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48 - Toque | O Transtorno de um Obsessivo-Compulsivo

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF

48

Toque | O Transtorno de um

Obsessivo-Compulsivo

Amadeu de Oliveira Weinmann

Era uma sexta-feira chuvosa, típica do inverno gaú­cho, e eu devaneava com o fim de semana na serra. Provavelmente, seria recebido com uma sopa de capeletti e um bom vinho, degustado próximo à lareira, em uma conversa tranquila com pessoas queridas. Porém, ainda tinha um

último compromisso profissional, que me reteria no consultório até um pouco mais tarde que o previsto. Havia recebido a ligação de um homem, que solicitava ser atendido com urgência. Seu psiquiatra, conhecido meu, me indicara. Dele, só tinha o registro do tom de voz monocórdio, que me pareceu em total desajuste com a urgência que dizia ter. Seu nome era Fernando.

Fernando chega ao meu consultório pontualmente às 19h, desculpando-se pelo atraso.

Estende a mão – o cotovelo duro, de quem quer manter distância – e pede licença, cerimonioso.

Uma ideia me vem à mente: morte emocional. A expressão facial denota angústia; os olhos, um vazio aterrador; seu olhar esquivo parece perturbado com o contato; uma fina gota de suor desce pelo lado direito da face: “Foi difícil chegar aqui”, me diz. Convido-o a entrar. Senta-se, percorre rapidamente com o olhar o consultório, ajeita-se mais uma vez na poltrona, tosse, muda de posição, arruma o cabelo, a gola da camisa, tosse novamente. Pergunto o que o traz a mim: “Meu médico diz que sofro de transtorno obsessivo-compulsivo, TOC, e que, além da medicação, seria bom eu fazer psicoterapia”.

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Medium 9788536306209

Capítulo XI - HISTÓRIAS DE AMOR III: FINAIS INFELIZES

Lichtenstein Corso, Diana Grupo A - Artmed PDF

Capítulo XI

HISTÓRIAS DE AMOR III:

FINAIS INFELIZES

Barba Azul, O Pássaro do Bruxo, Nariz de Prata, e As Três Folhas da Cobra

Curiosidade feminina – O preço da iniciação sexual das mulheres –

Oposição paterna ao amadurecimento da filha – Ruptura da submissão e da ingenuidade femininas – Construção da imagem corporal –

Caráter desestruturante das perdas amorosas – Ciúme patológico.

as histórias que precedem, analisadas nos dois últimos capítulos, a assimetria do casal encontra, no final do relato, alguma solução; entretanto, essa sorte não é regra, o mesmo não acontece em Barba Azul,1 nem nos contos que vamos analisar agora. Existem várias histórias que dão conta de desencontros amorosos, com maridos cruéis, esposas jovens e curiosas, redundando num casamento que fracassa. São as tramas em que o estranhamento entre marido e mulher não encontra resolução, e o laço amoroso não se consolida. Barba

Azul, popularizado por Perrault, que deu tintas literárias, ao estilo da época, a uma narrativa folclórica anterior, pode ser considerado o conto modelo sobre esse tema.

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Medium 9788536311234

Capítulo 45 - Psicoterapias e bioética

Cordioli, Aristides Volpato Grupo A - Artmed PDF

45 Psicoterapias e bioética

José Roberto Goldim

Júlia Schneider Protas

Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos necessários para a adequada compreensão dos aspectos bioéticos associados às psicoterapias. É dada ênfase aos referenciais

éticos dos princípios e dos direitos humanos. Da mesma forma, o exercício profissional, com detalhamento sobre os erros e a má prática profissional, é comentado desde o ponto de vista

ético e não apenas deontológico. As questões que envolvem informações, como a confidencialidade, a privacidade e o consentimento informado, são discutidas em seus múltiplos e diferentes aspectos. Por fim, algumas questões atuais e perspectivas futuras são apresentadas.

Atualmente, a ética passou a fazer parte do discurso da população, dos meios de comunicação e de profissionais de várias áreas, com seu significado nem sempre utilizado de forma correta. Talvez devido ao pouco conhecimento formal que a maioria das pessoas têm da ética, muitas não sabem propriamente o que é a ética, qual a sua finalidade e como ela atua.

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Medium 9788573078015

B

Zimerman, David Grupo A - Artmed PDF

B

B [BION]

Essa letra, na Grade de BION, designa a segunda fileira, correspondente aos elementos α, que são a matéria-prima para possibilitar o prosseguimento da formação dos pensamentos propriamente ditos. Vide Figura 1.

Balint, Michael

Foi um importante médico psiquiatra e psicanalista, considerado um dos sucessores das idéias de FERENCZI, com quem ele se analisou. Nasceu na Hungria em 1896 e

faleceu em Londres, em 1970. Em 1926, com 30 anos, organizou a Policlínica e o

Instituto de Psicanálise de Budapeste. Em

1938, emigrou para a Inglaterra, onde trabalhou mais particularmente na Tavistock

Clinic, da qual foi um dos fundadores.

Ao tratar de pacientes com graves problemas emocionais, Balint deduziu que o principal fator etiológico deste tipo de pacientes, bastante regressivos, não seria tanto a clássica conflitiva entre pulsões e defesas, mas muito mais um problema gerado pelo fato de que lhes “faltava algo” desde o início do desenvolvimento emocional.

Para esse algo que faltava deu o nome de falta básica, destacando a diferença com a conflitiva edípica. Assinalou, ainda, a predominância de relações objetais de natureza diádica. enfatizou o prejuízo da comunicação em vista da linguagem prevalentemente de natureza pré-verbal. Também alertou os psicanalistas para o fato de que esses pacientes têm um baixíssimo limiar de tolerância às frustrações, e que reagem às interpretações, não tanto pela sua adequação, mas, sim, pelo fato de lhes causarem gratificação ou frustração.

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Medium 9788521634263

Capítulo 21 Adultez: Desenvolvimento Cognitivo

BERGER, Kathleen Stassen Grupo Gen PDF

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C A P Í T U L O

Adultez:

Desenvolvimento Cognitivo n O

O Q U E VO C Ê VA I S A B E R ?

1. Por que cada geração acredita ser mais inteligente que as anteriores?

2. Por que as gerações mais velhas sempre acham que sabem mais que as gerações mais novas?

3. Quais aspectos do raciocínio melhoram durante a adultez?

4. Todo mundo é expert em alguma coisa?

Uma de minhas filhas fazia parte do comitê que procurava um novo diretor para sua faculdade e estava extasiada com o novo líder escolhido. Ele veio de fora da instituição, aceitou uma enorme redução de salário para assumir o novo cargo e está melhorando a faculdade de diversas formas.

“Você deve estar feliz que selecionaram o candidato que você queria”, eu disse.

“Ele não era quem eu queria. Eu nem cheguei a entrevistá-lo. Outros membros do comitê votaram nele; e estou feliz que o fizeram.”

Ela não estava impressionada com o currículo dele porque era pesquisadora e ele tinha poucas publicações. Mas ela ouviu a opinião de outros, pensou novamente sobre seus critérios de seleção e agora está entusiasmada com o desempenho dele à frente da instituição.

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