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Capítulo 8 - Ciclos Econômicos

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CICLOS ECONÔMICOS

8

Rudinei Toneto Jr.

8.1 ABORDAGEM KEYNESIANA

Como destacamos ao início do livro, o estudo da macroeconomia caracterizou-se pelo estu­ do das flutuações econômicas. Começamos nossa análise da determinação da renda explicando o modelo neoclássico, ou o modelo de longo prazo, em que, com preços flexíveis e sem imperfeições nos mercados, o produto sempre estaria em seu nível potencial, sendo determinado pelas condi­

ções de oferta: estoque de fatores de produção e tecnologia. As flutuações da demanda apenas re­ percutiriam sobre o nível de preços, sem afetar a quantidade produzida, ou seja, a oferta agregada era vertical, insensível ao nível de preços absolutos.

No Capítulo 4, discutimos as ideias de Keynes. Conforme visto, a teoria keynesiana significou uma reviravolta na análise econômica, passando para a demanda agregada o papel determinante do produto. Keynes colocou as variações do investimento decorrentes das mudanças de expec­ tativas dos empresários em relação ao futuro na chamada Eficiência Marginal do Capital, como principal causa das alterações na demanda agregada e por conseguinte da renda. Com a hipótese de salários rígidos,1 as variações da demanda passavam a afetar o produto e não apenas os preços.

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Capítulo 7 - A Oferta Agregada

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7

A OFERTA AGREGADA

Marco Antonio Sandoval de Vasoncellos

Rudinei Toneto Jr.

INTRODUÇÃO

Nos capítulos anteriores vimos que, no longo prazo, a oferta agregada tende a ser vertical, situando-se no nível de produto de pleno emprego. Ou seja, como os preços tornam-se perfeita­ mente flexíveis, no longo prazo a economia tende ao equilíbrio de pleno emprego, com o estoque de fatores de produção ditando o nível de produto, enquanto a demanda agregada passa a afetar basicamente o nível de preços. Tem-se assim uma curva de oferta agregada vertical no plano

P – Y, com o produto fixado no nível de pleno emprego, variando apenas os preços. Essa situação já foi discutida no Capítulo 3 e é ilustrada pela Figura 7.1(a).

(a)

P

(b)

OA

(c)

P

OA

P

YP

Y

OA

Y

Y

Figura 7.1 Oferta agregada: os casos clássico, keynesiano e intermediário.

Vimos no Capítulo 4 que, no curto prazo, com os preços e salários rígidos, a demanda agregada passa a assumir um papel central na determinação do produto e por conseguinte nas flutuações que a economia apresenta. No plano P – Y, há uma oferta agregada horizontal, a um nível de preços fixado, variando apenas o produto real; é a chamada oferta agregada keynesiana

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Capítulo 12 - Crescimento a Longo Prazo

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CRESCIMENTO A

LONGO PRAZO

12

Márcio Bobik Braga

INTRODUÇÃO

No modelo keynesiano, os estímulos à demanda tinham como objetivo elevar o grau de uti­ lização da capacidade produtiva na economia, levando-a em direção ao pleno emprego. Trata-se de um modelo de curto prazo, já que a capacidade produtiva é considerada como dada. Ou seja, o estoque de mão de obra e de capital e o nível de conhecimento tecnológico são fixados, variando apenas seu grau de utilização. Existem, no entanto, modelos que buscam explicar a elevação da capacidade produtiva ao longo do tempo. Tais modelos são tratados na literatura econômica como modelos de crescimento de longo prazo.

Crescimento é a expansão do produto real ao longo do tempo. Se, a curto prazo, agregados como consumo ou gastos do governo são importantes para a expansão do produto (considerando que o grau de utilização da capacidade produtiva está abaixo de seu máximo), a longo prazo o crescimento é dado, por exemplo, pela acumulação de capital, inovações tecnológicas ou elevação da eficiência do trabalho.

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Capítulo 1 - Introdução à Análise Macroeconômica: Conceitos, Relações e Dilemas

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INTRODUÇÃO À ANÁLISE

MACROECONÔMICA:

CONCEITOS, RELAÇÕES

E DILEMAS

1

Márcio Bobik Braga

INTRODUÇÃO

O presente e o próximo capítulos são introdutórios, porém de extrema importância para o bom entendimento da macroeconomia. Isso porque o estudo inicial de alguns conceitos, questões, dilemas, métodos e instituições se impõe para o entendimento dos modelos que serão estudados nos demais capítulos deste livro; mas não apenas. Ambos os capítulos visam apresentar ao leitor uma visão geral, porém não superficial, do que se entende por análise macroeconômica, seus objetivos, sua praticidade e suas limitações. Ou seja, podem ser lidos sem a necessidade de uma continuação.

Do que trata a macroeconomia? Antes de responder a essa pergunta, podemos formular outras: o que determina o comportamento da produção agregada de um país? Como reduzir o desemprego da mão de obra? O que causa a inflação e como combatê-la? Como utilizar as polí­ ticas macroeconômicas (política fiscal e monetária, por exemplo) para melhorar o bem-estar da sociedade? O que explica o comportamento da taxa de câmbio? Como fazer um país crescer sem inflação? São questões como essas, dentre outras, que a análise macroeconômica busca responder.

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Capítulo 9 - Consumo e Escolha Intertemporal

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CONSUMO E ESCOLHA

INTERTEMPORAL

9

Fábio Augusto Reis Gomes

INTRODUÇÃO

A decisão de consumo é similar à decisão de poupar na medida em que a poupança é jus­ tamente dada pela diferença entre renda e consumo. Considerando isso, é instrutivo começar este capítulo discutindo o papel da poupança e os fatores que a motivam. De um modo geral, os economistas entendem que poupança é consumo futuro (ROMER, 2012). De fato, seja qual for o fator que motiva a poupança, uma vez que os recursos foram acumulados, o consumo futuro é po­ tencializado. Naturalmente, esse acúmulo de recursos se dá via o sacrifício de reduzir o consumo corrente. Assim, fica evidente um trade-off intertemporal entre consumo hoje e consumo futuro que é mediado pela decisão de poupança.

É importante destacar que os modelos introdutórios de microeconomia não contemplam esse trade-off. Em tais modelos o bem-estar do consumidor depende de diversos bens, mas considera­

-se apenas um único período e, portanto, o consumidor enfrenta apenas o trade-off intratemporal: o aumento do consumo de um bem reduz os recursos disponíveis para consumir os outros bens.

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