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Medium 9788573074826

7 O Grupo Familiar: Normalidade e Patologia da Função Materna

Zimerman, David E. Grupo A - Artmed PDF

C A P Í T U L O

7

O Grupo Familiar:

Normalidade e Patologia da Função Materna

Na atualidade, é consensual entre todos os psicanalistas, independentemente se a orientação conceitual dos mesmos inclina-se mais para o foco pulsional ou ambiental, o fato de que o grupo familiar exerce uma profunda e decisiva importância na estruturação do psiquismo da criança, logo, na formação da personalidade do adulto.

contribuem para este estado de coisas são, entre outros, os seguintes: • Um novo significado de família, com novos valores, expectativas e papéis a serem desempenhados. • Uma maior emancipação da mulher, que geralmente deve trabalhar fora e que, por isso, deve fazer uma extenuante ginástica para conciliar as funções de maternagem com as profissionais. • Em contrapartida, também o perfil do homem tem mudado bastante, especialmente quanto à sua maior participação na economia doméstica e nos cuidados precoces com os filhos. • Igualmente os avós, de modo geral, não têm mais o mesmo tipo de uma disponível participação ativa que tinham junto aos netos. • O crescente índice de divórcios e recasamentos, sendo que neste último caso acresce o fato de uma mistura dos respectivos filhos. • Um número cada vez maior de mães adolescentes e solteiras. • Uma crescente mentalidade consumista, em grande parte ditada pela “mídia”, que também exerce uma influência na formação de valores ideológicos. •

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Medium 9788536326498

15. Dando voz a estudantes de escolas públicas sobre situações de violência escolar

Habigzang, Luísa F Grupo A - Artmed PDF

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Dando voz a estudantes de escolas públicas sobre situações de violência escolar*

Ana Carina Stelko-Pereira e Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams

O desenvolvimento saudável do indivíduo perpassa não apenas por um contexto familiar adequado, em que prevaleçam o afeto e um modo de disciplinar consistente e pouco punitivo, como também um ambiente educacional formal que seja capaz de estimular habilidades motoras e cognitivas promovendo cidadania. Contudo, assim como explorado em outros capítulos deste livro, são muitas as possibilidades de maus-tratos à criança e ao adolescente no ambiente familiar, como também, o que será aludido nesse capítulo, de violência no ambiente escolar.

Um primeiro aspecto a ser esclarecido é o que se considera violência escolar. São muitos os autores que discutem o termo

(Abramovay e Rua, 2002; Debarbieux e

Blaya, 2002; Ruotti, Alves e Cubas, 2006), sendo que Stelko-Pereira e Williams (no prelo) fazem uma discussão de vários conceitos recorrentes, propondo que se tenha em conta: 1) o local em que se realiza a violência na escola, podendo ser: na própria escola, trajeto casa-escola, locais de passeios e/ou festas escolares, outros locais e

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Medium 9788536324258

17. T erapia familiar e espiritualidade

Osorio, Luiz Carlos Grupo A - Artmed PDF

capítulo 17

Terapia familiar e espiritualidade

Sonia Mendes

Dedicatória

Este trabalho é carinhosamente dedicado ao meu pai, que me ensinou a ter coragem, aceitar a morte para poder entender a vida.

Oração Natural

Fique atento ao ritmo,

Aos movimentos do peixe no anzol.

Fique atento às falas das pessoas que só dizem o necessário.

Fique atento aos sulcos de sal da sua face.

Fique atento aos frutos tardios que pendem da memória.

Fique atento às raízes que se trançam em seu coração.

A atenção: forma natural de oração.

(Galvão, 2003)

Introdução

A espiritualidade é uma poderosa dimensão da experiência humana e vem ganhando cada vez mais importância em meio

às constantes mudanças no mundo de hoje.

Há um consenso entre cientistas, filósofos e psicólogos de que a religião e a espiritua­ lidade são um fenômeno eminentemente humano. Ainda que grande parte das pessoas considerem religião como algo divino, não podemos negar sua expressão histórica e social.

Isso poderia ser um problema para nós, terapeutas de família, treinados nas ­ciências sociais, para quem a realidade é algo que pode ser verificado. Porém, essa visão vem discretamente mudando. Hoje já se reconhece que a espiritualidade, como outros aspectos da cultura, não deve ser ignorada

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Medium 9788527731546

36 - Transtorno Bipolar e Psicodrama

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF

36

Transtorno Bipolar e

Psicodrama

Elisabeth Sene-Costa

Doen­ça mental e transtorno bipolar

A loucura humana é fonte de ódio, crueldade, barbárie, cegueira. Mas sem as desordens da afetividade e as irrupções do imaginário, e sem a loucura do impossível, não haveria élan, criação, invenção, amor, poesia.1

A frase de Morin1, embora genuí­na, causa certa inquietação, pois, em geral, falar sobre loucura, palavra popularmente empregada para designar qualquer doen­ça mental, é algo muito difícil para grande parte da sociedade: a tendência é fugir do assunto ou ignorá-lo.

O transtorno mental, independentemente de qual seja a característica dos sintomas e do diagnóstico, muitas vezes pode desencadear diversos tipos de reação naquele que está, aparentemente, do outro lado da fronteira.

A história da Psiquiatria conta que, entre os

­séculos 17 e 18, muitos casos absurdos levaram

à estigmatização da doen­ça mental. Alguns livros foram escritos no intuito de identificar bruxas possuí­das pelo demônio e, com isso, várias “Joanas d’Arc” foram queimadas. A classe social mais abastada se incomodava com os miseráveis que circulavam pelas ruas, entre os quais os doentes mentais, as crianças sem-teto, os criminosos etc.

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Medium 9788536324258

11. Atendendo empresas familiares

Osorio, Luiz Carlos Grupo A - Artmed PDF

capítulo 11

Atendendo empresas familiares

Luiz Carlos Osorio

Introdução

O atendimento de famílias a partir da década de 1980 acabou por conduzir­‑nos ao trabalho com empresas familiares, que focaremos neste capítulo.

Tradicionalmente, as empresas buscam ajuda sob a forma de consultorias, para assessorá­‑las em dificuldades relacionadas com a gestão de seus negócios. Ultimamente, contudo, vem ocorrendo uma progressiva conscientização por parte dos dirigentes de empresas familiares – e lembremos que cerca de 95% das empresas em nosso país são empresas familiares – de que os fatores humanos são tão ou mais importantes do que as questões técnicas ligadas à gestão dos negócios. Os relacionamentos interpessoais mostram­‑se mais difíceis de manejar do que os aspectos puramente gerenciais, e o desconhecimento de como lidar com os conflitos existentes na família e que transpõem as portas da empresa tem sido responsável pelo insucesso de muitas empresas familiares ao longo de sua trajetória.

Portanto, não basta bem administrar os negócios para que uma empresa seja bem­

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