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12. Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

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12 Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

Edna Mello de Liz

Fernanda de Magalhães Trindade

Rodrigo Hakira Minohara

Rudinei Scaranto Dazzi

Introdução

O município de Balneário Camboriú é um dos destinos mais visitados pelos turistas da terceira idade durante a baixa temporada. Os meses de mar‑

ço, abril e maio são considerados os meses da felicidade pela Secretaria de

Turismo, pois são os meses em que os idosos mais visitam a cidade.

Esse público tem crescido muito nas últimas décadas, devido ao au‑ mento da longevidade, avanços da medicina, através da descoberta e pre‑ venção das doenças e de equipamentos de ponta para cirurgias, com a tecnologia da indústria desenvolvendo medicamentos de última geração.

Com todos esses fatores, a expectativa de vida aumentou, e com ela for‑ mou‑se um novo mercado de pessoas com mais de 60 anos, com tempo livre, permitindo um incremento substancial à atividade turística.

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3. Tendências e motivações turísticas

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3 Tendências e motivações turísticas

Marlene Huebes Novaes

Introdução

Estudos demográficos demonstram uma tendência de aumento da po‑ pulação idosa. Em 1999, estimava‑se que a população idosa mundial repre‑ sentava cerca de 600 milhões de indivíduos. Para 2050, a ONU projeta a existência de 2 bilhões de pessoas nessa faixa etária, o que mostra um nítido crescimento desse segmento da população (ONU e OMT, 2000). Destas, 335 milhões (60%) vivem nos países em desenvolvimento, países estes que terão a mais alta porcentagem do crescimento do número de idosos até 2050.

De acordo com a Divisão da População da ONU, estima‑se que a popu‑ lação com 60 anos ou mais atinja, na América Latina e Caribe, 180 milhões em 2050, representando uma elevação do percentual sobre a população to‑ tal de 8% para 22%; a quantidade de pessoas com 80 anos ou mais também terá significativo crescimento, passando a representar 18% do total com mais de 60 anos. No que se refere ao Brasil, Paschoal (1999) afirma que a concepção ainda vigente para muitos é que ele é um país de jovens, asso‑ ciando‑se o envelhecimento populacional aos países desenvolvidos da Eu‑ ropa e da América do Norte, o que não representa a realidade existente.

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14. Hospitalidade e acessibilidade

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14 Hospitalidade e acessibilidade

Diva de Mello Rossini

Introdução

As conquistas da ciência promoveram um significativo aumento da qualidade de vida da população mundial. Dessa forma, proporcionam maior longevidade para o homem, de modo que a expectativa de vida, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

2005, ultrapassa os 65 anos de idade. Boia (2000) verificou em seus es‑ tudos que a existência saudável e duradoura está muito mais relacionada com a qualidade do cotidiano das pessoas do que com a herança genética.

As atividades de lazer que estimulam a criatividade, a sensibilidade e o autoconhecimento também geram melhorias nas condições de vida, tan‑ to nos aspectos físicos quanto psíquicos da pessoa idosa (Fromer e Vieira,

2003). A aposentadoria deixa de ser um momento de recolhimento para transformar‑se em um período de atividades e comportamentos de uma vida ativa e plena de juventude (Rodrigues, 2003).

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7. Lazer e turismo como possibilidades educacionais no contexto da extensão universitária: a experiência da UnATI/Each/USP

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7 Lazer e turismo como possibilidades

educacionais no contexto da extensão universitária: a experiência da

UnATI/Each/USP

Marcelo Vilela de Almeida

Meire Cachioni

Introdução

Ao longo do século XX, em praticamente todo o mundo, o aumento da população idosa suscitou o aparecimento de novas maneiras de encarar a velhice. Sob a influência do progresso tecnológico e social que se refletiu no aumento da expectativa de vida e na melhoria da qualidade de vida, aos poucos foi sendo revisto o conceito clássico segundo o qual a velhice é algo negativo. Simultaneamente a essa revisão, a importância da educação ao longo da vida foi sendo intensificada, tendo em vista que o aprender não é um fim em si mesmo, mas um vínculo por meio do qual uma pessoa pode encontrar uma variedade de objetivos pessoais e de crescimento. Repre‑ senta para o ser humano uma construção contínua de seus conhecimen‑ tos e aptidões, da sua capacidade de discernir e agir. É uma condição que acompanha o indivíduo em todas as fases da sua vida e, em todas elas, mostra‑se igualmente importante para seu pleno desenvolvimento, ao corresponder às características e necessidades próprias de cada momento vivido.

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1. Educação para uma práxis solidária e um envelhecimento ativo

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1 Educação para uma práxis solidária e um envelhecimento ativo

Kátia Simone Ploner

Introdução

A educação para pessoas de mais idade pode ter vários objetivos: ocupa‑

ção do tempo livre, suprimento de carências educacionais ou educação para transformação, tanto dos que desejam um envelhecimento saudável, quan‑ to da sociedade. Uma possibilidade real de transformação de idosos e so‑ ciedade se dá quando acontece a atuação voluntária, pois nessa interação há trocas de informações, valores, serviços, sentimentos, reconhecimentos que promovem uma nova perspectiva sobre o que é envelhecer.

A transformação nunca se realiza apenas em um sentido, de acordo com a Psicologia Social Crítica, pois o indivíduo é transformado pela so‑ ciedade e promove uma transformação por meio desse envolvimento. Para

Guareschi (2004), relação significa mutualidade, uma via de mão dupla.

Assim, os idosos e a sociedade estão sendo transformados pelo processo educacional.

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