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11. A pessoa idosa no turismo de praia: algumas considerações

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11 A pessoa idosa no turismo de praia: algumas considerações

Ailton dos Santos Júnior

Introdução

O crescimento do turismo, em termos de fluxos de pessoas e capitais, está diretamente atrelado ao desenvolvimento capitalista e é por este impulsionado.

Dito de outra forma, a lógica do capitalismo como modo de produção provocou transformações profundas nas relações sociais particularmente no que se refe‑ re ao uso do tempo social, que passou a ser dividido em tem­po de trabalho e tempo de não trabalho, ou tempo livre. Uma parcela do tempo livre metamor‑ foseou‑se em tempo de lazer, promovendo, entre outras coisas, mudanças no cotidiano de um número crescente de pessoas, que passaram a ver na viagem uma maneira de escapar da rotina do trabalho repetitivo, de recuperar‑se física e mentalmente do desgaste causado pelo meio urbano, de desfrutar momen‑ tos de liberdade, de entrar em contato com a natureza, enfim, de viver novas experiências em outros territórios diferentes do seu.

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9. Turismo religioso para pessoa idosa

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9 Turismo religioso para pessoa idosa

Ângelo Ricardo Christoffoli

Introdução

As notícias divulgadas recentemente pelo site do Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, revelam que, em 2008, o local recebeu mais de 9 milhões de visitantes. Por si, é uma ótima notícia para o turismo nos ambientes religiosos brasileiros, pois, para um único destino, esse número

é imenso. Porém, ao aprofundar-se nos detalhes da composição desse universo, depara‑se com a inexistência de dados específicos sobre os dife‑ rentes segmentos que o compõem, como no caso dos idosos, tema deste trabalho.

O número de locais de ocorrência de atividades religiosas, bem como sua diversidade organizacional decorrente dos muitos grupos religiosos que os construíram e os mantêm, faz o Brasil completamente diferente dos outros destinos mundiais de turismo religioso. Isso porque, se de um lado possui centenas de templos, santuários e igrejas, possui igual número de situações conflitantes em seus aspectos organizacionais, visto que boa par‑ te das congregações católicas e grupos religiosos não apresenta nenhuma preocupação com os aspectos do planejamento nos moldes que compõem o segmento turístico, como é o caso da segmentação por idade, que pres‑

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3. Tendências e motivações turísticas

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3 Tendências e motivações turísticas

Marlene Huebes Novaes

Introdução

Estudos demográficos demonstram uma tendência de aumento da po‑ pulação idosa. Em 1999, estimava‑se que a população idosa mundial repre‑ sentava cerca de 600 milhões de indivíduos. Para 2050, a ONU projeta a existência de 2 bilhões de pessoas nessa faixa etária, o que mostra um nítido crescimento desse segmento da população (ONU e OMT, 2000). Destas, 335 milhões (60%) vivem nos países em desenvolvimento, países estes que terão a mais alta porcentagem do crescimento do número de idosos até 2050.

De acordo com a Divisão da População da ONU, estima‑se que a popu‑ lação com 60 anos ou mais atinja, na América Latina e Caribe, 180 milhões em 2050, representando uma elevação do percentual sobre a população to‑ tal de 8% para 22%; a quantidade de pessoas com 80 anos ou mais também terá significativo crescimento, passando a representar 18% do total com mais de 60 anos. No que se refere ao Brasil, Paschoal (1999) afirma que a concepção ainda vigente para muitos é que ele é um país de jovens, asso‑ ciando‑se o envelhecimento populacional aos países desenvolvidos da Eu‑ ropa e da América do Norte, o que não representa a realidade existente.

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12. Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

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12 Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

Edna Mello de Liz

Fernanda de Magalhães Trindade

Rodrigo Hakira Minohara

Rudinei Scaranto Dazzi

Introdução

O município de Balneário Camboriú é um dos destinos mais visitados pelos turistas da terceira idade durante a baixa temporada. Os meses de mar‑

ço, abril e maio são considerados os meses da felicidade pela Secretaria de

Turismo, pois são os meses em que os idosos mais visitam a cidade.

Esse público tem crescido muito nas últimas décadas, devido ao au‑ mento da longevidade, avanços da medicina, através da descoberta e pre‑ venção das doenças e de equipamentos de ponta para cirurgias, com a tecnologia da indústria desenvolvendo medicamentos de última geração.

Com todos esses fatores, a expectativa de vida aumentou, e com ela for‑ mou‑se um novo mercado de pessoas com mais de 60 anos, com tempo livre, permitindo um incremento substancial à atividade turística.

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1. Educação para uma práxis solidária e um envelhecimento ativo

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1 Educação para uma práxis solidária e um envelhecimento ativo

Kátia Simone Ploner

Introdução

A educação para pessoas de mais idade pode ter vários objetivos: ocupa‑

ção do tempo livre, suprimento de carências educacionais ou educação para transformação, tanto dos que desejam um envelhecimento saudável, quan‑ to da sociedade. Uma possibilidade real de transformação de idosos e so‑ ciedade se dá quando acontece a atuação voluntária, pois nessa interação há trocas de informações, valores, serviços, sentimentos, reconhecimentos que promovem uma nova perspectiva sobre o que é envelhecer.

A transformação nunca se realiza apenas em um sentido, de acordo com a Psicologia Social Crítica, pois o indivíduo é transformado pela so‑ ciedade e promove uma transformação por meio desse envolvimento. Para

Guareschi (2004), relação significa mutualidade, uma via de mão dupla.

Assim, os idosos e a sociedade estão sendo transformados pelo processo educacional.

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