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Medium 9788536326498

12. Crianças em situação de rua: a desproteção como forma de violência

Habigzang, Luísa F Grupo A - Artmed PDF

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Crianças em situação de rua a desproteção como forma de violência

O presente capítulo enfoca a temática da violência relacionada ao contexto de crianças e adolescentes em situação de rua.

Submetidos a complexas formas de violência, os grupos populares urbanos no Brasil vivem em um contexto de políticas públicas que são, em grande parte, insuficientes e fragmentadas (Assis, Avanci, Pesce e Ximenes, 2009; Gregori, 2000). O contexto socioeconômico desfavorecido, em muitos casos, de real miséria, prejudica a condição das famílias e das comunidades cuidarem e atenderem as necessidades básicas para o desenvolvimento saudável de suas crianças e adolescentes. Uma das formas de expressão mais visível e violenta da pobreza é a situação de rua de crianças e adolescentes

(Rabinovich e Pasternak, 2004). A saída da sua comunidade para as ruas centrais da cidade, para os sinais de cruzamentos movimentados, torna visível a situação dessas crianças, que cotidianamente está oculta dentro das vilas e comunidades mais pobres. No espaço da rua, a violência se manifesta principalmente pela desproteção e abandono a que estão submetidas, com graves riscos para seu desenvolvimento, e pela

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Medium 9788536322117

4 Relação estudante de medicina-paciente

Mello-Filho, Julio de Grupo A - Artmed PDF

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RELAÇÃO ESTUDANTE DE MEDICINA-PACIENTE

Rodolpho Paulo Rocco

Recebe o estudante da instituição de ensino referências da relação com o enfermo que irá ser sua constante na prática pós-diplomação?

Somos daqueles que valorizam que quanto mais precoce esse tipo de ensino seja administrado, no currículo obrigatório ou em cursos eletivos, melhores e mais aptos serão os diplomados em Medicina.

Para tanto, interroga-se: existe disponibilidade temporal no currículo de graduação? Quem deve ensiná-la, quando e por quanto tempo? Que valor terá esse aprendizado no âmbito das instituições universitárias e nos trabalhos que o aluno executa em locais fora do controle da Escola Médica? Como e quem deve avaliá-lo sob esse aspecto?

Perguntas desse tipo nem sempre ensejam respostas objetivas e/ou definitivas e o propósito da monografia é apontar aspectos do problema e sugerir possíveis soluções.

O PACIENTE

Na realidade sócio-econômico-cultural em que vivemos, são muitos os doentes de que iremos cuidar com características próprias do grupo de que provêm, seus conceitos e preconceitos em relação aos sistemas de saúde vigentes e, em última instância, aos médicos e à equipe de saúde, onde deverá estar inserido o estudante de Medicina. Assim, este assistirá e participará dos eventos que se sucedem, muitas vezes passivamente até que, no decorrer do curso, ganhe segurança e conhecimentos para vôo próprio. O que costuma ocorrer no período do internato.

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Medium 9788536311203

2. A relação terapêutica: empirismo colaborativo em ação

Wright, Jesse H. Grupo A - Artmed PDF

Aprendendo a terapia cognitivo-comportamental

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A relação terapêutica

Empirismo colaborativo em ação

Uma das características atraentes da terapia cognitivo-comportamental (TCC) é o emprego de um estilo de relação terapêutica colaborativa, simples e voltada para a ação. Embora a relação entre terapeuta e paciente não seja considerada o mecanismo principal para a mudança como em algumas outras formas de psicoterapia, uma boa aliança de trabalho é uma parte essencialmente importante do tratamento

(Beck et al., 1979). Assim como terapeutas de outras escolas importantes de psicoterapia, os terapeutas cognitivo-comportamentais buscam propiciar um ambiente de tratamento com um alto grau de autenticidade, afeto, consideração positiva e empatia – as qualidades em comum de todas as terapias eficazes (Beck et al.,

1979; Keijsers et al., 2000; Rogers, 1957). Além dessas características não-específicas da relação terapêutica, a TCC caracteriza-se por um tipo específico de aliança de trabalho, o empirismo colaborativo, que é direcionado para a promoção da mudança cognitiva e comportamental.

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Medium 9788536324470

4. O papel dos processos neurobiológicos

Dattilio, Frank M. Grupo A - Artmed PDF

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O papel dos processos neurobiológicos

Recentemente, surgiu uma enorme quantidade de literatura sobre o papel dos processos neurobiológicos nos relacionamentos familiares (Atkinson,

2005; Schore, 2003; Siegel, 1999) que abriu uma nova linha de pensamento sobre os problemas que envolvem o processamento cognitivo e emocional com os membros da família. O caso que se segue é um exemplo de como às vezes deficiências neurobiológicas não detectadas podem influenciar os relacionamentos.

Preenchendo as lacunas: o caso de Marty e Lisa

Marty e Lisa eram casados há 25 anos quando procuraram tratamento. Tinham dois filhos adultos, um dos quais ainda morava em casa. Eles relataram experimentar muita tensão no relacionamento porque Lisa achava que Marty não a entendia, especialmente quando ela tentava expressar seus sentimentos em relação a ele. Marty era engenheiro civil e havia se aposentado recentemente, apesar de estar com apenas 50 e poucos anos. A empresa em que trabalhava lhe ofereceu um pacote de aposentadoria precoce que Marty considerou “irrecusável”. Lisa era professora e parou de trabalhar fora de casa quando os filhos nasceram. Mais tarde, quando os filhos atingiram a idade escolar, ela voltou a lecionar. Marty e Lisa naquele momento declararam que os problemas no seu relacionamento começaram a piorar.

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Medium 9788530949372

CAPÍTULO XVII - O OLHAR E A VOZ 3.O LANCE DE DADOS

ATTIÉ, Joseph Grupo Gen PDF

CAPÍTULO XVII

O OLHAR E A VOZ 3.

O LANCE DE DADOS

A

problemática do olhar e da voz será agora interrogada a partir do

Lance de dados. A poética de Mallarmé está profundamente impregnada por esses dois objetos pulsionais. Vamos, então, examinar esse poema, o mais singular de sua obra, para saber o que ele próprio diz dele antes de continuar a interrogação de sua obra.

Retomemos, para isso, sua concepção do Verso, apoiando-nos no artigo Crise de vers, que é interrogado em diferentes artigos críticos que ele tinha acabado por reunir, com seus poemas em prosa, sob a intitulação geral Divagation.

Crise de vers foi publicado em 1886 no National Observer. Que o verso esteja em crise, e é toda a literatura que se interroga sobre si mesma.

Com o risco de dizer que a literatura está sempre em crise.

Observemos que essa interrogação continuou ao longo de todo o século XX. Assim, encontramos no meio desse século: O que é a literatura?, de J.-P. Sartre, e O espaço literário, de Maurice Blanchot, que inaugura sua reflexão partindo da “experiência de Mallarmé”. Na aurora do século XXI, essa interrogação ainda continua. Coube a Jean-Claude Milner levantar a questão da poesia e da prosa. “O que devemos dizer, nós, no fim do século

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Medium 9788536321004

4. Relação terapêutica sob a perspectiva analítico-comportamental

Farias, Ana Karina Curado Rangel de Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 4

Relação Terapêutica Sob a Perspectiva

Analítico-Comportamental

Nathalie Nunes Freire Alves

Geison Isidro-Marinho

H

istoricamente, os empreendimentos de cunho comportamental na clínica relegaram a relação terapêutica a um segundo plano. Ferster (1972) é o primeiro autor de origem analítico-comportamental a chamar a atenção para importância da relação terapêutica como instrumento de mudança. Por outro lado, contribuições de teorias como as humanistas são inegáveis quando se fala em relação terapêutica. Ainda, as abordagens psicodinâmicas também trataram da importância do tema sob o rótulo de relação de transferência e contratransferência.

A despeito das distinções teóricas e epistemológicas das abordagens em questão, um ponto que parece comum a todas elas é a ênfase dada às dificuldades de interação social de muitos clientes. Dessa forma, consideram a possibilidade da emergência dessas dificuldades dentro do consultório, sendo a relação terapêutica utilizada para reelaborar e aperfeiçoar as formas de interação empregadas pelos clientes em seu convívio social, principalmente com as pessoas significativas.

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Medium 9788536326481

8. O conceito de liberdade e suas implicações para a clínica

Batista Borges, Nicodemos Grupo A - Artmed PDF

O conceito de 8 liberdade e suas implicações para a clínica

Alexandre Dittrich

Assuntos do capítulo

> Ciência como busca de relações de determinação.

> Definição de comportamento.

> Explicações causais em psicologia.

> A posição determinista do Behaviorismo Radical.

> As vantagens de uma posição determinista para o psicólogo.

> Alguns dos principais significados de “liberdade” e como o analista do comportamento os

compreende: como sentimento, como diminuição ou eliminação da coerção, como autocontrole.

> O analista do comportamento como profissional que busca a “liberdade” para a sociedade,

incluindo os seus clientes.

> Análise do comportamento: por que as pessoas fazem o que fazem?

A ciência é um empreendimento que pode ser descrito e definido de muitas formas. Uma maneira comum de definir a ciência é afirmar que ela é uma busca

A ciência é, entre por relações causais, outras coisas, uma ou relações entre caumaneira sistemática sas e efeitos. Os terde tentar responder a questões causais. mos “causa” e “efeito” têm suas limitações, e podem ser discutidos do ponto de vista da filosofia da ciência (Laurenti, 2004;

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Medium 9788521804963

I. Psicose: uma Estrutura Clínica

QUINET, Antonio Grupo Gen PDF

I

PSICOSE: UMA ESTRUTURA CLÍNICA

Não é louco quem quer

Lacan era psiquiatra de formação e jamais deixou de se interessar pela psicose desde sua tese de doutorado de 1932, intitulada

“Da psicose paranoica e suas relações com a personalidade”. Esse interesse manifesta-se tanto no Seminário sobre as psicoses, em 1955, onde retoma as memórias do presidente Schreber, como no Seminário sobre “Joyce, o Sintoma”, realizado em 1975/76. Além disso, sempre recebeu psicóticos em seu consultório e fez durante toda a vida apresentações de pacientes no hospital Saint-Anne, em Paris.

Nesse mesmo hospital, ainda como residente, Lacan escreveu na sala de plantão uma frase que ficou na história: “Não é louco quem quer”. Este enunciado, que pode ser lido como “Só é louco quem pode”, já prenuncia o que será a sua postura – eminentemente freudiana – diante da loucura: abordar a psicose como algo específico e determinado, que tem sua lógica e seu rigor, e não como um estado de espírito que qualquer um pode apresentar. Trata-se de considerar a psicose como uma estrutura clínica diferente da neurose. É justamente a referência ao Édipo o divisor de águas entre o campo das neuroses e o campo das psicoses.

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Medium 9788536302393

24 Resistência-Contra- resistência

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

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DAVID E. ZIMERMAN

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Resistência-Contra-resistência

Conquanto os termos “resistência” e “contra-resistência” não apareçam com muita freqüência nos textos de Bion, é inegável que ele foi um dos autores que mais contribuíram com concepções originais acerca do entendimento e do manejo técnico do fenômeno resistencialcontra-resistencial que, em formas e graus variáveis, está presente em qualquer análise.

O título deste capítulo une com um hífen os conceitos de resistência e contra-resistência

– embora, por conveniência didática, eles possam ser abordados separadamente – a fim de mantermos uma fidelidade ao espírito analítico de Bion, que não concebia qualquer fenômeno do campo da análise sem uma reciprocidade interativa entre analisando e analista.

Não é difícil depreender dos escritos de

Bion que, embora ele reconheça o caráter obstrutivo e maligno que representa para a evolução de alguma análise o emprego de certas formas resistenciais, sua maneira prioritária de encará-las é considerando que as resistências manifestas no curso da análise reproduzem a estrutura caracterológica do ego do paciente e são um indicador fiel de como esse paciente se defende e se comporta na vida real. Isso fica bem claro na analogia que Bion traça com o fato de que se pode reconhecer com facilidade qual a natureza de uma determinada árvore não-identificada, a partir do aparecimento dos seus frutos. Essa posição de Bion em relação à importância positiva do surgimento das resis-

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Medium 9788536321318

Capítulo 1 - INTRODUÇÃO

Landeira-Fernandez, J. Grupo A - Artmed PDF

capítulo 1

INTRODUÇÃO

Poucas áreas do conhecimento têm fascinado tanto a humanidade como aquela voltada para o estudo da mente humana: é a mente buscando compreender a si própria. A questão se torna ainda mais fascinante ao se estudarem os transtornos mentais, situações em que o funcionamento da mente encontra-se alterado. A complexidade dessa

área é tão grande que algumas pessoas chegam mesmo a acreditar que o homem jamais conseguirá desvendar de forma plena os mistérios que permeiam nossas funções mentais e as alterações associadas a elas. Seria como tentar tirar os dois pés do chão puxando os próprios suspensórios, ou seja, algo impossível.

Os transtornos mentais fazem parte de nossa experiência diária.

Eles são muito mais comuns do que em geral se imagina. Dados epidemiológicos estimam que entre 30 e 40% dos brasileiros apresentaram pelo menos uma vez na vida um transtorno mental (Mello; Mello; Kohn,

2007). Dessa forma, inevitavelmente cada um de nós tem um vizinho, um amigo ou mesmo um familiar que já sofreu ou está sofrendo desse problema.

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Medium 9788527730686

24 - Depressão Associada a Quadros Neurológicos

MIOTTO, Eliane Correa; LUCIA, Mara Cristina Souza de; SCAFF, Milberto Grupo Gen PDF

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Depressão Associada a

Quadros Neurológicos

Mara Cristina Souza de Lucia, Luisa Terroni,

Kenia Repiso Campanholo e Renerio Fraguas Jr.

Introdução

Mais prevalente nos pacientes com doenças crônicas, a depressão acarreta aumento da morbidade e da mortalidade. Além disso, sua incidência eleva-se progressivamente se houver essa associação na comunidade, em unidades de cuidados primários e em hospitais gerais.1 A associação de depressão e doenças clinicocirúrgicas pode ocorrer de várias maneiras, conforme descrito na Tabela 24.1.

Por sua vez, a depressão secundária é aquela decorrente de alterações fisiológicas provocadas por outra condição médica ou induzida por substâncias e medicamentos.2

No caso, o mais relevante para o clínico é atentar para o risco de suicídio: relatou-se ideação suicida em 25% dos pacientes com doenças crônicas e depressão maior.3

Epidemiologia

A prevalência dos transtornos depressivos, no contexto médico não psiquiátrico, no momento da avaliação, varia de em torno de 9 a 18%, naqueles com uma doença, e em torno de 23% em indivíduos com mais de uma doença além da depressão.4 Tal prevalência está bem acima da encontrada na população geral, mesmo quando se considera a prevalência de 6% nos últimos 12  meses.5 A prevalência da depressão em unidades de cuidados primários varia entre 6 e 8%. Diferentes condições médicas se associam a diversos fatores etiológicos gerando maior ou menor risco para a depressão e grande variação da prevalência.6

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Medium 9788573074826

25 Entrevista Inicial: Indicações e Contra-Indicações – O Contrato

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

C A P Í T U L O

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Entrevista Inicial: Indicações e Contra-Indicações –

O Contrato

Antes de assumir a responsabilidade formal de tomar uma pessoa para um tratamento psicanalítico – portanto, fica previamente sabido que este deverá ser de duração de muitos anos e de uma trajetória que inevitavelmente passará por períodos difíceis, de muitos imprevistos, incertezas e sofrimentos –, o psicanalista deverá ter uma idéia razoavelmente clara das condições psíquicas e pragmáticas que tanto ele como o pretendente à análise possuem antes de enfrentar uma empreitada de tamanha envergadura.

Caso contrário, isto é, se não houver um mínimo necessário de medidas cautelatórias preliminares, paralelamente aumentará o risco de que, mais cedo ou mais tarde, surja um fracasso do processo psicanalítico, o que representa uma séria frustração não só para o analista, mas, principalmente, para o paciente, com todas as conseqüências imagináveis.

O objetivo do presente capítulo consiste justamente em enaltecer a importância da, assim chamada, “entrevista inicial”, considerando separadamente a sua conceituação, finalidade, projeto terapêutico e o procedimento do analista. Pelo fato de estarem intimamente conectados com esses mencionados aspectos, também serão enfocadas as indicações e contra-indicações para um tratamento psicanalítico de escolha, bem como as condições e peculiaridades que cercam a feitura do “contrato analítico” entre o paciente e o psicanalista.

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Medium 9788536327549

13. A infância: introdução

De Marco, Mario Alfredo Grupo A - Artmed PDF

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A infância: introdução

CRISTIANE CURI ABUD

VERA BLONDINA ZIMMERMANN

ANA CECILIA LUCCHESE

A PRIMEIRA INFÂNCIA: OS TRÊS PRIMEIROS ANOS

O bebê na família: primeiras experiências sociais

A mãe espera, durante a gravidez, segundo Manfro (2001), um bebê gordinho, limpo, seco e cheio de vitalidade. Por isso, precisa gradativamente adaptar-se ao bebê real que se apresenta após o parto. A mãe e o pai que puderem entregar-se ao seu filho, compreendendo e atendendo suas necessidades físicas e afetivas, ajudam o bebê a superar as dificuldades inerentes ao desenvolvimento.

Nessas significações iniciais que são projetadas no filho, tarefa necessária para que ele inicie um processo de subjetivação, encontramos restos inconscientes – desejos e fantasias, expectativas e sonhos – dos pais, que organizam uma forma inicial de essa criança perceber a si mesmo e o mundo a seu redor. Por exemplo, o pai pode não ter feito uma universidade de medicina, porque sua família de origem não teve condição financeira para tanto, e projetar na filha ou no filho o desejo de que realizem seu sonho de ser médico.

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Medium 9788536311104

2. DA EMBRIOLOGIA MOTORA À EMBRIOLOGIA MENTAL: INTRODUÇÃO À OBRA DE PIAGET

Fonseca, Vitor da Grupo A - Artmed PDF

Vitor da Fonseca

DA EMBRIOLOGIA MOTORA À

EMBRIOLOGIA MENTAL: introdução à obra de Piaget

A NATUREZA ADAPTATIVA DA INTELIGÊNCIA

Jean Piaget (1947, 1956, 1964b, 1965, 1970,

1976) é um dos maiores vultos do conhecimento moderno. Influenciou todos os campos da psicologia e da pedagogia, não só pela vastidão do seu trabalho teórico e empírico, mas também pela fundamentação interdisciplinar que o caracteriza. Inicialmente zoólogo, com uma tese sobre moluscos, mais tarde filósofo, lógico e epistemólogo, Piaget (1973, 1976), sempre interessado pelas ciências da natureza, tornouse um dos psicólogos genéticos mais conhecido e distinto da atualidade.

Trabalhando como assistente de investigação de Simon, no Laboratório de Binet, em Paris, a sua missão centrou-se, na época, na padronização dos testes de lógica de Burt com amostras de crianças francesas em idade escolar, padronização essa que permanentemente combateu ao longo da sua carreira. O seu interesse, pelo contrário, foi-se situando muito mais sobre o processo de raciocínio subjacente que as crianças usavam, não só quando produziam respostas certas, mas, especialmente, quando produziam respostas erradas. Interessou-se, assim, particularmente, em conjunto com seus colegas Inhelder e Szeminska, pela maneira como as crianças pensavam em problemas, ou seja, pelo seu processo cognitivo, e não meramente pelos produtos ou comportamentos em si.

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Medium 9788527731546

47 - Transtorno Bipolar na Visão da Bioenergética

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF

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Transtorno Bipolar na Visão da Bioenergética

Tânia Bitancourt

Histórico

Em uma busca nas principais bases de dados de revistas científicas (LILACS, MEDLINE e SciELO), encontramos algumas pesquisas de interesse sobre a psicoterapia do transtorno bipolar do humor (TBH), apresentadas a seguir.

Em uma revisão sistemática1 sobre o papel da psicoterapia no tratamento do TBH, os autores colocaram que, no início, existiu grande expectativa de que a psicanálise teria papel fundamental na busca da cura. O pensamento psicodinâmico baseava-se na etiologia centrada na biografia e em causas psicológicas, mas, com o desenvolvimento dos conhecimentos neurobiológicos e farmacológicos, houve uma fase de descrédito das abordagens psicoterapêuticas na psiquiatria ao longo dos anos de

1970 e 1980, com poucos estudos e perda de interesse. Na década de 1990, a psiquiatria demonstrou interesse por novas intervenções psicológicas, como a psicoeducação, a terapia de grupo, as técnicas cognitivo-comportamentais e a terapia interpessoal, e surgiram diversos trabalhos.2

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