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4 - Reabilitação Neuropsicológica no Transtorno Não Verbal de Aprendizagem

MIOTTO, Eliane Correa Roca PDF

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Reabilitação

Neuropsicológica no

Transtorno Não Verbal de Aprendizagem

Anna Carolina Rufino Navatta

JJ

Breve histórico

Nas últimas décadas, os transtornos de aprendizagem têm sido amplamente estudados do ponto de vista neuropsicológico. Alguns desses estudos buscam descrições das bases neuroanatômicas e funcionais dos quadros, incluindo disfunções neuropsicológicas, contexto ambiental e social, e impactos na esfera comportamental e emocional. Desse modo, têm-se pesquisas acerca dos transtornos da leitura, das habilidades matemáticas, da linguagem e globais da aprendizagem.

Do ponto de vista funcional, os transtornos de aprendizagem podem ser classificados em dois subgrupos: em um deles estariam os com déficits primários na linguagem e nos processos cognitivos e psicológicos atrelados a ela (como processamento auditivo, aquisição de vocabulário, sintaxe, dentre outros), seriam os transtornos verbais. No outro subgrupo estariam os transtornos considerados não verbais, com déficits no processamento v­ isual, espacial e motor, por exemplo (Mamen, 2007). Dentro do grupo envolvendo os transtornos não verbais, um quadro ainda não é descrito em manuais formais da saú­de como o

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Introdução

MARCOLAN, João Fernando Roca PDF

Introdução

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2  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Cada vez mais há a difusão de denominações técnicas e de quadros patológicos relativos às alterações psiquiá­tricas para o leigo, o que provoca muitas vezes a sensibilização da população para esta temática, embora ainda existam muitos preconceitos e estigmas enraizados tanto nesse público quanto nos profissionais da saú­de. Segundo o Relatório sobre a saú­de no mundo relativo à Saú­de Mental (Organização Pan-Americana da Saú­de; Organização

Mundial da Saú­de, 2001), há cerca de 450 milhões de pessoas sofrendo de transtorno mental e de comportamento, e estimativas apontam que esses transtornos respondem por 12% da carga mundial de doen­ças.

Verificamos que o transtorno psiquiá­trico é uma condição patológica que vem ganhando maior visibilidade nos meios de comunicação, em parte devido ao aumento no número de casos no mundo. Esse aumento é justificado, entre outros fatores, pelo avanço do conhecimento na ­área, pelo acesso a esse conhecimento e ao tratamento, pela diversidade de diagnósticos produzidos e pela difícil adaptação do ser humano às próprias condições de vida que criou. Devido à situação descrita, o profissional da ­área da saú­de, mesmo não atuando na ­área específica da Saú­de Mental, tem boa chance de prestar assistência ao paciente portador de sofrimento psíquico e é necessário que esteja capacitado para prestar a assistência.

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2 Técnicas de Comunicação Terapêutica

MARCOLAN, João Fernando Roca PDF

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Técnicas de

Comunicação

Terapêutica

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Abordagem ao paciente com transtorno mental

Conforme visto anteriormente, a observação e a comunicação são ações das mais importantes para ajudar o paciente com comprometimento psíquico ou não. Deve-se observar as ações do paciente para que se possa complementar a leitura de seu estado e, por meio de ações terapêuticas, principalmente pela comunicação, trazer alívio e melhora ao seu sofrimento.

Mostra-se compromisso essencial o estar aberto para a interação com o paciente e o envolvimento profissional na relação. É necessário que passemos a observar a linguagem não verbal dos in­di­ví­duos que forem atendidos, porque nos fornece informações valiosas para dar-lhes a assistência, assim como devemos tentar controlar a nossa comunicação não verbal, pois passamos informações ao paciente – que pode utilizá-las de maneira inadequada devido ao seu agravo psíquico.

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8 Duração e Retirada da Contenção Física

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Duração e Retirada da Contenção Física

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O tempo de duração da contenção é algo discutível e que não pode ser padronizado, devendo durar o menor perío­do possível. Na prática, verifica-se que dura além do necessário, em geral devido à falta de estrutura adequada das unidades assistenciais. Não se deve prometer ao paciente que após determinado tempo será liberado, pois após esse tempo decorrido pode ser que o paciente ainda não esteja adequado para ser liberado.

A comunicação ao paciente de que vai ser retirada a sua contenção deve ser feita somente no momento em que isso for rea­li­zado, após ser decidido pelos profissionais que o assistem.

Na situação em que o paciente tenha sido sedado, não há justificativa técnica para mantê-lo contido por faixas enquanto perdurar o estado de sedação. Porém, é comum não haver adequação nem do local nem do quantitativo de profissionais para manter o paciente sedado sem as contenções por faixas, pois ele pode de modo repentino sair do estado de sedação sem a presença próxima dos profissionais e se reinstalar o comportamento de risco.

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6 - Genograma da Família Credenciada

CERVENY, Ceneide Maria de Oliveira Roca PDF

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Genograma da Família

Credenciada

Gilberto José Picosque

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Quem diria! Vovó já era moderna!

Família credenciada? Observando sua possível genealogia, nota-se que há poucos séculos sua bisavó, a família tradicional ocidental, ainda gerava descendentes para um mundo imutável, administrado pelas verdades eternas decretadas pelos reis e pela Igreja. Mesmo após o Renascimento e as reformas religiosas, a família tradicional continuava a privilegiar as manifestações masculinas como fonte de referências comportamentais por meio do contrato matrimonial permanente, firmado exclusivamente entre membros heterossexuais de mesma etnia, a fim de suprimir idiossincrasias e reprimir inúmeros ângulos do feminino por acreditar na soberania do poder patriarcal atemporal sobre as descendências.

Condicionada por essa mentalidade autoritária, que alinhava Deus, rei e pai na mesma tradição hierárquica, a existência individual era imobilizada nas atividades agrícolas e comerciais da família extensa para o consumo da mesma família extensa, tornando coletivos todos os recursos para a subsistência. A solidariedade não seletiva, portanto, amalgamava o parentesco e a vida comunitária em um mesmo destino de lutas específicas da era pré-industrial.

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