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Medium 9788582713709

Antes de você começar

James C. Radcliffe Grupo A PDF

Antes de você começar

Este livro é redigido para indivíduos de variadas idades e capacidades. Como o livro é progressivo por natureza, você deve conseguir começar com os exercícios iniciais; à medida que se sentir mais confortável com eles, pode prosseguir. Tendo isso em mente, os únicos pré-requisitos são ter a liberação por parte do médico ou ortopedista, assim como qualquer programa de esporte requer de seus atletas.

Apoio

Ao iniciar os movimentos mais potentes, você irá desejar ter um apoio adequado. Colocar seus pés diretamente sob seus quadris irá garantir uma boa produção de força biomecânica a partir dos pés subindo pelo torso; posturas mais amplas, por outro lado, inibem o início de potência. O torso deve estar ereto, com as costas planas ou arqueadas, o tórax expandido à frente e quadris inclinados para trás. Ficar em pé com os quadris dobrados e as costas arredondadas leva a posturas e desempenhos moles, como você pode facilmente notar – uma postura de torso insatisfatória não parece potente. Os seus pés devem manter contato total com o solo enquanto você mantém os joelhos flexionados. Desloque seu peso sobre a porção dianteira dos pés, mas não a um ponto onde os calcanhares saiam do solo. A incapacidade de manter os calcanhares no chão à medida que você

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Medium 9788522478392

9 A elaboração de seminários

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF

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A elaboração de seminários

O Seminário constitui uma das técnicas mais eficientes de aprendizagem, quando convenientemente elaborado e apresentado. É preciso ressaltar que Seminário não se limita à elaboração do resumo de um texto e sua apresentação oral, quase sempre improvisada e monótona, diante de uma classe desatenta, alheia ao conteúdo da exposição.

Para que o Seminário surta os efeitos desejados, que inclui o treinamento do trabalho em grupo, quando essa modalidade é adotada, torna-se indispensável o conhecimento da sua natureza e finalidades, bem como das técnicas de elaboração e apresentação.

9.1 Seminário: conceito e finalidades

Antes de mais nada, faz-se necessário apontar o conceito de seminário:

“Seminário é uma técnica de estudo que inclui pesquisa, discussão e debate. (...)”

(LAKATOS, 1992, p. 29). Deduz-se, portanto, que a pesquisa, especialmente a bibliográfica, é o primeiro passo, requisito indispensável na elaboração do Seminário. A pesquisa leva à discussão do material pesquisado, mas, para que os objetivos sejam alcançados, não se pode dispensar o debate.

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Medium 9788536311111

9 - DA AVALIAÇÃO AO ACOMPANHAMENTO

Barbosa, Maria Carmen Silveira Grupo A PDF

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DA AVALIAÇÃO AO ACOMPANHAMENTO

Para poder trabalhar com crianças, é preciso aprender sobre elas.

Como são as crianças contemporâneas? Quais são as suas culturas? Como vivem seu cotidiano? Do que brincam? Que livros lêem? Como realizam suas aprendizagens? Sabemos muito pouco sobre elas; portanto, precisamos ouvi-las, observá-las, conversar com elas, estar junto a elas para poder ampliar suas vivências. Isso implica necessariamente considerar que acompanhá-las enquanto trabalham em atividades complexas e de aprendizagem é indispensável.

Precisamos entender o que está acontecendo no trabalho pedagógico e o que a criança é capaz de fazer sem procurar continuamente classificá-la em uma estrutura predeterminada de expectativas ou normas. Ao lado disso, temos a possibilidade de observar que cada sujeito tem um percurso pessoal e que o acompanhamento das aprendizagens é a única maneira de não valorizar apenas o resultado, mas sim dar valor e visibilidade a todo o percurso construído no processo de aprendizagem. Afinal, a documentação sempre nos diz algo sobre como construímos a criança e nós mesmos como pedagogos. Por esse motivo, ela estará aberta à discussão e à mudança.

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Medium 9788536304281

Capítulo 3 - O Poder das Primeiras Teorias

Howard Gardner Grupo A PDF

Mentes que mudam

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3

O Poder das Primeiras Teorias

OS PARADOXOS DO DESENVOLVIMENTO NA INFÂNCIA

Observe atentamente as pinturas européias do final da Idade Média. Você verá numerosos retratos do que, dada a diminuta estatura das criaturas, são claramente crianças pequenas. No entanto, aos olhos modernos, existe algo de estranho nelas. Conforme salientado há muitos anos pelo historiador social francês Philippe Ariés,1 os retratos refletem uma série de suposições inteiramente diferentes sobre o desenvolvimento humano. Neles, as crianças são apresentadas como adultos em miniatura. Elas são pequenas, com certeza; mas se vestem como adultos, têm uma expressão adulta e até suas proporções físicas não possuem os sinais da infância – nenhuma cabeça de tamanho grande, nenhum braço gorduchinho, nenhuma perna arqueada. Historiadores como

Ariés afirmam que as crianças medievais eram ignoradas quando pequenas; depois que atingiam a idade da razão – geralmente definida como aos sete anos – esperava-se que pensassem e se comportassem como adultas.

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Medium 9788582713891

Capítulo 1 - Princípios Básicos do Treinamento Resistido e Prescrição de Exercícios

Steven J. Fleck; William J. Kraemer Grupo A PDF

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Princípios Básicos do Treinamento

Resistido e Prescrição de Exercícios

Após o estudo deste capítulo, você deverá ser capaz de:

1. definir os termos básicos geralmente usados na elaboração de programas de treinamento resistido;

2. demonstrar os três tipos de ações musculares;

3. explicar o uso de ações musculares voluntárias e seu papel no ganho de força e hipertrofia muscular;

4. discutir os princípios da elaboração de programas, incluindo intensidade, volume de treina­ mento, períodos de repouso, especificidade, periodização e sobrecarga progressiva; e

5. discutir a importância da segurança, incluindo técnica de auxílio, respiração, técnica de exe­ cução do exercício, amplitude de movimento e equipamento.

O treinamento resistido,* também conhecido co­mo trei­

na­mento de força ou com pesos, tornou-se uma das formas mais populares de exercício para melhorar a ap­ tidão física e para o condicionamento de atletas. Os ter­ mos treinamento de força, treinamento com pesos e trei­ na­mento resistido são todos utilizados para descrever um tipo de exercício que exige que a musculatura corporal se movimente (ou tente se movimentar) contra uma for­

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Medium 9788521630463

PARTE III – 23 - A ANÁLISE DE CONTEÚDO NA PESQUISA QUALITATIVA

BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF

23

C apítulo

A Análise de Conteúdo na pesquisa qualitativa

DINAEL CORRÊA DE CAMPOS

Sentenças e palavras possuem somente os significados que possuem.

John R. Searle

INTRODUÇÃO

Significado: o conceito em si. Segundo Lacan, a linguagem determina o sentido e gera as estruturas da mente, a linguagem não está constituída por palavras, mas sim por imagens, como se fossem hieróglifos a serem decifrados.

De fato, a pesquisa com o método de Análise de Conteúdo exigirá do pesquisador o trabalho arqueológico de desconstrução para a construção. Explicando melhor: analisar o conteúdo de uma entrevista, de uma fala, de uma observação realizada exigirá que o pesquisador esteja aberto para a compreensão de que as palavras têm muito mais a dizer do que dizem. Não se trata de adivinhar, ou mesmo de criar observações de estudo, mas, sim, de ver no conteúdo apresentado ao pesquisador, o que de fato o fenômeno observado apresenta, tornando visível o oculto.

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Medium 9788536307039

2. A Maior Vence

Stocco Smole, Kátia Cristina Grupo A PDF

E

ste jogo auxilia os alunos a justificar as respostas e o processo de resolução de um problema, a comparar quantidades, a ler e interpretar escritas numéricas. As crianças poderão utilizar diferentes critérios para comparação dos números, como, por exemplo, pela posição que um número ocupa na sequência numérica, pela identificação de qual dos números tem mais unidades, dezenas ou centenas, ou mesmo pela análise do primeiro algarismo de cada número apresentado nos cartões. Será na busca pela fundamentação desses critérios que elas compreenderão como comparar números e entenderão novos aspectos do sistema de numeração decimal.

Organização da classe: em duplas.

Recursos necessários: um jogo de 40 cartas numeradas de 11 a 50.

Meta: obter o maior número de cartas no final do jogo.

ORIENTE SEUS ALUNOS QUANTO ÀS REGRAS

1. Todas as cartas são distribuídas aos jogadores.

2. Sem olhar, cada jogador forma uma pilha na sua frente com as suas cartas viradas para baixo.

3. A um sinal combinado, os dois jogadores simultaneamente viram as primeiras cartas de suas respectivas pilhas. O jogador que virar a carta maior leva as duas.

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Medium 9788536303338

3. Qualidade e Produtividade no Sistema Educacional

Artmed Pitágoras Grupo A PDF

Qualidade e Produtividade no Sistema Educacional

3

Lúcio de Andrade Fonseca

INTRODUÇÃO

Em que medida escola e sociedade precisam estar afinadas?

A função do sistema educacional é fornecer à sociedade cidadãos educados e competentes para cuidarem de si mesmos e contribuírem para a sobrevivência e melhoria da sociedade. Assim, o sistema educacional anda – ou deveria andar – sempre afinado com as características e as exigências correntes da sociedade que o abriga.

Na sociedade agrária, a terra era o grande gerador de riqueza. Para explorá-la, não era imprescindível ter uma formação acadêmica. A missão de educar ficava a cargo praticamente da família, que tinha obrigação de ensinar ao jovem apenas as habilidades necessárias para lidar com a terra.

Na sociedade industrial, em que vivemos até bem recentemente, o dinheiro e o trabalho passam a ser os geradores de riqueza. Um diploma e, se possível, um sobrenome de peso abrem todas as portas. Como as habilidades requeridas dos trabalhadores eram de natureza extremamente repetitiva (por anos a fio iriam exercer a mesma função), era natural bombardear o estudante com uma profusão de informações e cobrar dele, nas provas, a reprodução ipsis literis dessas informações. A habilidade de decorar – para posteriormente saber de cor as etapas do trabalho – era mais necessária que a de aprender. (Como ninguém é de ferro, tome cola, pois “quem não cola não sai da escola”.)

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Medium 9788522466061

4 - Planejamento de um Estudo de Caso

MARTINS, Gilberto de Andrade Grupo Gen PDF

4

Planejamento de um Estudo de Caso

4.1 Introdução

Diferente de outras estratégias de pesquisa, para um Estudo de Caso não se desenvolveu um conjunto fixo de etapas para conduzi-lo. Não há uma sistematização de um projeto de pesquisa de um caso. Lembrando de uma expressão do senso comum: cada caso é um caso. Todavia, é possível compor um plano de ação – projeto ad hoc –, seqüência lógica de procedimentos a partir das questões orientadoras iniciais, passando pela coleta de evidências, compondo e analisando os resultados, validando-os, até se chegar às conclusões, condições para possíveis inferências e o relatório final: um artigo, uma monografia, uma dissertação ou uma tese. Um projeto bem elaborado de um Estudo de Caso possibilitará garantias de lógica interna, evitando, por exemplo, que evidências levantadas não se remetam aos objetivos colimados. Um projeto bem construído permitirá evidências de confiabilidade e validade dos achados da pesquisa, condição fundamental de um estudo científico. Em síntese, o planejamento de um Estudo de Caso deve tratar de todo o processo de construção de uma pesquisa: questões a responder, proposições (teses) do estudo, fixação dos parâmentros, elaboração de detalhado protocolo, estratégia para coleta de dados e evidências, como analisar os resultados, como dar significância ao estudo e aos achados, redação, edição e formatação do relatório sobre o caso estudado. Apesar das restrições quanto ao formato único de um projeto, é necessário atentar para o que nesta seção é apresentado.

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Medium 9788565852951

Capítulo 9 - Outros riscos psiquiátricos e da saúde mental

Cristiano Nabuco de Abreu; Evelyn Eisenstein; Susana Graciela Bruno Estefenon Grupo A PDF

OUTROS RISCOS PSIQUIÁTRICOS

E DA SAÚDE MENTAL

MARCO ANTÔNIO CHAVES GAMA

VIVENDO ESSE MUNDO DIGITAL

C A P Í T U L O 9

Os adolescentes do século XXI vivem momentos de muita pressa e competitividade e, às vezes, com comportamentos sem uma explicação lógica. O novo contexto do mundo pós-moderno traz novos problemas, como:

Mundo delivery – os adolescentes estão crescendo em um mundo de relações descartáveis, de soluções imediatas e na falta de espaço para a espera e o amadurecimento.

Geração fast – tudo tem de acontecer rápido e pronto para consumo imediato. Como exigir algo desses adolescentes, que têm tudo à mão, se essas facilidades são proporcionadas principalmente pelos próprios pais?

Supressão do pensamento do paradigma “Impulso-Pensamento-Ação” – devido à baixa tolerância à frustração, à dificuldade em adiar a realização de desejos e liberar seus impulsos, o adolescente tem agido sem pensar, movido frequentemente pelo impulso seguido da ação,1 tendo como exemplos a banalização do sexo e da relação sexual, que acontece cada vez mais precocemente e desprovida de afeto, e a violência com mortes por motivos banais durante assaltos ou discussões no trânsito.

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Medium 9788573078619

Capítulo 4. Informação, Formação e Globalização: Novos ou Velhos Paradigmas?

Isabel Alarcão Grupo A PDF

Escola Reflexiva e Nova Racionalidade

capítulo

83

4

Informação, Formação e

Globalização: Novos ou

Velhos Paradigmas?

Idália Sá-Chaves

GLOBALIZAÇÃO, UMA QUESTÃO EM ABERTO

Multiplicam-se os exercícios de análise prospectiva. Um pouco por todo o lado e provindos de todas as áreas do conhecimento, surgem estudos que ensaiam a tentativa milenar da adivinhação, da descoberta, do conhecimento antecipatório. Tal como sempre, aceitam-se os desafios próprios do tempo com os instrumentos cognitivos que atravessam, como um legado ancestral, as gerações que, sucedendo-se, garantem a permanência dessa poderosa inquietação.

Desse ponto de vista, pode-se considerar que as sociedades sempre foram do conhecimento, embora nem sempre tenha sido tão clara a conscientização coletiva desse fato. Do mesmo modo, as sociedades também sempre foram da informação e da comunicação, embora de informação escassa e de divulgação restrita, condicionada e difícil.

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Medium 9788597017335

4 - Como se relacionam professores e estudantes

GIL, Antonio Carlos Grupo Gen PDF

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Como se relacionam professores e estudantes

Parece haver consenso entre os professores que o mais importante no Ensino

Superior é conseguir que o estudante aprenda. Também não é difícil admitir que tanto as aptidões e motivações dos estudantes quanto as dos professores exercem inf luência na aprendizagem, além de variáveis relacionadas aos objetivos e à organização dos cursos. Mas há outro aspecto muito importante a ser considerado, que é o do relacionamento que se estabelece entre professor e estudante.

Toda a vida em sala de aula é constituída por relações interpessoais. O professor explica, pergunta, responde, informa, admoesta, repreende, elogia, critica ou ameaça, valendo-se tanto da linguagem verbal quanto da não verbal. Da mesma forma, os estudantes comunicam-se com o professor e com os colegas em muitos momentos; perguntam, respondem, reclamam, dizem algo enquanto aguardam e também dizem alguma coisa quando estão distraídos ou mesmo quando se calam. O relacionamento entre professor e estudante ocorre de maneira tão intensa que, para Marchand (1985), ambos formam um “par educativo”, devendo, portanto, ser considerados como uma unidade.

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Medium 9788564519077

6. Inquietações sobre os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia que desafiam a educação profissional

Pacheco, Eliezer Moreira Grupo A PDF

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Inquietações sobre os institutos federais de educação, ciência e tecnologia que desafiam a educação profissional

Fábio Azambuja Marçal e Guilherme Brandt de Oliveira

Introdução

Neste momento, pretendemos problematizar questões atuais sobre a educação profissional, em especial aquelas que passam pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs). Apontamos para essas instituições como mais um passo, dentro da história da educação profissional no

Brasil, de extensa trajetória. Partimos do princípio de que tal modalidade de escolarização teve diversos momentos e propostas, configurando-se de acordo com o contexto histórico-social em que foi ofertada. Suas variações ocorreram em sintonia com as mudanças políticas, econômicas e sociais que se efetivaram na história brasileira.

Fundamentaremos nossas análises sobre os IFs a partir da tensão capital e trabalho. Sinalizando para uma análise de que a política dos Institutos Federais se configura como um espaço de disputas vivas e pulsantes, podendo se situar no campo de interesse do capital, bem como na perspectiva do trabalho.

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Medium 9788563899866

Capítulo 9 - Do treinamento à capacitação: a integração da educação ambiental ao setor produtivo

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF

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Do treinamento à capacitação a integração da educação ambiental ao setor produtivo

Dione Kitzmann e Milton L. Asmus

Apesar das diferenças inerentes aos seus contextos de ação, é possível traçar um paralelo entre as atividades de educação ambiental exercidas nas escolas e comunidades e aquelas de treinamento e capacitação1 de empresas e indústrias, à medida que todas atuam sobre o mesmo sujeito (ser humano) e buscam transformar as mesmas variáveis (conhecimentos, habilidades e atitudes).

A educação ambiental é definida como um conjunto de processos a partir dos quais os indivíduos e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências (Art. 1o da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA). Segundo Guimarães (2007), a educação ambiental é a busca da transformação de valores e atitudes pela construção de novos hábitos e conhecimentos. Para Edwards (1994), na educação ambiental o conhecimento é a educação sobre o ambiente, enquanto os valores e as atitudes positivas são uma educação para o ambiente.

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Medium 9788536302270

Capítulo 7. Desenvolvimento intelectual e processos cognitivos entre os dois e os seis anos

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

Desenvolvimento intelectual e processos cognitivos entre os dois e os seis anos

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MARÍA JOSÉ RODRIGO

DA CRIANÇA PRÉ-LÓGICA À CRIANÇA

QUE PROCESSA INFORMAÇÃO

O objetivo deste capítulo é familiarizar o leitor com o repertório de capacidades cognitivas com que contam as crianças de dois a seis anos. Começaremos utilizando o guia autorizado de Piaget para percorrer esses anos que correspondem à chamada etapa pré-operatória.

Nela se desenvolvem alguns conteúdos importantes, como, por exemplo, a função simbólica. No entanto, nessas idades, o pensamento infantil descrito por Piaget é caracterizado como se estivesse à espera das grandes transformações operatórias que ocorrerão em etapas posteriores. De fato, as revisões críticas da obra de Piaget alertaram sobre o perigo dessa estratégia comparativa ao avaliar a competência das crianças dessas idades.

Neste capítulo, a descrição “negativa” das capacidades da criança pré-lógica se completa com uma descrição “positiva” que procura conhecer o que as crianças sabem e o que fazem nessas idades. Isso é muito necessário se queremos fazer justiça a suas verdadeiras capacidades e às possibilidades de educação que essas sugerem. Por isso, após o próximo item, mudaremos o tom do discurso para entrarmos em uma análise mais pormenorizada de suas capacidades de processamento. O objetivo deste tipo de análise é descobrir como crianças nessa faixa etária codificam, transformam e organizam os diferentes tipos de informação.

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