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Capítulo 8 - Tecnologia na Educação: Novos Desafios para a Didática

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen PDF

Capítulo 8

Tecnologia na Educação:

Novos Desafios para a Didática

Contextualizando

A Viúva Simões (excerto, de Júlia Lopes de Almeida)

A rua tinha trechos menos tumultuosos de feição aristocrática, onde as casas não se abriam tão burguesmente à poeira e à curiosidade de fora; mas logo em outro quarteirão, tudo mudava, aspecto de pessoas e de coisas, como se se tivesse dado um salto para outro bairro. Então, em vez de prédios grandes, de cortinas cerradas e plantas ornamentais nas entradas, eram as casas apertadas, desiguais; e, de vez em quando, ou um frege tresandando a azeite e sardinhas, ou uma quitanda apertada, cheirando a fruta apodrecida e a hortaliça murcha. Nesse ponto andavam crianças aos magotes pela calçada, de mãos dadas, embaraçando os transeuntes. À porta de um barbeiro ou de outra qualquer casa de negócio, sufocada por prédios maiores, conversavam algumas pessoas com muitos gestos e poucas risadas.

No trecho extraído do livro de Almeida, é possível perceber que ela faz uma leve, mas objetiva, crítica às mudanças, principalmente pelo fato de estas acontecerem tão próximas ao diferente. Utilizando como base o conceito apresentado no texto, transpondo esta questão para a educação, reflita:

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Medium 9788536319926

b

Pacheco, José Grupo A - Artmed PDF

b a cegueira ao Ensaio sobre a lucidez, Saramago não faz outra coisa que não seja nos lembrar a tragédia edipiana, que nos fala daqueles que, tendo olhos, não veem, e de cegos que conseguem ver. Em “Vermelho como o céu”, somente quando alcançam a saída da caverna platônica é que a menina reassume a missão de conduzir.

Visitei uma escola que me diziam ser “inclusiva”. Numa turma de 4a série, encontrei um aluno “incluído”. Copiava frases escritas no quadro tão lentamente que, no fim da cópia, a folha foi para o lixo – estava encharcada de saliva, que escorria sem que ele conseguisse conter.

No fundo da sala, o “incluído” tornou-se invisível. A professora explicou por que razão o “incluído” estava ali:

Que quer que eu faça? Ele continua com o livro da 1a série. Com mais de 30 alunos já é difícil ensinar os normais. Agora, põem um deficiente na sala. Eu nunca tive formação para isso. Não dá!

À impotência e frustração de professores junto o desespero dos pais: Na hora de matricular é aquele abraço – “Nós vamos dar conta da sua filha” – mas, depois, a minha filha passa o tempo todo passeando pela escola, ou no fundo da sala.

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Medium 9788502171749

CAPÍTULO VII - DO FINANCIAMENTO E DAS PRIORIDADES

Caminha, Uinie Editora Saraiva PDF

CAPÍTULO VII

DO FINANCIAMENTO E DAS

PRIORIDADES 

1. INTRODUÇÃO

O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo deverá ser financiado com os recursos tanto do orçamento fiscal quanto daquele da seguridade social, além, é certo, da possibilidade da utilização orçamentária de outras fontes (art. 30 da Lei n. 12.594/2012).

A alocação dos recursos de que trata o caput do art. 30 da Lei n.

12.594/2012, contudo, não se realizará de forma necessariamente obrigatória nos orçamentos dos órgãos responsáveis pelas políticas integrantes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, conforme as razões do veto presidencial ao § 1º da mencionada figura legislativa.

O veto presidencial tinha por preocupação as eventuais controvérsias que poderiam ser geradas acerca da “natureza dos recursos a serem alocados para a execução das políticas do Sistema Nacional de Atendimento

Socioeducativo”.

Até porque, com o veto presidencial, não haveria qualquer restrição econômico-financeira, uma vez que o caput do artigo e os §§ 2º e 3º determinam que o sistema nacional de atendimento socioeducativo será financiado com recursos orçamentários fiscais e da seguridade social dos entes jurídicos de Direito Público interno (“entes federados”).

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Medium 9788536308524

1. O mundo das necessidades educacionais especiais

O’Regan, Fintan Grupo A - Artmed PDF

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O mundo das necessidades educacionais especiais

O Suplemento Educacional do Times de junho de 2004 relatou que um em cada quatro alunos na Inglaterra e no país de Gales apresentava alguma forma de necessidade especial. O número registrado de pessoas com necessidades especiais quase dobrou, de 792 mil, em 1995, para mais de 1,5 milhão, atualmente. O grau em que os estudantes são afetados varia de leve a severo, mas uma coisa é certa – em torno de 3,6 bilhões de libras são gastos com necessidades especiais a cada ano. Mais de dois terços desse valor são gastos em crianças com Statements.

Não existe nenhuma definição absoluta para NEEs. A lei Special Educational

Needs and Disability Act (SENDA), de 2001, diz que uma criança que tem NEEs apresenta uma dificuldade de aprendizagem que exige providências educacionais especiais para ela. Uma “criança” pode ser qualquer pessoa até a idade de 19 anos, que esteja matriculada em uma escola. As “necessidades” não são julgadas segundo uma escala predeterminada de dificuldade ou desempenho, mas em relação à maneira como a criança está se saindo em comparação com seus colegas.

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Medium 9788522478392

4 Fases da pesquisa bibliográfica

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF

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Fases da pesquisa bibliográfica

Uma pesquisa bibliográfica pode ser desenvolvida como um trabalho em si mesma ou constituir-se numa etapa da elaboração de monografias, dissertações etc.

Enquanto trabalho autônomo, a pesquisa bibliográfica compreende várias fases, que vão da escolha do tema à redação final.

De modo geral, essas fases apresentam algumas semelhanças com as da elaboração dos trabalhos de graduação, que serão explicitadas mais adiante.

4.1 Escolha e delimitação do tema

Geralmente, nos cursos de graduação, o tema dos trabalhos é sugerido pelo professor; contudo, sempre é bom lembrar que esta escolha deve ser feita segundo alguns critérios.

Antes de mais nada, deve-se pesquisar a acessibilidade a uma bibliografia sobre o assunto, pois todo trabalho universitário baseia-se, principalmente, na pesquisa bibliográfica.

Outros requisitos importantes são a relevância, a exequibilidade, isto é, a possibilidade de desenvolver bem o assunto, dentro dos prazos estipulados, e a adaptabilidade em relação aos conhecimentos do autor.

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