1716 capítulos
Medium 9788527727921

2. Clínica com Crianças em Instituição Hospitalar | Prática Interdisciplinar em Uropediatria

SANTOS, Niraldo de Oliveira; LUCIA, Mara Cristina Souza de Grupo Gen PDF

2

Clínica com Crianças em

Instituição Hospitalar | Prática

Interdisciplinar em Uropediatria

Ana Cristina de Oliveira Almeida Vieira

Introdução

A doença é uma situação de crise, portanto, altera a vida da criança e de sua família, gerando ansiedades, angústias e conflitos.

Durante o desenvolvimento da personalidade, as crianças enfrentam perigos externos e internos, e aprendem a dominá-los (Bergmann e Freud, 1978; Mannoni, 1987). A criança precocemente doente tem na doença um desafio adicional. Vê-se ameaçada na sua integridade egoica, é desafiada pela dor, pela frustração e pela privação decorrente de hospitalizações e dos limites que sua condição médica impõe. A internação é fonte de ansiedade e atualiza vivências de separação dos pais e, por vezes, vivências de internações anteriores.

O Setor de Urologia Pediátrica e Setor de Urologia Neonatal da Divisão de Clínica

Urológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP oferece assistência a crianças e adolescentes acometidos por anomalias congênitas urológicas, muitas vezes, raras na população em geral. Tais patologias requerem tratamentos de alta complexidade, por vezes, ao longo de toda a vida. É neste contexto que o trabalho do psicólogo se insere.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536311166

5 A imorredoura lição que meu filho Alexandre nos legou: saber viver e morrer com dignidade

Zimerman, David Grupo A - Artmed PDF

VIVÊNCIAS DE UM PSICANALISTA

27

Outra reflexão que cabe fazer alude ao fato de que, em diversas situações psicanalíticas, muitos pacientes revivem, na transferência com seu analista, uma espécie de “resistência”: por exemplo, o paciente fica em um estado de mutismo prolongado ou entra em períodos de muitos atrasos e faltas às sessões, etc. (ver a vinheta 50, sobre a “Resistência de Sandra”). O importante a considerar é o fato de inúmeras vezes o analista interpretar a resistência como uma manifestação negativa, hostil, quando, na verdade, ela pode estar tendo um significado altamente positivo, no sentido de o paciente estar buscando autonomia, liberdade e espontaneidade, tal como a menina Letícia comprovou.

A IMORREDOURA LIÇÃO QUE MEU FILHO

ALEXANDRE NOS LEGOU: SABER VIVER E

MORRER COM DIGNIDADE

Quando estava rememorando situações com meus familiares queridos para incluir neste livro, comecei a redigir uma vinheta que levava o título de A imorredoura lição que recebi de meu filho Alexandre de como adoecer e morrer com dignidade. Para quem desconhece o fato, torno público que há mais de 15 anos perdi um filho de 21 anos, que, desde o nascimento, apresentava um quadro clínico de hemofilia, embora de grau moderado. Além de ser um alegre, brilhante, talentoso e, sobretudo, muito criativo publicitário,

Ver todos os capítulos
Medium 9788527718721

CAPÍTULO XVIII Caminhos e Descaminhos da Fala na Clínica Psicológica: Uma Perspectiva Fenomenológica Existencial

MORATO, Henriette Tognetti Penha; BARRETO, Carmem Lúcia Brito Tavares; NUNES, André Prado Grupo Gen PDF

XVIII

CAPÍTULO

CAMINHOS E DESCAMINHOS DA FALA NA

CLÍNICA PSICOLÓGICA:

UMA PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICA

EXISTENCIAL

Lucyanna de Farias Fagundes Pereira* • Marcus Túlio Caldas**

INTRODUÇÃO1

O homem contemporâneo tem marcas. Marcas de experiências, de lutas, de sofrimentos. Marcas de ausência, presença, conquistas, perdas. Marcas que traduzem ou revelam quem ele é, como foi sua história, como é seu vivido, como planeja seu futuro. Sua forma de estar no mundo, seu olhar diante dos acontecimentos e o modo como se relaciona desvelam, para aquele que se dispõe a ouvir, todo o arsenal de conhecimento a respeito de si e daquilo que o cerca, que parece brotar da própria angústia a revelação das dimensões do sofrimento e da fragilidade humana.

Esse retrato de homem que se apresenta à clínica psicológica vem buscar uma imagem de si ao tentar construir-se ou reconstruir-se à medida que participa da compreensão do seu existir. Ele se coloca imerso no trânsito da própria existência, mergulhado, muitas vezes, num aqui difícil de ser transposto, “preso no presente indefinido do sofrimento” (BARUS-MICHEL, 2001, p. 21).

Ver todos os capítulos
Medium 9788521634591

Capítulo 14 Personalidade

MYERS, David G.; DEWALL, C. Nathan Grupo Gen PDF

CAPÍTULO

14

Pe r s o n a l i d a d e

L

ady Gaga deslumbra milhões de pessoas com seus arranjos musicais exclusivos, roupas tentadoras e coreografias provocativas. Em shows no mundo todo, o atributo mais previsível de Lady Gaga é a sua imprevisibilidade. Ela usou um vestido metálico em uma premiação, apresentou-se em um vestido que era uma bolha plástica e fez com que o presidente Barack Obama a considerasse, em seu salto de 40 cm, “um pouco intimidadora”.

Os fãs e críticos de Lady Gaga podem igualmente depender de sua abertura para novas experiências e da energia que ela tira dos holofotes. Mas também podem contar com sua dedicação cuidadosa, diligente, à sua música e às suas apresentações. Ela se descreve na escola secundária como “muito dedicada, muito estudiosa e muito disciplinada”. Hoje, na vida adulta, ela exibe uma autodisciplina semelhante: “Sou muito detalhista – cada minuto do show tem que ser perfeito.”.

Lady Gaga exibe maneiras distintas e permanentes de pensar, sentir e se comportar. Os capítulos anteriores se concentraram nas maneiras que nos desenvolvemos, percebemos, aprendemos, lembramos, pensamos e sentimos. Este capítulo enfatiza o que nos torna únicos – a nossa personalidade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536302898

33. Construindo possibilidades e tolerando a dúvida e a ambigüidade

Knapp, Paulo Grupo A - Artmed PDF

Construindo possibilidades e tolerando a dúvida e a ambigüidade*

33

KATHLEEN A. MOONEY, CHRISTINE A. PADESKY

O

s clientes procuram terapia em busca de ajuda para resolver seus problemas.

Geralmente suas metas são sentir-se melhor, desfrutar de seus relacionamentos e sentir satisfação no trabalho e na vida. Tipicamente, na terapia cognitiva começamos identificando as situações problemáticas e os sentimentos e pensamentos automáticos correspondentes do cliente. Terapeuta e cliente então trabalham colaborativamente em áreas problemáticas utilizando diversos métodos empíricos, incluindo registros de pensamentos e experimentos comportamentais. Grande parte do enfoque clínico consiste em testar os pensamentos automáticos disfuncionais de fácil acesso associados a um problema e humor específico (Beck et al., 1979; Hawton et al., 1989;

Greenberger e Padesky, 1995). Determinadas intervenções clínicas são idealmente adequadas para testar cognições em cada um dos três níveis. Pensamentos automáticos podem ser formalmente testados com Registro de Pensamentos Disfuncionais (RPDs) (Greenberger e

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos