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Medium 9788536321004

2. Behaviorismo radical e prática clínica

Farias, Ana Karina Curado Rangel de Grupo A - Artmed PDF

Capítulo 2

Behaviorismo Radical e Prática Clínica

João Vicente de Sousa Marçal

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relação entre Behaviorismo Radical e Terapia Comportamental teve início na década de 1950 com as primeiras aplicações dos princípios operantes, estudados em laboratório desde a década de 1930, na modificação de comportamentos considerados inadequados (Micheletto, 2001). Baseadas em princípios como modelagem, reforçamento diferencial, extinção ou mesmo punição, e sob o rótulo de Modificação do Comportamento, as técnicas eram empregadas em ambientes artificialmente construídos, normalmente em instituições psiquiátricas. O público-alvo era constituído por pessoas diagnosticadas com retardo mental, esquizofrenia, autismo e transtornos psicóticos em geral (Vandenberghe, 2001; Wong, 2006)1. As estratégias envolviam a manipulação de variáveis independentes (ambientais), as chamadas

VIs2, no sentido de aumentar ou reduzir a frequência de comportamentos-alvo, também chamados comportamentosproblema (as variáveis dependentes, ou

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Medium 9788536326603

8. Abscesso subareolar crônico recidivante

Biazús, Jorge V. Grupo A - Artmed PDF

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Abscesso subareolar crônico recidivante

Esse tipo de abscesso acomete mulheres jovens e, em sua grande maioria, fumantes. É uma infecção, recorrente e crônica, subareolar que, com frequência, evolui para a formação de fístula. O tabagismo é duas vezes mais comum nessas mulheres. Acredita­‑se que o fumo possa exercer efeito irritativo direto sobre o epitélio ductal, induzindo à metaplasia escamosa e à obstrução do ducto com subsequente reação inflamatória e contaminação bacteriana por anaeróbios e Gram­‑negativos.

O diagnóstico é sempre clínico. As pacientes com mais de 35 anos devem submeter­‑se a mamografia e a ultrassonografia mamária, pois, raramente, pode­‑se encontrar infecções associadas a áreas de comedonecrose de um carcinoma intraductal.

Tratamento

Na fase aguda, deve­‑se utilizar anti­‑inflamatórios e antibióticos (metronidazol 500 mg, de 12 em 12 horas + cefalexina 500 mg, de 6 em

6 horas; ambos via oral por 7 dias).

Cerca de 50% dessas pacientes têm infecções recorrentes e o único tratamento efetivo a longo prazo é a exérese total dos ductos terminais.

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Medium 9788536326481

9. Discussões da análise do comportamento acerca dos transtornos psiquiátricos

Batista Borges, Nicodemos Grupo A - Artmed PDF

Discussões da análise do 9 comportamento acerca dos transtornos psiquiátricos

Denise de Lima Oliveira Vilas Boas

Roberto Alves Banaco

Nicodemos Batista Borges

Assuntos do capítulo

> Transtornos psiquiátricos.

> Os motivos que levam um cliente a procurar um psicólogo clínico.

> Problemas clínicos.

> Multideterminação do comportamento.

> Semelhanças e diferenças entre “transtornos psiquiátricos” e os demais comportamentos.

> Modelos metafísico, estatístico e normalidade.

> ‘Transtornos psiquiátricos’ como déficits ou excessos comportamentais.

> Vantagens do modelo analítico­‑comportamental para ‘psicopatologias’.

> Sofrimento como critério para intervenção.

Influenciado pelo modelo de seleção natural de Darwin, Skinner propôs o modelo de sele‑

ção por consequências como explicação para o aparecimento e manutenção dos comportamentos dos organismos. Desse modo, as diferenças de comportamento dos indivíduos, e consequentemente entre os indivíduos, deveriam ser explicadas pelos mesmos processos básicos que explicam a existência das diferentes espécies: variação e seleção.

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Medium 9788536327006

18. DOENÇA DE ALZHEIMER – QUADRO CLÍNICO

Caixeta, Leonardo Grupo A - Artmed PDF

DOENÇA DE ALZHEIMER |

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LEONEL TADAO TAKADA

RICARDO NITRINI

MANIFESTAÇÕES COGNITIVAS

Os eventos fisiopatológicos que ocorrem na doença de Alzheimer (DA) precedem em anos ou décadas o aparecimento de sintomas clínicos (Jack et al., 2010). A DA, do modo como é entendida atualmente, é precedida por manifestações clínicas sutis (ou pré-clínicas), com piora progressiva, de modo que a sintomatologia do paciente passa por um contínuo entre o normal, o comprometimento cognitivo leve (CCL) (de modo geral, do tipo amnéstico) e, por fim, o diagnóstico de DA (quando o declínio cognitivo torna-se suficiente para impactar o trabalho ou as atividades da vida diária) (Dubois et al., 2007; McKhann et al., 2011).

Alterações iniciais da doença de Alzheimer

A redução da capacidade de reter informações novas na DA decorre sobretudo do comprometimento da formação hipocampal. Sabe-se que o comprometimento bilateral grave da formação hipocampal observa-

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DOENÇA DE

ALZHEIMER –

QUADRO CLÍNICO

do em outras doenças, como encefalites, lesões vasculares e traumáticas, tem como principal manifestação amnésia para fatos recentes, com preservação da memória remota. Na DA existe também acometimento do núcleo basal de Meynert, de onde influxos colinérgicos projetam-se sobre o neocórtex e cuja lesão também causa déficit de memorização (Mesulam, 2000).

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Medium 9788536327402

11. Replicação do DNA

Cox, Michael M. Grupo A - Artmed PDF

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Replicação do DNA

Momento de descoberta

Iniciei meu laboratório em Stanford para estudar a recombinação de DNA utilizando os métodos bioquímicos estabelecidos por Arthur Kornberg para o trabalho com a DNA-polimerase. O laboratório de Matt

Meselson em Harvard apresentou evidência de que a recombinação de DNA envolvia a quebra e junção de suas fitas. Partimos, então, para a tentativa de descobrir uma enzima que selasse a quebra do DNA pela formação de uma ponte fosfodiéster.

Usando extratos celulares de E. coli e um substrato de duplex de DNA contendo quebras de fita simples

Robert Lehman [Fonte: marcadas com 32P nas porções 5'-terminais, medimos

Cortesia da American Society for Biochemistry and Molecular a conversão de 5'-32P para uma forma que fosse proBiology.] tegida da remoção por uma enzima, presumivelmente devido à incorporação em uma nova ponte fosfodiéster. Esse ensaio funcionou, e as fitas de DNA foram unidas após incubação do extrato!

No entanto, eu queria obter uma prova definitiva de que as fitas eram unidas por uma ponte fosfodiéster. Apesar de parecer óbvio agora, à época pensamos na possibilidade de que uma proteína ligante fosse a causa da união das fitas de DNA.

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