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9 - Índices de Rentabilidade

MARTINS, Eliseu; MIRANDA, Gilberto José; DINIZ, Josedilton Alves Grupo Gen PDF

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Índices de RENTABILIDADE

Nos capítulos anteriores, a ênfase estava na análise financeira das demonstrações contábeis (liquidez, estrutura patrimonial e prazos médios). A partir deste momento o enfoque passará ao aspecto econômico da análise das demonstrações contábeis. Aliás, a rentabilidade é a alma do negócio. Sem rentabilidade a continuidade da empresa estará comprometida. Nesse sentido, são inevitáveis as perguntas: qual investimento proporciona o maior retorno? Como medir esse retorno? Qual o risco do investimento? O primeiro grupo de indicadores a serem estudados é composto exatamente pelos índices que mostram a rentabilidade dos capitais investidos no empreendimento.

Os índices de rentabilidade, via de regra, relacionam os resultados obtidos pela empresa com algum valor que expresse a dimensão relativa do mesmo, ou seja, valor de vendas, ativo total, patrimônio líquido ou ativo operacional (IUDÍCIBUS, 2009). Dessa forma, torna-se mais visível o desempenho econômico da entidade, independentemente do seu tamanho. Mesmo assim, recomenda-se avaliar o desempenho da entidade dentro do respectivo setor econômico. Pois a rentabilidade média de empresas que trabalham com altos giros, como empresas atacadistas, por exemplo, será muito diferente da rentabilidade de setores de serviços ou dos bancos... Assim, deve-se comparar a rentabilidade de um atacadista com a média do setor atacadista. Enquanto a rentabilidade de um banco deve ser comparada com a média do setor bancário. Para se analisar setores diferentes só se for levada em conta também a diferença de riscos entres esses setores.

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10 - Geração de Valor ao Acionista (GVA)

MARTINS, Eliseu; MIRANDA, Gilberto José; DINIZ, Josedilton Alves Grupo Gen PDF

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Geração de Valor ao Acionista (GVA)1

Martins, Diniz e Miranda (2018) entendem que a geração de valor ao acionista (GVA) seja, do ponto de vista do investidor, um indicador quase perfeito, pois ele considera as distribuições de lucro ocorridas durante um determinado período e também a valorização do investimento durante esse mesmo período.1

GVA = Dividendos + (Valor de mercado do PLFinal – PLInicial)

Ou seja, o GVA significa o que um sócio teve de aumento de riqueza pelo que aumentou o valor da sua empresa mais o dividendo recebido.

Dividindo-se o valor do índice GVA pelo valor de mercado do Patrimônio Líquido, tem-se uma taxa de rentabilidade muito mais próxima da realidade econômica da entidade.

Embora pareça simples o cálculo do GVA, pois apenas soma dividendos com variação no valor da empresa, existe uma ampla literatura que trata das abordagens de cálculo do valor da empresa, notadamente da abordagem do valor como instrumento de gestão. Por se tratar de um indicador quase perfeito, vale a pena adentrar mais profundamente no que seja a gestão baseada em valor, bem como o cálculo do valor. Por isso, dedicaremos este capítulo à análise desse indicador.

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2 - Estrutura das Demonstrações Contábeis

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Estrutura das Demonstrações Contábeis

Neste capítulo são apresentados conceitos fundamentais da Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade voltados à análise das demonstrações contábeis, seguidos das estruturas das demonstrações contábeis que têm publicação exigida pela Lei das Sociedades por Ações às

Companhias Abertas, com comentários sobre as demais:

Balanço Patrimonial

Demonstração dos Resultados

Demonstração dos Resultados Abrangentes

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

Demonstração dos Fluxos de Caixa

Demonstração do Valor Adicionado

A Demonstração do Valor Adicionado não é obrigatória para as companhias fechadas, as sociedades limitadas e outras. Já a companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da Demonstração dos Fluxos de Caixa.

É importante mencionar que as demonstrações contábeis acima são relatórios padronizados que têm o objetivo de “[...] fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender a finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários” (CPC, 2012).

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7 - Administração do Capital de Giro

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Administração do Capital de Giro

Um dos grandes desafios de toda entidade é manter a situação financeira equilibrada, de tal forma que os compromissos assumidos sejam cumpridos com o menor impacto possível na rentabilidade da organização. Para tanto, três instrumentos fundamentais são apresentados: Capital Circulante Líquido (CCL), Necessidade de Capital de Giro (NCG) e Saldo em

Tesouraria (ST).

7.1

CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

Para Assaf Neto (2015, p. 159), “[...] o conceito básico de equilíbrio financeiro fica evidenciado ao ser demonstrado que toda aplicação de recursos no ativo deve ser financiada com fundos levantados a um prazo de recuperação proporcional à aplicação efetuada”. Ou seja, as fontes de curto prazo (Passivo Circulante) devem ser utilizadas para financiar as aplicações de curto prazo (Ativo Circulante).

Análise didática das demonstrações contabeis.indb 131

09/01/2018 14:07:07

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AnáLiSE didátiCA dAS dEMonStrAçõES ContábEiS • Martins - Miranda - Diniz

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8 - Índices de Atividade

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Índices de Atividade

Os índices de atividade, também chamados de índices do ciclo operacional, permitem que seja analisado o desempenho operacional da empresa e suas necessidades de investimento em giro (ASSAF NETO, 2015). Por meio dos prazos médios pode-se analisar o ciclo operacional e de caixa da entidade, “elementos fundamentais para a determinação de estratégias empresariais, tanto comerciais quanto financeiras, geralmente vitais para a determinação do fracasso ou do sucesso de uma empresa” (MATARAZZO, 2010, p. 260). Assim, antes de analisar os índices de prazos médios propriamente ditos, serão tecidas algumas considerações sobre ciclo operacional.

8.1

CICLO OPERACIONAL

O Ciclo Operacional é composto pelas etapas operacionais utilizadas pela empresa no processo produtivo. Ou seja, é o período de tempo compreendido entre a compra da mercadoria ou matéria-prima até o recebimento do caixa resultante da venda do produto. Esse conceito tem o objetivo de proporcionar uma visão do tempo gasto pela entidade em cada fase do processo produtivo, bem como o volume de capital necessário para suportar financeiramente o prazo envolvido entre a aquisição da mercadoria e o recebimento da venda.

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