura de paz e o papel do cuidador familiar

SEIXAS, Maria Rita D'Angelo; DIAS, Maria Luiza (orgs.) Grupo Gen PDF

CAPÍTULO

2

A cultura de paz e o papel do cuidador familiar

Maria Rita D’Angelo Seixas

Palavras são janelas ou são paredes.

Elas nos condenam ou nos libertam.

Quando eu falar ou quando eu ouvir,

Que a luz do amor brilhe através de mim.

Ruth Bebermeyer

Este capítulo pretende divulgar o alto índice de violência doméstica na sociedade brasileira e suas conse­quências psicossociais. Atribui esta deturpação das funções familiares a um processo sistêmico que é gerado e ao mesmo tempo gera uma Cultura da Violência. Discute o novo conceito de

Paz e afirma que a única forma de superar a violência é construir-se uma Cultura da Paz, processo lento e apaixonante. Finalmente, fala sobre alguns recursos que o Terapeuta

Familiar pode utilizar, para colaborar com essa construção, para que a terapia familiar seja mais eficaz no trabalho contra a violência: trabalhar nos três níveis de prevenção; desenvolver conhecimentos sobre Comunicação não Violenta; desenvolver a paz interior e trabalhar em rede.

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Medium 9788520433904

7. Responsabilidade: estar desabonado do inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF

7. R ES P ON SA B I L I DA D E:

ES TA R DESA B O N A D O D O

IN CO N SCI E N TE

Os conceitos de Responsabilidade e Inconsciente pouco fo-

ram articulados pelos pós-freudianos. No entanto, defendemos aqui que sua articulação é fundamental à psicanálise na medida em que constitui sua ética, realçada por Jacques Lacan.

Nos capítulos iniciais deste trabalho, mostramos como Freud responsabilizava o sujeito através da assunção do conteú­do inconsciente, que assim descobria-se dividido, castrado.

Há em Freud (1925/1976, p. 163) uma referência especialmente significativa sobre essa forma de responsabilidade, em um artigo que contém o termo no próprio título: “Responsabilidade moral pelo conteúdo dos sonhos”. Nesse escrito, ele não detalha em que consiste a responsabilidade proporcionada pelo seu trabalho analítico, mas aponta de forma sufi14 1

cientemente clara que a responsabilidade implicada em uma análise inclui a responsabilidade que o ego reconhece – ou seja, a responsabilidade comunicável, moral, social ou jurídica

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Medium 9788527727921

3. Avaliação de Sujeitos que Sofreram Queimaduras | Contribuições Psicanalíticas ao Estudo da Violência e ao Protocolo Médico

SANTOS, Niraldo de Oliveira; LUCIA, Mara Cristina Souza de Grupo Gen PDF

Avaliação de Sujeitos que

Sofreram Queimaduras |

Contribuições Psicanalíticas ao Estudo da Violência e ao

Protocolo Médico

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Celeste Imaculada Conceição Gobbi

Partimos da premissa de que sofrer queimaduras exerce uma força tal no psiquismo que este se desorganiza, às vezes, de uma forma passível de elaboração, e outras não. O corpo marcado por queimaduras e limitado fisicamente, mesmo que temporariamente, lembra, tanto para as crianças como para seus pais, que a morte existe.

Para alguns, especialmente aqueles em que a queimadura está associada a uma situação de violência, faltam palavras, mas sobram silêncios e dores mudas, tão ou mais difíceis do que as do tratamento médico. Este reconhecimento, de falta e de excesso, vem provocando uma série de questões na nossa prática clínica com estes sujeitos, seus pais e/ou cuidadores e sobre nossa atuação em equipe multiprofissional. Uma delas é sobre a consideração das primeiras entrevistas como momento de “avaliação ímpar” para identificação de traumas associados, especialmente em crianças que sofreram queimaduras vinculadas a situações violentas.

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Medium 9788536305738

Parte II - PSICANÁLISE E PSICOTERAPIAS: ESCLARECIMENTOS

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

Parte II

PSICANÁLISE E PSICOTERAPIAS:

ESCLARECIMENTOS

O que é, de fato, a psicanálise?

57.

Freud criou este termo e fundou essa ciência que já ultrapassou um século de existência e se mantém com bastante vitalidade, não obstante ela venha sofrendo profundas transformações em seus fundamentos metapsicológicos, teóricos, técnicos e clínicos. Na criação do termo “psicanálise”, o gênio de Freud certamente inspirou-se na química, tal como comprova a etimologia da palavra “análise” que deriva dos étimos gregos “aná” (partes) + “lysis” (decomposição, dissolução). Freud definiu o que é psicanálise com os seguintes itens: 1. Um procedimento para a investigação dos processos mentais que, de outra forma, são praticamente inacessíveis. 2. Um método baseado nessa investigação para o tratamento de transtornos neuróticos. 3. Uma série de concepções psicológicas adquiridas por esse meio e que se somam, umas às outras, para formar progressivamente uma nova disciplina científica. 4. Posteriormente, ele sublinhou que os seus pilares teóricos e técnicos imprescindíveis eram: a existência do inconsciente dinâmico, o complexo de Édipo, a repressão, a resistência, a transferência e a interpretação.

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