15 capítulos
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14. Hospitalidade e acessibilidade

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14 Hospitalidade e acessibilidade

Diva de Mello Rossini

Introdução

As conquistas da ciência promoveram um significativo aumento da qualidade de vida da população mundial. Dessa forma, proporcionam maior longevidade para o homem, de modo que a expectativa de vida, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

2005, ultrapassa os 65 anos de idade. Boia (2000) verificou em seus es‑ tudos que a existência saudável e duradoura está muito mais relacionada com a qualidade do cotidiano das pessoas do que com a herança genética.

As atividades de lazer que estimulam a criatividade, a sensibilidade e o autoconhecimento também geram melhorias nas condições de vida, tan‑ to nos aspectos físicos quanto psíquicos da pessoa idosa (Fromer e Vieira,

2003). A aposentadoria deixa de ser um momento de recolhimento para transformar‑se em um período de atividades e comportamentos de uma vida ativa e plena de juventude (Rodrigues, 2003).

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8. A produção científica sobre turismo e idoso no Brasil

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8 A produção científica sobre turismo e idoso no Brasil

Karina Toledo Solha

Bruna de Castro Mendes

Lívia Morais Garcia Lima

Introdução

De acordo com a última projeção da população do Brasil realizada pelo

IBGE, o país está na quinta posição no ranking dos mais populosos (2008).

Nesse mesmo estudo estima‑se que uma queda ainda mais acentuada do número de filhos por mulher deve levar ao crescimento negativo e ao enve‑ lhecimento da população brasileira. Hoje, o país já faz parte do grupo dos dez países com maior percentual de idosos, junto da China, Índia, Estados

Unidos, Japão, Rússia, Alemanha, Itália, França e Espanha (Bacha et al.,

2006).

Certamente, a mudança na estrutura etária da população brasileira traz muitos desafios, mas também oportunidades, pois não se trata apenas do crescimento do número de pessoas idosas (Debert, 1999), mas de uma mu‑ dança no comportamento de todos os segmentos da sociedade.

Se por um lado as consequências inerentes ao processo de envelheci‑ mento da população, como as apontadas por Veras et al. ao estudar o cres‑ cimento da população idosa no Brasil alertando para “a potencial gravidade dessa situação a longo prazo”, indicavam a necessidade urgente de se en‑ contrar caminhos que gerassem uma melhor distribuição dos serviços pú‑

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4. Turismo e grupos de convivência: uma abordagem metodológica

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4 Turismo e grupos de convivência: uma abordagem metodológica

Doris van de Meene Ruschmann

Edna Mello de Liz

Introdução

A visibilidade alcançada pela terceira idade nas últimas décadas foi marcada pela criação de novos espaços voltados para a congregação da po‑ pulação de mais idade, como os grupos de convivência de idosos, as escolas abertas para a terceira idade e as universidades direcionadas.

Esses programas estimulam a busca de autoexpressão e a valorização de identidades, abrindo espaços para que uma experiência inovadora possa ser vivida coletivamente e indicam que a sociedade brasileira está mais sensível às necessidades e desejos da pessoa idosa.

Algumas das atividades empenhadas em promover um envelheci­ men­to bem‑sucedido surgiram nos anos de 1960, como é o caso dos programas do Serviço Social do Comércio (Sesc), que abriram um espa‑

ço para que associados de mais idade pudessem fazer uma série de ativi‑ dades, predominando aquelas com enfoque no lazer e no turismo. Mas foi nos anos de 1980 que essas iniciativas proliferaram. Conselhos, co‑ mitês e comissões de atendimento da população idosa têm sido criados em âmbito municipal, estadual e federal. Programas estatais e de orga‑ nizações privadas de atenção direta a idosos carentes ou com níveis mais

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13. Políticas públicas e direitos do idoso ao lazer

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13 Políticas públicas e direitos do idoso ao lazer

Evandro da Costa

Eduardo Alexandre Martins

Mariza Farias de Liz

Introdução

O rápido crescimento previsto para a população idosa no Brasil, que vem passando por transformações sociais e econômicas que influenciam suas vidas, indica a necessidade de estimular estudos a respeito dos direi‑ tos que assistem à terceira idade.

Buscando saber de que forma pode ser aplicado o Estatuto do Idoso, principalmente no que tange ao direito do lazer, surgiu a necessidade de procurar mais subsídios para complementar informações importantes a esse assunto. Dessa forma, foram analisados e inseridos dados de uma pesquisa mercadológica feita na cidade de Balneário Camboriú-SC, bem como de notícias veiculadas na imprensa a respeito de problemas familia‑ res e sociais encontrados por esse público.

Neste capítulo, duas temáticas serão abordadas. A primeira justifica-se pela falta de aplicabilidade dos direitos fundamentais previstos no Estatu‑ to do Idoso, dos quais se trata, dentre eles, do direito ao lazer, que vem de forma gradativa mobilizando a sociedade organizada e o poder público.

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12. Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

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12 Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

Edna Mello de Liz

Fernanda de Magalhães Trindade

Rodrigo Hakira Minohara

Rudinei Scaranto Dazzi

Introdução

O município de Balneário Camboriú é um dos destinos mais visitados pelos turistas da terceira idade durante a baixa temporada. Os meses de mar‑

ço, abril e maio são considerados os meses da felicidade pela Secretaria de

Turismo, pois são os meses em que os idosos mais visitam a cidade.

Esse público tem crescido muito nas últimas décadas, devido ao au‑ mento da longevidade, avanços da medicina, através da descoberta e pre‑ venção das doenças e de equipamentos de ponta para cirurgias, com a tecnologia da indústria desenvolvendo medicamentos de última geração.

Com todos esses fatores, a expectativa de vida aumentou, e com ela for‑ mou‑se um novo mercado de pessoas com mais de 60 anos, com tempo livre, permitindo um incremento substancial à atividade turística.

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