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Medium 9788536301075

22. Empatia

Nabuco de Abreu, Cristiano Grupo A PDF

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Empatia

Eliane Falcone

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Estudos que investigaram os efeitos sociais da empatia (Brems, Fromme e Johnson,

1992; Burleson, 1985; Davis e Oathout, 1987;

Ickes e Simpson, 1997; Long e Andrews, 1990) sugerem que as pessoas empáticas despertam nos outros afeto e simpatia, são mais populares e ajudam a desenvolver habilidades de enfrentamento, bem como reduzem problemas emocionais e psicossomáticos nos amigos e familiares. Além disso, a empatia é preditiva de ajustamento marital, contribuindo para a satisfação no relacionamento conjugal (Davis e

Oathout, 1987; Ickes e Simpson, 1997). Os indivíduos empáticos comportam-se de tal maneira que tornam as relações mais agradáveis, reduzindo o conflito e o rompimento (Davis,

1983). A habilidade de “ler” e valorizar os pensamentos e os sentimentos das outras pessoas

é o que provavelmente torna esses indivíduos mais bem-sucedidos em suas relações pessoais e profissionais (Ickes, 1997).

A empatia manifestada pelo terapeuta e os seus efeitos na mudança do cliente também têm sido objeto de uma variedade de estudos que apontam ser essa habilidade de interação necessária para a eficácia do tratamento (Barrett-Lennard, 1993; Carkhuff, 1969;

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Medium 9788536327822

27. O ENVOLVIMENTO DE INSTITUIÇÕES, GRUPOS E PESSOAS PARA O CONTROLE DO TABAGISMO

Corrêa da Silva, Luiz Carlos Grupo A PDF

LUIZ CARLOS CORRÊA DA SILVA | ALBERTO JOSÉ DE ARAÚJO

Durante o século XXI, o controle do tabagismo evoluirá de maneira gradual e dependerá principalmente de uma atuação integrada, por meio de uma grande rede em que todos acreditem que esse seja um dos principais caminhos para uma vida melhor e cada um faça sua parte. Um pouco de cada um já será bastante!1

A ÁREA DA SAÚDE E SEUS PROFISSIONAIS PRECISAM

ENVOLVER-SE CADA VEZ MAIS NO CONTROLE DO TABAGISMO

Observações recentes mostram que os acadêmicos de medicina recebem poucas informações e quase nenhum treinamento sobre tratamento do tabagismo2-5 e que os médicos ainda envolvem-se relativamente pouco para que seus pacientes parem de fumar, por vezes preferindo prescrever medicamentos que terão maior custo e menor impacto na prevenção de desfechos e doenças do que teria a própria intervenção para a cessação do tabagismo. Ainda está por acontecer uma maior adesão e atuação dos médicos nesse setor.6

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C A P Í T U L O

O ENVOLVIMENTO DE

INSTITUIÇÕES, GRUPOS

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Medium 9788527730686

5 - Alterações Cognitivas e Comportamentais Associadas aos Acidentes Vasculares Cerebrais

MIOTTO, Eliane Correa; LUCIA, Mara Cristina Souza de; SCAFF, Milberto Grupo Gen PDF

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Alterações Cognitivas e Comportamentais

Associadas aos Acidentes

Vasculares Cerebrais

Eliane Correa Miotto e Milberto Scaff

Introdução

As doenças cerebrovasculares, também conhecidas como acidentes vasculares cerebrais

(AVC) ou doenças encefalovasculares, são alterações transitórias ou definitivas de áreas encefálicas associadas à isquemia, ao sangramento ou ao processo patológico de um ou mais vasos encefálicos. De acordo com o Ministério da Saúde e últimos indicadores, o

AVC representa a maior taxa de mortalidade no Brasil em relação às outras doenças.

Pesquisa realizada no município de São Paulo sugere que o AVC é a causa de morte mais comum a partir dos 60 anos.1

Historicamente, estudos focados na cognição após AVC tinham como objetivo a investigação da progressão das alterações cognitivas para quadros demenciais considerando-se a relação entre aumento de lesões, passagem de tempo e demência vascular.

Recentemente, o foco das investigações tem se expandido para os quadros agudos de

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Medium 9788536326368

6. “Transtornos do Desejo” ou Oportunidades para Intimidade Erótica Ideal?

Leiblum, Sandra R. Grupo A PDF

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“Transtornos do Desejo” ou

Oportunidades para

Intimidade Erótica Ideal?

Peggy J. Kleinplatz

Se você aspirar ao Céu, ganhará a Terra “de lambuja”

Se aspirar à Terra, perderá ambos.

–C. S. Lewis

Neste capítulo, Peggy J. Kleinplatz ilustra habilidosamente como a Psicoterapia Experiencial e suas visões peculiares das oportunidades propiciadas pela sexualidade são usadas para tratar queixas de desejo. Ela observa que, embora sua abordagem clínica enfatize o crescimento e a descoberta da personalidade (na presença do parceiro), os problemas sexuais em geral também são resolvidos.

Um dos aspectos significativos da terapia é o foco em alcançar a intimidade erótica ou, conforme descrição de Kleinplatz, a “interpenetração dos parceiros, incluindo seus desejos, esperanças, fantasias, sonhos e medos, por meio da sexualidade”, de modo que cada um possa ter acesso ao mundo interior do outro. A forma ideal de sexualidade – que a torna memorável – envolve ser totalmente presente, autêntico, vulnerável, muito conectado com o parceiro e disposto no âmbito emocional a correr riscos durante o sexo. Essa é a experiência subjetiva e erótica que é valorizada como meta terapêutica acima de qualquer índice objetivo de sexualidade

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Medium 9788536310367

8. Antipsicóticos na depressão bipolar

El-Mallakh, Rif S. Grupo A PDF

Antipsicóticos na depressão bipolar

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RIF S. EL-MALLAKH, M.D.

OS ANTIPSICÓTICOS ESTÃO ENTRE as medicações mais utilizadas na doença bipolar.

Em estudos com pacientes bipolares que receberam alta do hospital, 47 a 90% deles continuam tomando apenas antipsicóticos ou em combinação com estabilizadores do humor (Keck et al., 1996; Tohen et al., 2001). Os antipsicóticos são mantidos para 60 a 89% dos pacientes ambulatoriais por seis meses ou mais tempo (Keck et al., 1996; Ozerdem et al., 2001; Verdoux et al., 1996).

Até a introdução dos antipsicóticos de segunda geração, mais modernos, acreditava-se que os antipsicóticos não desempenhassem um papel terapêutico significativo na depressão bipolar, pois sempre se acreditou que os antipsicóticos de primeira geração produziam depressão ou um quadro clínico tipo depressivo.

ANTIPSICÓTICOS COMO PRÓ-DEPRESSORES

O efeito depressogênico de antipsicóticos de primeira geração é mais evidente em estudos de prevenção de recaída de longo prazo. Ahlfors e colaboradores

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Medium 9788527731232

31 - Relacionamentos Afetivos, Amorosos e Sexuais no Ciberespaço

DIEHL, Alessandra; VIEIRA, Denise Leite Grupo Gen PDF

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Relacionamentos Afetivos,

Amorosos e Sexuais no

Ciberespaço

Magda L. da Costa e Cristiano Nabuco de Abreu

Pontos-chave:

• A explosão da internet e os tipos de relacionamentos (afetivos, amorosos, e sexuais) advindos desse espaço virtual é um fato contemporâneo que ainda carece mais aprofundamento, estudos e observações

• O amor na era digital pode assumir os mais variados contornos, desde estar fundamentado na curiosidade, na provocação, na investigação ou, até mesmo, assumir um desenho mais erótico e compensador

• Mulheres e homens parecem se comportar diferentemente dentro deste espaço virtual no que diz respeito aos relacionamentos

• O paradigma das relações interpessoais no ciberespaço ampliou e diversificou a maneira como vários indivíduos percebem as relações e, principalmente, como se comportam dentro do espectro sexual.

Introdução

Da quase total obscuridade, a internet surgiu em nossas vidas. Iniciando-se como um meio de comunicação restrito a militares na época da Guerra Fria e, posteriormente, estendendo-se a acadêmicos e pesquisadores, hoje está na base de qualquer atividade humana que se possa imaginar.1 Interatividade é, sem dúvida, o recurso mais importante que distingue a internet de outros meios de comunicação de massa tais como jornais, TV e revistas. Os usuá­rios são participantes ativos em vez de recipientes passivos de comunicação. Ao ponto de encontro se dá o nome de ciberespaço.

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Medium 9788565848633

Capítulo 14 - Sistemas Inclusivos Sob a Ótica da Web Pragmática

Maria Cecília Calani Baranauskas; Maria Cecília Martins; José Armando Valente Grupo A PDF

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SISTEMAS INCLUSIVOS SOB

A ÓTICA DA WEB PRAGMÁTICA

Heiko Hornung

Julio Cesar dos Reis

Rodrigo Bonacin

N

este capítulo, é proposta uma abordagem para minimizar as barreiras de interação na web com relação a relevância e apresentação da informação.

Essa abordagem é denominada “design da interação na web pragmática”. Sob tal perspectiva, o foco de investigação muda de uma página web para as intenções de uma pessoa e as ações que as materializam: a web não é o fim da interação, mas media a interação entre pessoas. A web pragmática explora características que facilitam a criação de artefatos digitais mais relevantes e significativos para um conjunto maior de pessoas. Apresentando as características da interação na web pragmática e exemplificando estratégias envolvidas no design, pretende-se ilustrar novas possibilidades frente a sistemas inclusivos.

INTRODUÇÃO

Ao longo deste livro, foram apontadas experiências que incluem princípios e métodos de design, desenvolvimento, avaliação e características voltadas

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Medium 9788527730686

17 - Demência Frontotemporal

MIOTTO, Eliane Correa; LUCIA, Mara Cristina Souza de; SCAFF, Milberto Grupo Gen PDF

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Demência Frontotemporal

Valéria Santoro Bahia

Introdução

Passados mais de 100 anos da descrição original de Arnold Pick, a demência frontotemporal (DFT) é considerada a segunda causa mais frequente de demência degenerativa de início pré-senil, atrás apenas da doença de Alzheimer (DA).1-3

Rosso et  al.3 diagnosticaram 245 indivíduos com DFT na Holanda entre os anos de

1994 e 2002. A prevalência foi de 3,6 por 100 mil em indivíduos entre 50 e 59 anos; 9,4 por

100 mil entre 60 e 69 anos e 3,8 por 100 mil entre 70 e 79 anos. A duração média da doença era de 6,9 anos, e a média de idade de início era de 58 anos.

Nos EUA a prevalência estimada de DFT e afasia progressiva primária (APP) na faixa etária entre 45 e 64 anos foi de 15 a 22 por 100 mil pessoas/ano em 2011.4

Estudos de prevalência populacional realizados na América Latina demonstram a DFT como causa da demência em 1,5 a 2,8% dos casos em indivíduos acima de 55 a 60 anos.5

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Medium 9788536322117

5 O estudante de medicina e a morte

Mello-Filho, Julio de Grupo A PDF

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O ESTUDANTE DE MEDICINA E A MORTE*

Sérgio Zaidharf

Andrea Doria Batista

Jacques Bines

Luciana Rubinstein

Sandice – (...) deixe-me ficar algum tempo mais, estou na pista de um mistério.

Razão – Oue mistério?

Sandice – De dois, o da vida e o da morte; peço-lhe só uns dez minutos.

(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

Há uma brincadeira de crianças em que, ao soar a sirene de uma ambulância, uma delas (a que primeiro ouve a sirene ou a mais rápida) diz, tocando o corpo daquela que estiver mais próxima: “passa, morte, que eu tô forte”. Assim também fazem todas as crianças do grupo. A que não consegue passar a morte a nenhuma outra fica sendo a morta (até o próximo som de sirene, quando, rediviva, terá nova oportunidade de passá-la adiante).

Já que estamos constantemente “ouvindo sirenes de ambulância”, seja em nossos pacientes, seja em nós mesmos, e o recurso mágico de passá-la adiante e ficarmos fortes nem sempre funciona a contento, queremos propor uma brincadeira um pouco diferente: vamos deixar a morte conosco por algum tempo

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Medium 9788573078015

F

Zimerman, David Grupo A PDF

F

F [BION]

Essa letra, na Grade de BION, designa a sexta fileira, alusiva ao nível da capacidade de formação de conceitos.

FREUD que, numa correspondência com LOU

ANDREAS-SALOMÉ escreveu que “é preciso cegar-se artificialmente para se ver melhor”.

Essa analogia fica ainda mais clara com a metáfora de que “as estrelas somente são visíveis no escuro”.

Facho de escuridão (conceito de técnica) [BION]

Fairbairn, Ronald

Para BION, o cerne da psicanálise se constitui na busca de O (inicial de origem), ou seja, da verdade absoluta, da realidade última, e essa busca fica prejudicada caso a sensorialidade prevaleça sobre a sensibilidade intuitiva. Assim, ele afirma que o “desejo é uma intrusão no estado mental do analista, que esconde, disfarça e obscurece aquele aspecto do O que se mantém desconhecido e desconhecível. Este é o ponto escuro, que precisa ser iluminado pela cegueira”. BION (1970, p. 76) completa essa concepção com a seguinte frase: “Memória e desejo são iluminações que destroem o valor da capacidade do analista para observação, como a penetração da luz numa câmara destrói o valor do filme exposto”.

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Medium 9788582711811

Capítulo 27 | Transtornos do controle de impulsos

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF

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Transtornos do controle de impulsos

CAROLINA FARIAS DA SILVA BERNARDO

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

IMPULSIVIDADE

Por impulsividade entende-se a falha em resistir a um impulso, instinto ou tentação que é prejudicial à própria pessoa ou a outros. Nesses casos, o impulso se reveste de uma impetuosidade sem ponderação.

Seu início tende a ser súbito e transitório ou aumenta de forma gradual durante uma situação de tensão (Hollander, Posner, &

Cherkasky, 2006).

Uma pessoa com essa característica tende a agir de forma irrefletida ou impensada, reagindo no calor do momento por estar motivada para tal ou porque uma oportunidade se apresentou. Barratt e

Stanford (1995) sugerem que há uma falha na capacidade de planejamento das ações desses indivíduos. As pessoas que apresentam um quadro de impulsividade costumam exibir prejuízo nessa habilidade, a qual, em geral, vem acompanhada de importantes manifestações agressivas. Todavia, salienta-se que nem todo indivíduo impulsivo é agressivo. Porém, quando há presença de agressividade, ela, em regra, se manifesta de maneira intensa e desproporcional aos estímulos eliciadores (Serafim &

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Medium 9788565852951

Capítulo 26 - Direito autoral e o mito de que “caiu na rede é de graça”

Cristiano Nabuco de Abreu; Evelyn Eisenstein; Susana Graciela Bruno Estefenon Grupo A PDF

DIREITO AUTORAL E O MITO DE

QUE “CAIU NA REDE É DE GRAÇA”

DEBORAH FISCH NIGRI

VIVENDO ESSE MUNDO DIGITAL

C A P Í T U L O 2 6

A internet revolucionou o mundo! Clichê! Isso todos já sabem. A grande questão

é saber como tratar e lidar e, mais importante, diferenciar quais direitos se pretende proteger e quais informações podem circular livremente pela rede, sem qualquer embaraço. O assunto é extenso e palpitante. A tentação é grande para expor neste espaço tudo o que diz respeito aos vícios presentes da internet.

Vícios dos adultos e vícios dos adolescentes!

O uso da internet em larga escala, como vem se desenvolvendo nos últimos anos, nos faz refletir sobre a relação do ser humano com o computador. Quando se trata de crianças e adolescentes que ainda não têm maturidade para discernir sobre os benefícios e os malefícios desse meio de informação/comunicação, a questão fica ainda mais séria, e alguns questionamentos pontuais são inevitáveis:

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Medium 9788536302829

Capítulo 31 - Pacientes somatizadores

Zimerman, David E. Grupo A PDF

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MANUAL DE TÉCNICA PSICANALÍTICA

Pacientes Somatizadores

Quando o sofrimento não pode expressar-se pelo pranto, ele faz chorarem os outros órgãos.

W. Motsloy (médico)

Se você pensa positivamente, o seu sistema imunológico também responde positivamente.

CONCEITUAÇÃO

Sempre houve uma tendência – tanto no campo da filosofia quanto no da primitiva ciência médica – de separar o corpo da mente.

Mais especificamente no que se refere à psicanálise, ainda hoje muitos se perguntam se a doença psicossomática é um campo de saber à parte dos princípios psicanalíticos ou se estes

últimos representam uma extensão, um desenvolvimento e um novo campo mais abrangente da psicanálise, assim facilitando a compreensão e o manejo dos pacientes somatizadores.

O fato incontestável é que os psicanalistas têm sido os grandes fomentadores do movimento psicossomático, logo, de uma medicina integrada, holística e de uma visão humanística da existência.

O termo “psico-somático” (tal como está grafado, com um hífen nitidamente separador entre psique e soma) apareceu pela primeira vez na literatura médica há aproximadamente

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Medium 9788536326481

26. O uso dos recursos lúdicos na avaliação funcional em clínica analítico-comportamental infantil

Batista Borges, Nicodemos Grupo A PDF

O uso dos recursos lúdicos 26

na avaliação funcional

em clínica analítico­ ‑comportamental infantil

Daniel Del Rey

Assuntos do capítulo

> Avaliação funcional no trabalho clínico com crianças.

> Estratégias para identificação de comportamentos­‑alvo na clínica infantil.

> Estratégias para identificação de possíveis reforçadores na clínica infantil.

> Estratégias lúdicas para identificação da história de vida e condições atuais.

> Identificação e caracterização de controle por regras pré­‑estabelecidas.

Ao se propor uma intervenção comportamental infantil, é fundamental que se estruture uma avaliação funcional. Isso significa fazer um levantamento de comportamentos que serão alvos da intervenção e elaborar hipóteses sobre as variáveis que evocam ou eliciam determinadas respostas e sobre as consequências que as mantêm. É importante destacar, a princípio, uma distinção entre os termos análise funcional e avaliação funcional. Enquanto a análise funcional manipula variáveis antecedentes e consequentes à resposta em questão, para que as hipóteses sejam testadas, a avaliação funcional tem uma abordagem mais hipotética em relação a tais relações.

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Medium 9788536326467

13 - Famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social

Makilim Nunes Baptista Grupo A PDF

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Famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social

Silvia H. Koller

Clarissa De Antoni

Maria Elisa Fontana Carpena

introdução

Este capítulo tem como objetivo apresentar algumas ideias relacionadas às famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social. Agrega­‑se a essa situação também a vulnerabilidade pessoal, porque ela está intrinsecamente relacionada à anterior.

Uma criança poderá ser considerada em situação de vulnerabilidade social e pessoal quando seu desenvolvimento não ocorrer de acordo com o esperado para a sua faixa etária, segundo os parâmetros de sua cultura. A presença de fatores de risco externos ou internos, como físico (doenças genéticas ou adquiridas, prematuridade, problemas de nutrição, entre outros), social (exposição a ambiente violento ou a drogas) ou psicológico (efeitos de abuso, negligência ou exploração) pode determinar tal caracterização.

Eventos externos de risco relacionam­‑se

às condições adversas do ambiente no qual as crianças se desenvolvem. Estes podem ser riscos proximais (em microssistemas nos quais elas interagem face a face) ou distais (sistemas nos quais elas não estão presentes, mas que têm influência sobre elas – nível exo ou macrossistêmico). Os comportamentos de risco também podem expor as crianças à vulnera-

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