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Medium 9788521629856

PARTE IV - 6. A Ideologia como Sistema Cultural

GEERTZ, Clifford Grupo Gen PDF

Capítulo 6

A Ideologia como Sistema Cultural

107

A Ideologia como Sistema Cultural

Constitui, sem dúvida, uma das pequenas ironias da história intelectual moderna o fato de o termo “ideologia” se ter tornado, ele próprio, totalmente ideológico. Um conceito que significava anteriormente apenas uma coleção de propostas políticas, talvez um tanto intelectualizadas e impraticáveis, mas, de qualquer forma, idealistas — “romances sociais” como alguém, talvez Napoleão, as chamou — tornou-se agora, para citar o

Webster, “as afirmações, teorias e objetivos integrados que constituem um programa político-social, muitas vezes com uma implicação de propaganda convencional; como o fascismo, que foi alterado na Alemanha para servir à ideologia nazista” — uma proposição muito mais formidável. Mesmo nas obras que, em nome da ciência, professam utilizar o sentido neutro do termo, o resultado de seu emprego tende a ser distintamente polêmico: em Sutton, Harris, Kaysen e no The American Business Creed de Tobin, sob muitos aspectos excelente, por exemplo, a garantia de que “ninguém deve sentir-se consternado ou ofendido pelo fato de suas opiniões serem descritas como ‘ideologias’ da mesma forma que o famoso personagem de Molière quando descobriu que durante toda a sua vida só estava falando em prosa” é seguida, imediatamente, por uma relação das principais características da ideologia como tendência, supersimplificação, linguagem emotiva e adaptação ao preconceito público.1 Ninguém, pelo menos fora do bloco comunista, onde é institucionalizada uma concepção um tanto diferente do papel do pensamento na sociedade, chamar-se-ia um ideólogo ou consentiria, sem protesto, em assim ser chamado por outrem. Aplica-se agora, quase que universalmente, o familiar paradigma da paródia:

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Medium 9788502105706

3. Ativismo e participação: movimentos sociais e advocacia popular no Brasil

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

3. Ativismo e participação: movimentos sociais e advocacia popular no Brasil

Os ensaios desta parte do livro comportam explicação prévia. São trabalhos que tratam de forma peculiar de acesso à justiça no Brasil. Em razão das enormes assimetrias na distribuição de renda e da existência de amplos setores da sociedade com dificuldades de acesso à justiça, distintas modalidades de serviços jurídicos populares foram desenvolvidas, com o objetivo de mitigar essa carência. Os estudos aqui reunidos foram escritos em diferentes períodos e pretenderam descrever diversos estágios da prática e da reflexão sobre essas atividades Assessoria Jurídica Popular — AJP.

A origem desses trabalhos está em texto de 199130. Aquele trabalho procurava criar uma tipologia explicativa dessas atividades. Naqueles tempos, inspirados na resistência à ditadura militar (1964-1985) levada a cabo pela entidade representativa dos advogados brasileiros (OAB), por sindicatos e amplos movimentos sociais, bem como empolgados com a nova Constituição e com o retorno à democracia, vários grupos criaram AJPs. Estudantes de direito organizados de forma autônoma, fiéis ligados à igreja católica, advogados de movimentos populares e mesmo juízes e membros do Ministério Público auxiliaram na construção dessas AJPs. Em comum, a ambição desses grupos era conferir eficácia à nova ordem constitucional, diminuir as desigualdades sociais, abrir espaço para a cidadania e ampliar o acesso à justiça. Na década de 90, esses grupos depositaram muitas esperanças no potencial de transformação social por meio do direito, animados por um movimento conhecido no

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Medium 9788502175976

EXERCÍCIO DE FUNÇÃO COM PODERES DE GESTÃO CONCOMITANTE EM EMPRESA DO MESMO GRUPO OU CONGLOMERADO ECONÔMICO – ART. 5º DA RN N. 62/04

Mafei Rabelo Queiroz, Rafael; Editora Saraiva PDF

272 Migração de Trabalhadores para o Brasil

no Conselho Consultivo, no Conselho Fiscal e em outros órgãos estatutários, em sociedade seguradora, de capitalização e entidade aberta de previdência privada, deverá ser apresentada a homologação, pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, da aprovação do estrangeiro para o cargo – art. 2º da RN n. 62/04;

» Tratando-se de indicação de dirigente, com poderes de representação geral em instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil – BACEN, deverá ser apresentada carta de anuência do BACEN, quanto à indicação do estrangeiro para o cargo – art. 1º, § 3º, da RN n. 74/07.

EXERCÍCIO DE FUNÇÃO COM PODERES DE GESTÃO

CONCOMITANTE EM EMPRESA DO MESMO GRUPO OU

CONGLOMERADO ECONÔMICO – ART. 5º DA RN N. 62/04

» Tipo de visto: Não se trata da concessão de um visto, mas sim de solicitação de exercício de nova função, com poder de gestão, em empresa do mesmo grupo econômico, de forma cumulativa com função já autorizada anteriormente, mantido o mesmo visto permanente.

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Medium 9788522474967

12 Verba do Cliente e Orçamento da Campanha

PÚBLIO, Marcelo Abilio Grupo Gen PDF

Verba do Cliente e Orçamento da Campanha 

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ciante imagina que, dessa forma, a agência se esforçará mais para negociar com seus fornecedores e assim conseguirá o menor preço, principalmente se for uma concorrência.

Para não haver confusão entre os termos, sugere-se dividir o orçamento em duas partes: montante que o anunciante pretende investir e o custo total da campanha. Parece estranha esta divisão, pois os dois supostamente deveriam ser iguais, mas ao longo do texto você vai perceber por que é interessante fazer esta divisão.

O montante que o anunciante pretende investir é geralmente chamado de verba do anunciante ou budget e deve ser informado à agência antes do início do projeto, durante a reunião de briefing. Este montante ajuda a dimensionar a intenção do anunciante.

A determinação do budget depende de fatores como:

• margem de lucro da organização;

• objetivos da comunicação;

• comportamento do setor;

• comportamento do público-alvo;

• valores da organização;

• participação de mercado;

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Medium 9788522478415

13 Teorias da Cultura

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves Grupo Gen PDF

Teorias da Cultura

13

13.1 Evolucionismo Cultural

Evolucionismo cultural é uma das grandes linhas de pensamento ou “escolas” teóricas sobre a origem da cultura que surgiram no século XIX, tendo sido a primeira delas, numa seqüência histórica.

Para Winick (1969:258), evolucionismo é a “teoria segundo a qual toda a vida e o universo se desenvolveram graças ao crescimento e às mudanças”.

O termo, que se insere no conceito de evolução, não é novo, pois os antigos gregos já o haviam empregado em suas enunciações.

Evolução cultural designa, segundo Leslie A. White (In Silva, 1982:443),

“um processo temporal-formal, contínuo e geralmente acumulativo e progressivo, por meio do qual os fenômenos culturais sistematicamente organizados sofrem mudanças, uma forma ou estágio sucedendo ao outro”.

Evolucionismo cultural seria, portanto, a aplicação da teoria geral da evolução ao fenômeno cultural. Nas Ciências Sociais, foi um princípio que norteou a interpretação dos fatos sociais, tendo-se expandido no meio científico através de inúmeras obras publicadas no final do século XIX.

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Medium 9788522474967

Parte 3 - 9 Posicionamento: o que Comunicar

PÚBLIO, Marcelo Abilio Grupo Gen PDF

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Posicionamento: o que Comunicar

Qual bandeira seu exército irá empunhar?

Todas as pessoas têm uma imagem de si mesmas, quase sempre diferente daquilo que os outros pensam sobre elas, quase sempre diferente daquilo que elas pensam que os outros pensam sobre elas.

Conteúdo deste capítulo

�� A origem e o significado da palavra posicionamento

�� Como montar uma estrutura para um posicionamento de comunicação?

�� O funcionamento da mente humana em relação a marcas e produtos

�� Qual é o significado de uma afirmação única?

�� O significado do termo afirmação básica

�� O que é justificativa da afirmação básica

�� O que são atributos complementares?

Posicionamento é um termo vastamente empregado em comunicação, e ao contrário de muitos termos originários da língua inglesa, encontrou uma tradução prontamente adaptada ao português. Posicionamento entrou com muita facilidade no vocabulário da comunicação no Brasil, em compensação o termo mercadologia jamais conseguiu se equiparar ao termo marketing.

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Medium 9788502173071

Direito Administrativo

Rocha, Marcelo Hugo da Editora Saraiva PDF

I — Organização administrativa

01 (MPT/2009) Assinale a alternativa INCORRETA, considerada a legislação vigente:

(A) Administração é definida como órgão, entidade ou unidade administrativa pela qual a administração pública opera e atua concretamente.

(B) A Administração indireta é composta por pessoas estatais com personalidade jurídica de direito público e também por pessoas jurídicas com personalidade jurídica de direito privado.

(C) Autarquia é o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades atípicas da administração pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada.

(D) As universidades gozam de autonomia didático -científica, administrativa e, ainda, de gestão financeira e patrimonial.

(E) Não respondida.

RESPOSTA

A autarquia é definida no art. 5º do Decreto-lei n. 200/67 como o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. Correta a alternativa C.

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Medium 9788522478415

16 Línguas Indígenas Brasileiras

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves Grupo Gen PDF

Línguas Indígenas

Brasileiras

16

16.1 Introdução: a Língua é a Raiz da Cultura

No âmbito das ciências antropológicas, o capítulo referente às línguas indígenas em geral e brasileiras em particular é de grande relevância, dada a evidente pluralidade cultural e lingüística observada desde os primeiros contatos dos colonizadores com os grupos tribais e acentuada no decorrer do processo civilizatório.

A população indígena do Brasil tem como característica primordial a multiplicidade de povos com diferenças acentuadas entre si. Cada grupo tribal tem sua específica configuração cultural e, conseqüentemente, sua própria língua.

Os indivíduos comunicam-se entre si por intermédio da língua falada, da linguagem, e é por meio dela que se integram com o universo cultural de que fazem parte, associando o símbolo lingüístico ao que ele representa.

A língua é o microcosmo da cultura, já afirmava J. Mattoso Câmara Jr.

(1964:129), e constitui-se numa representação da cultura material e espiritual de um povo e é por si só o veículo de comunicação entre os homens.

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Medium 9788522466023

Parte III - 6 O Desenvolvimento da Sociologia no Século XX

FERREIRA, Delson Grupo Gen PDF

6

D

D

c:::J

c::::J

O Desenvolvimento da

Sociologia no Século XX

6.1 A SOCIOLOGIA NA EUROPAl

As Sociologias francesa e alemã, de mestres e temáticas distintas e reconhecidas, constituíram o primeiro cerne dessa ciência. Existem, no entanto, outros modos de análise sociológica que não partiram dos mesmos modelos de referência e análise. Na Europa, organizaram-se outras escolas nacionais, menos voltadas para os aprofundamentos teóricos e mais centradas na descoberta de métodos de investigação que levassem a aplicações sociais. Entre essas escolas nacionais européias, podem ser citadas a belga, a britânica, a italiana e a russa/soviética. Nos Estados

Unidos, por outra via, abriram-se perspectivas para o desenvolvimento de uma ciência social pragmática, que não se tomou apenas uma seqüência teórica dos paradigmas fundadores da Sociologia européia.

Na Bélgica, o primeiro impulso veio por meio de Quételet, estudioso da análise matemática dos fatos sociais. Guillaume de Greef, sindicalista e sociólogo, colocou seu trabalho a serviço da classe trabalhadora, num país em que a Revolução

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Medium 9788502173071

INFORMAÇÕES SOBRE OS CONCURSOS MENCIONADOS NA COLEÇÃO

Rocha, Marcelo Hugo da Editora Saraiva PDF

13

INFORMAÇÕES SOBRE OS CONCURSOS MENCIONADOS NA COLEÇÃO

Sigla

MPT

Entidade

UF*

Anos das

Provas

2012

2009

2008

2007

2006

Banca

Organizadora

Ministério Público do Trabalho

BR

TRT1

Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região

RJ

2010

CESPE

TRT2

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região —

São Paulo

SP

2011

TRT 2ª Região

MPT

TRT3

Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região

MG

2012

TRT 3ª Região

TRT6

Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região

PE

2010

TRT 6ª Região

TRT8

Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região

PA

2011

TRT 8ª Região

TRT9

Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região

PR

2009

TRT 9ª Região

TRT11

Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região

AM

2007

FCC

TRT14

Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região

RO

2011

TRT 14ª Região

TRT15

Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região —

Campinas

SP

2011

TRT 15ª Região

TRT16

Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região

MA

2011

TRT 16ª Região

TRT21

Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região

RN

2010

TRT 21ª Região

TRT23

Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região

MT

2011

TRT 23ª Região

TRT24 Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região

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Medium 9788502105706

9. Serviço público e regulação sistêmica*

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

9. Serviço público e regulação sistêmica*

I

“Serviço público”, da perspectiva jurídica, é conceito ou noção? Pode ser deduzido e delimitado a partir da Constituição? É regime jurídico ou construção sociológica? Enfim, “serviço público” decorre dos fatos ou das normas?

Essas questões, teoricamente aplicáveis ao exame de qualquer instituto jurídico, encontram, na doutrina, variáveis respostas. Este ensaio, sem pretensão de oferecer equacionamento a essas questões eternas, procurará enfrentá-las de uma perspectiva pouco usual. Normalmente, “serviço público” é tema tratado por especialistas em direito constitucional ou administrativo. Às vezes, buscase relacionar essa dimensão específica do assunto com o direito tributário, o direito do consumidor ou algum ramo do direito sobre o qual a noção de serviço público possa ter reflexos. É raro que se confira ao assunto um enfoque de sociologia jurídica. Ainda mais raro — e, possivelmente, arriscado — que o modelo explicativo adotado esteja ancorado na sociologia jurídica dos sistemas autopoiéticos. É o risco que se assume.

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Medium 9788522478415

12 O Indígena Brasileiro

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves Grupo Gen PDF

O Indígena Brasileiro

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12.1 O índio e a Realidade Brasileira

Este capítulo aborda aspectos de uma parcela da população brasileira que coexiste com a sociedade nacional, embora seja demograficamente pouco representativa. Trata-se da população indígena brasileira, constituída por grande diversidade de grupos tribais, distribuídos irregularmente pelo território nacional, mas constituindo uma realidade que não pode ser ignorada.

Os grupos que integram o Brasil indígena contemporâneo são os que restaram do longo processo a que foi submetida a população ameríndia ou pré-cabralina, a partir do Descobrimento do Brasil, no século XVI. Nas fases da conquista e colonização, foi inevitável o contato entre europeus e os grupos indígenas litorâneos, dando origem ao processo aculturativo, que resultou na subordinação ou dizimação de muitos deles, enquanto outros foram empurrados para áreas distantes.

Nas fases subseqüentes, Império e República, os contatos entre índios e brancos prosseguem. Dos grupos tribais atingidos, poucos sobreviveram, muitos se destribalizaram com tendências ao desaparecimento, em decorrência da perda parcial ou total da própria cultura e da redução do seu efetivo populacional.

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Medium 9788522466023

1 Homem e Sociedade

FERREIRA, Delson Grupo Gen PDF

1 t:::J

Homem e Sociedade

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1.1 O CONHECIMENTO: CARACfERÍSTICA FUNDAMENTAL

DA HUMANIDADE

Não há o que caracterize mais a condição humana do que a capacidade de conhecer, de construir compreensão sobre os meios e os processos necessários para a organização e a facilitação do ato de viver. O conhecimento, produto da atividade consciente do pensamento, estabelece a natureza social do ser humano e o condiciona a sua história e a sua cultura.

Compreender como se dá o conhecimento é necessidade humana das mais relevantes, uma vez que, por meio dessa compreensão, a humanidade tem a possibilidade de avançar em seu processo de civilização. Para que essa compreensão seja possível, faz-se necessário o questionamento permanente sobre a natureza das forças cognitivas humanas, sobre o próprio conhecimento e o processo pelo qual o ser humano constrói o pensar. No intuito desse questionamento, será proposto abaixo um exercício de reflexão que abordará o próprio caminho da construção do conhecimento enquanto processo.

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Medium 9788502105706

11. “Aos que não veem que não veem aquilo que não veem”: sobre fantasmas vivos e a observaçãodo direito como sistema diferenciado*

Campilongo, Celso Fernandes Editora Saraiva PDF

11. “Aos que não veem que não veem aquilo que não veem”: sobre fantasmas vivos e a observação do direito como sistema diferenciado*

Apresentar o livro de Raffaele De Giorgi é, simultaneamente, um prazer e um desafio. O prazer decorre do estilo refinado, da argumentação penetrante e do gosto pela incessante “provocação” aos saberes estabelecidos. O desafio consiste no esforço, de êxito altamente improvável, de chamar a atenção para uma proposta de teoria social e jurídica ainda pouco conhecida. Os “provocados” — por irônico que seja —, ocupados em correr atrás do acordo racional em torno dos valores, não querem saber de conversa! Afinal de contas, têm ao seu lado nada mais nada menos do que as mais generosas promessas do humanismo e da civilização: as liberdades (antigas e modernas), as subjetividades

(velhas e novas), os grandes projetos (reformistas e revolucionários), a racionalidade (prática e consensual) e a igualdade (formal e substantiva). Olham para a sociedade (?), não aceitam o que encontram (!) e, inebriados pelas melhores intenções e nobres ideais, planejam o futuro, erguem a nova sociedade, reformam as instituições e inventam o neodesenvolvimentismo, o neoinstitucionalismo e modismos menos cotados. “Belíssimo!”, diria De Giorgi. Tão belo quanto inócuo, buscará demonstrar o conjunto de ensaios que compõem “Direito, tempo e memória”.

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Medium 9788502175976

6. Stock option plans. Introduçãoao tema1

Mafei Rabelo Queiroz, Rafael; Editora Saraiva PDF

6.

Stock option plans. Introdução ao tema1

A administração empresarial do trabalho, marcada em um primeiro momento pela influência do fordismo, do taylorismo e do toyotismo, vem, em sua mais recente fase evolucionária, buscando mecanismos para democratizar a relação de trabalho, tornando-a mais socializada e participativa 2 . Nesse contexto, merecem particular destaque as ideias de cogestão dos empregados na empresa e de acionariado do trabalho, desenvolvidas ainda no século passado e paulatinamente adaptadas ao longo das últimas décadas.

Em relevante obra publicada originalmente no final dos anos 50,

Elson Gottschalk destaca que as ideias de criação de mecanismos de participação do empregado na gestão da empresa têm fundamento psicológico, econômico e jurídico. Sob o aspecto psicológico surgem como tentativas de cancelar no trabalhador o complexo de inferioridade próprio de quem é consciente de seu valor na obra da produção, mas que considera não desempenhar na empresa o papel que deveria ter.

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