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Medium 9788536311111

5 - TRAMANDO OS FIOS E ESTRUTURANDO OS PROJETOS

Barbosa, Maria Carmen Silveira Grupo A - Artmed PDF

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Barbosa & Horn

tante refletir sobre uma situação, o problema global dos fenômenos, a realidade factual, e não sobre a interpretação teórica já sistematizada nas disciplinas.

A postura pedagógica implicada nessa abordagem provoca muitas vezes certa insegurança aos educadores, já que eles não podem ter, desde o primeiro momento, o mapeamento do projeto como um todo, pois este será elaborado paulatinamente pela ação, pela avaliação e pelo replanejamento. Essa construção envolve a participação tanto dos alunos quanto do educador, na medida em que as decisões e os encaminhamentos emergem das motivações do grupo, dos materiais e recursos disponíveis, das portas que se abrem – possibilitando novos embates, novos problemas, novas soluções – e, principalmente, do estudo aprofundado que os professores realizam acerca da temática a ser estudada.

Relembrando que a estruturação de um projeto não é rígida nem tampouco predeterminada, apontaremos alguns aspectos referenciais importantes nesse processo de construção.

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Medium 9788521624714

Capítulo 3 - Gestão e Educação

MONTEIRO, Eduardo; MOTTA, Artur; RAMAL, Andrea Cecilia (org.) LTC PDF

Capítulo 3

Gestão e Educação

As relações entre as formas de organização produtiva, social e educacional

Para estudar a gestão educacional em termos realistas, devemos tratar daquilo que nos contextos sociais se pensa sobre o ser humano e a sociedade, além do modelo econômico e produtivo gerador de riqueza e das relações de poder. A Educação se liga a todos esses fatores, e observar esse conjunto nos ajuda a identificar como atuam os aparatos por meio dos quais são formadas as mentalidades e as habilidades que geram e mantêm essas estruturas funcionando. E, dialeticamente, como produzem suas transformações ao longo do tempo.

Fica um pouco mais difícil tratar do tema da gestão educacional no mundo contemporâneo porque estamos experimentando um momento de mudança de paradigmas. Um determinado modo de pensar e fazer as coisas está expirando diante de fortes impactos das mudanças sociais, culturais e produtivas, enquanto outro modo vem surgindo e se firmando na experiência das pessoas.

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Medium 9788536324555

Manifestações culturais como instrumento de interação e de aprendizagem

Saraiva, Juracy Assmann Grupo A - Artmed PDF

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MANIFESTAÇÕES CULTURAIS COMO

INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM

A aproximação entre professor e aluno por meio da cultura oral

A leitura na escola pode ser um momento de encontro, de trocas de experiências afetivas e cognitivas que enriquecem não somente o aluno, mas também o professor. Ao recuperar a criança que já foi um dia, o professor estabelece uma via de mão dupla com seus alunos, acolhendo o conhecimento que eles trazem para a escola e com eles dividindo sua experiência de aprendiz.

Tanto os educadores quanto seus alunos têm uma história pessoal em que se entrelaçam muitas histórias. Entre elas, inclui-se a do modo como tiveram acesso ao mundo da ficção e da poesia, o qual, certamente, não se iniciou na escola. Muitos ouviram, nos serões familiares, histórias de assombração, “causos”, lendas e outras narrativas folclóricas; aprenderam com avós e pais, ou com outras pessoas que povoaram sua infância, quadras, trava-línguas, adivinhas, brincos. Para a maioria das pessoas, o primeiro contato com o mundo da cultura ocorreu por meio das canções de ninar que se inscreveram em sua memória como uma mensagem de ternura e de poeticidade.

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Medium 9788597012637

8 - O uso do método do caso de ensino na educação na área de negócios

LEAL, Edvalda Araújo; MIRANDA, Gilberto José; NOVA, Silvia Pereira de Castro Casa Atlas PDF

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O uso do método do caso de ensino na educação na área de negócios

E D VA L D A A R A Ú J O L E A L

CÍNTIA RODRIGUES DE OLIVEIRA MEDEIROS

L AY N E V I T Ó R I A F E R R E I R A

O conhecimento resulta do esforço científico por respostas a perguntas formuladas, não da inércia de aceitar ideias dominantes e conservadoras.

(MACHADO; CALLADO, 2008, p. 5)

leal miranda_MIOLO.indd 93

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Capítulo 8

1. Introdução

Neste capítulo, focalizamos a estratégia de ensino “estudo de caso” ou o “método do caso” ou, ainda, o teaching case. Importante destacar que o método do caso não

é “uma metodologia de pesquisa, como vem a ser o estudo de caso, mas uma

O método do caso não é “uma ferramenta pedagógica”.1 metodologia de pesquisa, como

Os professores que atuam na área de vem a ser o estudo de caso, mas gestão e negócios utilizam o método uma ferramenta pedagógica”. do caso com o objetivo de analisar um caso já elaborado. Um caso na área de gestão2 consiste na “descrição de uma situação administrativa recente, comumente envolvendo uma decisão ou um problema”. O caso é redigido na perspectiva de quem está envolvido na situação decisória, e permite aos estudantes acompanhar os passos de quem tomou a decisão e analisar o processo, decidindo se o analisaria sob enfoques diferentes ou se enveredaria por outros caminhos no processo de tomada de decisão.3

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Medium 9788502171749

CAPÍTULO VI - DA RESPONSABILIZAÇÃO DOS GESTORES, OPERADORES E ENTIDADES DE ATENDIMENTO

Caminha, Uinie Editora Saraiva PDF

DA RESPONSABILIZAÇÃO DOS

CAPÍTULO VI GESTORES, OPERADORES E ENTIDADES

DE ATENDIMENTO

1. INTRODUÇÃO

A responsabilização dos gestores, operadores e entidades de atendimento que desenvolvem atribuições de acompanhamento do cumprimento de medidas socioeducativas se dará no âmbito administrativo, cível e criminal.

É o que dispõe o art. 97 da Lei n. 8.069/90, segundo o qual, para além das medidas administrativas (disciplinares) a serem adotadas, também importa para a responsabilização cível e criminal a não observância das atribuições legais descritas tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente, quanto na Lei n. 12.594/2012.

Dessa maneira, os gestores, operadores e entidades que não respeitarem, ainda que parcialmente, as diretrizes, princípios e determinações legalmente estabelecidas na Lei n. 12.594/2012, independentemente da esfera de governo, sujeitam-se à responsabilização administrativo-disciplinar, cível e criminal.

Os gestores, operadores e seus prepostos, bem como as entidades governamentais e não governamentais que desenvolvem atribuições relacionadas ao atendimento socioeducativo devem acatar não só o que determina a Lei n. 12.549/2012, mas, também, o que se encontra previsto no art. 94 da Lei n. 8.069/90.

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