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Medium 9788536326498

13. Famílias e instituições de acolhimento: interfaces entre risco e proteção

Habigzang, Luísa F Grupo A - Artmed PDF

13

Famílias e instituições de acolhimento interfaces entre risco e proteção

Aline Cardoso Siqueira, Josiane Lieberknecht Wathier Abaid e Débora Dalbosco Dell’Aglio

A institucionalização de crianças e adolescentes tem chamado o interesse de inúmeros pesquisadores de diversas áreas

(Arpini, 2003a; Fonseca, 1987; Martins e

Szymanski, 2004; Rizzini e Rizzini, 2004;

Siqueira e Dell’Aglio, 2006; Yunes, Miranda e Cuello, 2004). São antropólogos, sociólogos, educadores e psicólogos preocupados em compreender desde a origem dessa prática no Brasil até os efeitos que um período de institucionalização pode provocar no desenvolvimento cognitivo, emocional e social de crianças e adolescentes abrigados, entre outros aspectos. Essa ampla gama de interessados pelo tema reflete a importância que a infância e a juventude em situação de risco têm assumido na sociedade brasileira. Assim, este capítulo tem como objetivo discutir a interface entre risco e proteção no processo de institucionalização, apresentando os aspectos sociais e familiares imbricados no afastamento de crianças e adolescentes do convívio familiar; e em seguida, o processo de acolhimento institucional, considerando os estudos atuais desenvolvidos na realidade brasileira, especialmente após o Estatuto da

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Medium 9788527732123

85 - Terapia Cognitiva para Casais

PAYÁ, Roberta Guanabara Koogan PDF

85

Terapia Cognitiva para Casais

Ana Maria Martins Serra

Introdução

Dificuldades conjugais constituem problemas que podem variar em gravidade e, se extremas, podem ter efeitos devastadores sobre a qualidade do ambiente familiar, a qualidade de vida dos membros da família e, nos casais com filhos, o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Casais em crise representam, portanto, uma fonte de grande preocupação para profissionais de saú­de e uma ­área de difícil abordagem, dada a validade insatisfatória dos modelos tradicionais de tratamento. Estes, sobretudo em decorrência de sua habitual longa duração, frequentemente não atendem ao caráter emergencial das crises domésticas.1 Nesse contexto, a terapia cognitiva, de tempo curto e limitado, representa um recurso valioso e inovador que pode ampliar a eficácia dos programas de tratamento.2

Várias abordagens psicoterápicas propõem a cognição como um construto mediador entre o real e as respostas emocionais e comportamentais dos in­di­ví­duos. A aplicação de princípios cognitivos à psicoterapia com casais em dificuldades teve início na década de 1960, quando Albert

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Medium 9788536322100

4 O Neuropsicólogo e Seu Paciente: Introdução aos Princípios da Avaliação Neuropsicológica

Diniz, Leandro Fernandes Malloy Grupo A - Artmed PDF

4

O NEUROPSICÓLOGO

E SEU PACIENTE

INTRODUÇÃO AOS

PRINCÍPIOS DA AVALIAÇÃO

NEUROPSICOLÓGICA

Maria Joana Mäder-Joaquim

O

estudo das neurociências faz parte da formação dos psicólogos clínicos e de outros profissionais da área da saúde. Compreender a complexidade do funcionamento cerebral é absolutamente necessário para o bom desenvolvimento da prática clínica dos psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Os psicólogos clínicos, independentemente das abordagens teóricas, interessam-se pelas articulações entre cérebro e comportamento, pois percebem a necessidade de uma atualização sobre as bases científicas das neurociências.

O desenvolvimento tecnológico é surpreendente nos dias de hoje. As modificações

ocorridas no século XX transformaram a vida do cidadão comum de tal modo que em 1900 só livros de ficção poderiam sugerir. A primeira metade do século XX viu a transformação do transporte, das carroças e bondes aos aviões, encurtando assim as distâncias entre as pessoas. A segunda metade do século XX transformou a comunicação, passando da simples carta manuscrita ao e-mail pela internet com imagens em anexo. A internet revolucionou a comunicação científica e pessoal.

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Medium 9788536321318

Capítulo 5 - TRANSTORNOS DO HUMOR

Landeira-Fernandez, J. Grupo A - Artmed PDF

capítulo 5

TRANSTORNOS

DO HUMOR

Afetividade e humor são conceitos estreitamente relacionados. Os afetos consistem em estados psíquicos subjetivos que se caracterizam pela propriedade de serem agradáveis ou desagradáveis. O humor, por sua vez, representa um somatório de todos os afetos presentes na consciência em um dado momento, constituindo o estado afetivo basal.

Caracteriza-se por ser difuso e persistente e não relacionado a um objeto específico. O humor imprime ao indivíduo um importante componente motivacional e é capaz de influenciar, praticamente, todas as outras funções mentais, assim como o seu comportamento.

Tradicionalmente, pode-se descrever o humor de acordo com duas dimensões: intensidade e valência. Como ilustrado na Figura 5.1, a intensidade ou ativação do humor pode variar entre um polo de alta e outro de baixa intensidade. A valência, por sua vez, pode ser subdividida em positiva, quando o estado afetivo é agradável para o próprio indivíduo (p. ex., alegria), ou negativa, quando se apresenta desagradável (p. ex., tristeza, raiva e ansiedade). O termo euforia refere-se a um humor positivo de grande intensidade, enquanto o termo disforia está relacionado a uma valência negativa de humor.

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Medium 9788520432440

1. Introdução

Dietmar Samulski Manole PDF

Introdução

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Tênis: um jogo mental

Os jogadores e técnicos se surpreendem com o fato de 80% do tempo de jogo ser gasto com outros fatores não propriamente relacionados a jogar o ponto. Muito tempo é usado em trocas de lado na quadra, intervalos, espera de saque e raciocínio. No entanto, os jogadores raramente passam entre 70% e 80% do tempo se dedicando à preparação mental durante o treinamento.

O mental é uma parte muito importante do tênis. Tenho trabalhado muito isso, e os resultados estão começando a aparecer. (Feliciano Lopez, membro da Equipe Espanhola da Copa Davis)

O tênis é um esporte complexo, que não depende apenas do talento e do potencial físico e de habilidades técnico-táticas, mas também de capacidades psicológicas, como equilíbrio emocional e força mental. O aspecto mental no tênis é tão importante que, segundo Jimmy Connors, o tênis é

95% um jogo mental em um nível de competição profissional.

Eu quero terminar o ano como o número 1 do mundo. Sei que é difícil, mas estou me preparando para isso mentalmente e trabalhando duro. (Marat Safin)

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